…uma foto! – “icebergues”

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Andamos por lá, aqueles blocos de gelo, eram enormes e andavam por ali, ao de cima, alguns com figuras geométricas interessantes, tinham uma cor azulada, eram os “Icebergues”!.

Estáva-mos no Alaska, tinha-mos chegado à cidade de Valdez, onde passámos dois dias esperando transporte no “Ferry”, que nos havia de levar a cruzar a enseada de Prince William Sound, até ao porto de Whittier, no sul.

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…de barco, onde também foi o nosso carro, navegámos por entre montanhas!.

De barco, atravessámos por entre montanhas, glaciares e água azul, mas gelada, a enseada de Prince William Sound, que está  localizada na parte leste da península Kenai, onde o seu maior porto é a cidade de Valdez. Este pequeno trecho de mar, é cercado por escarpas e glaciares das “montanhas Chugach”, o litoral é muito recortado, com muitas ilhas e fiordes, alguns dos quais apresentam gelo, que se desprende e anda a boiar ao sabor da corrente, vimos baleias, que vinham à superfície e, claro, apareciam aqueles bocados de gelo, que a muitas pessoas parecem “inofensivos”, mas por vezes até nem são, são bocados de gelo, de “água doce”, que se desprendem dos “glaciares”, que felizmente ainda existem no “planeta terra”, principalmente na parte norte, são originários da “era glacial”, portanto  têm mais de cinco mil anos!.

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…chegada ao porto de Whitter!

Sabiam que só aproximadamente 10% do volume de um “icebergue”, que como diziamos é constituido de água doce, anda ao de cima da água do mar, portanto salgada,  o resto, os 90%  do seu volume, estão submersos, daí o seu enorme perigo, principalmente para a navegação. Técnicamente, a massa específica da água doce, mesmo em estado sólido onde podem existir no seu interior outros corpos, como por exemplo, animais, fósseis ou pequenas rochas, é mais leve e flutua e, não se podem confundir com bocados de água salgada do mar, que em certas regiões fica gelada no inverno, mas raramente resistem á temperatura no verão, portanto dissolvem-se.

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…em frente a um “glaciar”, no Alaska!

Só mais um pequeno pormenor, quem frequentou a escola, na disciplina de artes e desenho, explicavam que se alguém quissese desenhar um ser humano, portanto homem ou mulher, para que o corpo ficasse com proporção, teria que dividir esse mesmo corpo em sete partes e, uma seria a cabeça, pois vejam como a natureza é “inteligente”, só cerca de 1/7 de um “icebergue” (portanto a tal cabeça), com dimensão ao comprido, ou seja, quando a sua configuração é estreita e comprida, é visível, pois os restantes 6/7, estão ocultos, constituem o lastro submerso da massa polar flutuante!. Daí nasceu aquele ditado popular, que diz mais ou menos assim: “isto ou aquilo, é apenas a ponta do icebergue”, quando alguém se refere a algo que aparenta ser um problema, uma situação, que parece ser simples, mas na verdade é complexa e tem uma envergadura muito maior, tal como a parte escondida do “icebergue”!.

Quase todos nos lembramos de ter lido, visto filmes, ou lendo em livros ou revistas, aquele trágico acidente da colisão com um “icebergue”, do transatlântico, acabado de ser construído e se chamava “RMS TITANIC”, em Abril de 1912, que embateu num “icebergue”, que à superfície era pequeno, mas lá no fundo era gigante!.

Já chega de falar em frio, o sol é melhor e, trás vitamina ao nosso corpo!.

Até qualquer dia, de novo no gelo!.

Tony Borie, 2013

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