…Trail of Tears!

…Caminho das Lágrimas! (Trail of Tears)!

…era ainda manhã, a estrada rápida número 75, no sentido norte, nas proximidades da cidade de Atlanta, no estado da Geórgia, era uma azáfama, todos procuravam o seu rumo, a estrada dividia-se, havia seis ou sete pistas para cada lado, mas passavam uns pelos outros, fazendo sinal para esquerda ou para a direita, procurando a saída para o seu destino!. (it was still morning, the fast road number 75, in the north, near the city of Atlanta, the state of Georgia, was a bustle, all seeking their path, the road was divided, there were six or seven tracks for each side, but they passed each other, motioning toleft or to the right, looking for the exit to your destination)!.

…o nosso rumo era o norte, lá íamos seguindo, até que o trânsito ficou mais livre, já tínhamos passado a cidade, estávamos quase na fronteira, passando-a, para o estado de Tennessee!. (our direction was north, we went there following until the traffic became more free, we had already passed the city, we were almost at the border, passing it to the state of Tennessee)!.

…continuámos no sentido norte, passando ao lado da cidade de Chattanooga, até nos surgir a placa de sinalização da estrada estadual número 60, depois a 58, tomando em seguida uma estrada rural!. (we continued heading north, passing the city side Chattanooga, until we come to signpost the state road number 60, then 58, taking then a rural road)!.

…que dá pelo nome de Blythe Ferry Lane, que segue entre pequenas povoações, quintas, pequenos lagos e pântanos!. (which goes by the name of Blythe Ferry Lane, which runs between small villages, farms, small lakes and marshes)!.

 

…acabando em frente ao rio Tennessee!. (ending across the Tennessee River)!.

…onde está localizado o “Cherokee Removal Memorial Park”, onde parámos!.  (where is located the “Cherokee Removal Memorial Park” where we stopped)!. 

…perdoem-nos, temos que interromper para vos dizer que hoje, nas nossas viagens por aqui, vamos falar de um local que nos merece muito respeito, onde a história nos diz que uma nação se constrói por períodos bons e outros menos bons, como esta grande Nação que nos recebeu de “mãos abertas”, a nós europeus e nos deu aquilo que o nosso País de nascimento, por quem todos demos a vida numa frente de combate, e agora falando de nós, pessoas simples do povo que éramos, sem educação superior e, essa mãe Pátria, esse nosso querido Portugal, sempre nos colocou numa posição de pessoa inferior, talvez por entre outras coisas, os nossos progenitores sempre dizerem não a certas situações que privilegiavam outros, que nada faziam para contribuir para uma sociedade mais justa!. Perdoem lá outra vez, já nos estamos a desviar com palavras que nada têm a ver com a nossa conversa de hoje, mas vamos continuar!. (forgive us, we must stop to tell you that today, in our travels here, let’s talk about a place that deserveslot about us, where history tells us that a nation is built for good times and some less good, like this great Nation we received from “open hands”, to us Europeans and gave us what our country of birth, for whom all gave life in front of combat, and now talking about us, simple people who were without higher education and this homeland mother, that our beloved Portugal, has always put us in an inferior person position, perhaps among other things, our parents always say no to certain situations that favored others who did nothing to contribute to a fairer society. Forgive there again, there already’m diverting with words that have nothing to do with our discussion today, but let’sl continue)!.

…este local, cujo nome já mencionámos, que quer dizer mais ou menos, “Parque Memorial da Remoção do Povo Cherokee”, é visitado por quem tem, ou quer ter, algum conhecimento do que foi o destino dos verdadeiros americanos, aqueles a quem ainda chamam “Índios”!. Aqui, neste local, existe alguma informação daquilo que foi um dos capítulos mais sombrios da história americana, que foi o acto desprezível da remoção de alguns povos, entre eles os “Cherokees”, os “Chickasaw”, os “Choctaw”, os “Creeks” e “Seminoles”, na altura chamadas de “As Cinco Tribos Civilizadas”, que por aqui viviam com alguma autonomia política e que deveriam ser considerados americanos do sul!. (this site, whose name we have already mentioned, which means roughly, “Memorial Park People Cherokee Removal”, is visited by those who have, or want to have some knowledge of what was the fate of real Americans, those who still called “Indians”!. Here, in this place, there is some information of what was one of the darkest chapters in American history, which was the despicable act of removing some people, including the “Cherokee”, the “Chickasaw”, the “Choctaw”, the ” Creeks “and” Seminoles “at the time called” the Five Civilized Tribes “, who lived here with some political autonomy and that should be considered the south Americans)!.

…aqui começou o “Trail of Tears”, que tem muitas traduções, mas para nós quer dizer mais ou menos o Caminho das Lágrimas, mas na linguagem Cherokee é chamado de “Nunna daul Isunyi”, “O caminho onde eles choraram”, que fez correr muitas lágrimas e é uma marca negra na história americana, que nunca poderá ser justificada ou explicada, mas como em tudo na vida, nenhum de nós tem qualquer culpa de actos menos felizes, praticados pelos nossos antepassados, temos é que aprender e fazer com que nunca mais se repitam!. Em 1835, alguns representantes auto-nomeados da nação Cherokee, ao fim de alguns anos de negociações, assinaram o Tratado de “New Echota”, onde diziam que trocavam as suas terras a leste de Mississippi por cinco milhões de dólares, que envolvia assistência para a deslocalização assim como a compensação pela propriedade perdida, deste modo, as tribos indígenas localizadas a leste do rio Mississippi foram forçadas a viajar no “Caminho Cherokee das Lágrimas”!. (here began the “Trail of Tears”, which has many translations, but for us to say about the Way of Tears, but the Cherokee language is called “Nunna daul Isunyi”, “The path where they cried,” which made run many tears and is a black mark in American history, which can never be justified or explained, but as with everything in life, none of us has any fault less happy acts practiced by our ancestors, we are to learn and make never to be repeated. In 1835, some self-appointed representatives of the Cherokee Nation, after several years of negotiations, signed the Treaty of “New Echota” where they said they exchanged their land east of Mississippi for five million dollars, involving assistance relocation as well as compensation for lost property, thus the Indian tribes located east of the Mississippi river were forced to travel on the “Cherokee Path of Tears”)!.

…a história diz que, pelo resultado deste tratado, documento com base numa lei de 1830 (Indian Removal Act), assinado pelo Partido Ridge nunca foi aceite pelos líderes ou pela maioria da tribo Cherokee, representada no Partido Ross, mas esse pormenor pouca influência iria ter, pois as tensões entre os representantes do estado da Georgia e do povo Cherokee ficaram tensas com a descoberta de ouro nas proximidades de Dahlonega, no estado da Georgia, em 1829, onde alguns historiadores dizem que esta foi a primeira “corrida ao ouro” na história dos EUA. Quando o povo Cherokee assinou o tratado, foi-lhe prometida a tal quantia em dinheiro, que devia ser paga em ouro, todavia não sabemos se foi paga em ouro ou em papel impresso, cedendo as suas terras ao governo federal, começando assim a sua migração forçada por mais de 1200 milhas para o chamado Território Indígena, que é hoje o actual estado de Oklahoma. Os nativos sofreram muito com esta migração, e vários morreram durante as viagens e nos acampamentos forçados, que se formavam durante esta migração, estimando-se que, da tribo Cherokee, de uma população de 15.000, vieram a falecer cerca de 4000!. (the story says that the result of this treaty, a document based on a law of 1830 (Indian Removal Act), signed by the Ridge Party was never accepted by the leaders or the majority of the Cherokee tribe, represented the Party Ross, but this detail little influence would have, as tensions between the representatives of the state of Georgia and the Cherokee people were strained with the discovery of gold near Dahlonega in the state of Georgia in 1829, where some historians say that this was the first “gold rush” in US history. When the Cherokee people signed the treaty, he was promised that amount of money, which was to be paid in gold, but do not know if it was paid in gold or printed paper, giving their land to the federal government, thus beginning its forced migration by more than 1,200 miles to the so – called Indian Territory, which is now the state of Oklahoma. The natives have suffered a lot from this migration, and several died during the journeys and forced camps, which were formed during this migration, it is estimated that the Cherokee tribe, a population of 15,000, they died about 4000)!. 

…centenas de escravos e afro-americanos libertos, que viviam com os índios, acompanharam-nos nesta migração, por este Caminho das Lágrimas, muitos foram transportados em grandes carroças, mas a neve e o frio de inverno dificultavam este procedimento e, com a diminuição da comida, havia racionamento, alguns moradores das aldeias por onde passavam iam ajudando, viajando em barcos ou jangadas, quando era possível pelos rios ou pântanos, mas quando a temperatura baixava, os rios congelavam, forçando a pararem e formarem acampamentos onde iam morrendo, principalmente por serem mal alimentados, onde a maioria das mortes ocorria por coqueluche, tifo, disenteria, cólera, infecções ou gripes, assim como a fome, foram essas as epidemias que ao longo do caminho assolavam esses acampamentos. (hundreds of slaves and freedmen african-Americans who lived with the Indians, accompanied him in this migration by this Path of Tears, many were transported in large carts, but snow and cold winter hindered this procedure and, with the decrease in food there was rationing, some residents of the villages they passed were helping, traveling on boats or rafts, when it was possible the rivers or swamps, but when the lowered temperature, the freeze rivers, forcing to stop and form camps where they were dying, mainly being poorly fed, where most of the deaths occurred by whooping cough, typhoid, dysentery, cholera, infections or colds, as well as hunger, those were epidem ias that along the way knocked down these camps)!.

…o Presidente Martin Van Buren, enviou o General Winfield Scott com 7000 soldados para organizar o processo de remoção!. (President Martin Van Buren, sent General Winfield Scott  with 7000 soldiers to organize the removal process)!.

…Scott e as suas tropas forçaram o povo Cherokee para fora das suas casas, na ponta das suas baionetas, enquanto outros saqueavam casas e pertences. Um dos soldados da operação, sob as ordens do general Winfield Scott, escreveu:

– “Eu lutei nas guerras entre países e disparei contra muitos homens, mas a remoção Cherokee foi o trabalho mais cruel que eu conheci”!.

…um filósofo francês, no ano de 1831, testemunhou esta migração forçada, escrevendo na altura:

– “Pairava no ar um sentimento de ruína e destruição, era o fim destes atraiçoados, era o seu adeus, ninguém poderia aqui assistir sem sentir um aperto no coração. Os Índios estavam quietos, sombrios e tactiturnos, perguntei a um deles por que deixavam as suas terras, responderam-me, “para serem livres”. Assistimos à expulsão de um dos mais famosos e antigos povos americanos”!.

(Scott and his troops forced the Cherokee people out of their homes at the end of their bayonets, while others looted houses and belongings. One of the soldiers operating under the command of General Winfield Scott, wrote: 

– “I fought in wars between countries and shot against many men, but the Cherokee removal was the cruelest work I met.” 

A French philosopher, in 1831, witnessed this forced migration, writing at the time:

–  “was in the air a sense of ruin and destruction, was the end of those betrayed, was his goodbye, no one here could watch without feeling a pang . The Indians were quiet, dark and tactiturnos, asked one of them why they left their land, they replied, “to be free”. We witnessed the expulsion of one of the most famous and ancient American people”! 

…aqueles que resistiram, querendo ficar nas suas terras, foram objecto de intimidação legal e perseguição, tendo as suas casas sido derrubadas e queimadas, assim como o seu gado!. (Those who resisted, wanting to stay on their land, have been legal intimidation and harassment, and their homes have been slashed and burned, and their cattle)!. 

…o governo federal prometeu ao povo Cherokee, que a sua nova terra, ou seja o tal “Indian Territory”, que é hoje o estado de Oklahoma, iria permanecer sua para sempre, sem serem molestados, mas a força da colonização branca empurrou-o para o oeste e foi encolhendo, encolhendo, o espaço do “Indian Territory” e, claro, quando em 1907, Oklahoma se tornou num estado, o “Indian Territory”, tinha ido embora para sempre!. (the federal government promised the people Cherokee, that their new land, ie the so – called “Indian Territory”, which is now the state of Oklahoma, would remain yours forever, unmolested, but the strength of white settlement pushed him to the west and was shrinking, shrinking space of the “Indian Territory” and, of course, when in 1907, Oklahoma became a state, the “Indian Territory”, was gone forever)!.

…muitos anos passaram, hoje a população Cherokee, que mantém o seu próprio alfabeto, portanto fala a sua língua, teve alguma recuperação e são esses índios o maior grupo nativo americano. (many years passed, now the Cherokee population, which maintains its own alphabet, so speak your language, was some recovery and the Indians are the largest Native American group)!. 

…depois de algum tempo de meditação, deixámos este parque, localizado no meio de alguns pântanos, em silêncio, também sombrios e taciturnos, passados quase dois séculos, em respeito por este povo. (after some meditation time, we left this park, located in the middle of some marshes, silent, too dark and brooding, almost two centuries, in respect for these people)!. 

Tony Borie, November 2017.

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