…we, the veterans, we should have the attitude, sometimes silent, which ancient tree!

…nós, os veteranos, devemos ter a atitude, às vezes silenciosa, qual árvore centenária!

(we, the veterans, we should have the attitude, sometimes silent, which ancient tree)!.

 

…numa nova urbanização constroem-se novas casas, aerodinâmicas, bonitas aos nossos olhos, plantam pequenas e simples árvores em alguns locais e, passados umas dezenas de anos, as casas estão na mesma, com aspecto mais velho, ou em alguns casos abandonadas, mas em compensação as árvores estão grandes, fortes, silenciosas e, quase que tomaram conta do ambiente, da natureza, são elas o principal elemento, muitas vezes contra às ideias dos vindouros, são elas que ditam as directrizes do novo aperfeiçoamento da urbanização, tudo se começa a fazer de novo em seu redor, as ruas terão, talvez, que tomar outro sentido de trânsito, porque estão a ser um entrave para o crescimento e vida dessas mesmas árvores!. (a new urbanization built new homes, aerodynamics, beautiful to our eyes, small and simple plant trees in some places and, past few decades, the houses are the same, with older aspect, or in some abandoned cases, but in clearing the trees are big, strong, silent, and almost tookof the environment, nature, they are the main element, often against the ideas of coming, they are dictating the guidelines of the new improvement of urbanization, it all begins to make again around them, the streets will have, perhaps, to take another flow of traffic, because they are being an obstacle to the growth and life of those trees)!. 

…como em outras partes do nosso planeta, mas damos o exemplo daqui, porque é onde vivemos, a área do Parque Nacional de Matanzas, onde se encontra o Forte de Matanzas, que foi projectado como uma torre de observação fortificada, construído por volta do ano de 1750 por condenados, escravos e soldados trazidos da ilha de Cuba, que foram usados como mão de obra para erguer esta estrutura, que está situada na atual Rattlesnake Island, que quer dizer mais ou menos Ilha das Cobras e, numa posição de comando sobre a entrada do canal de água salgada, na praia de Matanzas, que adquiriu este nome após as execuções, ou “matanzas”, (massacre espanhol) na costa do Atlântico norte, a Jean Ribault e o seu grupo de colonos de “Huguenotes franceses”, que se tinham estabelecido em Forte Caroline, próximo do que é hoje a cidade de Jacksonville, aqui no estado da Flórida e, de que já aqui falámos, onde os colonos, homens, mulheres e crianças foram levados em pequenos grupos por trás das dunas de areia, onde cada colono foi atravessado com a espada e deixado para ali, até morrer. Os espanhóis consideravam os “huguenotes franceses” de ser infiéis, porque não eram católicos, mas politicamente, este massacre tinha a intenção de alertar os outros europeus que o Novo Mundo pertenciam à coroa Espanhola!. (As in other parts of our planet, but we give the example here, because that’s where we live, the area of Matanzas National Park, where the Matanzas Fort, which was designed as a fortified watchtower, built around the year 1750 by convicts, brought slaves and soldiers from the island of Cuba, which were used as labor to erect this structure, which is situated in the current Rattlesnake Island, which means about Snake Island and in a commanding position on the entrancethe saltwater canal on the beach of Matanzas, which acquired its name after the executions, or “Matanzas”, (Spanish massacre) on the north Atlantic coast, Jean Ribault and his group of settlers from “French Huguenots” , who had settled at Fort Caroline near what is now the city of Jacksonville, here in Florida, and you’ve talked about here, where the colonists, men, women and children were taken in small groups by behind the sand dunes, where each settler was crossed with the sword and left there to die. The Spaniards considered the “French Huguenots” to be unfaithful, because they were not Catholic, but politically, this massacre was intended to warn other Europeans that the New World belonged to the Spanish crown)!. 

…quando andamos por aqui, percorrendo esta área, as árvores, com centenas de anos, começaram a “encostar-se”, aos muros do antigo forte, nasceram e cresceram por todo o lado, como querendo dizer, “chega-te para lá, não queremos mais guerra, eu sou a vida, a natureza pura no verdadeiro sentido”!. Elas, as árvores, têm uma força poderosa, as suas raízes crescem a todos os segundos, sem a presença do ser humano, que as quer controlar, elas tomaram conta do parque, são o início, são elas que nos anunciam a vida, que a conservam e, se por qualquer motivo elas começarem a morrer, pouco tempo de vida nos vai restar a nós, os humanos!. (When we walk around here, going through this area, the trees, hundreds of years old, began to “lean against” the walls of the old fort, were born and raised everywhere, as if to say, “arrives you there, we do not want more war, I am the life, the pure nature in the true sense “!. They, the trees have a powerful force, its roots grow every second without the presence of the human being that wants to control, they took park account, are the beginning, they are announcing our lives that to maintain and, if for any reason they start dying, little lifetime will remain in us, humans)!.

…lá vem a guerra outra vez, a “mangueira do Setúbal”, (que era uma árvore), no aquartelamento de Mansoa, a tal árvore de que já aqui falámos por diversas vezes, já lá não deve de estar, foi morta, talvez não, mas o espaço deve de ser pequeno para ela, se ainda for viva, pois demarcava o limite de arame farpado, era mesmo na fronteira, o seu tronco era o nosso “café da esquina”, o nosso local de convívio, as gaiolas de macacos e periquitos, eram a nossa “Disneyland”, à noite, mais propriamente ao anoitecer, íamos para lá, falar, fumar cigarros feitos à mão, a cerveja, muitas vezes roubada no “bar dos sargentos”, entre as mãos, os macacos e periquitos já nos conheciam, compreendiam a voz do dono, as palavras “cala-te, cabrão”, “já te vou dar de comer, filho da puta”, eram frequentes, tudo se falava, era quase como o lavadouro da nossa aldeia, também o “stress da guerra” que sempre estava presente, se ia desvanecendo e, se houvesse “vias de facto”, ou seja “turbolência doméstica”, era absorvido pela amizade de “irmãos de guerra”, que se encontravam em convívio, em pleno cenário de guerra!. (Here comes the war again, “the Setúbal tree” in quartering Mansoa, that tree that already we spoke several times, as there should be, was killed, maybe not, but the space should be small for her, if still alive, as demarcated barbed wire limit, was right on the border, its trunk was our corner cafe, our place of living, the cages of monkeys and parrots, were our “Disneyland “at night, more properly the evening, we were there, talking, smoking cigarettes, handmade beer, often stolen in the” bar of the sergeants “in his hands, the monkeys and parakeets already know us, they understand the voice owner, the words “shut up, bitch,” “I’m coming to give you to eat, pu son ..” were frequent, everything spoke, it was almost like the washing of our village, also the “stress of war “which was always present, it would fading and, if there is ” pathways that “ie” turb olência domestic “, was absorbed by the friendship of” war brothers “who were living in, in the scenario of war)!. 

…não imaginamos o nosso planeta sem árvores, seria como, talvez um jardim sem flores e, pensando por momentos, nós, os humanos, só por cá passamos, isto estava cá e cá vai continuar, vamos, nos anos que nos restam, fazer como as árvores centenárias, rosto levantado, olhar as outras pessoas nos olhos, transmitir-lhe a nossa mensagem silenciosa, esperar a água da chuva, o sol, tempestades ou até o fogo, tal como fizemos em pleno cenário de guerra, onde tentávamos sobreviver, às vezes em silêncio, mas um silêncio controlado, às vezes fugindo, ou fazendo não compreender, certas atitudes, dos agora vindouros, que quando chegarem à nossa bonita idade, oxalá lá cheguem, vão por certo compreender, porque sobrevivemos, muitos de nós sem escola superior, discriminados, sem protestos de discriminação, “sem eira nem beira”, sem protestos requerendo casa e subsídio de alimentação, nunca esperando ajudas estranhas, única e simplesmente vivendo do nosso esforço corporal!. (Not imagine our planet without trees would be like, maybe a garden without flowers and, thinking for a moment, we humans, just for here passed, it was here and here will continue, they will, in the years that remain, do as the old trees, raised face, look the other person in the eye, convey to you our silent message, wait for the rain water, the sun, storms or even the fire, as we have done in full war scenario, where we were trying to survive, sometimes silent, but a controlled silence, sometimes running, or doing not understand certain attitudes, now come, that when they come to our beautiful age, hopefully there come, will certainly understand, because we survived, many of us no high school, broken down without protest discrimination, “without a penny,” without protest requiring home and food allowance, never expecting foreign aid, purely and simply living our corpor effort al)!.

…pelo menos nós, vamos ter algum “poder de encaixe”, como nos dizia o senhor Manuel Manco, que tinha sido combatente, era um sobrevivente de guerra, pois fez parte do Corpo Expedicionário Português que esteve presente na Frente de Flandres, onde muitos militares portugueses foram mártires. Tinha sido casado, a esposa morreu com a doença do “tifo” e uma filha que foi “casada de encomenda” para o Brasil, o povo dizia “casada de encomenda” que era quando um português, “muito rico”, lá no Brasil, que andasse muito ocupado na “roça”, na “xácra”, no “açougue”, na “padaria”, no “botequim”, na “birosca” ou no “boteco”, mandava uma carta, normalmente ao senhor Regedor ou a Vossa Reverência o senhor Abade da freguesia, a pedir esposa que soubesse cozinhar, lavar e engomar, que fosse donzela, estivesse vacinada e que fosse boa parideira, essa filha, foi para o Brasil e nunca deu sinal de si, ele, o senhor Manuel Manco, morreu sem uma perna, mas orgulhoso, sozinho, numa pobreza profunda, num casebre nas matas da base da montanha do Caramulo, que levou para debaixo da terra umas tantas medalhas ao peito, num casaco que lhe colocaram, talvez só a parte da frente, numa simples caixa, feita de tábuas “casqueiras”, forrada a pano de flanela preta, (feita pelo Senhor Hugo, que também era carpinteiro, além de forneiro na Fábrica da Telha que existia junto à Estação dos Caminhos de Ferro, em Águeda e, fazia gratuitamente os “caixões dos pobres”), mas que ia sobrevivendo, vivendo cada minuto da sua vida, como se fosse o ser humano mais importante do mundo, sempre com o rosto erguido, olhando nos olhos, tanto a nós como à mãe Ilda, quando lhe levávamos alguma roupa, ou íamos ver como se encontrava, os seus olhos diziam-nos quase o mesmo que a tais árvores centenárias, que neste momento se estão a “encostar” ao Forte de Matanzas, pois ele, o senhor Manuel Manco, era um veterano, tinha andado na guerra. (At least we’ll have some “plug power,” as the saying Mr. Manuel Manco, who had been a combatant, was a war survivor, as was part of the Portuguese Expeditionary Corps who attended the Flanders front, where many Portuguese military martyr. Had been married, his wife died of the disease of “typhus” and a daughter who was “married to order” for Brazil, the people said “Married order” that was when a Portuguese, “very rich”, there in Brazil , who walked very busy in the “fields” in the “xácra”, the “butcher” in the “bakery” in the “bar” in “small places” or “watering hole”, sent a letter, usually to Mr. Regedor or your Reverence the Abbot of the parish, asking wife to know cooking, washing and ironing, which were maiden, was vaccinated and it was good brood, this daughter, he went to Brazil and never gave sign him, he, Mr. Manuel Manco, died without a leg, but proud, alone, in deep poverty in a hut on the mountain base of the forests of Caramulo, which led to underground a many medals to his chest, a coat that put him, perhaps only part of forward a single box made of boards “casqueiras”, lined with cloth d and black flannel, (by Mr. Hugo, who was also a carpenter, and oven – bird in tile factory that existed next to the Railway Station in Agueda and free was the “poor of the coffins”), but that would survive living every minute of your life as if it were the most important human being in the world, always with raised face, looking into the eyes, both to us and to his mother Ilda, when you we took some clothes, or going to see how he was, their eyes told us about the same as such ancient trees, which is currently are “pull” the Matanzas Fort, for he, Mr. Manuel Manco, was a veteran, had been in the war)!. 

Tony Borie, November 2017.

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