…it’s Miami!

…é Miami! (it’s Miami)!

…quando se menciona o nome Flórida, logo se associa a Miami, dizem logo, “ho, sim Miami”, é talvez o efeito da publicidade de Hollywood, cidades como São Francisco, Los Angeles, Miami, Nova Iorque, Washington, Las Vegas, Paris, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Colónia, mesmo Lisboa, quase todos as conhecem, embora nunca lá tivessem ido. Quando se menciona o nome Miami, quase todos nós lembramos os edifícios a sair da água da baía, os barcos de recreio, as praias locais, os corpos de jovens bronzeados, o seu clima quente durante todo o ano, os barcos de cruzeiro a saírem o canal, enfim um certo número de coisas e factos que nos foram vendidas pelas agências de informação, com a colaboração dos média, que todos os dias nos entram pela casa dentro!. (when you mention the Florida name, logo is associated with Miami, just say, “ho, yes Miami” , is perhaps the effect of Hollywood advertising, cities like San Francisco, Los Angeles, Miami, New York, Washington, Las Vegas , Paris, Rome, London, Rio de Janeiro, Cologne, even Lisbon, almost all the know, though there never had gone. When you mention the Miami name, mostus remember the buildings out of the bay the water, pleasure boats, local beaches, the bodies of tanned young, its warm climate throughout the year, cruise boats to leave the channel,short a number of things and facts that have been sold by the reporting agencies, with the collaboration of the media, that every day we enter through intohouse)!. 

…a verdade é um pouco diferente, se caminharmos pelas ruas de Miami, encontramos muitas coisas, mesmo muitas, que qualquer pessoa comum, a viver numa cidade, encontra ao sair de sua casa, existem alguns “sem-abrigo”, empurrando todos os seus haveres num carrinho do supermercado, áreas debaixo de pontes e outras infraestructuras, não muito recomendáveis para se caminhar por lá, carros de polícia ou de bombeiros, ambulâncias a toda a velocidade, com sirenes em funcionamento, avisando para que os deixem passar, algumas ruas fechadas ao trânsito, só para comércio e frequentadas por muitas pessoas, de todas as idades, curiosas, algumas fazendo perguntas a que ninguém sabe responder, alguns bairros típicos, que nós, vindo de outras paragens, temos curiosidade em conhecer, portanto, talvez pela curiosidade, como já mencionamos, gostamos de caminhar por lá!. (The truth is a little different, if we walk the streets of Miami, we find many things, even many that any ordinary person, living in a city is to leave your home, there are some “homeless” by pushing all their assets in a cart from the supermarket, areas under bridges and other infrastructures, not very recommendable to walk there, police cars or fire, ambulance at full speed with sirens operating, warning to let them go, some streets closed to traffic, only to trade and frequented by many people, of all ages, curious, some asking questions that nobody can answer, some neighborhoods, that we come from elsewhere, we have curiosity to know, so perhaps the curiosity, as we mentioned, we like to walk through there)!. 

…como por exemplo, única e simplesmente parar em frente a uma “tasca”, no bairro da “Little Havana”, (Pequena Havana), a que também chamam de “Calle Ocho”, (Rua 8), que é um bairro social, cultural e de actividade política, de refugiados que em tempos vieram de Cuba, onde se pode comer um pão com carne assada de “cerdo”, que nós chamamos porco, beber um “tinto”, que é um café negro, numa caneca sem asa, feito com meios ainda artesanais, adoçado com açúcar da verdadeira cana de açúcar!.  (such as single and just stop in front of a “tavern” in the neighborhood of “Little Havana” (Little Havana), which also call “Calle Ocho” (8th Street), which is a social, cultural and political activity district of refugees who once came from Cuba, where you can eat bread with roast beef ” cerdo “, which we call pork, drink a” red “, which is a black coffee in a mug withouthandle, made with handmade still means, sweetened with sugar from real cane sugar)!. 

…ao saborear esse “tinto”, se fecharmos os olhos, se pararmos de olhar em redor, podemos, na nossa imaginação, lembrar os “Tequestas”, que era uma tribo de Nativos Americanos que já viviam por aqui há mais de mil anos, mesmo antes da era Cristã, que tiveram a infeliz sorte de ser um dos primeiros povos a ter contacto com os europeus, depois deste facto, claro, foram a pouco e pouco desaparecendo. Por volta do ano de 1566, Pedro Menéndez de Avilés, ao serviço do reino de Espanha, navegou por aqui reivindicando toda esta área, chamando-lhe Florida Espanhola e, muitos anos e muitos combates depois, tanto no mar como nas dunas de areia, quando o reino de Espanha fez um tratado com a Inglaterra cedendo-lhe toda esta área, já pouco restava deste povo, tinham desaparecido quase por completo, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (On tasting this “red”, if we close our eyes, if we stop to look around, we can, in our imagination, remember the “Tequestas” which was a tribe of Native Americans who have lived here for over a thousand years, even before the Christian era, who had the unfortunate luck of being one of the first people to have contact with Europeans, after this fact, of course, were gradually disappearing. Around the year 1566, Pedro Menendez de Aviles, the Spanish kingdom of service, sailed here all claiming this area, calling it Spanish Florida and, many years and many battles later, both at sea and the sand dunes, when the kingdom of Spain made a treaty with England giving you all this area, since little was left ofpeople, had disappeared almost completely, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!.

…se caminharmos pela Miami Beach Boardwalk, que é uma avenida em frente ao oceano Atlântico, em “Miami Beach”, deparamos com uma equipa de fotógrafos que estão protegidos pelos célebres ”guarda-costas”, à espera que a equipa de maquilhadores prepare o rosto de determinada “vedeta”, a preparem-na para ser fotografada, com gestos de aparência, como sendo uma paragem normal, em qualquer esplanada de café, que depois vai correr mundo, dizendo que fulano ou fulana está de férias em Miami, passando uns dias!. (If we walk the Miami Beach Boardwalk, which is a promenade in front of the Atlantic Ocean, in “Miami Beach”, we came across a team of photographers who are protected by the famous “bodyguard”, waiting for the makeup artists team prepare the face a certain “superstar” to prepare her to be photographed with the appearance of gestures, as a normal stop at any cafe terrace, which then will run the world, saying that so-and-tart is on vacation in Miami, passing each days)!. 

…aí podemos lembrar que aquele local foi onde esteve erguida uma Missão Espanhola, que Pedro Menéndez de Avilés, quando aqui desembarcou, deu ordens para ser erguida, davam-lhe o nome de Missão, mas na verdade era um pequeno forte, armado, habitado por alguma população treinada para combate, pois toda esta área a que hoje chamam Miami, naquele tempo foi sempre um lugar de combate, não só frequentado por corsários, vulgo “piratas”, onde até mais tarde foi palco durante muito tempo da “Segunda Guerra Seminole”, que colocava frente a frente um povo que por aqui vivia em paz, usufruindo do que a natureza lhe oferecia, com o governo de então, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!.  (then we can remember that that location was where a Spanish mission was built, that Pedro Menéndez de Avilés, when here landed, ordered to be built, gave him the name of Mission, but it was actually a little strong, armed, inhabited by some people trained to fight, because this whole area that now call Miami, that time has always been a place of combat, not only frequented by pirates, known as “pirates” where later f hi stage for a long time the “Second Seminole War,” which placed face to face a people here lived in peace, enjoying what nature offered him, with the government then, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!. 

…a Segunda Guerra Seminole foi o resultado de um Tratado assinado por um pequeno número de Seminoles, por volta do ano de 1832, que exigiu aos índios que abandonassem as suas terras na Florida dentro dos próximos três anos, movendo-se para oeste. Claro que os Índios, considerando-se os verdadeiros donos das suas terras, não as abandonaram e, três anos depois, portanto por volta de 1835, o Exército dos Estados Unidos chegou para fazer cumprir o tratado, nessa altura os Índios estavam prontos para a guerra. Um tal Major Francis Dade marchou com o seu Destacamento de Exército, de Fort Brooke para Fort King, não esperando que apenas 180 guerreiros Seminoles, liderados pelos chefes Micanopy, Alligator e Jumper os atacasse, onde apenas um militar sobreviveu à emboscada, talvez para poder contar como tudo aquilo aconteceu, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (The Second Seminole War was the result of a treaty signed by a small number of Seminoles, around the year 1832, which required the Indians to abandon their lands in Florida within the next three years, moving westward. Of course the Indians, considering the real owners of their land, not the left, and three years later, so around 1835, the US Army arrived to enforce the treaty, then the Indians were ready for war. Such Major Francis Dade marched with his detachment of Army, Fort Brooke to Fort King, not expecting that only 180 Seminole warriors, led by Micanopy heads, Alligator and Jumper attacked them, where only one soldier survived the ambush, perhaps to power tell how it all happened, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!. 

…voltando a Miami Beach Boardwalk, mais um pouco à frente está um grupo de fotógrafos, com as suas máquinas apontadas a determinada varanda, pois pela tardinha vai haver lá “festa um pouco extravagante”, onde vão aparecer de vez em quando algumas caras conhecidas, que podem ser do desporto ou de Hollywood, quase sem roupa, debruçando-se na referida varanda, com poses estudadas, também para que essas imagens corram mundo, mas não vamos esquecer a tal “vedeta” que se preparava para ser fotografada, de que já falámos, talvez com um copo na mão, cheio de bebida, com pedras de gelo, muito florido, com uma rodela de limão ou laranja, em cima, pendurada de lado no copo, aí, vendo o limão ou laranja, temos que lembrar, na nossa imaginação, Julia Tuttle, que era uma rica produtora de citrinos, nativa de Cleveland e que ainda hoje mantém a distinção de ser a única mulher fundadora de uma grande cidade, onde os primeiros relatos descrevem a zona como um promissor deserto, que nos primeiros anos do seu crescimento chamavam “Biscayne Bay Country”, e hoje é Miami, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (Returning to Miami Beach Boardwalk, a little ahead is a group of photographers with their machines indicated a certain balcony because the evening will be there “party a little extravagant,” which will appear from time to time some familiar faces, which can be sports or Hollywood, almost naked, leaning on that balcony, with studied poses, also so that these images run the world, but let’s not forget this “superstar” who was preparing to be photographed, that we talked about, perhaps with a glass in hand, full of drink with ice cubes, very flowery, with a lemon or orange slice on top, hanging sideways on the glass, then, seeing the lemon or orange, we have to remember in our imagination, Julia Tuttle, who was a rich production of citrus fruit, native of Cleveland, who still holds the distinction of being the only woman founder of a big city, where the first reports describing the area as a promising desertion to that in the early years of its growth called “Biscayne Bay Country”, and is now Miami, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!. 

…já nos estávamos a desviar da guerra, não vamos cortar o fio à meada, como se dizia no nosso tempo, as campanhas da “Segunda Guerra Seminole” foram uma demonstração notável da guerra de guerrilha Seminole. Os chefes Micanopy, Alligator, Jumper e mais tarde Osceola, dirigindo menos de 3000 guerreiros, pelos pântanos e areias desta área da Flórida, lutaram contra quatro generais norte-americanos e mais de 30.000 soldados. A Segunda Guerra Seminole durou 7 anos, foi a guerra mais feroz travada pelo governo dos Estados Unidos contra os Índios americanos, que gastou mais de 20 milhões de dólares, deixando mais de 1500 soldados mortos, não contando as baixas na população civil, que foi incontornável, assim como a relação para gerações futuras, que ficaram marcadas, entre o branco e o Índio Americano, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (Already in were to divert the war, we will not cut the thread, as was said in our time, the campaigns of the “Second Seminole War” were a remarkable demonstration of Seminole guerrilla war. The Micanopy heads, Alligator, Jumper and later Osceola, driving less than 3,000 warriors, the marshes and sands of this area of Florida, fought four American generals and more than 30,000 soldiers. The Second Seminole War lasted seven years, was the most fierce war waged by the US government against American Indians, who spent more than $ 20 million, leaving more than 1,500 dead soldiers, not counting the casualties among the civilian population, which was unavoidable, as well as the relationship for future generations, which were marked, among white and American Indian, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!. 

…tirando toda esta guerra do pensamento, pelo menos por momentos, Miami também pode ser apreciada e fotografada cá de cima, viajando no seu moderno sistema de metropolitano, com pontes sobre os canais e infraestruturas ao longo das ruas e avenidas!. (Taking all this war of thought, at least for a moment, Miami can also be enjoyed and photographed here from above, traveling in its modern subway system, with bridges over canals and infrastructure along the streets and avenues)!.

…deste modo podemos lembrar, na nossa imaginação, Henry Flagler, um magnata dos caminhos de ferro, a quem posteriormente Julia Tuttle convenceu, não se sabe com que meios, a expandir os seus comboios até à região, talvez para transporte para o exterior do produto das suas plantações de citrinos!. (this way we can remember, in our imagination, Henry Flagler, a tycoon of the railways, who later Julia Tuttle convinced, do not know by what means, to expand their trains to the region, perhaps for transport to the exterior of the product of its citrus plantations)!. 

…voltando à guerra, Julia Tuttle e Henry Flagler eram amigos, trabalhavam em conjunto, não como muitos anos antes, durante a “Segunda Guerra Seminole”, à medida que as hostilidades se arrastavam, as forças dos Estados Unidos, talvez frustradas, voltavam-se para medidas, algumas desesperadas, para ganhar a guerra, como por exemplo o chefe Osceola que foi capturado e preso quando se reuniu com as tropas dos Estados Unidos para pedir uma trégua, reivindicando e querendo falar de paz!. Com este procedimento, os Estados Unidos, com o chefe Osceola preso, estavam confiantes que a guerra terminaria em breve, mas isso não aconteceu, embora o chefe Osceola tivesse morrido na prisão no ano de 1838, outros líderes Seminoles continuaram a batalha, por mais alguns anos, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (Returning to the war, Julia Tuttle and Henry Flagler were friends, worked together, not like many years before, during the “Second Seminole War,” as hostilities dragged on , the forces of the United States, perhaps frustrated, turned, to measures, some desperate, to win the war, such as Osceola chief who was captured and imprisoned when he met with the troops of the United States to call for a truce, claiming and wanting to talk peace. With this, the United States, with the Osceola chief arrested were confident that the war would end soon, but it did not happen, although the Osceola chief had died in prison in the year 1838, other Seminoles leaders continued to battle, however a few years, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!.

…uf, tanta guerra e tanto Miami, vamos caminhar para oeste, parar na “Calle Ocho”, beber um “tinto”, que é um café negro, numa caneca sem asa, feito com meios ainda artesanais, temperado com açúcar, da verdadeira cana de açúcar!. (Uf, so much war and both Miami, we will walk to the west, stop at “Calle Ocho”, drink a “red”, which is a black coffee, a wingless mug, made with even handmade, seasoned media with sugar, real sugar of sugar)!.. 

Tony Borie, November 2017.

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