Palm Coast, Flórida!

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…companheiros, hoje vamos falar da cidade onde eu vivo, aqui na Flórida, que eu adoro, chama-se Palm Coast, é uma cidade que pertence ao “Flagler County”, no estado da Flórida e, dizem que foi uma das cidades que mais cresceu no estado da Flórida, pois viviam aqui, 14.287 pessoas no censo do ano de 1990, 32.732, no censo do ano de 2000 e, o último censo, feito em 2010, a sua população andava à volta 75.180 pessoas, fazendo desta cidade a mais populosa do “Flagler County”!.

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…vista aérea de parte da cidade de Palm Coast!

…foi desenvolvida pela “ITT Community Development Corporation”, em 1969, e o plano de desenvolvimento original abrangia 48.000 lotes para se construir casa, em aproximadamente 42.000 acres (17.000 ha) dos 68.000 acres (28.000 ha) de propriedade da ITT.

…iria haver ruas pavimentadas, abastecimento de água central e esgotos, a servir todos os lotes desenvolvidos no âmbito do plano. Um extenso sistema de gestão da água foi projetado para reabastecer um lençol freático da região, (water table), que inclui 46 milhas (74 km) de canais de água doce e 23 milhas (37 km) de canais de água salgada.

… por volta do ano de 1975, o Conselho de Comissários do “Flagler County”, estabeleceu o “Palm Coast Serviço Distrital”, que inclui aproximadamente cerca de 40.000 acres (16.000 ha).

Os fundos para o distrito foram obtidos principalmente a partir de impostos “ad valorem”, e foram utilizados para providenciar  serviços de incêndio, como quarteis de bombeiros e estações de água nas ruas, (fire hydrants), iluminação das ruas, control de animais e outros serviços de emergência.

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…quando a cidade começou a ser projectada, era assim e, hoje ainda tem áreas selvagens!

…o estado da Flórida teve o seu primeiro sério “wildland urban interface” fogo em 1985, onde o fogo em Palm Coast, queimou 131 casas. Pesquisas sobre este fogo, indicaram que o factor mais importante era a proximidade da vegetação do solo muito densa, nas proximidades da estrutura das casas. Treze anos mais tarde, os incêndios atingiram todo o concelho e, foi ordenada a evacuação de emergência e 45.000 pessoas foram deslocadas. Organizações de supressão de fogo responderam de 44 estados, e a Flórida sediou a maior operação de repressão ao fogo, com meios aéreos já realizado nos Estados Unidos. Por causa do enorme esforço, apenas 71 casas foram destruídas.

…felizmente, hoje existem  na área, diversos quartéis de bombeiros, estrategicamente situados, com postos de observação, que nos dão uma situação de mais conforto. 

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…quando caminhamos, encontramos árvores centenárias!

 …em Setembro de 1999, os cidadãos de Palm Coast votaram esmagadoramente por uma margem de dois para um, para incorporar a cidade, com uma forma “council/manager” para a governar. Em 31 de dezembro de 1999, a cidade de Palm Coast foi incorporada oficialmente e em 1 de Outubro de 2000, todos os serviços foram oficialmente transferidos do antigo Serviço de Distrito, para a cidade de Palm Coast. A Câmara Municipal tem cinco membros e é eleita em eleição geral e serve mandatos alternados de quatro anos. Um membro é eleito “mayor”, sendo sua a responsabilidade de gestor municipal, nomeado pelo conselho.

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…a “Interstate 95”, cruza a cidade!

…a auto-estrada “Interstate 95”, atravessa a cidade, no sentido norte/sul, existe um hospital, muitos restaurantes, hoteis, grandes lojas de venda de todos os produtos essenciais para a normal vida do comum cidadão, polícia e serviço de vigilância com câmaras fotográficas, em todos os cruzamentos das principais ruas e avenidas, tem muitos restaurantes, oferece uma ampla gama de serviços, incluindo serviços de desenvolvimento, serviços de incêndio, construção de rua e de manutenção, parques e atividades recreativas e, tem milhas e milhas de corredores, tipo passeios para peões, para se caminhar ou andar de bicicleta, com paisagens bonitas, por entre canais de água doce ou salgada, com árvores com centenas de anos, as praias estão ao alcance de uns minutos, dizem que a cidade tem planos em andamento para novos quarteis dos bombeiros, e as terras adicionais para parques, preservação e protecção das terras ambientalmente sensíveis.

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…passeios para se caminhar, ou andar de bicicleta!

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…corredores, por entre vegetação selvagem!

…de acordo com o “United States Census Bureau”, a cidade tem uma área total de 51.7 milhas quadradas (134 Km.2). 50,72 milhas quadradas (131 km.2) da cidade, é a terra e 0.98 milhas quadradas (3 Km.2) dela (1.90%) é a água.

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…em alguns locais, a paisagem é deslumbrante!

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…às vezes, os golfinhos aparecem nos canais!

…a área em volta de Palm Coast, foi pela última vez batida directamente por um furacão em 2004, quando o “Furacão Charley” passou diretamente sobre a área, onde tivemos vento e chuvas fortes por alguns dias, falta de energia eléctrica, e outros precalsos próprios de quem vive em zonas tropicais e, lembro-me de todos os dias ir ao aeroporto de Flagler, buscar gelo, que a cidade distribuia grátis, para conservar os produtos alimentícios em bom estado de conservação.

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…os canais de água salgada, são o passatempo de  muitos pescadores!

…a localização privilegiada na costa leste superior da Flórida, juntamente com ventos predominantes, faz furacões menos frequentes do que outras partes da Flórida, no entanto, a região não é à prova de furacões. Desde que os registros foram feitos,  mais ou menos desde o ano de 1851, mais de 33 furacões e tempestades tropicais afectaram directamente a área.

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…praias selvagens, a uns minutos!

…Palm Coast tornou-se não só numa tranquila comunidade-dormitório para os trabalhadores das cidades de Santo Agostinho e Daytona Beach, enquanto muitos moradores trabalham também em Orlando e Jacksonville, fazendo o trajecto de Palm Coast, como também como local de residência, de muitas pessoas que chegada a idade de reforma, deixam o frio do norte, e aqui se instalam, neste clima muito parecido com o que tinham, em alguns países, principalmente do sul da europa e também do sul da américa, de onde eram oriundos, a estas pessoas chamam-lhe, os “Snowbirds”!.

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…em alguns dias, a praia é só sua!

…quase todas as comunidades que por aqui habitam, estão organizadas, tendo sede de clubes, onde se juntam, fazendo  festas, pelo menos ao fim de semana e claro, a Portuguesa não é excepção, também tem a sede do seu clube, onde nunca falta a “sardinha assada à Portuguesa”, pelo menos ao fim de semana!.

…mais ou menos pelo ano de 2.000, um estudo que fizeram,  mostrava que nesta cidade, o inglês era falado como primeira língua e era responsável por 87,66% de todos os residentes, enquanto que 12,33% falavam outros idiomas como língua materna. O mais significativo foi as pessoas que falavam espanhol que compunham 6,48% da população, enquanto o alemão surgia como a terceira língua mais falada, e tornou-se 1,18%, o italiano era falado por 1,02%, e dizem que os portugueses eram mais ou menos 1,00% da população!

Hoje será tudo diferente?. Talvez sim, acreditamos mesmo que sim!

Pronto, já sabem alguma coisa de Palm Coast!

Até qualquer dia, falando de outra cidade!.

Tony Borie, 2013.

 

…uma foto! – Homer Spit, Alaska

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…no Alaska, naquela altura do ano, era de dia por um período de 22 horas, e nas restantes 2 horas, era só um pouco escuro, portanto, dormíamos quando o sono chegava, pois era quase sempre de dia!

 …seguimos por algumas horas, pela estrada número 3, apreciando vales e montanhas, lagos e pequenos ribeiros, aqui e ali pequenas povoações, onde em todas sempre havia um grande letreiro à entrada dizendo que ali sim, era a capital da pesca ao salmão, com uma grande fotografia de um salmão maior que a dita povoação!.

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…vista de Homer Spit!

…uns quilómetros depois, entrámos na estrada número 1, rumo ao sul, até Homer, que muitos chamam “fim da estrada”, querendo dizer que para a frente é só água, e na verdade é, pois está localizada no sudoeste da península do Kenai, e destingue-se, porque tem um cabo de terra, a que chamam de “Homer Spit”, em parte feito pelo homem, que entra pela baía de Kachemak, por uma distância de aproximadamente 4,5 milhas, ou seja 7,2 quilómetros, que dizem que é a estrada mais longa, entrando em águas do oceano em todo o mundo!.

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…”The Nick Dudiak Fishing Lagon”!

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…outra imagem de “The Nick Dudiak Fishing Lagon”!

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…zona de combate, no “The Nick Dudiak Fishing Lagon”!

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…Tony pai, e Tony filho, no “The Nick Dudiak Fishing Lagon”!

…onde por sua vez, existe uma entrada artificial de água, (fishing hole), a que orgulhosamente chamam “The Nick Dudiak Fishing Lagon” e, quando a maré sobe enche essa área onde faz a delícia dos pescadores!.

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…pequenos restaurantes!

…também tem muitos pequenos restaurantes ao longo desse cabo de terra!.

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…o Tony pai, a mãe Isaura e o filho Tony, em frente à marina!

…tem lá uma marina só para barcos de pesca!

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…quando a maré está baixa, reparam os barcos, este serve de residência!

…nas suas proximidades, quando a maré está baixa, fica uma área de quilómetros seca, onde muitos aproveitam para fazer reparações no casco dos barcos!.

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…o famoso Salty Dawg Saloon!

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…Tony pai, e Tony filho, em frente ao Salty Dawg Saloon!

…também lá existe o famoso Salty Dawg Saloon, que é considerado um monumento em Homer, pois foi uma das primeiras casas construídas no “Homer Spit”, por volta do ano de 1897, servia de farol de sinalização, casa dos correios,  estação dos caminhos de ferro, loja de conveniência e escritório de uma companhia de minas de carvão por muitos anos, em 1909, fizeram uma segunda casa, que serviu de escola, correios e loja de conveniência, mais tarde foi casa onde viveram três adultos e 11 crianças, em 1940 um homem de negócios comprou o edifício e passou a ser o escritório da Standard Oil Company, e finalmente em 1957, abriu como Salty Dawg Sallon, que é um bar típico do Alaska, como era no princípio do século passado, com o chão térreo e serradura no chão, onde se pode falar de tudo, mesmo dizendo asneiras, cuspindo no chão, pondo as cascas dos amendoins no chão, e fazendo tudo o que nos der na real gana, como é normal dizer-se, claro sem insultar ou provocar alguém, e beber cerveja local à temperatura da casa, por canecas muito grandes, algumas de barro ou porcelana!.

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…as águias de colar branco andam por ali!    

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…às vezes vão pescar!

…para tudo isto, além de talvez ser o local em todo o território do Alaska onde existe a maior comunidade de águias de colar branco, que passam o tempo pescando!.

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…limpando um halibut! 

…aqui passámos dois dias, pescando e convivendo com outras pessoas que lá estavam, vindas dos mais diversos pontos dos USA, também com a intenção de pescar. Se for um pescador com alguma sorte, (só pode pescar 2 peixes grandes por dia e por pessoa, depois de adquirir a respectiva licença), pode enviar o peixe já limpo para casa, por intermédio de um armazém frigorífico especializado que lá existe, assim como alguns apetrechos de pesca, que não possam vir no avião de regresso!

Até qualquer dia, de novo viajando.

Tony Borie, 2013.

…desenhando passagens da guerra! – “…os Amigos!”

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 Quase todos os antigos combatentes, quando escrevem as suas memórias, mencionam os seus companheiros, os seus amigos, aqueles que estiveram a seu lado, durante o horroroso conflito armado, por que passaram!.

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É uma verdade, todos, mesmo todos, se fechar-mos os olhos por momentos, recordamos o amigo, aquele que não era muito amigo, e até aquele que era mesmo um pequeno inimigo e, fazemos isso, talvez porque naquela altura, estávamos numa idade jovem, eram os “verdes anos”, ainda estávamos a gravar no pensamento, tudo o que era novo, as pessoas que nunca tinhamos visto antes, umas que eram parecidas com nós, na sua maneira de proceder, outras não, algumas eram instruídas e absorvia-mos as suas palavras, que para nós era novidade, outras que eram rudes na maneira de se exprimirem, mas com bons sentimentos, enfim, sem nos aperceber-mos estáva-mos a frequentar, embora num cenário perigoso, uma boa “escola da vida”.

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O “Cifra”, pois era este o nome guerra que o Tony tinha em zona de combate, teve lá um amigo, naquele perigoso cenário de guerra onde esteve envolvido, que nunca o mencionou aqui e, também nunca lhe colocou qualquer nome de guerra e, também não é agora que lhe vai pôr, porque sempre respeitou o seu sofrimento, portanto vai tratá-lo única e simplesmente por “amigo”, era das ilhas, falava com um sotaque de voz diferente, também era operador cripto, sofria a ausência da sua esposa e um filho, que deixou nas ilhas, todos os dias procurava um local um pouco longe dos demais, colocava-se de joelhos, quase sempre com a cara virada para o que julgava ser as ilhas de onde era oriundo, falava umas lamúrias, que devia ser rezar, chorava, de vez em quando  levantava a cara e as mãos e fazia umas preces, em voz alta.

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Este amigo, trazia a fotografia da esposa e do filho, sempre consigo, fez um pequeno quadro onde colocava essa fotografia, e sempre que entrava de serviço, esse quadro era colocado na mesa onde decifráva-mos as mensagens, de vez em quando o “Cifra” via-o a falar sozinho e questionado, dizia que falava com a esposa, escrevia um aerograma por dia para a sua esposa e talvez família, um maço de cigarros durava-lhe para três dias, bebia um pouco de vinho na altura da refeição, não ia para a “tabanca”, que era uma aldeia, próxima do aquartelamento onde estavam acantonados, não convivia com mais ninguém, a não ser com o pessoal da cifra ou das transmissões, a sua roupa estava sempre impecável e, dizia que era assim que a sua esposa queria que ele andasse, durante dois anos nunca criou problemas com ninguém, em outras palavras, vivia o seu mundo de saudade da sua família, sofrendo e criando  alguma angústia.

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O “Cifra”, sempre pensou, que este amigo, sim, sofreu com a guerra, sofreu tudo o que aquela zona de conflito onde estava estacionado lhe proporcionava, menos talvez o contacto directo com os guerrilheiros, que os militares de acção tinham, mas tirando essa vertente, este amigo sofreu todas as horas, todos os dias que foram a sua estadia em Mansoa, lá na Guiné.

O seu aspecto, no final da comissão, era de uma pessoa com muito mais idade, do que na realidade tinha, criou algumas rugas na testa e, já caminhava um pouco curvado para a frente.

Dizia que era oriundo das “Flores”, a ilha mais linda dos Açores e, mais perto de outro continente.

Tony Borie, 2013.

…uma foto! – “Fort Laramie”!

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…alguém nos informou que havia diversas maneiras de cruzar o estado de Wyoming, podia ser por estradas rápidas, ou atravessando planícies quase desertas, onde podia aparecer um letreiro a dizer que a próxima aldeia ou vila era a 100 milhas de distância!.

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…placa, assinalando a entrada do Fort Laramie!

…ainda hoje, não sabemos qual a razão, mas optámos por o letreiro a dizer que a próxima aldeia ou vila era 100 milhas de distância, portanto na cidade de Cheyenne, que é a capital do estado, enchemos o tanque de gasolina, compramos  fruta, água e gelo, o GPS indicando o próximo destino, e sem dar por nada estavamos sózinhos na estrada, rumo ao norte, de vez em quando passavam algumas pessoas de moto, e quando passam essas pessoas de moto é sinal que a paisagem deve de ser linda, pois essas pessoas que viajam por aquelas paragens de moto, são como antigamente os cowboys, gostam da paisagem e da solidão, levantavam sempre a mão quando por nós se cruzavam, que devia de ser a dizer, “alô, tem calma, desfruta da paisagem”, isto foi por milhas e milhas, sem qualquer povoação, abandonada ou não, não se via sinais de vida, só algumas caravanas ou motos, até que chegamos muito perto da povoação do célebre “Fort Laramie”, onde a população ainda não ultrapassa as 250 pessoas e, as ruínas do forte se situam a poucas milhas.

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…o Tony, junto de uma caravana, dentro do forte!

O “Fort Laramie”, é um “National Historic Site”, foi uma praça militar onde se assinaram importantes tratados entre o governo  e os índios que na altura habitavam toda esta área, era um importante local de paragem para quem viajava nos “Trails”, ou seja, caminhos que iam dar a Oregon, Califórnia e mesmo a Mormon, também servia de ponto de paragem e abastecimento aos diversos regimentos de cavalaria e infantaria, que iam fazendo a expansão do território por estas planícies onde havia muitas aldeias e tribos de índios.

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…uma pintura, mostrando o forte, por volta do ano de 1840!

Dizem que o primeiro assentamento foi erigido por volta do ano de 1834, sendo denominado por “Fort William”, servindo como intercâmbio, principalmente de peles, dois anos depois, as instalações foram vendidas à “American Fur Company” e, na década seguinte começou a ser um lugar importante de paragem para todos os pioneiros que se dirigiam, como já dissemos para o oeste.

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…um aspecto das ruinas do forte!

Por volta de 1841, foi erigido o “Fort John”, já feito em adobe, que substituiu o então existente “Fort William”, que era feito em madeira e, como estava situado junto ao rio Laramie, começou logo a ser conhecido por “Fort Laramie”.

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…o Tony, junto do “padrão”, existente dentro do forte!

Devido à necessidade de se estabelecer alguma segurança ao longo do que então chamavam de “Oregon Trail”, que era o caminho que os pioneiros usavam, no ano de  1849 o Exército comprou o forte por 4.000 dólares, passando a ser um local muito importante e de segurança no caminho para oeste, para onde os aventureiros se dirigiam, principalmente para a California, para a “descoberta de ouro”!. Estima-se que por volta de 1850, umas 50.000 pessoas passaram por este forte e, tanto pioneiros como militares, conviviam, negociavam e, por aqui ficavam algum tempo.

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…outro aspecto do Fort Laramie!

O “Fort Laramie”, é hoje um símbolo do “Velho Oeste Americano”, por aqui passaram muitas personalidades, umas conhecidas, outras menos conhecidas, mas podemos destacar, os homens de montanha Jedediah Smith e Jim Bridger, o lider dos Mormons Brigham Young, o chefe dos índios “Sioux”, “Red Cloud”, o célebre cowboy e guia militar “Wild Bill Hickok”, o “Marshall Wyatt Earp”, o “Buffalo Bill” e muitos outros nomes que ficaram na história, que Hollywood imortalizou nas diversas películas algumas rodadas com este forte servindo de cenário.

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…as camaratas dos militares!

Está situado  quase quando se cruza o “North Platte River”, um pouco na entrada do “Laramie River”, ainda se pode ver as camaratas dos militares, algumas divisões das casas dos militares oficiais, que viviam com as suas famílias, o curral dos cavalos junto ao rio, a parada e algumas peças de artilharia usada na época.

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Depois de percorrer toda a área, já no regresso ao nosso jeep, fechando os olhos, vemos o chefe dos índios “Sioux”, o “Red Cloud”, no seu cavalo branco, gritando:

– Foraaaaa… daaas… minhaaaas… terraaaas…!.

Até qualquer dia, viajando!

Tony Borie, 2013.

…uma foto! – “icebergues”

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Andamos por lá, aqueles blocos de gelo, eram enormes e andavam por ali, ao de cima, alguns com figuras geométricas interessantes, tinham uma cor azulada, eram os “Icebergues”!.

Estáva-mos no Alaska, tinha-mos chegado à cidade de Valdez, onde passámos dois dias esperando transporte no “Ferry”, que nos havia de levar a cruzar a enseada de Prince William Sound, até ao porto de Whittier, no sul.

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…de barco, onde também foi o nosso carro, navegámos por entre montanhas!.

De barco, atravessámos por entre montanhas, glaciares e água azul, mas gelada, a enseada de Prince William Sound, que está  localizada na parte leste da península Kenai, onde o seu maior porto é a cidade de Valdez. Este pequeno trecho de mar, é cercado por escarpas e glaciares das “montanhas Chugach”, o litoral é muito recortado, com muitas ilhas e fiordes, alguns dos quais apresentam gelo, que se desprende e anda a boiar ao sabor da corrente, vimos baleias, que vinham à superfície e, claro, apareciam aqueles bocados de gelo, que a muitas pessoas parecem “inofensivos”, mas por vezes até nem são, são bocados de gelo, de “água doce”, que se desprendem dos “glaciares”, que felizmente ainda existem no “planeta terra”, principalmente na parte norte, são originários da “era glacial”, portanto  têm mais de cinco mil anos!.

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…chegada ao porto de Whitter!

Sabiam que só aproximadamente 10% do volume de um “icebergue”, que como diziamos é constituido de água doce, anda ao de cima da água do mar, portanto salgada,  o resto, os 90%  do seu volume, estão submersos, daí o seu enorme perigo, principalmente para a navegação. Técnicamente, a massa específica da água doce, mesmo em estado sólido onde podem existir no seu interior outros corpos, como por exemplo, animais, fósseis ou pequenas rochas, é mais leve e flutua e, não se podem confundir com bocados de água salgada do mar, que em certas regiões fica gelada no inverno, mas raramente resistem á temperatura no verão, portanto dissolvem-se.

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…em frente a um “glaciar”, no Alaska!

Só mais um pequeno pormenor, quem frequentou a escola, na disciplina de artes e desenho, explicavam que se alguém quissese desenhar um ser humano, portanto homem ou mulher, para que o corpo ficasse com proporção, teria que dividir esse mesmo corpo em sete partes e, uma seria a cabeça, pois vejam como a natureza é “inteligente”, só cerca de 1/7 de um “icebergue” (portanto a tal cabeça), com dimensão ao comprido, ou seja, quando a sua configuração é estreita e comprida, é visível, pois os restantes 6/7, estão ocultos, constituem o lastro submerso da massa polar flutuante!. Daí nasceu aquele ditado popular, que diz mais ou menos assim: “isto ou aquilo, é apenas a ponta do icebergue”, quando alguém se refere a algo que aparenta ser um problema, uma situação, que parece ser simples, mas na verdade é complexa e tem uma envergadura muito maior, tal como a parte escondida do “icebergue”!.

Quase todos nos lembramos de ter lido, visto filmes, ou lendo em livros ou revistas, aquele trágico acidente da colisão com um “icebergue”, do transatlântico, acabado de ser construído e se chamava “RMS TITANIC”, em Abril de 1912, que embateu num “icebergue”, que à superfície era pequeno, mas lá no fundo era gigante!.

Já chega de falar em frio, o sol é melhor e, trás vitamina ao nosso corpo!.

Até qualquer dia, de novo no gelo!.

Tony Borie, 2013

…fomos à Feira!

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  Ao sábado, às vezes ao domingo, vamos à feira!

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…a estrada número 95, norte!  

Fica perto do lugar onde vivemos, é simples, a estrada número 95, no sentido norte leva-nos lá, é pouco mais de 15 milhas, tem alguns letreiros anunciando a feira, e chegando à sua área, até se pode avistar da estrada.

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…até se pode avistar da estrada!  

Para quem emigrou há muitos anos de Portugal, onde as feiras eram os supermercados de hoje, com toda a certeza que vai gostar, pois na feira vende-se de tudo, desde hortaliças, fruta, plantas, comidas rápidas, bejuterias, brinquedos, ferramentas novas e usadas, móveis, roupas, facas, navalhas, enxadas, pás, carros de bebé, canas de pesca, violas, panelas, computadores, livros, mulheres a “ler  a sina”, cabeleireiras, motas, bicicletas, “ferro velho”, que é a área que mais gostamos, máquinas de cortar relva, moedas velhas, tesouras, coisas chinesas, a um dollar, cassetes antigas, utensílios de cozinha e não só, relógios, televisões novas e usadas, enfim tudo o que procuramos, aqui e ali, encontramos!.

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…as feiras de ontem, são os supermercados de hoje!

Depois pode-se discutir o preço, tipo “cigano”, pedem vinte dollares, oferecemos cinco dollares, alguns negociantes ficam escandalizados e resmungam palavras de circunstância, outros até entregam, dizendo que era para se “estriarem”!..

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…entrada da feira!

Na feira, podemos trajar a roupa que mais nos sentir-mos confortáveis, podemos ir, de calção, chinelos, em camisa ou camisola, sem camisa ou camisola, que ninguém repara, não há “preconceitos”, podemos ir comendo uma maçã, que acabámos de comprar, ou até com uma cerveja ou coca-cola na mão, tudo é normal, sntimo-nos livres, algumas famílias vão juntas, pai, mãe e filhos pela mão, desde o homem ou a mulher idosa, que leva o seu cão, acarinhando-o de vez em quando, até o casal de namorados, que vão aos beijos e abraços, sem se preocuparem com quem caminha ao seu lado!.

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…na feira, compra-se e vende-se, de tudo!

Chegam os homens das motos, que possívelmente, viajavam na estrada número 95, param, encostam as potentes motos, abrem os braços, esticam as pernas, fazem alguns movimentos, como a dizer, “estou numa área livre”, tal como há muitos anos faziam os “cowboys”, nas padrarias desertas do oeste americano, ajeitam alguma roupa, e vão apreciar a feira, sentindo-se livres!. Possívelmente, não vão comprar nada, mas o que é que isso interessa, vão caminhar numa área livre, onde existem pessoas, podem falar, beber, comer, da maneira que mais confortáveis se podem sentir, sem que ninguém repare nos seus gestos ou atitudes!.

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…na feira, as pessoas, podem trajar, conforme se sentem mais confortáveis!

Também lá existe um cantor, que se acompanha de uma viola, que nos delicia com baladas do oeste americano!

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…é uma área livre!     

Alguém a meu lado com sotaque “brazileiro”, disse:

– Deixa, meu bem, isto parece o “Mercado das Pulgas”!.

Creio que este género de feira, recebeu este nome por causa da venda de vestuário, muitas vezes infestado de pulgas!.

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 …também lá há a barraca das guloseimas!

Dizem que a  origem do nome das feiras livres nos USA, a que uns chamam “Flea Market”, outros chamam “Swap meet”, para cujo nome existem diversas teorias, uns dizem que foi derivado ao nome de “Fly Market in 18th century New York City”, outros dizem que vem da palavra em germânico, “Vlaie”, ou “Vlie”, que queria dizer vale, ou terra alagadiça, que estava localizada no “Maiden Lane”, próximo do East River, em Manhattan, existem mais opiniões, mas de uma maneira ou de outra, a verdade é que por volta do ano de 1800 a principal feira na cidade de New York, chamava-se “Fly Market”.

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 …possivelmente, você não vai comprar nada, vai só ver!

Agora as verdadeiras feiras livres, começaram por volta do ano de 1873, numa povoação do estado do Texas, chamada Canton, chamava-se na altura “Monday Trade days in Canton”, onde as pessoas se juntavam, para vender ou comprar cavalos, pouco tempo depois já compravam e vendiam de tudo o que lhes dava na “real gana”, como é costume dizer-se, e logo outras povoações adoptaram o sistema, que se foi alastrando por todos os USA, algumas com construções modernas, outras mais modestas.

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…estão quase sempre localizadas, num local ermo!

Normalmente, são localizadas, num lugar ermo, onde existe espaço para os carros estacionarem, as pessoas se sentirem livres, e onde se pode vender, ou comprar coisas de boa, muito boa, fraca, mesmo muito fraca qualidade, e onde se pode discutir o preço!.

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 …tudo se vende!

Pronto, nós hoje comprámos umas ervas secas, entrelaçadas, em jeito de “trança”, que só existem nas planícies no estado de Wyoming ou nas terras mais planas encostadas às montanhas, em Montana, que os nativos americanos, chamam de “Sweetgrass”, e trás às pessoas “bons espíritos e boas influências”, e a nossa esposa e companheira, comprou uns brinquedos para os netos!.

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…uma trança de “Sweetgrass”!

Até qualquer dia, de novo na feira livre, ou  “Flea Market”, “Fly Market”,  ou “Swap meet”, depende como lhe queiram chamar!.

Tony Borie, 2013.

…desenhando passagens da guerra! – as noticias

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…Veterans Day!

Companheiros, o “Dia de Veteranos de Guerra”,  foi esta semana, portanto vamos lembrar um episódio que se passou quando o Tony era jovem, e estava aquartelado em zona de guerra, cujo nome de guerra era “Cifra”.

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Quarta feira, é dia de correio, vem a avioneta, que por vezes nem aterra, passa rasteiro e larga os sacos, no que os militares chamam o campo de aviação, que é a tal área plana que existe ao norte da tal aldeia com casas cobertas de colmo. O piloto da avioneta, costuma ser o “Pardal”, foi assim que o baptizaram, pois costuma fazer umas habilidades antes de largar os sacos do correio, como por exemplo, dá uma volta rasteira ao aquartelamento, de lado, a rasar a enorme árvore, a que chamam a  “Mangueira do Setúbal”, que existe dentro do aquartelamento, fazendo os macacos e periquitos fazerem um barulho fora do normal. O “Pardal”, sabia isso!.

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Uma secção de combate, vai buscar os sacos, que os trás para o aquartelamento, onde já todo o pessoal espera a distribuição, alguns com uma dúzia de madrinhas de guerra, recebem um monte de cartas, com fotografias e tudo, outros, nem uma carta, mas não ficam tristes, vão direitos à cantina e abafam a amargura numas garrafas de cerveja ou numas canecas do café, cheias de vinho.

O Cifra, recebeu quatro cartas e três aerogramas, chamaram o seu nome sete vezes. Alguns colegas assobiaram, e como o Cifra se ria, alguns fizeram-lhe um gesto erótico com o dedo da mão direita, mas adiante, pois de outras vezes, e em situação oposta, o Cifra fazia o mesmo, uma dessas cartas, era dos seus pais, onde a mãe Joana, começava por dizer que tinha pedido à menina Teresa, que era uma vizinha,  costureira e solteira, de quase sessenta anos, e como sabia ler e escrever,  entre outras coisas era a conselheira da família, e o Cifra até se lembra de uma vez, a menina Tereza, aparecer muito aflita em casa de seus pais pela manhã, e dizer com a voz embargada pela angústia:

– Joana, hoje é um dia de luto, arranja alguma roupa de cor preta e veste, pois morreu o Marechal Óscar Carmona, e está a mãe Pátria de luto, estamos todos de luto, anda vai mudar de roupa, mulher de Deus!.

Ao que a mãe Joana, muito admirada, e nesse momento limpando as mãos a um avental, já muito sujo e roto, pois tinha acabado de regressar do curral dos porcos, onde tinha deitado na pia, um balde com alguns restos de comida, que tinham sobrado do dia anterior, lhe responde:

– Hó meu Deus, deve ser alguém conhecido dos primos de Lisboa, pois eu não me recorda de ninguém na família com esse nome!.

E o Cifra, que nessa altura se chamava Tó d’Agar, ficou radiante, pois a menina Tereza, mais à frente dizia que nesse dia não havia escola, pois o País estava de luto, para chorar a morte do presidente!.

Mas adiante, vamos continuar com a história, ela contava na carta, que tem andado um pouco sem cabeça, para notar a carta, mas hoje estava melhor, e dizia, que o irmão mais velho, quer casar com uma rapariga para os lados do rio Vouga, e não pára em casa, anda sempre fugido. O irmão do meio, que sempre foi um aventureiro, e quando o Cifra era criança, lembra-se que esse irmão andava sempre vestido com alguns farrapos, que colocava no corpo, e parecia tal e qual o “Robin dos Bosques”, e com uma habilidade espantosa no manejo de um arco, feito por ele, e acertava com uma flecha, feita de pau, nas galinhas, no cão, nas ovelhas, nas cabras e nos porcos!.

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O Cifra, recorda-se do irmão, tal e qual ele via nos desenhos dos livros de quadradinhos que o Carlos, filho do Santos dos correios, que tinha vindo dos lados de Leiria, e sempre lhe trazia, com um lápis de cor vermelha ou azul, que o pai geralmente usava nos correios, e não só, pois também fazia a revisão e censura do jornal da vila, que o senhor Macieira, compunha letra por letra na travessa da venda da Tia Zinia, tudo isto a troco de uma simples conta de multiplicar, em que o Cifra, naquela altura, To d’Agar, lhe resolvia, em dois minutos na louza de pedra, com um riscador também de pedra. Mas não tirando o fio à meada, esse irmão, está com a mania de ir para Lisboa, ter com os primos.

Dizia também, que o pai, estava muito resmungão, mas era a sua companhia. A quinta, estava muito mal tratada, já tem algumas silvas nas terras altas. Explica ainda, que na semana que passou, foram à vila buscar o dinheiro. (Dinheiro este, que recebem do governo, e que diziam, que metade era pago por o governo, que o mandou para aquela província, e outra metade era pago por uma multinacional de nome parecido com “Marconi”, o Cifra, nunca soube, mas o dinheiro que os pais do Cifra iam receber, é parte do salário militar do Cifra, por se encontrar em cumprimento de serviço numa província do ultramar).

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 …por se encontrar em serviço militar, numa província do ultramar!   

Dizia também, que no local onde foi receber o dinheiro, lhe deram café com leite e pão com manteiga, e que um senhor que parecia militar, lhe explicou, que o seu filho, já não era seu filho, mas sim filho da Pátria, ou coisa parecida, e que estava pronto a morrer, para salvar essa Pátria, que era a sua verdadeira mãe, ao que ela começou logo a chorar, e sempre chorava quando lhe vinha isto à lembrança, pois tinha sido ela que o trouxe na barriga por nove meses e dois dias, e foi a sua mãe, avó do Cifra, que naquela altura se chamava Tó d’Agar, que a ajudou a trazê-lo ao mundo, e que lhe deu de mamar, e que o criou, e agora vem o maldito do militar dizer que não é seu filho, que o “diabo o arrenegue para o meio do inferno”, e que pedia a todos os Santos, mais à Nossa Senhora de Fátima, para que ao receber esta carta, ainda estivesse vivo, aliás, a partir desse momento, todas as cartas que recebia da mãe, começavam sempre com a frase, “Oxalá que ainda estejas vivo”!.

E continuava dizendo na carta, que esse dinheiro, é o que lhe tem dado algum jeito, a ela e ao seu pai. Cada um tem um par de tamancos novos, e o pai tem umas botas de borracha, a que chamam “galochas”, agora anda sempre com os pés secos. Comprou cobertores novos, o seu pai e ela andam mais bem calçados. Os vizinhos, perguntam por ele, e mandam recomendações. Na vila, tinha visto algumas pessoas do grupo folclórico, que lhe perguntaram se ele estava vivo, pois tinham visto na televisão umas notícias da Guiné, onde morreram muitos militares, e que a guerra aí era feia, mandavam saudações, e que esperavam por ele.

Pronto, ia acabar, que recebesse a sua benção, e finalizava com a frase, “que Deus te  proteja”. As outras cartas, eram dos primos de Lisboa, e das madrinhas de guerra, pois neste momento, escreve-se com uma brasileira, duas espanholas e duas portuguesas, uma das quais, viria a ser a sua companheira para o resto da vida.

Tony Borie, 2013.

…agora a versão em língua inglesa, para os mais novos!

The News

Wednesday is the day to post. Comes the plane, which sometimes lands or passes keeper and large bags, in what the military calls the airfield, which is such a flat area that is north of that village houses with thatched roofs. rider usually the “Sparrow” was so christened because usually do some skills before dropping the bags of mail, such as strolling the undergrowth quartering aside, close the huge tree, which they call the “Mangueira the Setubal “that exists within the barracks, making the monkeys and parakeets make a noise out of the ordinary. The “Sparrow”, knew it. A section of combat will get the bags, which brings to the barracks, where it all staff waiting for distribution. Some, with a dozen bridesmaids war, receive a lot of letters, with photos and everything. Other, not a letter, but do not get sad, go right to the cafeteria and drown the bitterness  beer bottles or mugs of coffee, full of wine. Cipher The received four letters and three letter cards, called his name seven times. Some fellow whistled, and laughed as the Cipher, some have made it a erotic gesture with his finger on his right hand. But later, because of other times, and in the opposite situation, the Cipher did the same. One of these letters was from their parents.

The mother Joan began by saying that he had asked the girl Teresa, who was a neighbor, a seamstress and single, of nearly sixty years to learn to read and write, among other things was the adviser of the family, and the Cipher to remember a time the girl Teresa appears very distressed at his parents’ home in the morning, saying in a voice choked with anguish:

– Joan, today is a day of mourning, get some clothes and wears black because he died Marshal Óscar Carmona and mother Fatherland is in mourning, we are all in mourning, walks will change clothes, woman of God.

When her mother Joan, much admired at that time wiping her hands on her apron, already very dirty and shabby, I had just returned from swinery, where he lay in the sink, a bucket with some leftovers, which were left from the previous day, he answers: – Oh my God, it must be someone known cousins Lisbon, because I do not remember anyone in the family with that name! And Cipher, which at that time was called Tó d’Agar, was radiant as the girl Teresa, later said that there was no school that day, for the country to mourn, to mourn the death of the president. But further, let’s continue with the story. The mother Joan told in the letter that has been a little head off to notice the letter, but today was better, and said that the elder brother wants to marry a girl to the side of the river Vouga, and does not stop at home ‘s always fled. The middle brother, who was always an adventurer, when the cipher was a child, remember that this brother was always dressed in some rags, which placed in the body, looking just like the “Robin Hood,” and with a skill amazing in handling a bow, made by him, acertava with an arrow made of wood, the chickens, the dog, the sheep, the goats and pigs. Cipher The recalled his brother, just like he saw the drawings of comic books that Carlos, son of postal Santos, who had come from the sides of Leiria, who always brought him with a pencil red or blue, the father usually wore in the mail, and not only because it also was to review and censorship of the newspaper of the village, that Mr. Apple Tree, composed letter by letter on the platter of the sale of Tia Zinia, all this in exchange for a simple account of multiplying in the Cipher at that time To d’Agar , solved it in two minutes on the slate stone with a scriber also stone. But not taking the thread, this brother is with the craze of going to Lisbon, take with cousins. said also that his father was very grumpy, but it was his company. The fifth was badly treated, already has some brambles in the highlands. Explains that in the past week were the village to collect the money. (This money they receive from the government, they said, was half paid by the government, which sent him to that province, and the other half was paid by a multinational name like “Marconi”, the Cipher, never knew, but the money Cipher’s parents would receive military pay is part of the Cipher, because he is fulfilling a province of overseas service.) He also said that in the place where it was to receive the money, gave him coffee with milk and bread with butter, and that a man who looked military, explained that his son was not his son, but the son of the Fatherland, or something, and he was ready to die to save this country, that was his real mother, she soon began to cry, and always cried when he came to this memory because she had been brought in the womb for nine months and two days, and it was her mother, grandmother Cipher, which at that time was called Tó d’Agar , who helped bring him to the world that he gave to nurse, who created it, and now comes the goddamn military say it is not his son, the “devil arrenegue to the middle of hell,” and that requested all the saints, more to Our Lady of Fatima, so that when you receive this letter, still alive, in fact, from that moment, all the letters he received from the mother, always beginning with the phrase, “I wish you’re still alive. “ He continued saying in the letter that the money has given him somehow, her and her father. Each has a pair of new clogs, and her father has some rubber boots, which they call “wellies,” now always walk with dry feet. Bought new blankets, her father and her walk better shoes. Neighbors ask for it and send recommendations. In the village had seen some of the folk group, who asked if he was alive, they had seen on television some news of Guinea, where many soldiers died, the war there was ugly, sent greetings and waiting for him. Ready, would end, he received his blessing, and ended with the phrase, “God protect you.” Other letters were cousins of Lisbon and godmothers of war, because this time, it is written with a Brazilian, two Spanish and two Portuguese, one of which was to be his companion for life.

Tony Borie, 2013.