…fresh Strawberries!

…morangos frescos!. (fresh strawberries)!

…vivemos no estado da Florida!. Foi o local que escolhemos para viver os últimos anos da nossa vida, onde existe um clima sub-tropical, a principal fonte de receita, é o turismo, mas para nós, já com uma idade respeitável, tem alguma vantagem, pois por aqui existe uma razoável rede de hospitais e casas de assistência, sobretudo para pessoas com uma certa idade e, acima de tudo é um estado plano, não existem montanhas, portanto não é difícil caminhar, deslocarmo-nos pelo nosso pé e, como adoramos caminhadas, é perfeito!. Como muitos de vocês, possívelmente já sabem, o apelido do estado é “Sunshine State”, que quer dizer mais ou menos, estado, ou neste caso, “local com luz do sol”, é conhecido mundialmente pelas suas diversas atrações, que trazem anualmente mais de 60 milhões de turistas, vindos de outros estados e de outros países, normalmente em férias, passeando, e claro, onde muitos milhares de pessoas têm residência, como segunda habitação, que na verdade, vêm passar temporadas, não se sabendo qual o nível de vida que levam em outras paragens, mas por aqui, viajam e, não devemos faltar à verdade, se dissermos que entre outras coisas se divertem, pelo menos nos parques temáticos que neste estado existem, e que são imensos! (we live in the state of Florida!. It was the place we chose to live the last years of our lives, where there is a sub-tropical climate, the main source of income, is tourism, but for us, with a respectable age, has some advantage, because here it exists a reasonable network of hospitals and care homes, especially for people of a certain age and, above all, it is a flat state, there are no mountains, so it is not difficult to walk, to walk by our foot and, as we Perfect!. As many of you, you may already know, the state nickname is “Sunshine State”, which means more or less, state, or in this case, “local with sunshine,” is known worldwide for its many attractions that bring annually more than 60 million tourists coming from other states and other countries, usually on vacation, walking, and of course, where many thousands of people have residence assecond housing, which actually come spend some time here, not knowing what level of life they lead in other places, but here, travel and we should not miss the truth, if we say that among other things have fun, at least in the theme parks that exist here, and that are immense)!.

…mas, lá vem o “mas”, nem tudo no mundo está perfeito e, principalmente nos estados do sul, existe um pouco um fenómeno, a que alguém já chamou, “o equilibrio dos pobres, made in México”, que tal como o nosso antigo presidente Obama dizia, “a discriminação está longe de acabar”, tem havido progressos, mas continua por aí, ela existe, embora hoje seja muito menor do que no passado, as novas gerações estão a ser educadas de maneira diferente, mas ninguém pode fechar os olhos, ela ainda anda por aí. Aqui, mesmo na cidade onde vivemos, pois assistimos à evolução dos empreendimentos que fizeram desta aldeia uma cidade, havia trabalhos onde era preciso sujar as mãos, estavam lá em baixo no “buraco” dois ou três emigrantes, não importava que fossem oriundos do México ou de outro qualquer país, e cá em cima estavam cinco ou seis pessoas, que podiam ser inspectores, encarregados ou representantes do sindicato, às vezes conversando!. (but, here comes the, “but” not everything in the world is perfect and, especially in the southern states, there is a bit of a phenomenon, which someone has already called, “the balance of the poor, made in Mexico”, as our former President Obama said, “discrimination is far from over” , there has been progress, but it still there, it exists, although today is much smaller than in the past, new generations are being educated differently, but no one can closing the eyes, she still out there. Here, even in the city where we live, because witnessing the evolution of the projects that have made this village a town, had jobs wherehad to get your hands dirty, were down in the “hole” two or three migrants no matter who they were from Mexico or any other country, and up here were five or six people who could be inspectors in charge or union representatives, sometimes talking)!.

…mas os emigrantes, principalmente oriundos da América do Sul, também se “colocam a jeito”, procuram isso, pois dada a sua situação, querem receber em “cash”, em “el contado”, não se importando de receber menos, e claro, alguns empreiteiros, ambiciosos e menos escrupolosos, tiram vantagem dessa situação, mas de uma maneira geral, o emigrante, seja pela cor, pela língua que fala, pois tem sotaque na voz, é sempre olhado de uma maneira diferente, por aquele que se diz “Americano”, embora o seu bisavô ou pai do seu bisavô, tenha vindo da Europa ou do Oriente!. O pensamento do emigrante em geral, pelo menos aquele que é oriundo da América do Sul, está sempre no seu País, vem aqui por algum tempo, por épocas, levando todos os seus ganhos consigo, de regresso ao seu país, onde em muitas situações, continua a sua família. Aqui na Florida, já se vai notando pouco, mas na California, pelo menos na área de Los Angeles, os emigrantes oriundos da América do Sul vivem na cidade e arrabaldes, mas é outro mundo, é o “mundo deles”!. (but migrants, mostly from South America,also “lay the way,” seek it, because given their situation, they want to receive “cash” in “el counted”, not caring to receive less, and clear some contractors, ambitious and less escrupolosos, take advantage of this situation, but in general, the emigrant, is the color, the language you speak, because it has an accent in her voice, always looked in a different way, for him that is He says “American”, although his great-grandfather or father of your great-grandfather, has come from Europe or the East!. The thought of the emigrant in general, at least one that comes from South America, is always in your country, come here for some time, times, taking all your winnings with you, back to his country, which in many situations continues his family. Here in Florida, it will already noticing little, but in California, at least in the area of Los Angeles, immigrants from South America live in the city and suburbs, but it is another world, is “their world”)!.

…um dia, viajando na companhia de nossa esposa Isaura, da cidade de Orlando, aqui da Florida, para Los Angeles, no estado da California, ao fim de algumas horas, vendo filmes, lendo por uma dezena de vezes o nosso roteiro, vendo pela janela do avião lá ao fundo uma paisagem seca de planícies e algumas pequenas montanhas, conversávamos com a pessoa que ia ao nosso lado esquerdo, que parecia pessoa de negócios, pois ia lendo e fazendo contas no computador e, nos questionou porque é que íamos para Los Angeles, deixando um estado tão agradável como o da Florida, pois em Los Angeles parte da população é de raça “Hispânica”, onde nós, compreendendo a “maldade” da pergunta, logo lhe respondemos que era só para ver do ar o cruzamento das auto-estradas, que nesta cidade chegam a ter seis andares de estradas, que seguem em diferentes direcções!. (one day, traveling in the company of our wife Isaura, the city of Orlando, here from Florida to the city of Los Angeles, in state of California, after a few hours, watching movies, reading by ten times our script, looking out the airplane window there the background a dry landscape of plains and some small mountains, talked with the person who went to our left, which seemed business person because he read and making accounts on the computer, and asked us why we were going to Los Angeles, leaving a state as nice as Florida, as in Los Angeles of the population is of race “Hispanic” where we, understanding the “evil” of the question, then you answer it was just to see from the air the intersection of highways that this city even have six floors of roads that follow in different directions)!.

…quanto a nós, entendemos perfeitamente que lá vivam muitos “Hispânicos”, que falem castelhano, pois a cidade de Los Angeles, a quem carinhosamente chamam pelas iniciais “LA”, é a segunda cidade mais populosa dos Estados Unidos, estende-se por 1300 quilómetros quadrados no sul da Califórnia, está classificada como a 13.ª área metropolitana do mundo, foi fundada em 1781, em nome da “Coroa de Espanha”, o seu nome inicial era muito grande, parecido com aqueles nomes de pessoas nobres, que em pequenos aprendemos na história de Portugal, pois chamava-se, “El Pueblo de Nuestra Señora la Reina de los Angeles del Rio de Porciúncula”, tornando-se parte do México em 1821 após a sua independência da Espanha, depois houve a Guerra Mexicano-Americana, e Los Angeles e o resto da Califórnia foram adquiridos como parte do “Tratado de Guadalupe Hidalgo”, tornando-se parte dos Estados Unidos!. (as far as we understand perfectly well that there live many “Hispanics” who speak Spanish, because the city of Los Angeles, who affectionately call the initials “LA”, is the second most populous city of the United States, stretches over 1300 kilometers square in southern California, is ranked 13th metropolitan area in the world, was founded in 1781 on behalf of the “Crown of Spain”, his original name was very large, like those noble names of people who in little learned in the history of Portugal, as it was called, “El Pueblo de Nuestra Senora la Reina de los Angeles del Rio de Portiuncula” , becoming part of Mexico in 1821 after independence from Spain, then there was the War Mexicano- American, and Los Angeles and the rest of California were purchased as part of the “Treaty of Guadalupe Hidalgo”, becoming part of the United States)!.

…nessa altura, o nosso roteiro era sair da cidade e ir na direcção ao norte, pela estrada número 1, que segue ao longo do Oceano Pacífico até ao estado de Oregon, onde vimos muitas quintas, com os tais “Hispânicos”, apanhando vegetais e fruta. Para isso, ao sair do aeroporto, tomámos um autocarro que nos levaria aos balcões das companhias de “Carros de Aluguer”, que sempre cheios, com uma fila de pessoas esperando, uma simpática pessoa, com uma camisa com o emblema de determinada companhia de carros de aluguer, ouvindo-nos falar em português, nos falou em língua castelhana, questionando-nos, mais ou menos com estas palavras, “por que estão nesta linha de “Gringos”, subam aqueles degraus, e logo ali alguém vos providencia o arrendamento de um veículo, e lá, falam castelhano ou portunhol e, é mais barato”. Na verdade existe em Los Angeles, nas periferias da cidade, “Los Barrios” onde habitam os “Chicanos”, onde todo o comércio, assim como o estilo de vida, é igual, como qualquer aldeia, de qualquer país da América do Sul, que são pessoas que emigraram e não só, desse continente, principalmente do país vizinho México e, “os outros”, os tais Americanos, que embora habitem na cidade, não falam o idioma castelhano, que na sua linguagem são os “Gringos”!. (at that time, our script was out of town and go towards the north, the road number 1, which runs along the Pacific Ocean to the state of Oregon, where we saw many farmhouses, with such “Hispanics”, picking vegetables and fruit. For this, out of the airport, we took a bus that would take us to the branches of companies of “Car Hire” which always full, with a queue of people waiting, friendly person with a shirt with the emblem of a certain company car rental, hearing them speaking in Portuguese, told us in spanish language, questioning us, more or less in these words, “why you are in this line of” Gringos “, go up those stairs, and then there someone offers you the renting a vehicle, and there speak Spanish or portunhol and is cheaper ” . Actually exists in Los Angeles, on the outskirts of the city, “Los Barrios” inhabited the “Chicanos”, where all the trade as well as the lifestyle, is the same as any village, any country in South America, they are people who emigrated and beyond this continent, mainly from neighboring country Mexico, and “others”, the such Americans, who although they may dwell in the city, do not speak the Spanish language, which in its language are the “Gringos”)!.

…não nos queremos alongar muito, pois isto era assunto para muitos mais postes, mas quase todo o trabalho manual na agricultura, tanto aqui, no estado da Florida, como em outros estados do sul até ao estado da California, é feito por essas sofredoras pessoas, que se sujeitam a receber menos, a trabalhos sujos e cansativos, vivem em muito más condições, mas sempre é melhor que nos seus países de origem, onde não existem muitos meios de sobrevivência!. Para finalizar, dizemos o que vai na mente de quase todos nós, para fazerem uma ideia da coragem dessas pessoas, um dia atravessámos a fronteira para a cidade de Tijuana, no México, para lá é livre, é só atravessar o portão, para cá é impossível passar, só com documentos e autorização para trabalhar, por isso, quando colocamos alguma fruta ou vegetais na nossa mesa de jantar, o nosso reconhecimento é muito grande para com essas corajosas e sofredoras pessoas!. (we did not want to dwell too much because it was subject to many more poles, but almost all the manual work in agriculture, both here in the state of Florida, as in other southern states to the state of California, is done by these suffering people which are subject to receive less, the dirty and tiring work, live in very poor condition, but it is always better than in their countries of origin, where there are many means of survival!. Finally, say what’s on the minds of most of us, to make an idea of the courage of these people one day we crossed the border to Tijuana, Mexico, there is free, just across the gate here it is impossible to pass, only documents and permission to work, so when we put some fruit or vegetables on our dining table, our gratitude is too big to with these brave and suffering people)!.

…agora sim, vamos terminar, pois está na hora ir fazer uma salada com morangos, que hoje comprámos na feira, nos arrabaldes da cidade de Daytona, morangos frescos, cultivados aqui na Florida e, apanhados e vendidos por uma família “Hispânica”, que nos pediu dois dólares por um cesto cheio, dizendo, “são dois pésitos”!. (now yes, I will end, because it’s time to go make a salad with strawberries, which today bought at the fair, on the outskirts of the city of Daytona, fresh strawberries, grown here in Florida, and caught and sold by a family “Hispanic” who asked me two dollars for a full basket, saying, “are two pésitos”)!.

Tony Borie, December 2017.

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