…four in the morning!

…four in the morning!

…quatro da madrugada! (four in the morning)!

…não durmo, estou levantado não sei há já quanto tempo, aqui, nesta parte do mundo, são “quatro da madrugada”, pelo menos é o que dizem os relógios que marcam o tempo, devia estar a dormir, a descansar o corpo já um pouco cansado, entre outras coisas da idade, mas não durmo, já fui lá fora, está quente, há luzes no céu, parecem as noites de Mansoa, lá na Guiné, só que aqui, não é cenário de guerra, não existe humidade nem aqueles malditos mosquitos. Ouço um pequeno barulho, anda um esquilo no telhado, vejo a sua silhueta, a mexer com a cauda, procura o fruto daquela árvore, ele até tem razão, já aqui vivia, antes de eu vir para aqui roubar-lhes o espaço, além deste pequeno pormenor, não se houve viva alma. Voltei para dentro, fiz um chá, bom, bastante forte, que um familiar me costuma trazer da Inglaterra, apalpei a caneca, quente, bebo uns goles, fico calmo, sento-me, penso, mil coisas me vêm ao pensamento, começo a contar o tempo, portanto já não sou eu, sou um relógio, que neste momento marca “quatro da madrugada”. É normal nesta idade, creio que já dormi o suficiente, pois foram tantas “quatro da madrugada” que por mim passaram, algumas quentes, outras geladas, outras assim-assim, foram na Europa, na guerra em África ou aqui neste continente, mas as “quatro da madrugada” no verão do Alaska, eram um pouco diferentes, pois era quase sempre dia, e às “quatro da madrugada”, já tinha feito muita coisa, entre outras, tinha ido à pesca!. (I do not sleep, I raised do not know there is already much time, here, in this part of the world, are “four in the morning,” at least thatwhat they say the clocks marking the time should be sleeping, resting the body already a little tired, among other things age, but do not sleep, I’ve been out there, it’s hot, there are lights in the sky, seem the nights of Mansoa, there in Guinea, except that here it is not war scenario, there is no moisture or those damn mosquitoes. I hear a little noise, walk a squirrel on the roof, I see your silhouette, tinkering with the tail, looking for the fruit of that tree, he even is right, already lived here before I came here, steal their space, apart from this small detail, there was not a soul. I went back inside, did a tea, good, very strong, a family I usually bring from England, fumbled mug, hot, drink a few sips, I am calm, I sit down, I think,thousand things come to mind, start tell the time, so no longer I am a clock, which at this time brand “four in the morning”. It is normal at this age, I think I have ever slept enough because there were so many “four in the morning” that for me now, some hot, some cold, some so-so, were in Europe, war in Africa or here on this continent, but the “four in the morning” in Alaska the summer, were a little different, since it was almost always day, and the “four in the morning”, had already done a lot, among others, had gone fishing)!. 

…as “quatro da madrugada”, quando se é jovem, são tal como fossem “quatro da tarde”, estamos sempre prontos, não existem problemas de movimentação, de alimentação, cuidados médicos, pode fazer frio, chuva, calor ou vento, o movimento ambiental não nos importa, pois sabemos que às “quatro da madrugada” vai nascer o dia, com luz, vamos ver o mundo, as pessoas, conviver, caminhar, ocupar o tempo, às vezes até fazendo uma coisa para alguns rara, que é trabalhar. Isto é só pensamentos, pois não tenho a certeza se os mais novos vão perder tempo a ler estes escritos, ou se vão envelhecer, se tal acontecer ainda bem para eles!. Continuando, apalpando a caneca deste chá bem quente, dou uns passos, sento-me na frente do computador, pensando que nunca trocaria a minha vida maravilhosa de pessoa idosa, a minha amada família ou os meus amigos, por mais cabelo, ainda que seja branco, ou por uma barriga mais lisa. À medida que fui envelhecendo, tornei-me mais amável, menos crítico, se estou sentado e preciso desta caneca, a minha preferida, que até está quebrada na asa, mas me tem dado de beber por décadas, vou eu mesmo buscá-la, não incomodo a esposa Isaura, que nesse momento anda de pé, atarefada, da mesa para o fogão, fogão esse que ainda vai cozinhando pelo menos uma vez ao dia!. (The “four in the morning”, when you are young, are as they were “four o’clock”, we are always ready, no handling problems, food, medical care, can be cold, rain, heat or wind, the movement environment does not matterus, because we know that the “four in the morning” will be born the day, with light, we see the world, people, live, walk, take the time, sometimes even doing something for some rare, it is to work. This is just thoughts, because I’m not sure if the younger will spend time reading these writings, or will age, even if it does well for them. Continuing, feeling mug this hot tea, do my steps, I sit in front of computer, thinking itnever trade my amazing life of elder, my beloved family or my friends, no hair, although it is white, or a flatter tummy. As I grew older, I became kinder, less critical, if I sit and I need this mug, my favorite, that even is broken on the wing, but it has given me to drink for decades, I myself get it, I do not mind the wife Isaura, who now walks up, busy, from the table to the stove,stove that it will still cooking at least once a day)!. 

…às vezes penso que me tornei o meu próprio amigo, não gosto de incomodar ninguém, e claro, não me censuro por comer todas aquelas comidas que dizem que nos fazem muito mal, mas que são adoráveis, ou por entre outras coisas, não fazer a cama, não ajudar nas tarefas da casa, andar por aí a brincar com o meu helicóptero brinquedo, que quando está vento mais forte, vai parar à propriedade do vizinho, que vieram lá do norte, de Nova Iorque e, quando a amável senhora me traz o brinquedo de volta, diz-me, com um ar entre a censura e o feliz, “então os netinhos estão por cá, tenha cuidado com eles, não os deixe brincar com estes brinquedos, pois são muito perigosos, podem partir as janelas ou mesmo ferir as pessoas, pois eu vi na televisão…”, e lá vem a história toda, contada com pormenores, pois o que ela quer é conversa, passar o tempo, tal como nós, não sabendo que eu fui o causador de todo esse “desastre”, pois os meus netos estão lá no norte!. (Sometimes I think I’ve become my own friend, do not like to bother anyone, of course, do not blame me for eating all those foods that say they do us much harm, but which are lovely, or among other things, do the bed, not help around the house, running around playing with my toy helicopter that when stronger wind will stop the neighbor’s property, who came out of the north, New York, and when the kind lady me brings the toy back, tell me, with an air of censorship and happy, “so the grandchildren are around here, be careful with them, do not let them play with these toys, because they are very dangerous, can break the windows or even hurt people because I saw on television … “ , and there is the whole story, told in detail, because what she wants istalk, spend time, like us, not knowing that I was the cause all this “disaster” because my grandkids are up north)!. 

…eu tenho o direito de ser desarrumado, de ser livre, pois já vi muitos amigos queridos e familiares deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem me vai censurar por fazer aquela viajem estúpida ao estado do Alaska, com muita aventura, dormindo na caravana, ou atravessar a ponte Golden Gate, na cidade de San Francisco, a pé, com todo aquele vento e nevoeiro por momentos e logo a seguir céu azul e sol radiante, por andar por aí na minha bicicleta, armado em campeão de ciclo-cross, atravessando praias e riachos com alligators ou cobras, caindo aqui, levantando-me ali, por comprar algo supérfluo que não precisava, ou mesmo se resolvo ficar a ler, ou a procurar novos horizontes no computador até tarde, se às “quatro da madrugada” já não durmo, e depois, talvez vá dormir até meio-dia!. Se, como alguém já disse, me apetecer dançar ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 e 70, e se, ao mesmo tempo, quiser chorar por um amor perdido, lá na minha aldeia da montanha, danço e choro, às vezes com baba e ranho!. Se me apetecer ir à pesca, andar na praia com uns calções não muito apropriados, sobre um corpo decadente, mergulhar nas ondas com abandono, apesar dos olhares penalizados dos outros, que me há-de importar, eles também vão envelhecer!. (I have the right to be messy, to be free, because I have seen too many dear friends and family leave this world too soon, before they understood the great freedom that comes with aging. Whom I’ll blame for making that stupid journey to the state of Alaska, with lots of adventure, sleeping in the caravan, or crossing the Golden Gate Bridge in San Francisco, on foot, with all that wind and fog formoment and then following blue sky and bright sun, walk around on my bike, armed in cyclo-cross champion, crossing beaches and creeks with alligators or snakes, falling here, standing up there, to buy something superfluous that did not, or even if I decide to stay to read, or to seek new horizons in the computer until later if the “four in the morning” no longer sleep, and then perhaps go to sleep until noon!. If, as someone once said, I please dance to those wonderful hits from the 60s and 70s, and at the same time, want to weep for a lost love, there on my mountain village, dance and cry, sometimes with baba and snot. If I want to go fishing, walking on the beach with a not very appropriate shorts on a decaying body, dive into the waves with abandon despite the looks penalized the other, who is to care, they too will grow old)!. 

…eu sou um abençoado por ter vivido o suficiente para já não ter muitos cabelos na cabeça, não ter o riso da juventude, pois muitos nunca riram, muitos dos meus amigos, e lembro os meus companheiros de guerra, lá na Guiné, que morreram jovens, muito antes de perder o cabelo. Eu, com os anos a passarem por mim, tenho o direito de estar errado, gosto de ser idoso, a idade libertou-me e gosto da pessoa em que me tornei, embora sabendo que não vou viver para sempre, o meu futuro pode ser daqui a um minuto, talvez segundos!. Mas voltando às “quatro da madrugada”, fazem-se milhares de coisas diferentes, em milhares de lugares diferentes, mas o mais normal é dormir, mas também há pessoas que a esta hora viajam, outras trabalham, outras fazem amor, outras tomam a primeira refeição do dia, outras vão única e simplesmente à pesca, como é o caso do outro meu vizinho, que mesmo agora por aqui passou, fazendo sinal com a luz do carro, talvez convidando-me, enfim, milhares de coisas diferentes que as pessoas fazem, mas para mim, o importante é que são “quatro da madrugada”, estou acordado e não durmo!. (I am blessed to have lived long enough to no longer have many hairs on the head, not having the youth laughing because many have never laughed, many of my friends, and I remember my war companions there in Guinea, who died young long before losing hair. I, with the years pass me by, I have the right to be wrong, I like to be old, age freed me and I like the person I became, while knowing that I will not live forever, my future may be in a minute, maybe seconds!. But back to the “four in the morning”, make up thousands of different things, in thousands of different places, but the most usual is to sleep, but there are also people who at this time traveling, others work, others do love, others take the first meal of the day, others will simply and solely to fishing, as is the case with other my neighbor, who even now here now, motioning to the car light, perhaps inviting me, in short, thousands of different things people do, but for me, the important thing is that they are “four in the morning”, I’m awake and not sleep)!. 

…saio do computador, caminho até à televisão, lá vem o sinal, em letras grandes, com música de fundo, uma música irritante, anunciando algum desastre, é o “Five o’clock news”, pois já são cinco da manhã, vem logo um chorrilho de novidades, que já não são novidades nenhumas, pois infelizmente são as notícias normais, deste mundo normal, “que cada vez, está mais cada vez”, e o noticiário é só desgraças, sendo raro dizerem que nasceu uma criança, mostrarem um jardim com flores ou aquela pessoa, com bons recursos financeiros, deu um beijo e acariciou, dando comida e roupa, àquela criança com o tal “ranho no nariz”!. Não me importo nada de ter vivido no tempo em que as pessoas atendiam o telefone, pois agora, quando queremos falar ao telefone, tirando qualquer dúvida, de uma despesa que fizemos e, não está de acordo com o nosso parecer, depois de ouvir por muito tempo aquelas lengalengas da mensagem, “para saber isto, carregue um, carregue dois, carregue três”, há sempre uma mensagem que diz “estamos abertos, em dias úteis, no horário da zona leste, das oito às quatro”, lá está, às “quatro”, só que desta vez não é às “quatro da madrugada”!. (I leave the computer, the way to television, there comes the sign in large letters, with background music, an annoying song, announcing a disaster, it is the “Five o’clock news”, as they are already five in the morning, coming soon one chorrilho of updates that are no longer news no, because unfortunately are the normal news, this normal world, “that every time is more time,” and the news is only misfortunes, is rare say that a child was born, show a garden with flowers or that person with good financial resources, kissed and caressed, giving food and clothing, that child with such a “snot nose”!.  I do not mind having lived in the time when people attended the phone, for now, when we want to talk on the phone, removing any doubt, an expense we did and not in accordance with our opinion after listening for long those message rhymes, “to know this, press one, press two, press three,” there is always a message that says “we are open on weekdays in the eastern time zone, from eight to four,” there is , the “four”, only this time it’s not the “four in the morning”)!. 

…neste momento já passa das “quatro da madrugada”, por aqui, uma região com um clima sub-tropical, existem muitas festas de final de dia, a que chamam, “It’s 5 o’clock somewhere”, que quer dizer mais ou menos, “são 5 horas, em qualquer lugar”, tanto faz ser às cinco da manhã ou às cinco da tarde, onde as pessoas se divertem, dançam, bebem, comem, namoram, encontram-se, conhecem-se, confraternizam, procuram tudo para se esquecerem da vida dura do dia a dia, o que no meu entender está muito bem, mas continuo a pensar que isto não tem mesmo nada a ver com as “quatro da madrugada”, mas já são cinco da manhã e continuo acordado quando devia de estar a dormir!. (This time it’s after “four in the morning”, here, a region with a sub-tropical climate, there are many day-end festivities, they call, “It’s 5 o’clock somewhere” , which means more or less , “are five hours, anywhere”, whatever be at five in the morning or at five in the afternoon, where people have fun, dance, drink, eat, dating, meet, know each other, socializing, looking all to forget the hardships of everyday life, which in my opinion is very good, but I still think that this has really nothing to do with the “four in the morning”, but they are already five in the morning and still awake when ought to be asleep)!. 

…só mais uma “achega” a este pensamento, há um povo na Europa, mais propriamente em Portugal, na região do Alentejo, povo culto e sabedor, que os mal intencionados contam histórias, às vezes não muito abonatórias, que têm uma canção que eu menciono muitas vezes, que é quase um hino à sua região, que começa assim, “`às quatro da madrugada…, o passarinho cantou…”, querendo isto dizer que o passarinho acordou aquela gente às “quatro da madrugada”, portanto talvez também me tivesse acordado a mim, talvez tivesse acordado as minhas raízes da Europa distante, que não me saem do pensamento e de que muito me orgulho. (One more “draws near” to this thinking, there is a people in Europe, more specifically in Portugal, in the Alentejo region, cultured people and knowing that the intended hardly tell stories, sometimes not very abonatórias, who have a song, I  mention often that it is almost a hymn to their region, which begins, “at four in the morning …, the bird sang …” , meaning that the bird woke those people at “four in the morning”, so maybe also had me agreed to me, I might have agreed my roots from distant Europe, which do not leave the thought and I am very proud)!. 

Tony Borie, November 2017.

…Thanksgiving!

…Thanksgiving!

…Thanksgiving!

…um sentimento de orgulho e talvez de identidade nacional, levou a que estes jovens países, Canadá e Estados Unidos, tornassem, por volta do século quinze, institucionalizadas as refeições do “Dia de Acção de Graças”!. (a sense of pride and perhaps national identity, led these two young countries, Canada and the United States, to become, by the fifteenth century, “Thanksgiving” meals institutionalized)!.

…o “Dia de Acção de Graças”, é uma tradição Norte Americana, pois toda a cultura tem o seu “festival de colheitas”, mas por aqui, este dia talvez esteja envolvido num mito de origem nacional, a que o Presidente dos Estados Unidos, George Washington proclamou a primeira celebração do “Dia de Acção de Graças” em todo o país na América, marcando 26 de Novembro de 1789, “como um “Dia de Acção de Graças” público e de oração, para ser observado ao reconhecer com os corações gratos, aos muitos favores do sinal de Deus Todo Poderoso”! (“Thanksgiving” is a North American tradition, because the whole culture has its “harvest festival,” but here, this day may be involved in a myth of national origin, to which President of the United States, George Washington proclaimed the first nationwide thanksgiving celebration in America marking November 26, 1789, “as a day of public thanksgiving and prayer to be observed by acknowledging with grateful hearts the many and signal favours of Almighty God”)!.

…mas falando mesmo do “Dia de Acção de Graças”, é um evento histórico muito antigo, lembrando uma refeição, que talvez fizesse esta nação, no ano de 1621, com a nova colónia de peregrinos em Plymouth e vários vizinhos indígenas e, tal como diz a lenda, este pequeno assentamento de peregrinos, sofreu um horrível inverno de frio, fome e doença, no ano de 1620, morrendo metade da sua população!. No ano seguinte, com bom tempo e  ajuda dos indígenas, os sobreviventes tiveram a recompensa, com uma grande colheita, celebrando esta fortuna com um banquete, em que todos confraternizaram, dando esperança de continuarem nesta terra!. (but even speaking of “Thanksgiving,” is a very old historical event, remembering a meal that perhaps this nation made in the year 1621 with the new colony of pilgrims in Plymouth and several Indian neighbors, and as says the legend, this small settlement of pilgrims, suffered a terrible winter of cold, famine and disease, in the year 1620, dying half of its population!. The following year, with good weather and help from the natives, the survivors were rewarded with a great harvest, celebrating this fortune with a banquet, in which all fraternized, hoping to continue on this earth)!.

…temos que nos lembrar que estes peregrinos de Plymouth, eram na sua maioria pessoas perseguidas por entre outras coisas, desrespeitarem a Igreja de Inglaterra, ficando sujeitos a prisões e perseguições, fugiam, primeiro passando décadas na Holanda, depois embarcando a bordo de navios, incluindo o famoso “Mayflower”, onde vinham na procura de uma vida melhor, numa parte diferente do novo mundo!. (we must remember that these pilgrims from Plymouth were mostly people persecuted by, among other things, disrespecting the Church of England, being subjected to arrests and persecutions, fleeing, first passing decades in Holland, then boarding ships, including the famous “Mayflower”, where they came in search of a better life, in a different part of the new world)!.

…mais tarde, já no século dezassete, no que é agora a costa leste dos Estados Unidos, havia alguns assentamentos de europeus, com colonos e administrações, mas provavelmente nunca deram atenção aos peregrinos de Plymouth, mas a lenda continuou e, esta experiência americana do “Dia de Acção de Graças”, faz hoje parte dos livros escolares e da cultura popular!. (Later, as early as the seventeenth century, on what is now the East Coast of the United States, there were some settlements of Europeans, with settlers and administrations, but probably never paid attention to the Plymouth pilgrims, but the legend continued, and this American experience of the “Thanksgiving”, is now part of school books and popular culture)!.

…quase quatro séculos depois que este famoso navio, o “Mayflower”, aqui chegou, carregado com homens e mulheres que não queriam mais nada, do que um futuro mais seguro e melhor para si e suas famílias, onde hoje, quem entra no estuário do Rio Hudson, vê a “Estátua da Liberdade”, nos lembra que os emigrantes, vindos da Europa e não só, tornaram este país, na maior e mais desejada nação, do planeta Terra!. (almost four centuries after this famous ship, the “Mayflower”, arrived here, loaded with men and women who wanted nothing more, than a safer and better future for themselves and their families, where today, who enters the estuary of the Hudson River, see the “Statue of Liberty”, reminds us that the emigrants, coming from Europe and beyond, have made this country, in the largest and most desired nation, the planet Earth)!.

Tony Borie, November 2017.

…Ferry Street, Ferry Street!

…Ferry Street, Ferry Street!

…Ferry Street, Ferry Street!

…quando mais novos, vivemos no norte por largos anos, foi lá que criámos os nossos filhos, que por lá ficaram continuando as suas vidas, dando-nos alguns, aos nossos olhos, lindos netos!. Quando na altura de nos retirar-mos, escolhemos o sul, o estado da Florida, por tal, viajamos frequentemente ao norte, para vê-los!. Hoje vamos recordar outra, dessas muitas viajens ao norte, cá vai!. (when we were younger, we lived in the north for many years, it was there that we raised our children, who continued their lives there, giving us some, in our eyes, beautiful grandchildren! When it is time to retire, we choose the south, the state of Florida, so we often travel north to see them! Today we will remember another, of these many trips to the north, here it goes)!.

…com atenção ao trânsito, ouvindo música, conversando com a nossa esposa, Isaura, viajámos mais de setecentas milhas nas óptimas estradas do sul, parecem pistas, onde se viaja sem custos até entrarmos nos tais estados no norte, encostados ao Oceano Atlântico, bastante comerciais e industriais. Aí começamos a pagar por usar as estradas rápidas, tal como na Europa, as tais “Portagens” e, a estrada não apresenta um bom estado de conservação, não se comparam com as do sul, a única razão compreensível, é que necessitam de reparação frequente, pois o inverno no norte é rigoroso!. (with attention to driving, listening to music, talking to our wife Isaura, we flew more than seven hundred miles in the great southern roads, they seem tracks, where traveling no cost to enter in such states in the north, abutting the Atlantic Ocean, quite commercial and industrial. Then we started to pay to use the highways as in Europe, such “Tolls” and the road does not present a good condition, do not compare to the south, the only understandable reason, is in need of repair often because the winter in the north is strict)!. 

…já passámos Washington, é o mesmo que passar de sul para norte, não sabemos se ainda existe a tal influência da federalização das dívidas contraídas ao longo da guerra de independência, pelos estados, onde, os estados do sul já haviam pago a maior parte das suas dívidas, de que já falámos no texto anterior, o que é certo é que ainda hoje, no ano de 2017, no sul, viajamos pela estrada rápida número 95, em óptimo estado, sem pagar qualquer “portagem”, a partir de Washington, existem curvas acentuadas, descidas, subidas, túneis, onde se paga “portagem”; pontes, onde se paga “portagem”; troços de estrada em melhores condições, mas também, onde se paga “portagem”; então se passarmos o estado de Nova Iorque, continuando para norte, com várias pontes e túneis, continua-se a pagar “portagem”, chegando a pensar algumas vezes que era preferível viajar de avião, pois compensava. (We’ve been Washington, is the same as moving from south to north, we do not know if there is still such an influence of the federalization of debts throughout the war of independence, the states, where the Southern states had already paid most of the their debts, that we talked about in the previous text, what is certain is that today, in 2015, in the south, we traveled by fast road number 95, in excellent condition, without paying any “toll” from Washington there are sharp curves, descents, climbs, tunnels, where they pay “toll”; bridges, where they pay “toll”; road sections in better condition, but also where you pay “toll”; then move the state of New York, continuing north, with several bridges and tunnels, continue to pay “toll”, coming to think sometimes that it was preferable to travel by plane as it made up for)!. 

…chegamos ao estado de Nova Jersey, visitámos, convivemos com a família, brincámos com os nossos netos, passando algum tempo com muita alegria!. Continuando a viajem para o estado de Pensylvannia, onde sucedeu o mesmo, agora nas montanhas, com alguns riachos e muitas árvores, com os nossos netos, muito alegres, não nos dando um momento de descanso!. (we arrived in New Jersey, visited, lived with the family, played with our grandchildren, spent some time with great joy !. Continuing the journey to the state of Pensylvannia, where it happened the same, now in the mountains, with some streams and many trees, with our grandchildren, very cheerful, not giving us a moment of rest)!.

…tempo para regressar e, como todos os emigrantes que regressam de visita aos estados do norte, onde tiveram residência e ainda estão os seus familiares e amigos, querem viajar de veículo automóvel, pois no regresso querem parar em Nova Jersey, na histórica cidade de Newark, na portuguesa “Ferry Street”, e comprar, além de bacalhau e azeite, talvez, latas de conserva de atum dos Açores, marmelada, rebuçados “São Braz” ou sabão “Clarim”, para levarem para sul, onde agora vivem, e quem sabe, talvez lembrar a Inês, aquela portuguesa espanholada, que além de fumar “Malrboro” e, tudo o que já dissemos a seu respeito, também usava, pelo menos ao fim de semana um perfume exótico, parecido com aquele que usavam as filhas do Libanês, lá na vila de Mansoa, na então Guiné Portuguesa, que lhe trouxe a Eulália, que trabalhava na “fábrica dos perfumes”, que vivia maritalmente com o Zé Paulo, um rapaz muito educado, que servia ao balcão no “Bar do Minhoto”, no seu tempo livre, pois trabalhava a tempo inteiro na construção, fazendo parte do “gang” do Manuel Murtosa, marido da Gracinda, mulher honrada e respeitadora, que não falava na vida de ninguém, mas não perdia qualquer oportunidade para fazer gestos eróticos com os dedos da mão, piscar o olho ou apalpar o rabo ao Zé Paulo, que era um jovem que ao chegar do trabalho na construção, tomava banho, arranjava as unhas, vestia com elegância, com uma camisa branca e um laço preto, com que atendia ao balcão do “Bar do Minhoto”, onde sem o querer, dada a sua posição, facilitava encontros para, entre outras coisas, trabalho, pois sabia quem precisava de força laboral e quem procurava trabalho, sabia dos problemas, alegrias e desgostos de quase toda a comunidade, indo muitas vezes levar a casa alguns emigrantes que por lá ficavam a beber até mais tarde, como por exemplo o “Carlos das Pombas”, pois viviam no mesmo edifício. (time to return, and like all emigrants returning from visits to northern states, where they had residence and are still your family and friends, they want to travel by motor vehicle, because in return they want to stop in New Jersey, in the historic city of Newark, the Portuguese “Ferry Street “and buy, as well as cod and olive oil, perhaps the Azores tuna tins, jam, candy” Sao Braz “or soap” clarion call “to bring back south, where they now live, and who knows, maybe remind Agnes, that espanholada Portuguese, who in addition to smoking “Malrboro” and all that we have said about him, also used, at least the weekend an exotic perfume, like the one that used the Lebanese daughters there in the village Mansoa, in the then Portuguese Guinea, which brought him to Eulalia, who worked in the “factory of perfumes”, who lived cohabiting with Zé Paulo, a very polite young man who served over the counter in the “Minhoto Bar” in his time free, for tra balhava full time in construction, part of the “gang” of Manuel Murtosa, husband of Gracinda, honest and respectful woman, who did not speak in anyone’s life, but did not miss any opportunity to make erotic gestures with the fingers, flashing the eye or touch his tail to Zé Paulo, who was a young man to comefrom work in construction, showered, arranged nails, dressed elegantly, with a white shirt and a black tie, that served to counter the “Bar the Minhoto “where unintentionally, given its position, facilitated meetings to, among other things, work, for he knew who needed labor force and those seeking work, knew the problems, joys and sorrows of almostentire community, going often take home some emigrants who were there drinking until later, such as “Carlos the Doves” because they lived in the same building)!.

…este bom homem, o “Carlos das Pombas”, cujo apelido lhe foi dado porque trabalhando na “fábrica da reciclagem”, que se localizava próximo de algumas pontes, lá para os lados do Porto de Newark, vivia amargurado, dizendo que tinha perdido a sua honra porque um dia, vendo centenas de pombas, que viviam debaixo das já referidas pontes, pensando “numa valente arrozada”, pediu a alguém uma espingarda e, aquilo era, cada tiro meia dúzia das bonitas aves que vinham parar ao chão, alguém passou por lá, talvez sentindo-se molestado, nunca ninguém soube, ouviu tiros, avisou a polícia, uns minutos depois passa por lá um carro policial, em silêncio, com dois polícias armados, que vendo um homem de caçadeira na mão, naquele local, onde a ramagem quase cobria um homem e o terreno era alagadiço, logo pensaram tratar-se de algum “ajuste de contas da máfia”, o melhor era irem embora com o mesmo silêncio com que vieram, contudo, com alguma coragem, de pistola em punho, foram-se aproximando e, ainda a uma certa distância, ficaram algo surpreendidos, ao verem o Carlos a descalçar as botas, tirar as calças e ir em cuecas, apanhar uma pomba à água, que tinha caído ao lado do rio e ainda esvoaçava!. Quando o Carlos se volta, ainda dentro da água, em cuecas, ao ouvir os polícias ordenarem-lhe prisão e para que fique quieto, mudou a cor do seu rosto, ia-lhe dando uma tontura que quase mergulhava na água, largou a pomba, começou a tremer, tendo um dos polícias entrando na água para o socorrer, claro, os polícias esperaram que se vestisse de novo, foi algemado e levaram-no preso!. (This good man, the “Carlos the Doves”, whose nickname was given because working on the “factory of recycling”, which was located close to some bridges there to the sides of the Port of Newark, lived bitter, saying he had lost his honor because one day, seeing hundreds of doves, who lived under the aforementioned bridges, thinking “a brave arrozada” asked someone a gun, and it was every half shot dozen of the beautiful birds that came to stop the ground, someone He spent there, perhaps feeling harassed, nobody knew, heard gunfire, warned the police a few minutes later passes by a police car, silent, with two armed policemen, who seeing a shotgun man in hand, at that location where the branches almost covered a man and the land was marshy, just thought that this is some “mafia reckoning”, the best was to go away with the same silence that came, however, with some courage, gun in hand, were getting near and even from a distance, they were somewhat surprised when they saw Carlos to take off the boots, take your pants off and go in underwear, take a dove into the water, which had fallen beside the river and still fluttered. When Carlos is back, still in the water, underwear, listening to the police ordering her arrest and to be quiet, changed the color of his face, was giving him a dizzy spell that almost plunged into the water, released the dove, began to shake, and one of the policemen entering the water to help, of course, the police waited to get dressed again, was handcuffed and took him prisoner)!.

…toda a Ferry Street soube da desgraça do Carlos, a sua esposa, a Lucinda, que trabalhava na “fábrica dos perfumes”, juntamente com a Eulália, foram à esquadra em seu socorro, primeiro com o senhor padre, da Igreja Nossa Senhora de Fátima, que falava muito bem inglês, que era um português do Bunheiro, uma localidade próxima da vila da Murtosa, em Portugal, depois logo apareceu na esquadra um polícia, filho de portugueses, que o libertaram com a responsabilidade de se apresentar ao juiz no dia seguinte, que derivado ao bom comportamento anterior, lhe confiscou a arma, sentenciando-o, entre outras restrições para o futuro, com uma multa por não ter licença de usar arma de fogo e uma pena de serviços comunitários por o período de algum tempo, mas a partir desse momento foi sempre um homem amargurado, não se cansando de dizer que tinha sido preso em cuecas e que era agora a vergonha da família!. (all Ferry Street knew of Carlos disgrace, his wife, Lucinda, who worked in the “factory of perfumes,” along with Eulalia, went to the police station to his rescue, first with Mr. priest, the Church of Our Lady of Fatima who spoke very good English, which was a Portuguese of Bunheiro, a nearby town of Murtosa village in Portugal, then a policeman, son of the Portuguese, appeared at the police station, who released him with the responsibility of presenting the judge the next day, which derived from the previous good behavior, he has confiscated the weapon and sentenced him, among other restrictions for the future, with a fine for not having license to use firearms and a sentence of community service for the period some time, but from that time has always been a bitter man, not getting tired of saying that he had been arrested in underwear and that it was now the family shame. 

Ferry Street, Ferry Street!

Tony Borie, November 2017.

…let’s go north!

…let’s go north!

…vamos ao north! (let’s go north)!

…hoje vamos lembrar uma viagem que fizémos ao norte, já lá vão uns anos, não muitos, cá vai!. (today we will remember a trip that we made to the north, already there go a few years, not many, here goes)!.

….vamos a caminho do norte, vamos para os estados de Pennsylvania e Nova Jersey, viajamos no nosso carro utilitário, não na “caravana”, pois a neve e o frio para estes lados, não convida a “acampar”. A estrada rápida número 95 é terreno plano com longas rectas, por vezes passamos a poucos quilómetros do Oceano Atlântico, outras no interior. Paramos aqui e ali, até que o trânsito fica mais lento, alguma construção, abrem-se novas vias, que podem ser usadas alternadamente para norte ou para sul, que são abertas consoante o trânsito o determina, começando a surgir placas de sinalização com a palavra Washington, D.C., que é a capital dos USA e, para quem não sabe, D.C. é a abreviatura de Distrito de Colúmbia, onde a cidade está localizada, no entanto, a cidade tanto pode ser conhecida como Washington, D.C. ou simplesmente Washington, que foi formada com território cedido pelos Estados de Maryland e Virgínia, por volta do ano de 1847, todavia a região que fora cedida pela Virgínia foi devolvida, fazendo parte atualmente do Condado de Arlington, que é onde está localizado o Cemitério Nacional de Arlington, motivo que nos fez parar, pois era um local que queríamos visitar. Dezenas de vezes por aqui passamos, quase nem reparamos, mas desta vez parámos, queríamos visitar o Cemitério, o que infelizmente não conseguimos pois, perdemos algum tempo visitando museus e, dado o adiantado da hora, já não dava tempo para atravessar o rio e, ir visitar toda a área com algum sol, mas vamos explicar que este local é mais conhecido por ser o cemitério militar dos USA, fundado no antigo terreno da Casa de Arlington, que era o palácio da família da esposa do comandante das forças confederadas da Guerra Civil Americana, General Robert Lee, Mary Anna Lee, descendente da mulher de George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos da América!. (we go way north, we go to the states of Pennsylvania and New Jersey, traveled in our utility car, not in the “caravan” for snow and cold to these parts, it does not invite the “camping”. The fast road number 95 is flat terrain with long straights sometimes spent a few kilometers from the Atlantic Ocean,other on the inside. We stopped here and there until the traffic slows, some construction, opens up new avenues that can be used alternately north or south, which are opened depending on the traffic determines beginning to emerge signposts with word Washington, DC, which is the capital of the USA, and for those who do not know, DC is the DC abbreviation, where the city is located, however, the city can either be known as Washington, DC or simply Washington, which was formed with territory ceded by the states of Maryland and Virginia, around the year 1847, however the region that had been ceded by Virginia was returned, making today part of Arlington County, which is where is located the Arlington National Cemetery, reason that made us stop because it was a place we wanted to visit. Sometimes tens here we, hardly noticed, but this time we stopped, wanted to visit the cemetery, which unfortunately we did not get, we spent some time visiting museums and, because given the time of day, we did not have time to cross the river and go visit the whole area with some sun, but we will explain that this place is best known for being the military cemetery of the USA, based on the former grounds of Arlington House, which was the palace of the commander’s wife’s family the Confederacy of the American Civil War, General Robert Lee, Mary Anna Lee,descendant of George Washington’s wife, first president of the United States of America)!. 

…para quem quiser, viajando pela estrada rápida número 95, desviando-se para oeste, pode atravessar a cidade, passando na Avenida Pennsylvania, vendo os edifícios famosos, cujas imagens correm o mundo nos meios de comunicação, pois o Cemitério fica do outro lado do Rio Potomac, que corta a cidade, perto dos prédios do Pentágono. Na sua área, com várias centenas de acres, estão enterradas mais de 300 mil pessoas, veteranos de cada uma das guerras travadas pelos USA, desde a revolução americana até à actual Guerra do Iraque. Os corpos dos mortos antes da Guerra da Secessão foram para lá levados, após o ano de 1900. Algumas das personagens históricas mais famosas estão enterradas em Arlington, mas o local mais popular entre os visitantes é o Túmulo ao Soldado Desconhecido, onde os restos de três soldados não identificados da I Guerra Mundial, Guerra da Coreia e Segunda Guerra Mundial, são guardados perpetuamente por uma Guarda de Honra do Exército, cuja cerimónia de troca de sentinelas é um evento bastante procurado pelos visitantes!. (For those who want, traveling by fast road number 95, away towest, you can go through the city, passing on Pennsylvania Avenue, watching the famous buildings, whose images run the world in the media, because the cemetery is on the other side Potomac river, which runs through the city, near the Pentagon buildings. In your area, several hundred acres, are buried more than 300 thousand people, veterans of each of the wars waged by the USA, from the American Revolution to the current Iraq war. The bodies of the dead before the Civil War were taken there after the year 1900. Some of the most famous historical figures are buried in Arlington, but the most popular place among visitors is the Tomb of the Unknown Soldier, where the remains of three unidentified soldiers from the First World War, Korean War and World War II, are storedperpetuity by an Army Honor Guard whose guards exchange ceremony is an event very popular by visitors)!.

…já no regresso, voltámos a passar por dentro da cidade, que foi escolhida para capital, pois no início da independência dos USA não havia uma capital fixa e as reuniões do Congresso eram feitas em diferentes cidades, mas por volta do ano de 1783, houve um motim durante uma reunião do congresso na cidade de Filadélfia, o que forçou os congressistas a saírem da cidade, que ficou conhecido como “Motim da Pennsylvânia de 1783”, onde as autoridades locais se recusaram a enfrentar o motim e, a necessidade de uma capital independente dos estados, foi discutida no mesmo local quatro anos depois. No entanto, a Constituição não estabelecia o local específico onde seria o distrito, claro, houve logo um conflito de interesses entre as regiões norte e sul para estabelecer a sua localização. Os estados do norte preferiam a capital numa das grandes cidades do país, localizadas ao norte, enquanto os estados do sul favoreciam uma capital mais próxima de seus interesses, onde usavam o trabalho escravo, sobretudo nos trabalhos agrícolas. Houve negociações, onde foi proposta a federalização das dívidas contraídas ao longo da guerra de independência pelos estados, onde os estados do sul já haviam pago a maior parte das suas dívidas. Assim, o acordo foi a federalização das dívidas em troca da localização da capital num estado do sul, onde, por volta do ano de 1790, deu ao então Presidente Americano, George Washington, o poder de escolher o local onde seria construída a nova capital americana. Logo no ano seguinte, George Washington escolheu uma área de 259 km² na margem do Rio Potomac, onde a vila de Georgetown estava localizada, que, talvez por coincidência, ficava a escassos quilómetros da sua casa, pois vivia em Mount Vernon, Virgínia!.(Already on the way back, we again passing through the city, which was chosen to capital, because at the beginning of the independence of the USA there was a fixed capital and the meetings of the Congress were made in different cities, but around the year 1783, there was a riot during a meeting of the congress in Philadelphia, forcing lawmakers to leave the city, which became known as “riot 1783 Pennsilvania”, where local authorities refused to face the riot and the need for capital independent states, was discussed in the same place four years later. However, the Constitution did not provide the specific location where it would be the district, of course, there was soon a conflict of interest between the northern and southern regions to establish their location. The northern states preferred the capital in one of the major cities in the country, located to the north, while the southern states favored a closer capital of their interests, which used slave labor, especially in agricultural work. There were negotiations, which was proposed the federalization of the debts incurred by states along the War of Independence, where the southern states had already paid most of their debts. Thus, the agreement was the federalization of debt in exchange for the capital ‘s location in a southern state, where, by the year 1790 gave the then US President, George Washington, the power to choose where would be built the new capital American. The very next year, George Washington chose an area of 259 square kilometers on the banks of the Potomac River where the village of Georgetown was located, which, perhaps coincidentally, was a few kilometers from his home, for he lived in Mount Vernon, Virginia)!. 

…já vamos longe, mas não queremos terminar sem mencionar uma questão controversa na nova capital dos USA, que era a escravidão, pois a capital Washington, estava localizada na Região Sul dos USA, onde o uso de escravos era intensivo. Dizem alguns historiadores que foi com o trabalho dos escravos que muito da cidade foi construída, incluindo as estruturas governamentais e vias públicas, mas a grande parte do país era contra a escravidão, especialmente a população dos Estados do norte e, só por volta do ano de 1850, uma lei federal proibiu o comércio escravo em Washington, no entanto, a escravidão seria definitivamente abolida pelo Presidente Americano Abraham Lincoln só em 1863, quando a guerra Civil Americana havia já começado dois anos antes. Proprietários de escravos que decidiram ficar do lado da União Nortista, composta por estados que apoiavam a abolição da escravidão e leais ao Presidente Americano, foram recompensados com 300 dólares por cada escravo libertado. (We’ll away but do not want to finish without mentioning a controversial issue in the new capital of the USA, it was slavery, as the Washington capital, was located in the South of the USA, where the use of slaves was intensive. They say some historians it was the work of slaves that much of the city was built, including government and public roads structures, but much of the country was against slavery, especially the population of the northern states and only around the year 1850, a federal law banned the slave trade in Washington, however, slavery was finally abolished by the American President Abraham Lincoln only in 1863, when the American Civil war had begun two years earlier. Slave owners who have decided to side with Northerner Union, composed of states that supported the abolition of slavery and loyal to the American President, were rewarded with $300 per each freed)!. 

…companheiros, já vamos longe, deixemos os cemitérios e os escravos em paz, continuemos para norte, tendo quase a certeza de que não regressaremos ao sul sem parar em Nova Jersey, na histórica cidade de Newark, o bairro do Ironbound, visitar o “Portuguesa” Ferry Street, comprar bacalhau, azeite ou castanhas, ver os restaurantes e padarias portuguesas, não querendo falar outra vez na Gracinda, aquela das tranças, que adorava vestir de preto, já com os dedos das mãos tortos, de montar os esqueletos dos colchões, lá na “fábrica dos colchões” onde trabalhava, que diziam que “mandava” no seu marido, o Manuel Murtosa, que era encarregado, mas na linguagem emigrante, era “puxa” na construção, que dizia que a Inês, uma rapariga portuguesa espanholada, que praticamente vivia na Ferry Street e, na boca da Gracinda, fazia favores aos homens honrados e trabalhadores, era mesmo o “diabo em figura de gente”, uma tentadora, com aquele corpinho jeitoso, fazia com que os homens perdessem todo o seu tempo livre na Ferry Street, agora usava pinturas, fumava, fazia a permanente e usava uns óculos à “Hollywood”. Um dia o seu Manuel apareceu em casa a cheirar a tabaco, e ela, a Gracinda, mulher honrada e respeitadora, que nunca falou da vida de ninguém, não sabia porquê, aquele cheiro a tabaco, tudo isto, porque ela, a Inês, aquela espanhola que parecia portuguesa, trabalhava na “fábrica dos óculos”, e lá, segundo o seu parecer, era tudo uma “putaria”, ou então quando se lastimava que, o António Serrano, vítima de um acidente, pois entrou com o seu carro para debaixo de um camião, era quase uma hora da manhã, quando vinha do trabalho, na “fábrica do cobre”, depois de fazer dois turnos seguidos, morreu a uma quarta-feira, e já tinha quase 30 horas de “overtime”, lá na companhia onde trabalhava e, agora a Rosa, a viúva, anda por aí a “dá-lo e a gastá-lo”, até já foi à Flórida, ao parque do Walt Disney, com aquele “garoto” com quem anda agora metida!. (Companions, as we go far, let cemeteries and slaves in peace, continue north, and almost certain that there will return south without stopping in New Jersey, in the historic city of Newark, the Ironbound neighborhood, visit the “Portuguese “Ferry Street, buy cod, olive oil or nuts, see the restaurants and Portuguese bakeries, not wanting to talk again in Gracinda, that the braids, who loved dress in black, as with the fingers crooked hands to assemble the skeletons of mattresses there in the “factory of the mattresses” where he worked, saying that “sent” to her husband, Manuel Murtosa, who was in charge, but the emigrant language, was “pulls” in the construction, saying that Agnes, a Spanish Portuguese girl, who practically lived on Ferry Street and at the mouth of Gracinda, was honored favors the workers and men, even was the “devil in people figure,” a tantalizing, with that handy little body, made that men lose all your free time on Ferry Street, now used paintings, smoked, made permanent and wore spectacles to the “Hollywood”. One day your Manuel came home smelling of tobacco, and she, the Gracinda, honest and respectful woman who never spoke of anyone’s life, did not know why, tobacco smell that all this because she, Ines, that Spanish that seemed Portuguese, worked in the “factory of glasses,” and there, in its opinion, it was all a “bitching”, or when he lamented that, António Serrano, the victim of an accident, it came with your car for under a truck, it was almost one in the morning, when he came from work, the “copper factory”, after making two consecutive shifts, he died on a Wednesday, and had almost 30 hours of “overtime” there in the company where he worked, and now the Rose, the widow, walks around the “give it and spend it,” has even been to Florida, the Walt Disney park, with that “boy” who walks now mixed up)!. 

…enfim, era a Ferry Street do nosso tempo, em que a filha dos nossos vizinhos do segundo andar, que também eram de origem portuguesa e, sempre diziam que a sua filha era irreverente e mal educada, pois ela, era a segunda geração de emigração portuguesa, não apreciava roupas escuras, xailes, tranças no cabelo, grandes bigodes, vinho, carne de porco salgada, couves e pão caseiro, adorava coca-cola, hamburgueres e batatas fritas e, pela manhã, ao cimo das escadas, quase sem roupa interior, esticando os braços para o céu, nos falava em inglês, sorrindo:

 “what a beautiful day, let’s enjoy it”!. (que dia tão lindo, vamos vivê-lo)!.

(Anyway, it was the Ferry Street of our time, in which the daughter of our neighbors on the second floor, which also were of Portuguese origin, and always said his daughter was disrespectful and rude because it was the second generation of emigration Portuguese, did not like dark clothes, shawls, hair braiding, big mustaches, wine, salt pork, cabbage and homemade bread, loved coke, burgers and chips and in the morning, up the stairs, almost naked interior, stretching his arms to the sky, spoke to us in English, smiling: 

– “what a beautiful day, let’s enjoy it”)!. 

Tony Borie, November 2017.

…our first Christmas Day!

…our first Christmas Day!

 …o nosso primeiro Dia de Natal!. (our first Christmas Day)!

…a época festiva do Natal, das Boas Festas aproxima-se, alguma família vai vir lá do norte, para convívio familiar, outra ficará por lá, mas também vamos conviver, pois nesta era moderna das “internetes”, com telefones via satélite, falamos e vêmo-nos a qualquer momento!. Vamos estar por aqui em casa, na Florida, pois neste momento, não existe qualquer intenção de viajar para norte mas, vamos recordar uma nossa viajem ao norte, num Natal qualquer não muito distante, cá vai!. (the festive season of Christmas, the Good Holidays are approaching, some family will come from the north, for family, another will stay there, but we will also live together, because in this modern era of internet, with phones via satellite, we talk and see each other at any time !. We will be here at home, in Florida, because at this moment, there is no intention of traveling north but, let’s remember a our trip to the north, any Christmas not too far, here goes)!.

“…devíamos de ter na altura, talvez 8 ou 9 anos de idade, foi quando celebrámos a “comunhão cristã”, que colocámos nos pés a primeira protecção, uns sapatos usados, oferecidos ou emprestados, não sabemos ao certo, pelo companheiro Carlos, filho do Santos dos Correios de Águeda, que tinha vindo dos lados de Leiria. Até essa idade, era “pé descalço”, no inverno, nas manhãs de geada, divertíamo-nos partindo o gelo das poças de água com os pés, nos carreiros da nossa aldeia, era uma brincadeira agradável, pois o gelo derretia com mais facilidade. Ufa, até nos arrepiamos só de lembrar, mas é Dezembro, ainda não vimos neve, está muito frio por aqui, mas esta história de colocarmos nos pés a primeira protecção, para nós, ainda é considerada,

“o nosso primeiro Dia de Natal”!.

(we should have at the time, maybe 8 or 9 years old, was when celebrated the “Christian fellowship” we put the feet the first protection, some used shoes, offered or borrowed, we’re not sure at mate Carlos, son the Saints Post Agueda, who had come from the sides of Leiria. Until that age, it was “bare foot”, in winter, in frost mornings we had fun breaking ice from puddles with their feet in the paths of our village, it was a nice just kidding because the ice melted more easily . Ufa, even shudder to only remember, but it’s December, we have not seen snow is very cold here, but this story we put the feet the first protection, for us, is still considered,

“our first Christmas Day.”)”!. 

“…deixemos o passado, nesse bonito Portugal, vamos falar de hoje, chegámos a Nova Jersey, viemos em trânsito para Nova Iorque, passámos na cidade de Newark, visitámos a portuguesa Ferry Street, procurámos os lugares nossos conhecidos, onde moravam as personagens de que vos temos falado, está tudo diferente, no lugar do “Bar do Minhoto” está um Restaurante Grill, que aceita reservas via internete, onde morava a Gracinda está um parque de estacionamento, onde uma senhora afro-americana, nos atendeu, embrulhada num enorme casaco e cachecol, pois o frio era muito, teve dificuldade em receber o pagamento e guardar o dinheiro, pois usava umas luvas sem a parte dos dedos, onde sobressaiam umas “unhas azuis”, muito compridas!. Perguntámos se falava português ou espanhol, pois era a “Ferry Street”, com um sorriso matreiro, respondeu-nos qualquer coisa como, “mi non habla”. A Ferry Street tem algumas árvores, está limpa, alguns canteiros com flores, onde havia a loja do Orlando está um grande edifício de um Banco, os estabelecimentos têm portas de vidro, não mais aquelas portas em madeira, que “chiavam”, alguns restaurantes têm esplanadas nos passeios, está uma Avenida para turistas!. (Let the past, this beautiful Portugal, we speak today, we have reached New Jersey, came in transit to New York, we spent in the city of Newark, visited the Portuguese Ferry Street, tried our familiar places, where they lived the characters that you we have spoken, it’s all different, in place of “Minhoto Bar” is one Grill restaurant that accepts reservations via internete, where lived Gracinda is a car park, where a African-American lady, met us, wrapped in a huge coat and scarf, because the cold was very, had difficulty receiving paymentand save money because wearing gloves without of the fingers, which stand out a “blue nails”, very long. We asked to speak Portuguese or Spanish, it was the “Ferry Street” with a sly smile, answered in anything like, “non mi habla”!. The Ferry Street has some trees, is clean, some flower beds, where there was the store of Orlando is a large building of a Bank, establishments have glass doors, no longer those wooden doors, which “sizzled”, some restaurants have terraces on the rides, is one avenue for tourists)”!. 

“…vamos em frente, deixámos a viatura na cidade de Newark, seguindo de comboio, pois o estacionamento na cidade de Nova Iorque é muito caro. Estava nevoeiro, quase cerrado, como se dizia na minha aldeia. Atravessámos um dos túneis do rio Hudson que desagua na ilha de Manhattan, que é o mais densamente povoado dos cinco bairros da cidade de Nova Iorque, que se situa na ilha com o mesmo nome, delimitada pelos rios Hudson, East e Harlem, sendo um dos principais centros comerciais, financeiros e culturais do mundo. É o coração da “Big Apple”, é onde estão os arranha-céus, cujas imagens correm o mundo, como o Empire State Building, as luzes de néon no Times Square ou os teatros da Broadway!. Nós saímos na área do World Trade Center, visitámos mais uma vez o museu educativo, dedicado ao “11 de Setembro”, meditámos em homenagem às vítimas, tomando em seguida o “subway” para a Rua 53, junto da Quinta Avenida, caminhando, fomos vendo a Catedral de São Patrício, parando por mais tempo na área do “Rockefeller Center”, onde está a árvore de Natal que tradicionalmente é um abeto vermelho da Noruega, sendo iluminada por 30.000 ecológicas luzes, que envolvem mais de cinco milhas de fio eléctrico, coroada por uma estrela de cristal Swarovski. Esta árvore de Natal é um símbolo mundial em Nova York, foi acesa pela primeira vez na quarta-feira, 2 de Dezembro, com performances ao vivo na Rockefeller Plaza, entre as Ruas 48, 51, e a Quinta e Sexta Avenidas, onde dezenas de milhares de pessoas todos os dias enchem as calçadas para assistir a este evento, que milhões podem assistir em todo o mundo pelos meios de comunicação que hoje existem. Faz este ano 83 anos que foi iluminada pela primeira vez, e permanecerá acesa, podendo ser visitada até ao dia 7 de Janeiro. Oxalá seja a mensageira de Paz para todos nós!. (Let’s move on, we stopped the car in the city of Newark, followed by train because parking in the city of New York is very expensive. Fog was almost closed, as was said in my village. We crossed one of the tunnels of the Hudson River that flows on the island of Manhattan, which is the most densely populated of the five boroughs of New York, which is located on the island of the same name, bordered by the rivers Hudson, East and Harlem, one major shopping centers, financial and cultural world. It is the heart of the “Big Apple”, is where the skyscrapers are, whose images run the world, such as the Empire State Building, neon lights in Times Square and Broadway theaters!. We went out on the World Trade Center area, we visited again the educational museum, dedicated to the “September 11”, meditated in tribute to the victims, taking then the “subway “for the Street 53, near Fifth Avenue, walking, we were watching the St. Patrick’s Cathedral, stopping longer in the area of the “Rockefeller Center”, where the Christmas tree is traditionally a spruce Norway, being illuminated by 30,000 green lights, involving more than five miles of electrical wire, crowned by a Swarovski crystal star. This Christmas tree is a worldwide symbol in New York, was lit for the first time on Wednesday, December 2, with live performances at Rockefeller Plaza, between Streets 48, 51, and the Fifth and Sixth Avenues, where dozens of thousands of people every day fill the sidewalks to watch this event, that millions can watch worldwide by the media that exist today. Does this year 83 years that was lit for the first time, and will remain lit and can be visited until the 7th of January. Would that be the messenger of peace for all us)”!.

“…comemos “pretzels cookies”, que é um biscoito típico, parecido com pão, feito de massa, em forma de um nó torcido, que teve origem na Europa, provavelmente entre os mosteiros da Idade Média, que se vende em qualquer quiosque de rua, em Nova Yorque e não só. Continuando a nossa jornada, vendo os edifícios da cadeia de televisão NBC, do Rádio City Music Hall, onde em frente algumas “Rockettes”, que são as tais raparigas que dançando, levantam a perna esquerda ou a direita, todas ao mesmo tempo, fazendo uma coreografia de “cabaré do século passado”, convidam a partilharmos momentos inesquecíveis juntos, experimentando a magia do Natal, transformando tudo num país das maravilhas onde o “Pai Natal” não se cansa de espalhar elogios a todos. (Eat “pretzels cookies,” which is a typical biscuit, like bread, made of dough, shaped like a twisted knot, which originated in Europe, probably among the monasteries of the Middle Ages, which is sold in any street kiosk, in New York and beyond. Continuing our journey, seeing the buildings of the NBC television network, Radio City Music Hall, where in front of some “Rockettes” which are such girls dancing, raise the left leg or right, all at the same time, making a choreography of “cabaret last century,” the invite we share unforgettable moments together, experiencing the magic of Christmas, turning everything into a wonderland where “Father Christmas” does not tire of spreading compliments to all)”!. 

“…parámos por momentos no “Times Square”, já andam em montagem de estruturas para as celebrações da passagem de ano, continuando, pela Sétima Avenida, em direcção à estação de comboio “Pennsylvania”, que se localiza na Rua 34, por baixo do edifício de grandes eventos desportivos e não só, que é o célebre e histórico “Madison Square Garden”, onde tomámos o comboio de regresso à cidade de Newark, em Nova Jersey!. De novo na portuguesa Ferry Street, onde tivemos a sorte de encontrar um restaurante que dá pelo nome de “Bar & Restaurante Sagres”, com charme, num espaço acolhedor, música ambiente, onde numa escala de dez, damos a nota dez, onde o Henrique, um simpático jovem, que se dedicava ao ensino em Portugal e veio para os EUA há uns anos para “ver a neve”, e que por cá ficou, nos atendeu com simpatia, servindo-nos “Chistorra” e “Bacalhau à Casa” com natas e camarões, que estava bom, mesmo muito bom, oferecendo-nos no final, um copo com vinho do Porto. (We stopped for a moment in the “Times Square”, as they walk in mounting structures for the New Year’s Eve celebrations, continuing by Seventh Avenue, towards the railway station “Pennsylvania”, which is located on 34th Street, underneath the building major sporting events and not only, which is the famous and historic “Madison Square Garden” where we took the train back to the city of Newark, New Jersey!. Again in Portuguese Ferry Street, where we were lucky to find a restaurant by the name of “Bar & Restaurant Sagres” with charm, a cozy space, ambient music, where a scale of ten, we note ten where Henry, a young friendly, which was dedicated to teaching in Portugal and came to the uS a few years ago to “see snow”, and around here stayed, met us with sympathy, serving us “Chistorra” and “Cod House” with cream and prawns, which was good, even very good, offering -In the end, a glass of port wine)”!. 

“…não sabemos se era o efeito do vinho do Porto ou se sonhávamos, mas retornando à Ferry Street, já no regresso, em direcção ao parque de estacionamento, não vimos roupas escuras, xailes, tranças e bigodes, mas sim uma jovem, usava um sapato alto de cada cor, umas meias compridas de um azul escuro, por baixo de uma saia que parecia o lenço que a minha avó usava à cintura, quando ia à romaria do Senhor dos Passos, na vila de Águeda, onde uma espécie de blusa só lhe tapava parte da frente do seu corpo, mascava “chiclets”, algumas pinturas, não para tornar a face mais atractiva, mas sim diferente do normal, o perfume não era exótico, era diferente, o cabelo era curto, pintado com uma cor que nem era verde nem azul, usava óculos à “Hollywood”, não nos olhos, estavam colocados a segurar o cabelo, um casaco de “cabedal” amarelo, debaixo do braço onde usava umas cinco ou seis pulseiras que brilhavam e completavam a história do seu vestuário, falava alto, numa linguagem sem preconceitos, havia “frio de rachar” mas estava excitada, recebendo o calor, talvez do cigarro que fumava, pois era parecido com aqueles que nós algumas vezes, quando estávamos com o moral em baixo, fumávamos lá na então nossa Guiné, pela coreografia talvez fosse alguma descendente da Inês, aquela portuguesa espanholada, do nosso tempo da Ferry Street!. (We do not know if it was the effect of port wine or dreamed, but returning to Ferry Street, already on the way back towards the parking lot, we did not see dark clothes, shawls, braids and whiskers, but a young girl, wearing a shoe top of every color, some stockings a dark blue, beneath a skirt that looked like the scarf that my grandmother used to the waist when I went to the festival of the Lord of Passos, in the Agueda village, where a kind of blouse only it was covering the front of his body, chewed “chiclets” some paintings, not to make more attractive face, but different from normal, the perfume was not exotic, it was different, the hair was short, painted with a color that nor was green or blue, wore glasses to “Hollywood”, not in the eyes, were placed to hold the hair, a jacket of “leather” yellow, under the arm where wore five or six bracelets that glittered and completed the history of his clothing, speaking loudly, a language without prejudice, was “freezing cold” but was excited, getting the heat, maybe the cigarette smoke, it was like those we sometimes, when we were with the moral bottom, smoked there in then our Guinea, the choreography might be some downward Ines, that Spanish Portuguese, in our time of Ferry Street)”!. 

“…Boas Festas para todos e, já agora, se não é pedir muito, que continuemos juntos, com saúde, alegria em ainda por cá andarmos, que nunca nos falte a panela a cozinhar no fogão e alguma “protecção nos pés”!. (Happy Holidays to all and, for that matter, if it is not too much to ask that we continue together, with health, happiness in even around here walk, which never miss in the pot cooking on the stove and some “protection in the feet”)”!. 

…este foi o resumo desse Natal, passado a alguns anos!. (this was the summary of this Christmas, after a few years)!.

Tony Borie, November 2017.

…we, the veterans, we should have the attitude, sometimes silent, which ancient tree!

…we, the veterans, we should have the attitude, sometimes silent, which ancient tree!

…nós, os veteranos, devemos ter a atitude, às vezes silenciosa, qual árvore centenária!

(we, the veterans, we should have the attitude, sometimes silent, which ancient tree)!.

 

…numa nova urbanização constroem-se novas casas, aerodinâmicas, bonitas aos nossos olhos, plantam pequenas e simples árvores em alguns locais e, passados umas dezenas de anos, as casas estão na mesma, com aspecto mais velho, ou em alguns casos abandonadas, mas em compensação as árvores estão grandes, fortes, silenciosas e, quase que tomaram conta do ambiente, da natureza, são elas o principal elemento, muitas vezes contra às ideias dos vindouros, são elas que ditam as directrizes do novo aperfeiçoamento da urbanização, tudo se começa a fazer de novo em seu redor, as ruas terão, talvez, que tomar outro sentido de trânsito, porque estão a ser um entrave para o crescimento e vida dessas mesmas árvores!. (a new urbanization built new homes, aerodynamics, beautiful to our eyes, small and simple plant trees in some places and, past few decades, the houses are the same, with older aspect, or in some abandoned cases, but in clearing the trees are big, strong, silent, and almost tookof the environment, nature, they are the main element, often against the ideas of coming, they are dictating the guidelines of the new improvement of urbanization, it all begins to make again around them, the streets will have, perhaps, to take another flow of traffic, because they are being an obstacle to the growth and life of those trees)!. 

…como em outras partes do nosso planeta, mas damos o exemplo daqui, porque é onde vivemos, a área do Parque Nacional de Matanzas, onde se encontra o Forte de Matanzas, que foi projectado como uma torre de observação fortificada, construído por volta do ano de 1750 por condenados, escravos e soldados trazidos da ilha de Cuba, que foram usados como mão de obra para erguer esta estrutura, que está situada na atual Rattlesnake Island, que quer dizer mais ou menos Ilha das Cobras e, numa posição de comando sobre a entrada do canal de água salgada, na praia de Matanzas, que adquiriu este nome após as execuções, ou “matanzas”, (massacre espanhol) na costa do Atlântico norte, a Jean Ribault e o seu grupo de colonos de “Huguenotes franceses”, que se tinham estabelecido em Forte Caroline, próximo do que é hoje a cidade de Jacksonville, aqui no estado da Flórida e, de que já aqui falámos, onde os colonos, homens, mulheres e crianças foram levados em pequenos grupos por trás das dunas de areia, onde cada colono foi atravessado com a espada e deixado para ali, até morrer. Os espanhóis consideravam os “huguenotes franceses” de ser infiéis, porque não eram católicos, mas politicamente, este massacre tinha a intenção de alertar os outros europeus que o Novo Mundo pertenciam à coroa Espanhola!. (As in other parts of our planet, but we give the example here, because that’s where we live, the area of Matanzas National Park, where the Matanzas Fort, which was designed as a fortified watchtower, built around the year 1750 by convicts, brought slaves and soldiers from the island of Cuba, which were used as labor to erect this structure, which is situated in the current Rattlesnake Island, which means about Snake Island and in a commanding position on the entrancethe saltwater canal on the beach of Matanzas, which acquired its name after the executions, or “Matanzas”, (Spanish massacre) on the north Atlantic coast, Jean Ribault and his group of settlers from “French Huguenots” , who had settled at Fort Caroline near what is now the city of Jacksonville, here in Florida, and you’ve talked about here, where the colonists, men, women and children were taken in small groups by behind the sand dunes, where each settler was crossed with the sword and left there to die. The Spaniards considered the “French Huguenots” to be unfaithful, because they were not Catholic, but politically, this massacre was intended to warn other Europeans that the New World belonged to the Spanish crown)!. 

…quando andamos por aqui, percorrendo esta área, as árvores, com centenas de anos, começaram a “encostar-se”, aos muros do antigo forte, nasceram e cresceram por todo o lado, como querendo dizer, “chega-te para lá, não queremos mais guerra, eu sou a vida, a natureza pura no verdadeiro sentido”!. Elas, as árvores, têm uma força poderosa, as suas raízes crescem a todos os segundos, sem a presença do ser humano, que as quer controlar, elas tomaram conta do parque, são o início, são elas que nos anunciam a vida, que a conservam e, se por qualquer motivo elas começarem a morrer, pouco tempo de vida nos vai restar a nós, os humanos!. (When we walk around here, going through this area, the trees, hundreds of years old, began to “lean against” the walls of the old fort, were born and raised everywhere, as if to say, “arrives you there, we do not want more war, I am the life, the pure nature in the true sense “!. They, the trees have a powerful force, its roots grow every second without the presence of the human being that wants to control, they took park account, are the beginning, they are announcing our lives that to maintain and, if for any reason they start dying, little lifetime will remain in us, humans)!.

…lá vem a guerra outra vez, a “mangueira do Setúbal”, (que era uma árvore), no aquartelamento de Mansoa, a tal árvore de que já aqui falámos por diversas vezes, já lá não deve de estar, foi morta, talvez não, mas o espaço deve de ser pequeno para ela, se ainda for viva, pois demarcava o limite de arame farpado, era mesmo na fronteira, o seu tronco era o nosso “café da esquina”, o nosso local de convívio, as gaiolas de macacos e periquitos, eram a nossa “Disneyland”, à noite, mais propriamente ao anoitecer, íamos para lá, falar, fumar cigarros feitos à mão, a cerveja, muitas vezes roubada no “bar dos sargentos”, entre as mãos, os macacos e periquitos já nos conheciam, compreendiam a voz do dono, as palavras “cala-te, cabrão”, “já te vou dar de comer, filho da puta”, eram frequentes, tudo se falava, era quase como o lavadouro da nossa aldeia, também o “stress da guerra” que sempre estava presente, se ia desvanecendo e, se houvesse “vias de facto”, ou seja “turbolência doméstica”, era absorvido pela amizade de “irmãos de guerra”, que se encontravam em convívio, em pleno cenário de guerra!. (Here comes the war again, “the Setúbal tree” in quartering Mansoa, that tree that already we spoke several times, as there should be, was killed, maybe not, but the space should be small for her, if still alive, as demarcated barbed wire limit, was right on the border, its trunk was our corner cafe, our place of living, the cages of monkeys and parrots, were our “Disneyland “at night, more properly the evening, we were there, talking, smoking cigarettes, handmade beer, often stolen in the” bar of the sergeants “in his hands, the monkeys and parakeets already know us, they understand the voice owner, the words “shut up, bitch,” “I’m coming to give you to eat, pu son ..” were frequent, everything spoke, it was almost like the washing of our village, also the “stress of war “which was always present, it would fading and, if there is ” pathways that “ie” turb olência domestic “, was absorbed by the friendship of” war brothers “who were living in, in the scenario of war)!. 

…não imaginamos o nosso planeta sem árvores, seria como, talvez um jardim sem flores e, pensando por momentos, nós, os humanos, só por cá passamos, isto estava cá e cá vai continuar, vamos, nos anos que nos restam, fazer como as árvores centenárias, rosto levantado, olhar as outras pessoas nos olhos, transmitir-lhe a nossa mensagem silenciosa, esperar a água da chuva, o sol, tempestades ou até o fogo, tal como fizemos em pleno cenário de guerra, onde tentávamos sobreviver, às vezes em silêncio, mas um silêncio controlado, às vezes fugindo, ou fazendo não compreender, certas atitudes, dos agora vindouros, que quando chegarem à nossa bonita idade, oxalá lá cheguem, vão por certo compreender, porque sobrevivemos, muitos de nós sem escola superior, discriminados, sem protestos de discriminação, “sem eira nem beira”, sem protestos requerendo casa e subsídio de alimentação, nunca esperando ajudas estranhas, única e simplesmente vivendo do nosso esforço corporal!. (Not imagine our planet without trees would be like, maybe a garden without flowers and, thinking for a moment, we humans, just for here passed, it was here and here will continue, they will, in the years that remain, do as the old trees, raised face, look the other person in the eye, convey to you our silent message, wait for the rain water, the sun, storms or even the fire, as we have done in full war scenario, where we were trying to survive, sometimes silent, but a controlled silence, sometimes running, or doing not understand certain attitudes, now come, that when they come to our beautiful age, hopefully there come, will certainly understand, because we survived, many of us no high school, broken down without protest discrimination, “without a penny,” without protest requiring home and food allowance, never expecting foreign aid, purely and simply living our corpor effort al)!.

…pelo menos nós, vamos ter algum “poder de encaixe”, como nos dizia o senhor Manuel Manco, que tinha sido combatente, era um sobrevivente de guerra, pois fez parte do Corpo Expedicionário Português que esteve presente na Frente de Flandres, onde muitos militares portugueses foram mártires. Tinha sido casado, a esposa morreu com a doença do “tifo” e uma filha que foi “casada de encomenda” para o Brasil, o povo dizia “casada de encomenda” que era quando um português, “muito rico”, lá no Brasil, que andasse muito ocupado na “roça”, na “xácra”, no “açougue”, na “padaria”, no “botequim”, na “birosca” ou no “boteco”, mandava uma carta, normalmente ao senhor Regedor ou a Vossa Reverência o senhor Abade da freguesia, a pedir esposa que soubesse cozinhar, lavar e engomar, que fosse donzela, estivesse vacinada e que fosse boa parideira, essa filha, foi para o Brasil e nunca deu sinal de si, ele, o senhor Manuel Manco, morreu sem uma perna, mas orgulhoso, sozinho, numa pobreza profunda, num casebre nas matas da base da montanha do Caramulo, que levou para debaixo da terra umas tantas medalhas ao peito, num casaco que lhe colocaram, talvez só a parte da frente, numa simples caixa, feita de tábuas “casqueiras”, forrada a pano de flanela preta, (feita pelo Senhor Hugo, que também era carpinteiro, além de forneiro na Fábrica da Telha que existia junto à Estação dos Caminhos de Ferro, em Águeda e, fazia gratuitamente os “caixões dos pobres”), mas que ia sobrevivendo, vivendo cada minuto da sua vida, como se fosse o ser humano mais importante do mundo, sempre com o rosto erguido, olhando nos olhos, tanto a nós como à mãe Ilda, quando lhe levávamos alguma roupa, ou íamos ver como se encontrava, os seus olhos diziam-nos quase o mesmo que a tais árvores centenárias, que neste momento se estão a “encostar” ao Forte de Matanzas, pois ele, o senhor Manuel Manco, era um veterano, tinha andado na guerra. (At least we’ll have some “plug power,” as the saying Mr. Manuel Manco, who had been a combatant, was a war survivor, as was part of the Portuguese Expeditionary Corps who attended the Flanders front, where many Portuguese military martyr. Had been married, his wife died of the disease of “typhus” and a daughter who was “married to order” for Brazil, the people said “Married order” that was when a Portuguese, “very rich”, there in Brazil , who walked very busy in the “fields” in the “xácra”, the “butcher” in the “bakery” in the “bar” in “small places” or “watering hole”, sent a letter, usually to Mr. Regedor or your Reverence the Abbot of the parish, asking wife to know cooking, washing and ironing, which were maiden, was vaccinated and it was good brood, this daughter, he went to Brazil and never gave sign him, he, Mr. Manuel Manco, died without a leg, but proud, alone, in deep poverty in a hut on the mountain base of the forests of Caramulo, which led to underground a many medals to his chest, a coat that put him, perhaps only part of forward a single box made of boards “casqueiras”, lined with cloth d and black flannel, (by Mr. Hugo, who was also a carpenter, and oven – bird in tile factory that existed next to the Railway Station in Agueda and free was the “poor of the coffins”), but that would survive living every minute of your life as if it were the most important human being in the world, always with raised face, looking into the eyes, both to us and to his mother Ilda, when you we took some clothes, or going to see how he was, their eyes told us about the same as such ancient trees, which is currently are “pull” the Matanzas Fort, for he, Mr. Manuel Manco, was a veteran, had been in the war)!. 

Tony Borie, November 2017.

…it’s Miami!

…it’s Miami!

…é Miami! (it’s Miami)!

…quando se menciona o nome Flórida, logo se associa a Miami, dizem logo, “ho, sim Miami”, é talvez o efeito da publicidade de Hollywood, cidades como São Francisco, Los Angeles, Miami, Nova Iorque, Washington, Las Vegas, Paris, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Colónia, mesmo Lisboa, quase todos as conhecem, embora nunca lá tivessem ido. Quando se menciona o nome Miami, quase todos nós lembramos os edifícios a sair da água da baía, os barcos de recreio, as praias locais, os corpos de jovens bronzeados, o seu clima quente durante todo o ano, os barcos de cruzeiro a saírem o canal, enfim um certo número de coisas e factos que nos foram vendidas pelas agências de informação, com a colaboração dos média, que todos os dias nos entram pela casa dentro!. (when you mention the Florida name, logo is associated with Miami, just say, “ho, yes Miami” , is perhaps the effect of Hollywood advertising, cities like San Francisco, Los Angeles, Miami, New York, Washington, Las Vegas , Paris, Rome, London, Rio de Janeiro, Cologne, even Lisbon, almost all the know, though there never had gone. When you mention the Miami name, mostus remember the buildings out of the bay the water, pleasure boats, local beaches, the bodies of tanned young, its warm climate throughout the year, cruise boats to leave the channel,short a number of things and facts that have been sold by the reporting agencies, with the collaboration of the media, that every day we enter through intohouse)!. 

…a verdade é um pouco diferente, se caminharmos pelas ruas de Miami, encontramos muitas coisas, mesmo muitas, que qualquer pessoa comum, a viver numa cidade, encontra ao sair de sua casa, existem alguns “sem-abrigo”, empurrando todos os seus haveres num carrinho do supermercado, áreas debaixo de pontes e outras infraestructuras, não muito recomendáveis para se caminhar por lá, carros de polícia ou de bombeiros, ambulâncias a toda a velocidade, com sirenes em funcionamento, avisando para que os deixem passar, algumas ruas fechadas ao trânsito, só para comércio e frequentadas por muitas pessoas, de todas as idades, curiosas, algumas fazendo perguntas a que ninguém sabe responder, alguns bairros típicos, que nós, vindo de outras paragens, temos curiosidade em conhecer, portanto, talvez pela curiosidade, como já mencionamos, gostamos de caminhar por lá!. (The truth is a little different, if we walk the streets of Miami, we find many things, even many that any ordinary person, living in a city is to leave your home, there are some “homeless” by pushing all their assets in a cart from the supermarket, areas under bridges and other infrastructures, not very recommendable to walk there, police cars or fire, ambulance at full speed with sirens operating, warning to let them go, some streets closed to traffic, only to trade and frequented by many people, of all ages, curious, some asking questions that nobody can answer, some neighborhoods, that we come from elsewhere, we have curiosity to know, so perhaps the curiosity, as we mentioned, we like to walk through there)!. 

…como por exemplo, única e simplesmente parar em frente a uma “tasca”, no bairro da “Little Havana”, (Pequena Havana), a que também chamam de “Calle Ocho”, (Rua 8), que é um bairro social, cultural e de actividade política, de refugiados que em tempos vieram de Cuba, onde se pode comer um pão com carne assada de “cerdo”, que nós chamamos porco, beber um “tinto”, que é um café negro, numa caneca sem asa, feito com meios ainda artesanais, adoçado com açúcar da verdadeira cana de açúcar!.  (such as single and just stop in front of a “tavern” in the neighborhood of “Little Havana” (Little Havana), which also call “Calle Ocho” (8th Street), which is a social, cultural and political activity district of refugees who once came from Cuba, where you can eat bread with roast beef ” cerdo “, which we call pork, drink a” red “, which is a black coffee in a mug withouthandle, made with handmade still means, sweetened with sugar from real cane sugar)!. 

…ao saborear esse “tinto”, se fecharmos os olhos, se pararmos de olhar em redor, podemos, na nossa imaginação, lembrar os “Tequestas”, que era uma tribo de Nativos Americanos que já viviam por aqui há mais de mil anos, mesmo antes da era Cristã, que tiveram a infeliz sorte de ser um dos primeiros povos a ter contacto com os europeus, depois deste facto, claro, foram a pouco e pouco desaparecendo. Por volta do ano de 1566, Pedro Menéndez de Avilés, ao serviço do reino de Espanha, navegou por aqui reivindicando toda esta área, chamando-lhe Florida Espanhola e, muitos anos e muitos combates depois, tanto no mar como nas dunas de areia, quando o reino de Espanha fez um tratado com a Inglaterra cedendo-lhe toda esta área, já pouco restava deste povo, tinham desaparecido quase por completo, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (On tasting this “red”, if we close our eyes, if we stop to look around, we can, in our imagination, remember the “Tequestas” which was a tribe of Native Americans who have lived here for over a thousand years, even before the Christian era, who had the unfortunate luck of being one of the first people to have contact with Europeans, after this fact, of course, were gradually disappearing. Around the year 1566, Pedro Menendez de Aviles, the Spanish kingdom of service, sailed here all claiming this area, calling it Spanish Florida and, many years and many battles later, both at sea and the sand dunes, when the kingdom of Spain made a treaty with England giving you all this area, since little was left ofpeople, had disappeared almost completely, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!.

…se caminharmos pela Miami Beach Boardwalk, que é uma avenida em frente ao oceano Atlântico, em “Miami Beach”, deparamos com uma equipa de fotógrafos que estão protegidos pelos célebres ”guarda-costas”, à espera que a equipa de maquilhadores prepare o rosto de determinada “vedeta”, a preparem-na para ser fotografada, com gestos de aparência, como sendo uma paragem normal, em qualquer esplanada de café, que depois vai correr mundo, dizendo que fulano ou fulana está de férias em Miami, passando uns dias!. (If we walk the Miami Beach Boardwalk, which is a promenade in front of the Atlantic Ocean, in “Miami Beach”, we came across a team of photographers who are protected by the famous “bodyguard”, waiting for the makeup artists team prepare the face a certain “superstar” to prepare her to be photographed with the appearance of gestures, as a normal stop at any cafe terrace, which then will run the world, saying that so-and-tart is on vacation in Miami, passing each days)!. 

…aí podemos lembrar que aquele local foi onde esteve erguida uma Missão Espanhola, que Pedro Menéndez de Avilés, quando aqui desembarcou, deu ordens para ser erguida, davam-lhe o nome de Missão, mas na verdade era um pequeno forte, armado, habitado por alguma população treinada para combate, pois toda esta área a que hoje chamam Miami, naquele tempo foi sempre um lugar de combate, não só frequentado por corsários, vulgo “piratas”, onde até mais tarde foi palco durante muito tempo da “Segunda Guerra Seminole”, que colocava frente a frente um povo que por aqui vivia em paz, usufruindo do que a natureza lhe oferecia, com o governo de então, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!.  (then we can remember that that location was where a Spanish mission was built, that Pedro Menéndez de Avilés, when here landed, ordered to be built, gave him the name of Mission, but it was actually a little strong, armed, inhabited by some people trained to fight, because this whole area that now call Miami, that time has always been a place of combat, not only frequented by pirates, known as “pirates” where later f hi stage for a long time the “Second Seminole War,” which placed face to face a people here lived in peace, enjoying what nature offered him, with the government then, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!. 

…a Segunda Guerra Seminole foi o resultado de um Tratado assinado por um pequeno número de Seminoles, por volta do ano de 1832, que exigiu aos índios que abandonassem as suas terras na Florida dentro dos próximos três anos, movendo-se para oeste. Claro que os Índios, considerando-se os verdadeiros donos das suas terras, não as abandonaram e, três anos depois, portanto por volta de 1835, o Exército dos Estados Unidos chegou para fazer cumprir o tratado, nessa altura os Índios estavam prontos para a guerra. Um tal Major Francis Dade marchou com o seu Destacamento de Exército, de Fort Brooke para Fort King, não esperando que apenas 180 guerreiros Seminoles, liderados pelos chefes Micanopy, Alligator e Jumper os atacasse, onde apenas um militar sobreviveu à emboscada, talvez para poder contar como tudo aquilo aconteceu, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (The Second Seminole War was the result of a treaty signed by a small number of Seminoles, around the year 1832, which required the Indians to abandon their lands in Florida within the next three years, moving westward. Of course the Indians, considering the real owners of their land, not the left, and three years later, so around 1835, the US Army arrived to enforce the treaty, then the Indians were ready for war. Such Major Francis Dade marched with his detachment of Army, Fort Brooke to Fort King, not expecting that only 180 Seminole warriors, led by Micanopy heads, Alligator and Jumper attacked them, where only one soldier survived the ambush, perhaps to power tell how it all happened, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!. 

…voltando a Miami Beach Boardwalk, mais um pouco à frente está um grupo de fotógrafos, com as suas máquinas apontadas a determinada varanda, pois pela tardinha vai haver lá “festa um pouco extravagante”, onde vão aparecer de vez em quando algumas caras conhecidas, que podem ser do desporto ou de Hollywood, quase sem roupa, debruçando-se na referida varanda, com poses estudadas, também para que essas imagens corram mundo, mas não vamos esquecer a tal “vedeta” que se preparava para ser fotografada, de que já falámos, talvez com um copo na mão, cheio de bebida, com pedras de gelo, muito florido, com uma rodela de limão ou laranja, em cima, pendurada de lado no copo, aí, vendo o limão ou laranja, temos que lembrar, na nossa imaginação, Julia Tuttle, que era uma rica produtora de citrinos, nativa de Cleveland e que ainda hoje mantém a distinção de ser a única mulher fundadora de uma grande cidade, onde os primeiros relatos descrevem a zona como um promissor deserto, que nos primeiros anos do seu crescimento chamavam “Biscayne Bay Country”, e hoje é Miami, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (Returning to Miami Beach Boardwalk, a little ahead is a group of photographers with their machines indicated a certain balcony because the evening will be there “party a little extravagant,” which will appear from time to time some familiar faces, which can be sports or Hollywood, almost naked, leaning on that balcony, with studied poses, also so that these images run the world, but let’s not forget this “superstar” who was preparing to be photographed, that we talked about, perhaps with a glass in hand, full of drink with ice cubes, very flowery, with a lemon or orange slice on top, hanging sideways on the glass, then, seeing the lemon or orange, we have to remember in our imagination, Julia Tuttle, who was a rich production of citrus fruit, native of Cleveland, who still holds the distinction of being the only woman founder of a big city, where the first reports describing the area as a promising desertion to that in the early years of its growth called “Biscayne Bay Country”, and is now Miami, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!. 

…já nos estávamos a desviar da guerra, não vamos cortar o fio à meada, como se dizia no nosso tempo, as campanhas da “Segunda Guerra Seminole” foram uma demonstração notável da guerra de guerrilha Seminole. Os chefes Micanopy, Alligator, Jumper e mais tarde Osceola, dirigindo menos de 3000 guerreiros, pelos pântanos e areias desta área da Flórida, lutaram contra quatro generais norte-americanos e mais de 30.000 soldados. A Segunda Guerra Seminole durou 7 anos, foi a guerra mais feroz travada pelo governo dos Estados Unidos contra os Índios americanos, que gastou mais de 20 milhões de dólares, deixando mais de 1500 soldados mortos, não contando as baixas na população civil, que foi incontornável, assim como a relação para gerações futuras, que ficaram marcadas, entre o branco e o Índio Americano, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (Already in were to divert the war, we will not cut the thread, as was said in our time, the campaigns of the “Second Seminole War” were a remarkable demonstration of Seminole guerrilla war. The Micanopy heads, Alligator, Jumper and later Osceola, driving less than 3,000 warriors, the marshes and sands of this area of Florida, fought four American generals and more than 30,000 soldiers. The Second Seminole War lasted seven years, was the most fierce war waged by the US government against American Indians, who spent more than $ 20 million, leaving more than 1,500 dead soldiers, not counting the casualties among the civilian population, which was unavoidable, as well as the relationship for future generations, which were marked, among white and American Indian, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!. 

…tirando toda esta guerra do pensamento, pelo menos por momentos, Miami também pode ser apreciada e fotografada cá de cima, viajando no seu moderno sistema de metropolitano, com pontes sobre os canais e infraestruturas ao longo das ruas e avenidas!. (Taking all this war of thought, at least for a moment, Miami can also be enjoyed and photographed here from above, traveling in its modern subway system, with bridges over canals and infrastructure along the streets and avenues)!.

…deste modo podemos lembrar, na nossa imaginação, Henry Flagler, um magnata dos caminhos de ferro, a quem posteriormente Julia Tuttle convenceu, não se sabe com que meios, a expandir os seus comboios até à região, talvez para transporte para o exterior do produto das suas plantações de citrinos!. (this way we can remember, in our imagination, Henry Flagler, a tycoon of the railways, who later Julia Tuttle convinced, do not know by what means, to expand their trains to the region, perhaps for transport to the exterior of the product of its citrus plantations)!. 

…voltando à guerra, Julia Tuttle e Henry Flagler eram amigos, trabalhavam em conjunto, não como muitos anos antes, durante a “Segunda Guerra Seminole”, à medida que as hostilidades se arrastavam, as forças dos Estados Unidos, talvez frustradas, voltavam-se para medidas, algumas desesperadas, para ganhar a guerra, como por exemplo o chefe Osceola que foi capturado e preso quando se reuniu com as tropas dos Estados Unidos para pedir uma trégua, reivindicando e querendo falar de paz!. Com este procedimento, os Estados Unidos, com o chefe Osceola preso, estavam confiantes que a guerra terminaria em breve, mas isso não aconteceu, embora o chefe Osceola tivesse morrido na prisão no ano de 1838, outros líderes Seminoles continuaram a batalha, por mais alguns anos, e nós, a tal pessoa comum, dizemos, “é Miami”!. (Returning to the war, Julia Tuttle and Henry Flagler were friends, worked together, not like many years before, during the “Second Seminole War,” as hostilities dragged on , the forces of the United States, perhaps frustrated, turned, to measures, some desperate, to win the war, such as Osceola chief who was captured and imprisoned when he met with the troops of the United States to call for a truce, claiming and wanting to talk peace. With this, the United States, with the Osceola chief arrested were confident that the war would end soon, but it did not happen, although the Osceola chief had died in prison in the year 1838, other Seminoles leaders continued to battle, however a few years, and we, to the ordinary person, we say, “it’s Miami”)!.

…uf, tanta guerra e tanto Miami, vamos caminhar para oeste, parar na “Calle Ocho”, beber um “tinto”, que é um café negro, numa caneca sem asa, feito com meios ainda artesanais, temperado com açúcar, da verdadeira cana de açúcar!. (Uf, so much war and both Miami, we will walk to the west, stop at “Calle Ocho”, drink a “red”, which is a black coffee, a wingless mug, made with even handmade, seasoned media with sugar, real sugar of sugar)!.. 

Tony Borie, November 2017.