…large roof fire, that covered the city!

…large roof fire, that covered the city!

…grande telhado de fogo, que cobria a cidade! (large roof fire, that covered the city)! 

…subimos as escadas de ferro, em zig-zag, eram quatro andares. Chegámos ao telhado, andámos, com as mãos sobre os olhos, tropeçando em algumas peças de equipamento que por lá havia, olhávamos o horizonte para os lados de Nova Iorque. Um dos mais mortíferos ataques de que há memória atingiu o coração da capital do Mundo, não era um cenário de pôr do sol, pintado pelo pincel de um artista, era um cenário horrível, escuro, onde se definiam as nuvens de um fumo negro, vindo dum grande telhado de fogo que cobria a cidade, que se espalhava sobre a terra, lembrando-nos que estávamos debaixo de um fogo maldito. Tal cenário de guerra, onde havia milhares, talvez milhões de pessoas, pessoas inocentes. Os pássaros fugiam das árvores, voavam em qualquer direcção, talvez para sul, sem destino, tal com nós naquele preciso momento, também queríamos fugir, mas não sabíamos para onde!. (we went up the iron stairs zig-zag, were four floors. We reached the roof, we walked with his hands over his eyes, stumbling on a few pieces of equipment that were there, we watched the horizon to the sides of New York. One of the deadliest attacks in recent memory has reached the heart of the world’s capital, was not a sunset scene, painted by an artist’s brush, it was a horrible scene, dark, where it defined the clouds of black smoke, coming from a large roof fire that covered the city, spreading over the earth, reminding us that we were under a damn fire. Such a scenario of war, where there were thousands, perhaps millions of people, innocent people. The birds fled from the trees, flying in any direction, perhaps to south, aimlessly, as with us at that very moment, we also wanted to escape, but did not know where)!.

…Setembro, outono, o verão já tinha passado, era tempo das colheitas, as horas marcadas nos sinos da igreja da vila de Águeda, em Portugal, onde nascemos, entoavam pelo vale do rio Águeda, a época da escola começava, a nossa sala de aula, no segundo andar da Escola do Adro, com duas janelas pequenas, mas que aos nossos olhos nos pareciam grandes, mostravam-nos um pouco desse vale. Um certo dia, para os lados da aldeia da Borralha, que fica ao fundo do vale do rio Águeda, houve um fogo numa habitação, ouviu-se o som dos sinos da igreja a chamar os bombeiros, logo seguido pelo som típico da sirene do carro dos soldados da paz, esse cenário ficou gravado na nossa memória de criança, que foi reanimado naquele angustioso momento no telhado do quarto andar, daquela multinacional em Nova Jersey. Ali sentimos a presença de alguns companheiros de classe, descalços, que tal como nós, usavam calções de ganga azul, já coçados, com as duas “alças” apertadas no botão da frente do lado esquerdo, pois o do lado direito tinha sido arrancado para “jogar ao botão”, cheguei mesmo a ver aquele ar de pessoa rude, que era o nosso professor Silvério!. (September, autumn, summer had passed, it was harvest time, the hours marked on the bells of the village of Agueda church sang, in Portugal, where we were born, the Agueda River valley, the school time began, our classroom on the second floor of Adro School with two small windows, but in our eyes they looked great, showed us some of that valley. One day, to the sides of the village Borralha which is the Agueda River valley floor, there was a fire in a house, there was the sound of church bells to call the fire department, followed by the typical siren sound car of the peacekeepers, this scenario was recorded in our child’s memory, which was revived in that ghastly moment on the roof of the fourth floor of that multinational in New Jersey. Ali felt the presence of some classmates, barefoot, which as we wore shorts blue jeans, as seedy, with two “handles” tight in the front button on the left side as the right side had been torn to “playing the button” I even see that air of rude person who was our teacher Silverio)!.

…lembramos, passado todos estes anos, com dor e emoção, os ataques que o solo americano estava a sofrer naquele momento, onde o nosso companheiro de trabalho, a quem carinhosamente chamávamos de “Mississippi”, nos olhou e abraçou, vendo-nos limpar algumas lágrimas, lágrimas de medo, e nos diz com os seus olhos bondosos:

– Tony, the war begins in the world today, everything will be different from now on!

…tomando a liberdade de traduzir, ele dizia mais ou menos isto:

– Tony, a guerra no mundo começa hoje, vai ser tudo diferente a partir de agora!

…os seus bisavós tinham sido escravos, tinham vindo da costa de África, ele sabia do que falava. No bairro de Staten Island, do lado sul do rio Hudson, logo à entrada da barra, em frente à ilha de Manhattan, no Estado de Nova Iorque, também existe um pequeno museu, com objectos trazidos pelos soldados da paz, que por aquela altura se esforçaram no resgate, trabalhando nos escombros das torres gémeas. Há algum tempo, numa nossa ida ao norte, foi por aqui que começámos uma visita ao “Ground Zero”, a zona de impacto dos aviões contra o antigo World Trade Center, naquilo que eram os escombros, hoje está lá um Memorial, onde entre outras coisas, existem dois lagos com quedas de água que ocupam o local onde se erguiam as antigas torres gémeas, onde se gravou na pedra o nome de todas as vítimas mortais do atentado, pois só lembrando o passado se constrói o futuro. (we remember, after all these years, with pain and emotion, attacks the American soil was suffering at time, where our co-worker, whom we affectionately call “Mississippi”, looked and hugged us, watching us wipe some tears, fear of tears, and tells us with his kind eyes:

– Tony, the war begins in the world today, everything will be different from now on!

Your great grandparents had been slaves, had come from the coast of Africa, he knew whereof he spoke. In the district of Staten Island on the south side of the Hudson River, at the entrance of the bar, opposite the island of Manhattan in New York State, there is also a small museum with objects brought by peacekeepers, who by that time they struggled in the rescue, working in the rubble of the twin towers. Some time ago, in our way north, it was here that we began a visit to “Ground Zero”, the impact zone of the aircraft against the former World Trade Center, what were the debris, now is there one Memorial, where between other things, there are two ponds with waterfalls occupying the site where stood the old twin towers, which was recorded in stone the names of all the deadly bombing victims, because only remembering the past the future is built)!.

…os habitantes de Nova Iorque não simpatizam com os grupos que as agências de viajem para lá mandam, com roupas coloridas, numa algazarra própria de pessoas em passeio, alguns habitantes da cidade estão lá, recomendam silêncio e respeito, as pessoas ficam silenciosas, descobrem-se, existe um silêncio só quebrado pelo pequeno sussurro do cair das quedas de água, não é mais um qualquer local, hoje é um local de peregrinação, foi palco de uma grande tragédia, a que o Mundo assistiu quase em directo pelos mais modernos meios de comunicação. Entre outras coisas, existe uma estrutura subterrânea, com um Museu, onde o ataque que os USA sofreram no seu território, está retratado, com um completo conjunto das mais variadas peças, restos de vestuário, partes de ferro, cimento, vidro, fotos, objectos pessoais das vítimas, tudo relacionado com aquele ataque, que nos fazem meditar, assim como algumas histórias sobre as vidas dos homens e das mulheres inocentes que ali perderam a vida. Dizem que foi um milagre e hoje também é um local de peregrinação, é na avenida Broadway, onde fica a Igreja de São Paulo, pois apesar de se localizar próxima do lugar onde os aviões embateram nas torres, foi um dos edifícios da zona que permaneceu intacto, guardando-se no seu interior muitas recordações daquele dia e lembram-se as vítimas, assim como na rua Liberty, onde se situa o Quartel dos Bombeiros N.º 10, engolido pelos destroços das torres gémeas, onde alguns bombeiros perderam a vida, hoje, ali existe um mural de homenagem aos soldados da paz, que por aqui são muito respeitados, pois é frequente assistir a manifestação de carinho para com estes homens e mulheres que foram, talvez, umas das vítimas mais martirizadas daquele traiçoeiro ataque!. (the people of New York do not sympathize with the groups that travel agencies to send there, with colorful clothes, a very hubbub of people walking, some towns people are there, recommend silence and respect, people are silent, they discover themselves, there is a silence broken only by the small whisper of falling from the falls, is no longer any place, is now a place of pilgrimage, was the scene of a great tragedy that the world has witnessed almost live by the most modern means of communication. Among other things, there is a subterranean structure, with a museum, where the attack that the USA suffered on its territory, is portrayed with a full set of the most varied parts, clothing remnants, pieces of iron, cement, glass, photos, personal belongings of the victims, everything related to that attack, that make us meditate, as well as some stories about the lives of innocent men and women who lost their lives there. They say it was a miracle and today is also a place of pilgrimage, is on Broadway Avenue, where is the Church of St. Paul, because although it is located near the place where the planes crashed into the towers, was one of the area’s buildings that remained intact, keeping up inside many memories of that day and remember the victims, as well as in Liberty street, where lies the fire Station No. 10, swallowed the wreckage of the twin towers, where some firefighters lost their lives today there there is a mural tribute to the peacekeepers, who are well respected here as it often watch the expressions of affection for these men and women who were perhaps one of the most martyred victims of that treacherous attack)!.

…sabemos que as flores não podem proferir nenhum som, não se pode ouvir uma violeta sussurrando, uma madressilva murmurando, isso seria um milagre, mas é quase um milagre o aspecto, passados alguns anos dos atentados de 11 de Setembro de 2001, que tiraram a vida a milhares de pessoas, a cidade voltou a viver, às vezes parece-nos uma aldeia muito grande, as pessoas são mais humanas, neste momento, na área das antigas torres gémeas em Nova Iorque, quase tudo nos indica que a lembrança continua lá, numa simples coluna de ferro, um simples bocado de granito, fazendo-nos lembrar a dor e o sentimento dos mortos inocentes, mas o aspeto do lugar que agora chamamos “Ground Zero”, é bastante diferente, os novos edifícios dão-nos esperança, passámos a mão por cima de alguns nomes gravados nas pedras de granito que compõem as paredes dos lagos, lembrando os irmãos inocentes que lá morreram, ficou quase como uma promessa de que nunca se deve dizer adeus, continuamos abraçados, pela mão, pelo braço, juntos, pulando através de tudo, montanhas, vales, rios, oceanos ou continentes, com a certeza de que nos voltaremos a encontrar, talvez num qualquer Setembro, talvez no além!. (we know that the flowers can not utter a sound, you can not hear a violet whispering, honeysuckle murmuring, that would be a miracle, but it is almost a miracle appearance, after some years of the attacks of September 11, 2001, which took the lives of thousands of people, the city came back to life, sometimes it seems a very large village, people are more human, this time in the area of the old twin towers in New York, almost everything tells us that the memory is still there , a simple iron column, a simple granite bit, reminding us of the pain and the feeling of the innocent dead, but the look of the place we now call “Ground Zero”, is quite different, new buildings give us hope , we started to hand over some names engraved on the granite rocks that make up the walls of the lakes, remembering the innocent brothers who died there, it was almost like a promise that one should never say goodbye, still embraced, pel hand, arm, together, jumping through all the mountains, valleys, rivers, oceans or continents, with the certainty that we will turn to find, perhaps in any September, maybe beyond!.

Tony Borie, November 2017.

…if you did not see, see!

…if you did not see, see!

…se não viste, vê! (if you did not see, see)!

…já lá vão mais de trinta anos, muito perto dos quarenta, recebemos uma mensagem de Portugal, a dizer que o pai António estava doente, depressa fizemos tudo para o ir ver, sobretudo, mostrá-lo ao nosso filho Tony, pois em todas as conversas que tínhamos sobre ele, sempre falávamos dele como um “heroi”, não sabia ler ou escrever, assinava de cruz, mais tarde, desenhava o seu nome, criou a sua família, alimentando-a à base de uma agricultura artesanal, deixou os filhos irem à escola do Adro, na vila de Águeda, tinha coragem para ser do “contra”, fazia favores aos vizinhos, por vezes dava o último bocado de broa a um cigano ou qualquer pobre que por lá passava, sempre com um sorriso naquele rosto com a pele morena e enrugada, do sol ou chuva que recebia, pegando numa enxada o dia inteiro, onde aquela boina preta, que encobria um olhar de sofrimento, lhe dava um ar de pessoa honesta e amargurada, sobrevivendo numa sociedade complicada, sempre contrariado quando descia à vila de Águeda, onde alguns invejavam a sua coragem e outros o desprezavam, porque eram beneficiados pelo tal sistema e viam naquela simples personagem, uma negação às benesses com que eram contemplados. (it’s been over thirty years, very close to forty, we received a message from Portugal, to say that the father Antonio was ill, quickly did everything to go see, above all, show it to our son Tony, for in all the conversations we had about him, always spokehim as a “hero” could not read or write, signed cross later drew its name, has created his family, feeding it to the base of a handmade agriculture, left the children go to Adro school, in the village of Agueda, hadcourage to be the “against” doing favors for neighbors sometimes gave the last bit of bread to a gypsy or any poor that there passed, always with a smile on that face with brown skin and wrinkled, sun or rain received, taking a hoe all day, where that black beret, which covered a look of suffering, gave him an air of honest and embittered person, surviving in a complicated society, always thwarted when the saw down in the village of Agueda, where some envied their courage and others despised him because they were beneficiaries of such a system and saw that simple character, a denial to the blessings that were contemplated)!.

…portanto, depois de tudo o que lhe dizíamos, no pensamento do nosso filho Tony, ele, o pai António, era um “herói”. Na nossa viajem “à pressa”, levámos o nosso filho a ver o avô António, o seu “herói”, fomos os dois, ia pela nossa mão, desembarcámos em Lisboa, tomámos um táxi para a estação de Santa Apolónia, trajecto que conhecíamos do serviço militar, lá indo no comboio rumo ao norte, era depois da Revolução do 25 de Abril, em todo o lugar por onde passávamos viam-se cartazes retratando um militar com uma multidão a apoiá-lo, ao ponto de o nosso filho nos questionar se a figura representada no cartaz, era o avô António, o seu “heroi”. Em Águeda, além da família, convivemos com muitas pessoas e um companheiro que tinha sido nosso amigo, mas agora era “representante do povo”. Ao ver-nos, sabendo que éramos emigrantes nos EUA, logo nos questionou:

– Então, estás nos Estados Unidos, de lá, no sul, existe algum local onde se pode ver a ilha de Cuba?

…e, com uma expressão que não enganava, pois era mesmo provocativa, rematou:

– Tu já viste, pois se não viste, vê, é lá, naquela ilha, naquele líder que está o futuro!.

(so after everything we said you, the thought of our son Tony, he, Antonio’s father, was a “hero”. In our journey “in haste”, we took our son to see his grandfather Antonio, his “hero”, the two were, going by our hand, landed in Lisbon, we took a taxi to the station of Santa Apolonia, route we knew military service, there going on the train heading north, it was after the April 25 Revolution, everywhere we passed were seen posters depicting a military with a crowd to support him when our son point in question whether the figure represented on the poster, was the grandfather Antonio, his “hero”. In Agueda, beyond the family, we lived with many people and a fellow who had been our friend, but it was “representative of the people”. To see us, knowing that we were emigrants in the US as soon questioned us:

– So you are in the United States, there in the south, there is some place where you can see the island of Cuba? 

And with an expression that not mistaken, it was even provocative, concluded:

– You have seen, for if you did not see, see, it’s there, on that island, that leader is the future)!. 

…nós ouvimos, lembrámo-nos de que não respondemos, pensando que aquelas palavras, vindo da boca de um amigo, que naquele momento, parecia se ter tornado num inimigo feroz, valiam o que podiam valer, no entanto muitos anos passaram, quis o destino que viéssemos viver aqui para a Flórida, portanto, talvez seguindo a recomendação do nosso amigo, que parecia ser nosso inimigo, “representante do povo” e, segundo viemos a saber, não exerceu por muito tempo a tal “representação”, pois pouco tempo depois abandonou o mandato, emigrando “a salto” para França, talvez desolado por todas as manhãs ao sair de casa ver que a sua rua continuava com o mesmo aspecto. Disse-nos mais tarde a mãe Ilda que queria exercer o tal poder, mas em seu benefício, pois das primeiras decisões que quis tomar, após a sua eleição, foi querer alargar a rua em frente à sua casa, roubando o terreno dos seus vizinhos, alargando e beneficiando a frente da sua casa, o que não conseguiu, pois o tal “seu povo”, não concordou!. Enfim, pequenas “coisas da revolução” que podem ser consideradas normais, em qualquer revolução, em qualquer país!. (we hear, we remember that do not respond, thinking that those words coming from the mouth of a friend, at that moment, seemed to have become a fierce enemy, were worth what they could be worth, though many years have passed, as fate we came to live here to Florida, so perhaps following the recommendation of our friend, who seemedbe our enemy, “representative of the people”, and second we learned, not exercised for a long time to such “representation” for a short time then he abandoned the mandate, emigrating “to jump” to France, perhaps desolate by every morning to leave house see that their street still with the same look. He told us later mother Ilda who wanted to exercise such power, but for their benefit, since the first decisions which would take after his election, has been wanting to expand the street in front of his house, stealing the land from its neighbors by extending and benefiting the front of his house, which he could not, because such “his people” did not agree!. Anyway, small “things of the revolution” that can be considered normal in any revolution in any country)!.

…como dizíamos, talvez seguindo a sua “recomendação”, um dia pela madrugada, um pequeno farnel na caixa frigorífica, eis-nos na estrada rápida número 95, no sentido sul, em direcção à área das “Florida Keys”, que é um conjunto de ilhas ligadas por pontes, algumas com quilómetros de extensão, que começa na ilha de Key Largo, passando por muitas outras mais pequenas, onde as principais são as ilhas de Islamorada e de Marathon, terminando na de Key West. Levámos as canas de pesca, fomos parando aqui e ali, vendo vestígios de tempestades, em alguns locais o mar parecendo um rio, em outros, correntes fortes saindo Golfo, levando areia e ramagem em direcção ao sul, até que chegando ao nosso destino, parámos na ponta final, na ilha de Key West, onde além de muitas outras atracções existe um marco histórico identificando o local como que estando a 90 milhas, (140 Km) de Cuba, onde alguns naturais dizem que com o tempo limpo, com o auxílio de uns potentes binóculos se pode ver uma nuvem, que é a ilha de Cuba!. (as we said, perhaps following a “recommendation” one day at dawn, a small packetfood in the cold box, here in the fast road number 95, the south direction towards the area of “Florida Keys”, which is a set islands connected by bridges, some kilometers long, which begins on the island of key Largo, going through many smaller ones, where the main are the islands of Islamorada and Marathon, finishing in key West. We took the fishing rods, we were stopping here and there, seeing traces of storms in some places the sea like a river, in others, strong currents leaving Gulf, bringing sand and branches towards the south until arriving at our destination, we stopped at the tail end on the island of Key West, where in addition to many other attractions there is a landmark identifying the place as it being 90 miles (140 km) from Cuba, where some natural say with clear weather, with aid of some powerful binoculars you can see a cloud, which is the island of Cuba)!. 

…mas Key West é uma ilha cujas dimensões têm mais ou menos 6,5 Km de comprimento por 1,5 de largura, onde a Duval Street é a típica “main street”, ou seja a rua principal, com quase 2 quilómetros, atravessando 14 pequenas ruas que vêm do Golfo, onde a água é calma e quente, até ao oceano Atlântico, onde a água se caracteriza pela sua cor azul, com muitas zonas onde existe vegetação submarina, com algas a saírem à superfície, desprendendo-se do fundo do oceano, vindo dar à praia. Nestas 14 pequenas ruas, assim como na avenida principal, existe todo o tipo de atracções, desde as casas de personagens famosos que por aqui viveram em determinado momento da sua vida, como os antigos presidentes dos USA, Harry Truman, Franklin D. Rosevelt, Dwight D. Eisenhover ou John F. Kennedy. Um lugar bastante visitado é o que foi a residência de Ernest Hemingway, onde viveu e escreveu o famoso livro “Farewell to Arms”, onde contam as mais mirabolantes histórias deste famoso escritor que adorava visitar o bar da esquina, que ainda se chama ”Sloppy Joe’s Bar”, onde ainda se serve uma bebida composta de rum e coca-cola, ou seja a união do continente USA com as Caraíbas! O pôr-do-sol é muito apreciado nesta área, proporcionando excelentes fotos, onde as palmeiras e outras ramagens tropicais servem de fundo, em contraste com com a cor avermelhada do horizonte, principalmente para o lado da ilha de Cuba. Também por aqui existe um razoável porto de mar, onde o primeiro navio de cruzeiro, que se chamava “Sunward”, aqui atracou no ano 1969 e onde hoje fazem regular visita as companhias de cruzeiros: Royal Caribbean, Magesty of the Seas ou a Carnival Fascination!. (but Key West is an island whose dimensions are roughly 6.5 km long by 1.5 wide, where Duval Street is the typical “main street”, the main street, with almost 2 kilometers, crossing 14 small streets that come from the Gulf, where the water is calm and warm, to the Atlantic ocean, where water is characterized by its blue color, with many areas where there is underwater vegetation with algae to leave the surface, breaking away from the bottom ocean, coming to the beach. These 14 small streets, as well as the main avenue, there are all kinds of attractions, from the houses of famous characters who lived here at some point in your life, such as former presidents of the USA, Harry Truman, Franklin D. Rosevelt, Dwight D. Eisenhover or John F. Kennedy. A much visited place is what was home to Ernest Hemingway, where he lived and wrote the famous book “Farewell to Arms”, which have the most marvelous tales of this famous writer who loved to visit the bar on the corner, which is still called “Sloppy Joe’s Bar, “which still serves a drink made of rum and cola, that is the union of the mainland USA to the Caribbean! The setting of the sun is much appreciated in this area, providing excellent pictures, where palm trees and other tropical foliage serve as background, in contrast with the reddish color of the horizon, especially to the side of the island of Cuba. Also here there is a reasonable sea port, where the first cruise ship, named “Sunward” here docked in 1969 and which today make regular visits the cruise lines: Royal Caribbean, Magesty of the Seas or Carnival Fascination)!. 

…o local mais visitado, e onde se tiram mais fotos, onde em alguns dias a fila se prolonga por algum tempo, principalmente quando chegam barcos de cruzeiro, é o marco histórico assinalando as 90 milhas de Cuba, erguido em 1983, pintado com cores distintas e com os dizeres já famosos, que são: “Southernmost Point Continental USA”, ou seja, ponto mais ao sul do território do Estados Unidos. Outras atrações podem-se considerar única e simplesmente admirar as casas, os seus telhados, no histórico distrito, onde as estruturas de casas de madeira, com um ou um e meio andares, com datas de 1886, se distinguem por serem construídas sobre estacas de tronco de árvores, sobre a água, com varandas e passeios em frente das casas, que nos fazem lembrar um quadro pintado!. (the most visited place that you take more photos if, where in a few days the queue  goes on for some time, especially when arriving cruise ships, is the milestone marking the 90 miles from Cuba, built in 1983, painted with different colors and the already famous sayings, which are “Southernmost point Continental USA”, that is, the southernmost point of the territory of the United States. Other attractions can be considered purely and simply admire the houses, their roofs in the historic district, where the wooden houses structures with one or one and a half floors, with dates from 1886, are distinguished for being built on piles trunk trees, over water, with balconies and walks in front of the houses, which remind us of a painting)!. 

…embora indo um pouco longe na dimensão do texto, não queremos terminar o mesmo sem vos dizer que esta ilha em tempos pré-colombianos, era habitada pelo povo “Calusa”, que foi um povo que entrou no que é hoje a Florida há alguns milhares de anos, onde o clima tinha alcançado as condições actuais e o mar tinha subido para perto do que é hoje o seu nível actual e as pessoas começaram a viver em aldeias perto de zonas húmidas, locais favorecidos, que provavelmente foram ocupados por várias gerações, onde as pessoas apreciavam viver, ocupando ambas as zonas húmidas, mas com água doce e salgada, onde por séculos, a sua dieta ficou dependente, principalmente de peixe, marisco ou aves, vivendo em grandes aldeias, com montes de terraplanagem, construídos de propósito, às vezes formando pequenas ilhas, onde além de outras ocupações, começaram a criar a cerâmica queimada no fogo, onde se foi desenvolvendo uma cultura regional muito distinta!. (although going a bit far in the size of the text, do not want to finish without even tell you that this island in pre-Columbian times, was inhabited by the people “Calusa” which was a people who entered what is now Florida a few thousand years where the weather had reached the current conditions and the sea had risen to close to what is now your current level and people started living in villages near wetlands favored sites, which were probably occupied by several generations, where people enjoyed live, occupying both wetlands, but with fresh and salt water, where for centuries, their diet was dependent mainly fish, seafood or poultry, living in large villages, with earthwork mounds, built on purpose sometimes forming small islands, where in addition to other occupations, began to create the ceramic burned in the fire, which has developed a very distinct regional culture)!. 

…tudo isto até que por aqui chegou a primeiro europeu, que foi Juan Ponce de Leon, por volta do ano de 1521, tornando-se imediatamente num território espanhol, como uma aldeia de pescadores e de salvamento, com uma pequena guarnição para sua defesa. “Cayo Hueso” foi o seu nome original em espanhol e as pessoas de língua espanhola ainda hoje usam este termo para se referir à ilha de Key West. Este nome significa literalmente “ilhota óssea”, mas na verdade é uma ilha baixa, com alguns recifes, dizendo-se hoje que a ilha estava coberta com os restos de ossos de habitantes nativos anteriores, que usavam a ilha como um cemitério comunal. Um pormenor importante é que esta ilha, naquele tempo, foi por muitos anos a Key (em inglês chave), portanto a chave ocidental, como um suprimento confiável de água. (all this until here arrived the first European who was Juan Ponce de Leon, around the year 1521, immediately becoming a Spanish territory as a fishing village and rescue, with a small garrison for its defense. “Cayo Hueso” was the original name in Spanish and Spanish – speaking people today use this term to refer to the island of Key West. This name literally means “bone islet”, but in fact is a low island with a few reefs are saying today that the island was covered with the remains of bones of earlier native inhabitants, who used the island as a communal cemetery. An important detail is that this island at the time, was for many years the Key (English key), so the western key, as a reliable water supply)!. 

…em 1763, quando a Grã-Bretanha assumiu o controle da Florida, a comunidade de espanhóis e nativos americanos que aqui viviam, foram transferidos para a aldeia ou porto de Havana, na ilha de Cuba, mas a Flórida retornou ao controle Espanhol 20 anos mais tarde, no entanto já não houve reassentamento oficial da ilha, pois informalmente esta foi usada pelos pescadores de Cuba, Britânicos e mais tarde os USA, após a sua independência, o que quer dizer que enquanto reivindicada a sua soberania pela Espanha, nenhuma outra nação exerceu o controlo sobre esta comunidade, por algum tempo!. (in 1763, when Britain took control of Florida, the community of Spanish and Native Americans who lived here were transferred to the village or the port of Havana, on the island of Cuba, but Florida returned to Spanish control 20 years more later, however since there was no official resettlement of the island as informally this was used by fishermen from Cuba, British and later the USA, after its independence, which means that while claimed its sovereignty by Spain, no other nation exercised control over this community for some time)!. 

…voltando ao tempo de hoje, também existe a parte moderna, já com centros comerciais, restaurantes e hotéis “temáticos”, onde nós, na nossa infinita ignorância, perguntámos o preço de uma dormida e, talvez por ser à última hora, sem marcação prévia, nos disseram que estavam superlotados, mas por sermos seniores e talvez “boas pessoas”, nos arranjariam um confortável quarto, pagando somente à volta quatro centenas de dólares por uma noite!. (returning to today’s time, there is also the modern part, as with shopping centers, restaurants and “themed” hotel, where we, in our infinite ignorance, we asked the price of an overnight stay and perhaps to be the last minute without prior appointment, they told us they were overcrowded, but because we are seniors and maybe “good people” in would arrange a comfortable room, paying only around four hundred bucks a night)!. 

Tony Borie, November 2017.

…the Kansas prairies!

…the Kansas prairies!

…pelas pradarias do Kansas! (the Kansas prairies)!

…rumo ao Atlântico, rumo a casa, viajávamos no estado do Colorado, na estrada rápida número 70 quando, um pouco antes da fronteira com o estado do Kansas, resolvemos seguir um pouco em direção ao sul, pois o cenário convidava, aquelas pradarias, algumas completamente desertas, atravessadas por estradas rurais, com povoações, que resumindo, não eram mais do que enormes casas agrícolas, com uma grande área reservada aos animais!. (toward the Atlantic, on our way home, we were traveling in the state of Colorado, on the fast road number 70, when, a little before the border with the state of Kansas, we decided to follow a little towards the south, because the scenery invited, those prairies, some completely deserted, crossed by rural roads, with settlements, which, in short, were no more than agricultural houses, with a large area reserved for animals)!.

…parando aqui e ali, surgiam-nos alguns locais que mostravam interesse, para quem como nós aprecia a natureza no seu verdadeiro sentido, como por exemplo este local a que chamam Mount Sunflower, que está localizado em terras privadas de propriedade de Ed e Cindy Harold, que incentivam os visitantes a parar. As comodidades aqui, incluem uma mesa de piquenique, uma pequena biblioteca gratuita, uma escultura de girassol feita a partir de pequenas partes de qualquer caminho de ferro abandonado e, uma placa no local afirmando: “neste local em 1897, nada aconteceu”. Placa essa, que nos disseram que existia, mas está faltando, evidentemente foi roubada. Além disso, há uma caixa de correio no local com um caderno de registro onde podemos  escrever o nome e, de onde viemos!. (stopping here and there, we have been shown some places that show interest, for those of us who appreciate nature in its true sense, such as this place they call Mount Sunflower, which is located on private lands owned by Ed and Cindy Harold, which encourage visitors to stop. Amenities here include a picnic table, a small free library, a sunflower sculpture made from small parts of any abandoned railroad and a plaque on the site stating “this place in 1897, nothing happened.” That plate, which we were told existed, but is missing, was evidently stolen!. In addition, there is an on-site mailbox with a logbook where we can write the name and where we came from)!.

…continuando rumo ao Atlântico, ou seja rumo ao leste, surge-nos uma placa de sinalização dizendo “Fort Wallace”, não pensámos duas vezes, parámos, pois este local tem um passado importante na história da imigração para o oeste!. Tudo começou por volta do ano de 1865, quando foi considerada como a melhor rota não só para correio como para caravanas a partir de Atchison, no estado de Kansas, para Denver, no estado do Colorado, onde começaram a nascer estações, aproximadamente de 15 em 15 milhas de distância e, uma estação era uma “casa” que alimentaria os viajantes, fornecia feno aos animais, e onde também poderiam trocar as mulas, ou cavalos, por animais mais frescos. A área era um hostil território de índios Cheyennes, que não apreciavam a invasão dos colonos brancos, e claro, os ataques tornavam-se demasiado frequentes, chegando ao ponto de cada caravana ter, pelo menos, 20 ou mais vagões e 30 homens armados!. (continuing towards the Atlantic, or heading east, there is a sign saying “Fort Wallace”, we did not think twice, we stopped because this place has an important past in the history of immigration to the west! It all started around the year 1865, when it was considered as the best route not only to mail as for caravans from Atchison in the state of Kansas to Denver, in Colorado, which began to grow plants, approximately 15 out of 15 miles away, and a station was a “house” would feed travelers, provided hay to the animals, and where they could also swap the mules or horses, no cool animals. The area was a hostile territory of Cheyenne Indians, who did not appreciate the invasion of white settlers, and of course, the attacks became too frequent, to the point of each caravan to have at least 20 or more cars and 30 armed men)!. 

…muitas destas paragens eram pequenas fortalezas, com poucas condições de sobrevivência, que eram palco de frequentes ataques, quase só abrindo as suas portas quando recebiam as caravanas de colonos. Assim surgiu um posto avançado com mais segurança a que deram o nome de Stage Station Pond Creek, ou seja Acampamento de Pond Creek, sendo este o maior acampamento daquela rota, portanto logo se tornou no maior alvo dos índios Cheyennes, pois viam naquele acampamento um forte motivo do avanço dos colonos brancos, atacando-o frequentemente, os ataques dos índios eram tão numerosos por esta altura, que o negócio tornou-se inútil, ou seja, os colonos estavam quase a desistir do avanço para oeste, chegando ao ponto do governo intervir, instalando um Acampamento Militar bem próximo, a mais ou menos milha e meia de distância, a que deram o nome de Fort Wallace, em honra de WHL Wallace, um general que morreu na batalha de Shiloh!. (Many of these stops were small fortresses, with few survival conditions, which werescene of frequent attacks, almost only opening their doors when they received the caravans of settlers. Thus arose an outpost with more security that they named Stage Station Pond Creek, that is Pond Creek Camp, which is the largest camp that route, so soon became the biggest target of the Cheyenne Indians, for they saw that camp one strong reason for the advance of white settlers, attacking him often, the Indians of the attacks were so numerous at this time, the business became unprofitable, ie, colonists were about to give up the advance westward to the point of government intervene by installing a camp very close military, the roughly mile andhalf away, that they named Fort Wallace, in honor of WHL Wallace, a general who died at the battle of Shiloh)!.

…neste forte estavam estacionados à volta 350 militares, chegou a ser designado como “Fightin’est Fort in the West”, ou seja mais ou menos, o forte onde se praticaram as maiores lutas do Oeste. Numa altura em que o búfalo era o mais importante meio de sobrevivência, tanto para os índios Cheyennes, como para os colonos em trânsito, era o principal motivo de guerras, pois os índios viam nos animais o seu sustento única e simplesmente, controlando o seu abate, que era feito consoante a necessidade, enquanto que alguns colonos, além de sustento, viam o lucro na comercialização da sua pele. Vimos vestígios do passado dizendo-nos que por aqui passaram nomes históricos como General George Armstrong Custer, que aqui teve a primeira batalha com os índios, o grandes homens de fronteira como George Forsyth, Buffalo Bill Cody ou Wild Bill Hickok!. (This fort were parked around 350 soldiers, it came to be called “Fightin’est Fort in the West”, that is more or less strong where they practiced the biggest fights of the West. At a time when the buffalo was the most important means of survival for both the Cheyenne Indians, as for the settlers in transit, was the main reason for wars, as the Indians saw the beast his only sustenance and simply controlling your slaughter, which was made as needed, while some settlers, and keep, saw profit in the marketing of your skin. We saw traces of the past telling us that passed through historical names like General George Armstrong Custer, who was here the first battle with the Indians, the great frontier of men like George Forsyth, Buffalo Bill Cody and Wild Bill Hickok)!. 

…mas o que nos “tocou” mais foram as sepulturas no cemitério da área, onde as placas dizem coisas como por exemplo: “L. Frey, idade 35, veio da Prússia, morreu de desinteria, família, não há conhecimento”; “Campa 42, nome, não se sabe, idade, não se sabe, causa da morte, não se sabe”; “H. T. Wyatt, veio de Missouri, morreu em 1868, assassinado por um tiro de pistola às mãos de Wm. Comstock”; “John Etcher, idade 60, veio de Inglaterra, encontrado morto, gelado, próximo de Wallace”; “Sand Callahan, idade, não se sabe, morreu de profundos ferimento das setas dos índios, próximo ribeiro Rose”; “Philip Cory, assassinado em Pond Creek Station, não tinha família”; “Charles Walker, idade, não se sabe, assassinado com tiros de pistola em Pond Creek”; “sepultura 24, nome, não se sabe, foi encontrado na planície, próximo da estrada militar, família, não se sabe”; “John Drier, idade, não se sabe, assassinado a tiro de pistola em Sheridan, Kansas”; “William McDonald, idade, não se sabe, morreu de acidente, caindo da carroça onde seguia na caravana, próximo de Sheridan, Kansas”; “nome, não se sabe, morreu pelo escalpe, arrancado ainda vivo, por índios, a oito milhas oeste da planície”; “Miss Katie Runey, idade 2 anos, morreu com a doença da cólera, próximo do campo de Fort Wallace”; “John Langford, idade 22, enforcado numa árvore pelos “vigilantes”, perto de Pond City, Kansas”; “G. H. Brownell, idade não se sabe, morto por índios perto da Estação de Timbers”!. (but what we “played” the most were the graves in the cemetery area, where the signs say things like: “L. Frey, age 35, came from Prussia, died of dysentery, family, there is no knowledge “; “Grave 42, the name is not known, age is not known, cause of death is not known”; “HT Wyatt came from Missouri, died in 1868, killed by a pistol shot into the hands of Wm. Comstock “; “John Etcher, age 60, came from England, found dead, cold, near Wallace”; “Sand Callahan, age is not known, died of deep injury of the arrows of the Indians, near brook Rose”; “Philip Cory, assassinated in Pond Creek Station, had no family”; “Charles Walker, age is not known, killed with pistol shots in Pond Creek”; “Grave 24, the name is not known, was found in the plain, near the military road, family, do not know”; “John Drier, age is not known, murdered pistol shot in Sheridan, Kansas”; “William McDonald, age is not known, died of an accident, falling from the cart which followed the caravan, near Sheridan, Kansas”; “Name is not known, he died the scalp, plucked alive by Indians, eight miles west of the plain”; “Miss Katie Runey, two years old, died from the disease cholera, near the Fort Wallace field”; “John Langford, age 22, hanged from a tree by” vigilantes “near Pond City, Kansas”; “GH Brownell, age is not known, killed by Indians near the Timbers Station”)!. 

…estes são exemplos da odisseia, da aventura dos colonos a caminho do Oeste, para onde seguiam pessoas das mais variadas origens, procurando novos rumos, para onde alguns levavam na sua mente o tal espírito de aventura, que todos nós temos, que às vezes é só “querer estar onde não estamos”!. (These are examples of the Odyssey, the adventure of the settlers en route to the West, where they followed people from varied backgrounds, looking for new directions, where some took in his mind such a spirit of adventure that we all have, which is sometimes only “want to be where we are not”)!. 

Tony Borie, November 2017.

…Trail of Tears!

…Trail of Tears!

…Caminho das Lágrimas! (Trail of Tears)!

…era ainda manhã, a estrada rápida número 75, no sentido norte, nas proximidades da cidade de Atlanta, no estado da Geórgia, era uma azáfama, todos procuravam o seu rumo, a estrada dividia-se, havia seis ou sete pistas para cada lado, mas passavam uns pelos outros, fazendo sinal para esquerda ou para a direita, procurando a saída para o seu destino!. (it was still morning, the fast road number 75, in the north, near the city of Atlanta, the state of Georgia, was a bustle, all seeking their path, the road was divided, there were six or seven tracks for each side, but they passed each other, motioning toleft or to the right, looking for the exit to your destination)!.

…o nosso rumo era o norte, lá íamos seguindo, até que o trânsito ficou mais livre, já tínhamos passado a cidade, estávamos quase na fronteira, passando-a, para o estado de Tennessee!. (our direction was north, we went there following until the traffic became more free, we had already passed the city, we were almost at the border, passing it to the state of Tennessee)!.

…continuámos no sentido norte, passando ao lado da cidade de Chattanooga, até nos surgir a placa de sinalização da estrada estadual número 60, depois a 58, tomando em seguida uma estrada rural!. (we continued heading north, passing the city side Chattanooga, until we come to signpost the state road number 60, then 58, taking then a rural road)!.

…que dá pelo nome de Blythe Ferry Lane, que segue entre pequenas povoações, quintas, pequenos lagos e pântanos!. (which goes by the name of Blythe Ferry Lane, which runs between small villages, farms, small lakes and marshes)!.

 

…acabando em frente ao rio Tennessee!. (ending across the Tennessee River)!.

…onde está localizado o “Cherokee Removal Memorial Park”, onde parámos!.  (where is located the “Cherokee Removal Memorial Park” where we stopped)!. 

…perdoem-nos, temos que interromper para vos dizer que hoje, nas nossas viagens por aqui, vamos falar de um local que nos merece muito respeito, onde a história nos diz que uma nação se constrói por períodos bons e outros menos bons, como esta grande Nação que nos recebeu de “mãos abertas”, a nós europeus e nos deu aquilo que o nosso País de nascimento, por quem todos demos a vida numa frente de combate, e agora falando de nós, pessoas simples do povo que éramos, sem educação superior e, essa mãe Pátria, esse nosso querido Portugal, sempre nos colocou numa posição de pessoa inferior, talvez por entre outras coisas, os nossos progenitores sempre dizerem não a certas situações que privilegiavam outros, que nada faziam para contribuir para uma sociedade mais justa!. Perdoem lá outra vez, já nos estamos a desviar com palavras que nada têm a ver com a nossa conversa de hoje, mas vamos continuar!. (forgive us, we must stop to tell you that today, in our travels here, let’s talk about a place that deserveslot about us, where history tells us that a nation is built for good times and some less good, like this great Nation we received from “open hands”, to us Europeans and gave us what our country of birth, for whom all gave life in front of combat, and now talking about us, simple people who were without higher education and this homeland mother, that our beloved Portugal, has always put us in an inferior person position, perhaps among other things, our parents always say no to certain situations that favored others who did nothing to contribute to a fairer society. Forgive there again, there already’m diverting with words that have nothing to do with our discussion today, but let’sl continue)!.

…este local, cujo nome já mencionámos, que quer dizer mais ou menos, “Parque Memorial da Remoção do Povo Cherokee”, é visitado por quem tem, ou quer ter, algum conhecimento do que foi o destino dos verdadeiros americanos, aqueles a quem ainda chamam “Índios”!. Aqui, neste local, existe alguma informação daquilo que foi um dos capítulos mais sombrios da história americana, que foi o acto desprezível da remoção de alguns povos, entre eles os “Cherokees”, os “Chickasaw”, os “Choctaw”, os “Creeks” e “Seminoles”, na altura chamadas de “As Cinco Tribos Civilizadas”, que por aqui viviam com alguma autonomia política e que deveriam ser considerados americanos do sul!. (this site, whose name we have already mentioned, which means roughly, “Memorial Park People Cherokee Removal”, is visited by those who have, or want to have some knowledge of what was the fate of real Americans, those who still called “Indians”!. Here, in this place, there is some information of what was one of the darkest chapters in American history, which was the despicable act of removing some people, including the “Cherokee”, the “Chickasaw”, the “Choctaw”, the ” Creeks “and” Seminoles “at the time called” the Five Civilized Tribes “, who lived here with some political autonomy and that should be considered the south Americans)!.

…aqui começou o “Trail of Tears”, que tem muitas traduções, mas para nós quer dizer mais ou menos o Caminho das Lágrimas, mas na linguagem Cherokee é chamado de “Nunna daul Isunyi”, “O caminho onde eles choraram”, que fez correr muitas lágrimas e é uma marca negra na história americana, que nunca poderá ser justificada ou explicada, mas como em tudo na vida, nenhum de nós tem qualquer culpa de actos menos felizes, praticados pelos nossos antepassados, temos é que aprender e fazer com que nunca mais se repitam!. Em 1835, alguns representantes auto-nomeados da nação Cherokee, ao fim de alguns anos de negociações, assinaram o Tratado de “New Echota”, onde diziam que trocavam as suas terras a leste de Mississippi por cinco milhões de dólares, que envolvia assistência para a deslocalização assim como a compensação pela propriedade perdida, deste modo, as tribos indígenas localizadas a leste do rio Mississippi foram forçadas a viajar no “Caminho Cherokee das Lágrimas”!. (here began the “Trail of Tears”, which has many translations, but for us to say about the Way of Tears, but the Cherokee language is called “Nunna daul Isunyi”, “The path where they cried,” which made run many tears and is a black mark in American history, which can never be justified or explained, but as with everything in life, none of us has any fault less happy acts practiced by our ancestors, we are to learn and make never to be repeated. In 1835, some self-appointed representatives of the Cherokee Nation, after several years of negotiations, signed the Treaty of “New Echota” where they said they exchanged their land east of Mississippi for five million dollars, involving assistance relocation as well as compensation for lost property, thus the Indian tribes located east of the Mississippi river were forced to travel on the “Cherokee Path of Tears”)!.

…a história diz que, pelo resultado deste tratado, documento com base numa lei de 1830 (Indian Removal Act), assinado pelo Partido Ridge nunca foi aceite pelos líderes ou pela maioria da tribo Cherokee, representada no Partido Ross, mas esse pormenor pouca influência iria ter, pois as tensões entre os representantes do estado da Georgia e do povo Cherokee ficaram tensas com a descoberta de ouro nas proximidades de Dahlonega, no estado da Georgia, em 1829, onde alguns historiadores dizem que esta foi a primeira “corrida ao ouro” na história dos EUA. Quando o povo Cherokee assinou o tratado, foi-lhe prometida a tal quantia em dinheiro, que devia ser paga em ouro, todavia não sabemos se foi paga em ouro ou em papel impresso, cedendo as suas terras ao governo federal, começando assim a sua migração forçada por mais de 1200 milhas para o chamado Território Indígena, que é hoje o actual estado de Oklahoma. Os nativos sofreram muito com esta migração, e vários morreram durante as viagens e nos acampamentos forçados, que se formavam durante esta migração, estimando-se que, da tribo Cherokee, de uma população de 15.000, vieram a falecer cerca de 4000!. (the story says that the result of this treaty, a document based on a law of 1830 (Indian Removal Act), signed by the Ridge Party was never accepted by the leaders or the majority of the Cherokee tribe, represented the Party Ross, but this detail little influence would have, as tensions between the representatives of the state of Georgia and the Cherokee people were strained with the discovery of gold near Dahlonega in the state of Georgia in 1829, where some historians say that this was the first “gold rush” in US history. When the Cherokee people signed the treaty, he was promised that amount of money, which was to be paid in gold, but do not know if it was paid in gold or printed paper, giving their land to the federal government, thus beginning its forced migration by more than 1,200 miles to the so – called Indian Territory, which is now the state of Oklahoma. The natives have suffered a lot from this migration, and several died during the journeys and forced camps, which were formed during this migration, it is estimated that the Cherokee tribe, a population of 15,000, they died about 4000)!. 

…centenas de escravos e afro-americanos libertos, que viviam com os índios, acompanharam-nos nesta migração, por este Caminho das Lágrimas, muitos foram transportados em grandes carroças, mas a neve e o frio de inverno dificultavam este procedimento e, com a diminuição da comida, havia racionamento, alguns moradores das aldeias por onde passavam iam ajudando, viajando em barcos ou jangadas, quando era possível pelos rios ou pântanos, mas quando a temperatura baixava, os rios congelavam, forçando a pararem e formarem acampamentos onde iam morrendo, principalmente por serem mal alimentados, onde a maioria das mortes ocorria por coqueluche, tifo, disenteria, cólera, infecções ou gripes, assim como a fome, foram essas as epidemias que ao longo do caminho assolavam esses acampamentos. (hundreds of slaves and freedmen african-Americans who lived with the Indians, accompanied him in this migration by this Path of Tears, many were transported in large carts, but snow and cold winter hindered this procedure and, with the decrease in food there was rationing, some residents of the villages they passed were helping, traveling on boats or rafts, when it was possible the rivers or swamps, but when the lowered temperature, the freeze rivers, forcing to stop and form camps where they were dying, mainly being poorly fed, where most of the deaths occurred by whooping cough, typhoid, dysentery, cholera, infections or colds, as well as hunger, those were epidem ias that along the way knocked down these camps)!.

…o Presidente Martin Van Buren, enviou o General Winfield Scott com 7000 soldados para organizar o processo de remoção!. (President Martin Van Buren, sent General Winfield Scott  with 7000 soldiers to organize the removal process)!.

…Scott e as suas tropas forçaram o povo Cherokee para fora das suas casas, na ponta das suas baionetas, enquanto outros saqueavam casas e pertences. Um dos soldados da operação, sob as ordens do general Winfield Scott, escreveu:

– “Eu lutei nas guerras entre países e disparei contra muitos homens, mas a remoção Cherokee foi o trabalho mais cruel que eu conheci”!.

…um filósofo francês, no ano de 1831, testemunhou esta migração forçada, escrevendo na altura:

– “Pairava no ar um sentimento de ruína e destruição, era o fim destes atraiçoados, era o seu adeus, ninguém poderia aqui assistir sem sentir um aperto no coração. Os Índios estavam quietos, sombrios e tactiturnos, perguntei a um deles por que deixavam as suas terras, responderam-me, “para serem livres”. Assistimos à expulsão de um dos mais famosos e antigos povos americanos”!.

(Scott and his troops forced the Cherokee people out of their homes at the end of their bayonets, while others looted houses and belongings. One of the soldiers operating under the command of General Winfield Scott, wrote: 

– “I fought in wars between countries and shot against many men, but the Cherokee removal was the cruelest work I met.” 

A French philosopher, in 1831, witnessed this forced migration, writing at the time:

–  “was in the air a sense of ruin and destruction, was the end of those betrayed, was his goodbye, no one here could watch without feeling a pang . The Indians were quiet, dark and tactiturnos, asked one of them why they left their land, they replied, “to be free”. We witnessed the expulsion of one of the most famous and ancient American people”! 

…aqueles que resistiram, querendo ficar nas suas terras, foram objecto de intimidação legal e perseguição, tendo as suas casas sido derrubadas e queimadas, assim como o seu gado!. (Those who resisted, wanting to stay on their land, have been legal intimidation and harassment, and their homes have been slashed and burned, and their cattle)!. 

…o governo federal prometeu ao povo Cherokee, que a sua nova terra, ou seja o tal “Indian Territory”, que é hoje o estado de Oklahoma, iria permanecer sua para sempre, sem serem molestados, mas a força da colonização branca empurrou-o para o oeste e foi encolhendo, encolhendo, o espaço do “Indian Territory” e, claro, quando em 1907, Oklahoma se tornou num estado, o “Indian Territory”, tinha ido embora para sempre!. (the federal government promised the people Cherokee, that their new land, ie the so – called “Indian Territory”, which is now the state of Oklahoma, would remain yours forever, unmolested, but the strength of white settlement pushed him to the west and was shrinking, shrinking space of the “Indian Territory” and, of course, when in 1907, Oklahoma became a state, the “Indian Territory”, was gone forever)!.

…muitos anos passaram, hoje a população Cherokee, que mantém o seu próprio alfabeto, portanto fala a sua língua, teve alguma recuperação e são esses índios o maior grupo nativo americano. (many years passed, now the Cherokee population, which maintains its own alphabet, so speak your language, was some recovery and the Indians are the largest Native American group)!. 

…depois de algum tempo de meditação, deixámos este parque, localizado no meio de alguns pântanos, em silêncio, também sombrios e taciturnos, passados quase dois séculos, em respeito por este povo. (after some meditation time, we left this park, located in the middle of some marshes, silent, too dark and brooding, almost two centuries, in respect for these people)!. 

Tony Borie, November 2017.

…we are veterans of war!

…we are veterans of war!

…somos veteranos de guerra!. (we are veterans of war)!.

…quando, numa manhã fria de Janeiro do ano de 1965, foram dadas ordens a um Esquadrão de Caças F-105 da Base Americana de Okinawa, no Japão, para que se transferisse para a Base Aérea de Da Nang, no Vietname do Sul, para dar cobertura ao Corpo de Marines, que tinham por missão cruzar o Paralelo 17, que era uma linha de demarcação militar provisória e desmilitarizada entre o Vietname do Norte e o Vietname do Sul, estabelecida na Conferência de Genebra de 1954, que pôs fim à Guerra da Indochina, embora não coincidindo com o verdadeiro paralelo, pois no terreno era uma região um pouco a sul ao longo do rio Ben Hai, na província de Quang Tri, até à vila de Bo Ho Su e dali para oeste até à fronteira entre o Vietname e o Laos, foi quase o mesmo quando anos antes o responsável pelo então governo de Portugal disse em frente às câmaras de televisão, referindo-se ao então ultramar que, “vamos para a guerra e em força”. (when on a cold January morning of 1965, were given orders to a Fighter Squadron F-105 of the American Base in Okinawa, Japan, to whichtransfer to the Air Base of Da Nang in South Vietnam, to cover the Marine Corps, who had the taskcrossing the Parallel 17, which was a line of temporary and demilitarized military demarcation between North Vietnam and South Vietnam, established in the Geneva Conference of 1954, which ended the Indochina war, though not coinciding with true parallel because the field was an area just south along the river Ben Hai, in the province of Quang Tri, to the village of Bo Ho Su and thence west to the border Vietnam and Laos, was almost the same as years before then responsible for the government of Portugal said in front of the television cameras, referring to the then overseas that “we go to war and force”)!. 

…quando no dia seguinte, 49 destes caças levantaram voo da base de Da Nang, para atacar alvos do Vietname do Norte, fazendo com que a partir desse dia a guerra não ficasse mais restrita ao território do Vietname do Sul e, o primeiro desembarque de 3500 soldados americanos em Março, naquele território, já se havia transformado em 200 mil, em Dezembro do mesmo ano e, quando em 1973, as tropas americanas se retiraram do conflito, havia cerca de 58 mil soldados americanos mortos, contudo o conflito prosseguiu com a luta armada entre o Norte e Sul do Vietname, que ficou dividido, terminando em absoluto em 1975, com a invasão e ocupação de Saigon, então a capital do Vietname do Sul e a rendição total do exército sul-vietnamita, foi quase o mesmo quando os militares de Portugal, um ano antes, se revoltaram e destituíram o então governo de Portugal, ficando para trás um número de mortos, nas então províncias ultramarinas, que nós pelo menos não sabemos exactamente, mas devia andar pelas dezenas de milhar, talvez milhões, nas populações que foram ou viriam a ser afectadas pelo conflito, que infelizmente foi armado!. (When the next day, 49 of these fighters took off from the base of Da Nang, to attack targets from North Vietnam, causing from that day the war would not be more restricted to the territory of South Vietnam and the first landing of 3500 American soldiers in March that territory, had already been transformed into 200 000 in December of the same year, and when in 1973, US troops withdrew from the conflict, there were about 58,000 American soldiers dead, but the conflict continued with the armed struggle between North and South Vietnam, which was split, finishing at all in 1975 with the invasion and occupation of Saigon, then South Vietnam capital and total surrender of the South Vietnamese army, was almost the same when the military of Portugal, a year earlier, revolted and ousted the then government of Portugal, left behind a number of dead in the overseas provinces so that we at least do not know exactly, but devi walking by the tens of thousands, perhaps millions, in populations that were or were to be affected by the conflict, which unfortunately was armed)!. 

…quando terminou o conflito, no caso do Vietname, os números não eram precisos, mas oscilam entre milhão e meio a dois milhões de vietnamitas mortos, entre civis e militares, onde parte considerável desta população era economicamente activa, que morreu durante o conflito e, como se compreende, este facto provocou uma grave crise económica nos anos seguintes ao seu final, além dos talvez milhões de pessoas, oriundas do Camboja e do Laos, que foram arrastados para a guerra com a propagação deste mesmo conflito. (When finished the conflict, in the case of Vietnam, the figures were not accurate, but oscillate betweenmillion andhalf to two million Vietnamese dead, civilians and military, whereconsiderable part of this population was economically active, who died during the conflict, as we understand, this has caused a serious economic crisis in the years following its end, beyond perhaps millions of people, coming from Cambodia and Laos, which have been dragged into the war with the spread of that conflict)!.

…comparações com a guerra que vivemos em África? Os números são gigantes, nós chamávamos aos guerrilheiros “Turras”, os americanos chamavam “Vietcongs”. Este termo, abreviado para “VC”, deu origem ao termo utilizando a fonética militar de “Victor-Charlie” de onde surgiu o nome “Charlie”, também como apelido aos guerrilheiros, tirando isto talvez houvesse mais coincidências: na data, no combate e contacto com o inimigo nas selvas húmidas e pântanos da Guiné, mas em cenário de guerra não há lá muita comparação, nós lutávamos com um infinito de dificuldades, tanto em material logístico, como em alimentação, alojamento, assistência médica, evacuação de feridos e mortos em combate, tal como outros motivos de sobrevivência. Valia-nos, entre outras coisas, um pouco de audácia, coragem e improviso, em que éramos e continuamos a ser, pelo menos os que nasceram nos anos quarenta ou cinquenta do século passado, alguns com a instrução escolar mínima, um pouco melhor que a média, talvez por sermos descendentes de diversos povos que em tempos habitaram a Península Ibérica, que eram sobretudo guerreiros por natureza!. (Comparisons with the war we live in Africa? The numbers are giants, we called the guerrillas “gooks,” the Americans called “Vietcong.” This term, abbreviated to “VC”, gave rise to the term using the military phonetic “Victor-Charlie” where the name “Charlie” came also as a nickname to the guerrillas, taking it there might be more coincidences: the date in the fight and contact with the enemy in the humid jungles and swamps of Guinea, but at war scenario there is not much comparison there, we were fighting with an infinite difficulties, both in logistical material, as in food, housing, medical care, evacuation of wounded and killed in combat, like other survival reasons. Valia us, among other things, a little audacity, courage and improvisation, in which were and continue to be, at least those who were born in the forties or fifties of the last century, some with minimal schooling, a little better than the average, perhaps because we are descendants of various peoples who once inhabited the Iberian Peninsula, which were mainly warriors by nature)!. 

…nós aprendemos depressa que aquela era uma guerra que só poderia ter um fim político e não de luta armada, onde uma faca, por vezes era a melhor arma de combate e, a pior, no nosso modesto entender, era um avião. Enquanto os soldados americanos se armaram de grande poder de fogo, em artilharia e aviação de combate para destruir as bases inimigas e impedir as suas ofensivas, pois no terreno praticavam acções defensivas, deixavam a acção ofensiva para os F-105 e helicópteros armados, embora eles fossem treinados e instruídos para guerras ofensivas, os seus comandantes eram psicológica e institucionalmente pouco qualificados para essas acções defensivas, no entanto nós éramos treinados para lutar e ir ao encontro do inimigo, fazer aquelas incursões no terreno, diárias, ir ao encontro, não importava se a zona era perigosa e base de inimigos, nós tínhamos que caminhar por lá, calcar minas e fornilhos mortais, onde o inimigo usava os segredos daquela selva e daqueles pântanos em seu favor, onde havia a necessidade de beber a para nós, “célebre água da bolanha”, motivo por que hoje começam a aparecer sinais de doença, como por exemplo, entre outras, o cancro, de que não se sabe a origem. (We learned quickly that this was a war that could only have a political purpose, not armed struggle, where a knife sometimes was the best melee weapon and the worst, in our modest opinion, it was an airplane. While American soldiers are armed with great firepower, artillery and aviation combat to destroy enemy bases and prevent their offensive because the ground practiced defensive stocks, leaving the offensive action for the F-105 and helicopter gunships, though they were trained and instructed to offensive wars, their commanders were psychologically and institutionally poorly qualified for these defensive actions, however we were trained to fight and go to meet the enemy, do those incursions on the ground daily, to meet, not matter if the area was dangerous and base enemies, we had to walk there, trample mines and deadly bowls, where the enemy wore the secrets of that jungle and those marshes in their favor, where there was a need to drink for us, ” famous water bolanha “why now begin to show signs of illness, such as, among others, cancer, not s and know the origin)!. 

…quando o Jack, que nasceu no estado do Wyoming, depois de fazer dois “tours” de seis meses cada à guerra do Vietname, regressou ao continente americano, continuou no Corpo de Marines, seguindo a carreira militar, pois as suas possibilidades de sobrevivência nas planícies do Wyoming eram montar um cavalo durante todo o dia, guardando manadas de vacas ou cavalos, comendo carne de algum animal que tivesse que ser abatido, carne essa que podia ser consumida assada ou seca e curada, para ser comida crua durante sete dias por semana, tal como o nosso sargento da messe, lá no aquartelamento de Mansoa, que era oriundo das planícies do Alentejo. (When Jack, who was born in the state of Wyoming, after making two “tours” of six months each to the Vietnam War, he returned to the American continent, continued in the Marine Corps, following the military career because their chances of survival in Wyoming plains were riding a horse throughout the day, keeping herds of cows or horses, eat any animal meat which have to be slaughtered meat that which could be consumed baked or dried and cured, to be raw food seven days a week, as our sergeant of the harvest, there in the barracks of Mansoa, which was from the plains of the Alentejo)!. 

…quando o Smith, soldado do Alabama, que foi ferido em combate e transferido para o hospital militar de Saigon, hoje se faz transportar numa cadeira de rodas, se orgulha de ser combatente dizendo alto e bom som que não se queixa do destino, pois criou a sua família e sempre foi ajudado pelo governo, que lhe proporcionou algum conforto no meio da sua vida de pessoa com alguma desvantagem. Ou mesmo o John, soldado ferido em combate, a quem posteriormente foi amputado um membro superior, não quer qualquer ajuda, mudando ele mesmo a roda do seu carro, tal como qualquer João, José ou Manuel, companheiros feridos nas savanas da Guiné. (When Smith, soldier Alabama, who was wounded in combat and transferred to the military hospital in Saigon, now it does carry a wheelchair, is proud to be fighting saying loud and clear that he does not complain of fate, it created his family and was always helped by the government, which gave him some comfort in the middle of a person’s life with some disadvantage. Or even John, soldier wounded in combat, who was later amputated a senior member, does not want any help, changing himself the wheel of your car, like any John or José Manuel wounded comrades in Guinean savannas)!. 

…tudo isto vem a propósito de que os soldados americanos regressados dessa guerra, e nós somos testemunhas privilegiadas devido à nossa posição, quando em actividade de oficial da United Steelworkers, que é hoje o maior sindicato de trabalhadores de metalúrgica nos Estados Unidos, porque convivemos durante anos com alguns destes militares, por vezes mediando conflitos, que embora tivessem pouca instrução escolar e estivessem um pouco traumatizados, foram sempre encorajados na procura de trabalho, na compra de casa e outros bens. Existe mesmo um Banco dos Veteranos que lhes facilita empréstimos para compra de habitação ou qualquer outro investimento. Foram sempre preferidos e respeitados, por vezes bastava-lhes dizer que eram veteranos, que quase todas as portas se abriam, claro, havia excepções como em tudo na vida, mas os ainda sobreviventes da guerra do Vietname têm assistência. Existem os Hospitais dos Veteranos, localizados nas principais cidades de quase todos os estados, têm ajudas relativas em algum caso de necessidade extrema e, acima de tudo, orgulham-se do seu passado de combatentes. Quando começamos qualquer conversa, as primeiras palavras deles são para dizer que não querem nem ouvir a palavra, “Vietnam Syndrome”, levantam a cabeça e dizem bem alto que são veteranos de guerra!. (All this comes the purpose of American soldiers returning from this war, and we are privileged witnesses due to our position as an official activity of the United Steelworkers, which is the largest union of metal workers in the United States because we live for years with some of these military sometimes mediating conflicts, that although they had little schooling and were a little traumatized, have always encouraged the search for work, buying house and other assets. There is even a Bank of Veterans who makes them loans to purchase housing or any other investment. Have always preferred and respected, sometimes it was enough for them to say they were veterans, that almost all the doors opened, of course, there were exceptions as in everything in life, but also survivors of the Vietnam war have assistance. There are the Veterans Hospitals, located in major cities of almost all states have aids for in a case of extreme necessity and, above all, they pride themselves of their past fighters. When we begin any conversation, the first of these words is to say that not even want to hear the word “Vietnam Syndrome” raise their heads and say loudly that are war veterans)!. 

Tony Borie, November 2017.

…Chicken, Alaska!

…Chicken, Alaska!

…Chicken, Alaska! 

…já devia de passar das oito horas da noite, era para lá do “Paralelo 48 Norte”, naquela altura do ano, continuava de dia, havia alguns chuviscos, descíamos a montanha, por uma estrada de terra, lama e pedra, depois de passar pelo topo, onde alguma neve desaparecia lentamente, em direcção a algum ribeiro onde, entre outros animais um urso procurava algo para comer. Já tínhamos passado a fronteira, para os Estados Unidos, depois de viajar por território do Canadá, a estrada já estava mais bem tratada, mas todo o cuidado era pouco!. (you should have passed eight o’clock the evening, it was beyond the “Parallel 48 North”, that time of year, still day, there were a few sprinkles, we descended the mountain by a dirt road, mud and stone, after spending the top, where some snow disappeared slowly towards a brook where, among other animals a bear looking for something to eat. We had already crossed the border, to the United States after traveling through territory of Canada, the road had been better treated, but great care was little)!.

…próximo do fim da montanha, onde o terreno começava a ser plano, surge-nos uma placa de sinalização com alguns nomes de localidades, entre os quais estavam as palavras, “Chicken 43 milhas”. A primeira coisa que proferimos para a nossa esposa Isaura, foi:

– Chicken!. Deve haver por lá galinhas e ovos!.

…ovos que adoramos e que estivemos por um período de dois anos sem poder comer, pois não se fabricavam, nem havia qualquer hipótese de os obter em quantidade para fazer parte da dieta de qualquer militar combatente que estivesse estacionado no aquartelamento de Mansoa, na então nossa Guiné!. Podemos estar a cometer um erro, mas cremos mesmo que naquela altura, não era só em Mansoa, devia-se passar o mesmo em qualquer aquartelamento do interior da província, ovos, era um luxo quase impossível de obter!. (near the end of the mountain, where the ground began to be flat, comes to us a signpost with some place names, among which were the words, “Chicken 43 miles”. The first thing we speak to our wife Isaura, was: 

– Chicken !. There should be there chickens and eggs! 

…eggs that we love and we have been for a period of two years without being able to eat, because it is not manufactured, nor was there any chance of obtaining them in quantity to be part of the diet of any combatant soldier who was stationed at the barracks of Mansoa in then our Guinea. We may be making a mistake, but we believe that even at that time, it was not only in Mansoa, was due to spend the same in any of the province inside the barracks, eggs, it was almost impossible to get luxury)!.

…voltando à tal localidade chamada “Chicken”, cuja tradução pode ser mais ou menos Frango ou Galinha, depende da conversação, mas para nós é Galinha, situa-se no estado do Alaska, a sudeste da cidade de Fairbanks, é uma comunidade fundada pelos pesquisadores de ouro e, é uma das poucas áreas, ainda sobreviventes, da corrida do ouro no Alaska, onde ainda se pode ver pessoas nos ribeiros, atolados na lama, procurando o precioso metal. A população era de 7 pessoas, no Censo de 2010, no entanto, em diversas alturas do ano, existem mais ou menos 17 habitantes, que ainda se dedicam à pesquisa!. (returning to this place called “Chicken”, whose translation can be roughly Chicken or Chicken, depends on the conversation, but for us it’s chicken, is located in the State of Alaska, southeast of the city of Fairbanks is a community founded by gold researchers and is one of the few areas still surviving, the gold rush in Alaska, where you can still see people in Brooks, stuck in the mud, looking for the precious metal. The population was 7 people in the 2010 Census, however, at different times of the year, there are about 17 people, who still dedicated to research)!. 

…“Chicken” faz parte da lista de nomes de lugares incomuns, mas galinha e ovos são um fenómeno que às vezes fazem com que brinquemos com as palavras, sem saber quem existiu primeiro, se a galinha ou o ovo, que quase todos nós adoramos, pelo menos ao pequeno almoço, e podem ser “mexidos”, onde aparece o amarelo quase misturado com o branco, “ensolarados”, onde o amarelo é levemente cozido e o branco não, “médios”, onde a parte branca está cozida, mas o amarelo está meio cru, onde todos gostamos de molhar o pão, ou o normal “estrelado” ou cozido, que com um pouco de sal, é excelente para se beber um bom “copo de tinto”!. (“Chicken” is part of the list of unusual place names, but chicken and eggs are a phenomenon that sometimes make We Play with words, not knowing who existed first, the chicken or the egg, which almost all of us love, at least for breakfast, and can be “scrambled”, which appears almost mixed yellow with white, “sunny”, where yellow is lightly cooked and white does not, “medium” where the whites are cooked, but yellow is underdone, where all like to wet the bread or the normal “starring” or cooked with a little salt, it is great to drink a good “glass of red”)!. 

…voltando à localidade “Chicken”, recebeu este nome porque os primeiros habitantes, pesquisadores de ouro, que por aqui se aventuraram por volta do fim do século dezoito, eram quase como que atacados por umas aves que dão pelo nome “ptarmigan”, muito parecidas com galinhas bravas, que fazia parte da sua dieta 7 dias por semana e, quando resolveram estabelecer-se nesta comunidade uma estação dos correios, o nome só podia ser um, que era ”Chicken”!. Hoje, ainda é um posto avançado para um distrito de mineração de aproximadamente 40 milhas, que começou por ter alguma projecção a partir do início de 1900, onde ainda existem minas de ouro activas, cujo ouro é suficiente para que a sua exploração continue em actividade!. (returning to the locality “Chicken”, got its name because the first inhabitants, gold researchers who here ventured towards the end of the eighteenth century, it was almost as if attacked by a bird that give the name “ptarmigan”, much like with angry chickens, which was part of their diet seven days a week, when they decided to settle in this community a post office, the name could only be one, which was “Chicken”. Today, it is still an outpost for a mining district about 40 miles, which began to have some projection from the early 1900s, where there are still active gold mines, whose gold is enough for its exploitation continue activity)!. 

Tony Borie, November 2017.

…we Combatants and they Combatants!

…we Combatants and they Combatants!

…nós Combatentes e, Elas Combatentes! (we Combatants and they Combatants)!

…era manhã, o sol despertava no horizonte, estávamos numa zona onde a estrada rápida número 10, que atravessa todo o sul dos Estados Unidos, seguia em linha recta. O trânsito fluía normal em ambos os sentidos, umas vezes intenso outras não. Saímos num cruzamento que dava acesso a algumas quintas, passando por cima das duas vias, não resistindo a admirar a paisagem com movimento e alguma azáfama, todos querendo seguir a sua rota, talvez fugindo de onde estavam antes, mudando-se. Camiões levando mercadoria, automóveis levando pessoas, que neste caso, felizmente, não fugiam de nenhuma guerra, mas eram pessoas, como nós, que na nossa juventude vivemos uma guerra, fomos combatentes e sobreviventes de alguns combates, onde havia homens e mulheres!. Estas que quase ninguém as lembra!. (is in morning, the sun woke up on the horizon, we were in an area where rapid road number 10, which runs through the southern United States, followed instraight line. Traffic flowed standard in both directions, sometimes intense others do not. We left at an intersection that gave access to some farms, going over the two-way, not resisting to admire the scenery with some movement and bustle, all wanting to follow their route, perhaps running away from where they were before, changing yourself. Trucks carrying goods, vehicles carrying people, in this case, fortunately, did not run any war, but they were people like us, who in our youth livea war, fighters and survivors were a few fights where there were men and women. These almost no one remembers)!.

…tínhamos saído da cidade de Tucson, no estado do Arizona, seguindo em direcção ao norte, onde a terra é vermelha, parecida com a que existe em algumas savanas da Guiné e ao longe já se vislumbravam alguns edifícios da cidade de Phoenix. Ao passar pela cidade em boa hora resolvemos parar, pois ao fim de algumas voltas, mais ou menos pelo centro, em frente ao Capitólio do Arizona, que se localiza nesta localidade, abre-se uma Praça, que dá pelo nome de “Wesley Bolin Memorial Plaza”, que é o lar de aproximadamente três dezenas de memoriais e monumentos dedicados a temas tão diversos como figuras históricas, indivíduos importantes, organizações e eventos comemorativos, como por exemplo o mastro e âncora do navio de guerra USS Arizona afundado em Pearl Harbor, no Hawaii, durante a II Grande Guerra, memoriais para outras guerras, como a I Grande Guerra, a guerra da Coreia ou do Vietname, entre outras!. (had left the city of Tucson, in Arizona, following towards the north, where the land is red, similar to that which exists in some savannas of Guinea and the distance already glimpsed some buildings of the city of Phoenix. Passing through the city at a good time we decided to stop, because after a few laps, more or less in the middle, in front of the Capitol Arizona, which is located at this location, opens up a square, which gives the name of “Wesley Bolin Memorial Plaza”, which is home to about three dozen memorials and monuments dedicated to such diverse subjects as historical figures, important individuals, organizations and commemorative events, such as the mast and warship anchor USS Arizona sunk in Pearl Harbor, Hawaii, during the Second World war memorials other wars such as World war I, the war in Korea and Vietnam, among others)!. 

…uma das coisas que nos despertou a atenção, comovendo-nos, foi um monumento dedicado à Mulher, Mãe, pessoa importante na nossas vidas, que quase nunca é lembrada e que também andou na guerra, todavia neste caso era um monumento à “Pioneira”, aquela que acompanhou o marido ou companheiro, a sua família, no caminho para oeste, sofrendo todas as dificuldades que essa odisseia acarretava, mais a de ser mãe e cuidar dos filhos ainda crianças!. (One of the things that aroused our attention, groaning us, was a monument dedicated to Women, Mother, important person in our lives that is almost never remembered and who also walked in the war, however in this case was a monument to “pioneer” , the one who accompanied her husband or partner, your family, on the way to the west, suffering all the difficulties that this entailed Odyssey, plus being a mother and caring for children as children)!. 

…já tínhamos visto outro monumento parecido em Washington, neste caso dedicado à mulher que lutou no Vietname!. (We had already seen another similar monument in Washington, in this case dedicated to the woman who fought in Vietnam)!.

…infelizmente são tão poucos estes memoriais, talvez só despertem a atenção de alguns de nós, mas são confortantes, quando podemos ver que alguém se lembrou delas, das mulheres da nossa vida!. (Unfortunately these memorials are so few, perhaps only arouse the attention of some of us, but they are comforting when we see that someone remembered them, the women in our lives)!. 

Tony Borie, November 2017.