…fomos à Feira!

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  Ao sábado, às vezes ao domingo, vamos à feira!

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…a estrada número 95, norte!  

Fica perto do lugar onde vivemos, é simples, a estrada número 95, no sentido norte leva-nos lá, é pouco mais de 15 milhas, tem alguns letreiros anunciando a feira, e chegando à sua área, até se pode avistar da estrada.

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…até se pode avistar da estrada!  

Para quem emigrou há muitos anos de Portugal, onde as feiras eram os supermercados de hoje, com toda a certeza que vai gostar, pois na feira vende-se de tudo, desde hortaliças, fruta, plantas, comidas rápidas, bejuterias, brinquedos, ferramentas novas e usadas, móveis, roupas, facas, navalhas, enxadas, pás, carros de bebé, canas de pesca, violas, panelas, computadores, livros, mulheres a “ler  a sina”, cabeleireiras, motas, bicicletas, “ferro velho”, que é a área que mais gostamos, máquinas de cortar relva, moedas velhas, tesouras, coisas chinesas, a um dollar, cassetes antigas, utensílios de cozinha e não só, relógios, televisões novas e usadas, enfim tudo o que procuramos, aqui e ali, encontramos!.

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…as feiras de ontem, são os supermercados de hoje!

Depois pode-se discutir o preço, tipo “cigano”, pedem vinte dollares, oferecemos cinco dollares, alguns negociantes ficam escandalizados e resmungam palavras de circunstância, outros até entregam, dizendo que era para se “estriarem”!..

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…entrada da feira!

Na feira, podemos trajar a roupa que mais nos sentir-mos confortáveis, podemos ir, de calção, chinelos, em camisa ou camisola, sem camisa ou camisola, que ninguém repara, não há “preconceitos”, podemos ir comendo uma maçã, que acabámos de comprar, ou até com uma cerveja ou coca-cola na mão, tudo é normal, sntimo-nos livres, algumas famílias vão juntas, pai, mãe e filhos pela mão, desde o homem ou a mulher idosa, que leva o seu cão, acarinhando-o de vez em quando, até o casal de namorados, que vão aos beijos e abraços, sem se preocuparem com quem caminha ao seu lado!.

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…na feira, compra-se e vende-se, de tudo!

Chegam os homens das motos, que possívelmente, viajavam na estrada número 95, param, encostam as potentes motos, abrem os braços, esticam as pernas, fazem alguns movimentos, como a dizer, “estou numa área livre”, tal como há muitos anos faziam os “cowboys”, nas padrarias desertas do oeste americano, ajeitam alguma roupa, e vão apreciar a feira, sentindo-se livres!. Possívelmente, não vão comprar nada, mas o que é que isso interessa, vão caminhar numa área livre, onde existem pessoas, podem falar, beber, comer, da maneira que mais confortáveis se podem sentir, sem que ninguém repare nos seus gestos ou atitudes!.

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…na feira, as pessoas, podem trajar, conforme se sentem mais confortáveis!

Também lá existe um cantor, que se acompanha de uma viola, que nos delicia com baladas do oeste americano!

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…é uma área livre!     

Alguém a meu lado com sotaque “brazileiro”, disse:

– Deixa, meu bem, isto parece o “Mercado das Pulgas”!.

Creio que este género de feira, recebeu este nome por causa da venda de vestuário, muitas vezes infestado de pulgas!.

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 …também lá há a barraca das guloseimas!

Dizem que a  origem do nome das feiras livres nos USA, a que uns chamam “Flea Market”, outros chamam “Swap meet”, para cujo nome existem diversas teorias, uns dizem que foi derivado ao nome de “Fly Market in 18th century New York City”, outros dizem que vem da palavra em germânico, “Vlaie”, ou “Vlie”, que queria dizer vale, ou terra alagadiça, que estava localizada no “Maiden Lane”, próximo do East River, em Manhattan, existem mais opiniões, mas de uma maneira ou de outra, a verdade é que por volta do ano de 1800 a principal feira na cidade de New York, chamava-se “Fly Market”.

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 …possivelmente, você não vai comprar nada, vai só ver!

Agora as verdadeiras feiras livres, começaram por volta do ano de 1873, numa povoação do estado do Texas, chamada Canton, chamava-se na altura “Monday Trade days in Canton”, onde as pessoas se juntavam, para vender ou comprar cavalos, pouco tempo depois já compravam e vendiam de tudo o que lhes dava na “real gana”, como é costume dizer-se, e logo outras povoações adoptaram o sistema, que se foi alastrando por todos os USA, algumas com construções modernas, outras mais modestas.

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…estão quase sempre localizadas, num local ermo!

Normalmente, são localizadas, num lugar ermo, onde existe espaço para os carros estacionarem, as pessoas se sentirem livres, e onde se pode vender, ou comprar coisas de boa, muito boa, fraca, mesmo muito fraca qualidade, e onde se pode discutir o preço!.

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 …tudo se vende!

Pronto, nós hoje comprámos umas ervas secas, entrelaçadas, em jeito de “trança”, que só existem nas planícies no estado de Wyoming ou nas terras mais planas encostadas às montanhas, em Montana, que os nativos americanos, chamam de “Sweetgrass”, e trás às pessoas “bons espíritos e boas influências”, e a nossa esposa e companheira, comprou uns brinquedos para os netos!.

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…uma trança de “Sweetgrass”!

Até qualquer dia, de novo na feira livre, ou  “Flea Market”, “Fly Market”,  ou “Swap meet”, depende como lhe queiram chamar!.

Tony Borie, 2013.

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