…our six rivers!

…os nossos seis rios! (our six rivers)!

…todos temos um rio e, em alguns momentos dizemos:

– olha, preciso de ar fresco, vou até ao rio!.

..referindo-nos ao rio, como se fosse nosso, nossa propriedade!.

…quase em todas as grandes cidades passa um rio. Por quê? Porque essas cidades, outrora pequenas povoações, nasceram junto ao rio, que já lá existia, porque os povos, nas suas migrações, normalmente paravam e estabeleciam-se onde houvesse água, que ainda hoje continua a ser essencial para a vida, para a nossa sobrevivência!.

(all have a river and at times we say:

– look, I need fresh air, going to the river!,

Referring to the river, like ours, our property!.

Almost every major city passes a river. Because? Because these cities, once small villages, born by the river, that there already existed, because people in their migrations, usually stopped and settled down where there was water, which still remains essential for life, for our survival)!.

…quase todos nós lembramos o “nosso rio”, temos cá dentro o “nosso rio”, mesmo os que nasceram na montanha têm o seu rio, que era aquele riacho, entre pedras de granito, onde levavam as ovelhas ou as cabras a beber, onde tomavam banho, onde tiravam a água pura e cristalina para beberem, era o “nosso rio”, embora hoje, com as alterações climáticas, a maior parte desses rios tenham secado. (most us remember “our river”, we here in “our river”, even those born in the mountain have their river, which was that stream among granite rocks, which led the sheep or the goats to drink, where they bathed, which drew the pure and clear water to drink, was “our river”, although today with climate change, most of these rivers have drawn)!.

…nós temos, pelo menos seis rios que nos marcaram!.

…o primeiro, foi o rio na localidade onde nascemos, na então vila de Águeda, em Portugal, é o rio Águeda, onde havia um grande areal no verão, uma grande nora, instalada numa rudimentar represa, que lhe roubava alguma água, que ia fazer crescer uns campos de milho em seu redor!. Foi aí que aprendemos a nadar, onde, junto com os rapazes da nossa idade, empoleirados nas velhas árvores, às vezes nos alcatruzes da própria nora, nos atirávamos à água, sabendo ou não nadar!. Este rio nasce na Serra do Caramulo, tem cerca de 40 quilómetros de extensão, passa entre outras localidades, na hoje, cidade de Águeda e junta-se ao rio Vouga na localidade de Eirol, que leva a sua água e talvez alguma poluição para a ria de Aveiro, que por sua vez desagua no oceano Atlântico!.

We have, at least six rivers that marked us!.

(The first, was the river in the town where we were born, in the village of Agueda, in Portugal, the river Agueda, where there was a large beach in the summer, a great daughterlaw, installed a rudimentary dam, who stole him some water, which would grow some corn fields around it!. It was then that we learned to swim, where, along with the boys of our age, perched on old trees, sometimes in the very clueless bucket, We fired the water, knowing or not swim!. This river rises in the Serra do Caramulo, is about 40 kilometers long, passing among other places, in today Agueda city and joins the Vouga River in the town of Eirol that takes your water and maybe some pollution to Aveiro lagoon, which in turn flows into the Atlantic ocean)!.

…o “nosso outro rio”, talvez o segundo, foi o rio Mansoa, lá na África, na então Guiné Portuguesa, em plena zona de guerra e, não querendo ser deselegantes, parecia-nos que o oceano estava longe do mar, o sol tórrido espelhava naquela água lamacenta, ficavamos ali, horas e horas, na ponte velha, que era por onde passavam as “bajudas” e outro pessoal, para irem trabalhar nas bolanhas, a sua lama até se tornava brilhante, talvez fosse da nossa idade jovem, era aí, onde normalmente líamos e reliamos as cartas e aerogramas da família e amigos, sonhávamos, às vezes acordados por uma pequena brisa, onde a mágoa da lama dos nossos antepassados, aventureiros descobridores, nos enviaram para ali, onde naquele momento, o frio e o gelo da nossa aldeia na vertente oeste, da Montanha do Caramulo, seria bem vindo, tornando aquela bolanha lamacenta, onde se agitava no ar aquele pato preto, que nos parecia que ia chorando lágrimas de orvalho, lágrimas frescas, que iam secando as nossas, verdadeiras, que juntávamos às do cisne cor de rosa que deslizava sobre aquela água, procurando algo que não encontrava!. (the “our other river”, maybe the second, was the river Mansoa, there in Africa, then Portuguese Guinea, in full war zone and, not wanting to be inelegant, it seemed to us that the ocean was far from the sea, the scorching sun mirrored that muddy water, stood there, hour after hour, on the bridge old, it was they passed the “bajudas” and other staff to go to work in bolanhas, their mud until it became bright, perhaps our young age, it was there, where normally we read and re-read letters and aerograms of family and friends, dreamed sometimes awakened by a light breeze, where the mud of the hurt of our ancestors, discoverers adventurers, sent us there, where at that time, cold and ice from our village on the west sloe, of Caramulo Mountain, would be come, making this muddy bolanha where churned the air that black duck, we felt like it was crying dew tears, fresh tears, which were drying our, true, that we gathered at the pink swan glided over that water, looking for something not found)!.

…aquele cenário, visto da ponte, algumas vezes era um grande lago, outras uma bolanha, pois sobressaiam pequenas árvores e arbustos à superfície, outras um pequenino riacho, perigoso, com lama a circundar esse pequeno riacho, assistindo à sua corrente forte, quando desaguava, levava restos de arbustos e lama para não sabemos onde, em que em alguns momentos, saltavam peixes, fazia alguma turbulência, querendo passar a toda a pressa, fugindo daquela área, em direcção ao oceano Atlântico, tal como nós, no nosso pensamento e, ainda hoje, não sabemos se era um rio ou um canal, se era de água fresca ou salgada, onde começava ou onde acabava, sabemos que era o “nosso rio”, onde todavia, ao fim de algum tempo, aquela água lamacenta, para nós, significava silêncio e alguma paz, embora estivéssemos numa zona de combate!. (hat scene, as seen from the bridge, sometimes it was a large lake, other one “bolanha”, because overhanging small trees and shrubs to the surface, the other a tiny creek, dangerous, with mud to go around this small stream, watching its strong current when emptied, carrying remains of shrubs and mud do not know where, in which at times leaping fish, did some turbulence, wanting to go in haste, running away from that area towards the Atlantic ocean, just as we, in our thinking and even today, we do not know if it was a river or a canal, whether it was fresh or salt water, which began or where it ended, we know that it was “our river”, which, however, after some time, that muddy water for us, it meant silence and some peace, although we were in a combat zone)!.

…o “nosso outro rio”, talvez o terceiro que nos marcou, foi o rio Passaic, no estado de Nova Jersey, que tem uma extensão de aproximadamente 130 quilómetros, que desde a sua origem, nas montanhas de Mendham, no sul do condado de Morris, onde havia “glacieres”, 13.000 anos atrás, durante o seu percurso, forma diversos lagos e mesmo terras alagadiças, passando por diversas cidades até chegar ao local onde nos marcou, que foi a cidade de Newark, pois dormimos algumas vezes junto ao seu leito, em algumas noites de neve e frio de rachar, junto de outros “desafortunados”, a que chamavam “descamisados”, dormíamos juntos, encostados uns aos outros, para nos aquecermos!. Este rio, hoje tem outro aspecto, pois a Agência do Governo, que trata da poluição ambiental, tem gasto milhões de dólares limpando o seu leito, onde a água já corre, em alguns locais algumas vezes cristalina!. (the “our other river”, maybe the third one that marked us, is the River Passaic, in the state of New Jersey, which has a length of about 130 kilometers, from its source in the mountains of Mendham in southern Morris County, where there was “glacieres” 13,000 years ago, during his journey, so many lakes and even wetlands, through several cities to get to where marked us, which was the city of Newark, for sleep sometimes next to his bed, in some snow and freezing cold nights, from other “unfortunate”, which they called “shirtless,” we slept together, leaning on each other for warmth!. This river, now has another aspect, as the Government Agency, which deals with environmental pollution, has spent millions of dollars cleaning up his bed, where water has run in some places sometimes crystal clear)!.

…o nosso outro rio, que consideramos o número quatro, é o Rio Colorado!. Já estivémos junto a este rio, pelo menos em cinco estados, onde a bacia hidrográfica, expansiva e árida que passa por sete estados dos U.S.A., abrange onze Parques Nacionais, muitos dramáticos “canyons”, redes de água branca e, que é uma fonte vital de água para mais de 40 milhões de pessoas!. Este rio e seus afluentes, são controlados por um extenso sistema de barragens, reservatórios e aquedutos que, na maioria dos anos, desviam todo o seu fluxo, para irrigação agrícola e abastecimento doméstico de água!. Já seguimos este rio, em alguns estados, onde nos surgem planícies, cordilheiras de montanhas, onde o rio passa lá no fundo, alguns lagos derivados das suas várias represas, por todo o imenso percurso, com aproximadamente 1.450 milhas, (2.330 km), que começa nas montanhas rochosas centrais, nos U.S.A., flui pelo sudoeste do planalto do Colorado e pelo Grand Canyon, antes de chegar ao lago Mead, na fronteira Arizona-Nevada, onde gira para sul em direcção à fronteira internacional!. (our other river, which we consider number four, is the Colorado River!. We have been to this river, in at least five states, where the expansive and arid watershed that passes through seven states of the USA, encompasses eleven National Parks, many dramatic canyons, white water nets, and is a vital source of water for over 40 million people!. This river and its tributaries are controlled by an extensive system of dams, reservoirs and aqueducts that, for the majority of years, deflect all their flow, for agricultural irrigation and domestic water supply!. We have already followed this river, in some states, where plains arise, mountain ranges, where the river passes in the background, some lakes derived from its various dams, all along the immense course, with approximately 1450 miles, which begins in the central Rocky Mountains in the USA, flows southwest through the Colorado plateau and through the Grand Canyon, before reaching Lake Mead, on the Arizona-Nevada border, where it turns south toward the international border)!.

…o Rio Colorado é um rio histórico, onde tanto o rio como os seus afluentes, promoveram grandes civilizações agrícolas e algumas das culturas indígenas mais sotisficadas da América do Norte, entre 2.000 e 1.000 anos atrás, que eventualmente desapareceram devido a uma combinação de seca severa e práticas de uso da terra!. O contacto inicial entre os primeiros Europeus, que foram os exploradores Espanhóis, e os Nativos Americanos, por volta do século 16, eram limitados ao comércio de peles, talvez no planalto, com pequenas interações comerciais esporádicas, ao longo da parte baixa do rio!. (the Colorado River is a historic river where both the river and its tributaries promoted large agricultural civilizations and some of the most unspoilt indigenous cultures of North America, between 2,000 and 1,000 years ago, which eventually disappeared due to a combination severe drought and land use practices!. The initial contact between the early Europeans, who were the Spanish explorers, and the Native Americans, around the 16th century, were limited to the fur trade, perhaps on the plateau, with little sporadic trade interactions along the lower part of the river)!.

…bem, ainda temos outro “nosso rio”, que é o rio Yukon, cuja palavra, significa grande rio no idioma Athabaskan, uma língua aborígene, que na forma portuguesa significa mais ou menos Lucão, é um rio que corre na América do Norte, nas províncias da Colúmbia Britânica e do Yukon, em território do Canadá e no estado Norte Americano do Alaska, desembocando no mar de Bering, no Oceano Pacífico. Tem uma extensão de aproximadamente 3645 quilómetros, fazendo dele o 20.º maior do mundo, em comprimento. Supõe-se que sua nascente está localizada nos “glacieres” de Llewellyn, ao sul do Lago Atlin, na Colúmbia Britânica, território do Canadá, mas o rio Yukon propriamente dito, começa no lago Marsh, logo ao sul da cidade de Whitehorse, na província de Yukon, onde nos marcou, pelo menos nas povoações de Carmacks ou Dawson City e, talvez em outras mais pequenas na sua dimensão, pela sua grandiosidade, passando por entre montanhas, vales, planícies, formando grandes lagos, onde podemos ainda ver animais e aves selvagens, onde existem poucas pontes, a sua travessia continua a ser por jangadas, os seus afluentes, como o rio Tanana, Porcupine, Pelly ou Koyukuk, são paraísos terrestes, tantos para humanos com para aves e animais, onde ainda existem grandes cardumes de peixes, em especial salmão, tornando o dia-a-dia dos habitantes em seu redor, numa vida difícil, privados de algumas soluções modernas, mas sadia e agradável. (Well, we still have another “our river”, which is the Yukon River, whose word means big river in athabaskan language, an aboriginal language, which the Portuguese form means roughly Lucão is a river that runs in North America, in the provinces of British Columbia and the Yukon, in the territory of Canada and the US state of Alaska, emptying into the Bering sea, the Pacific Ocean. It has a length of approximately 3645 kilometers, making it the world’s 20 in length. It is assumed that its source is located in the “glacieres” Llewellyn, south of Lake Atlin, British Columbia, the territory of Canada, but the Yukon River itself begins at Lake Marsh, just south of the city of Whitehorse in province Yukon, where he scored in at least in the villages of Carmacks or Dawson City and perhaps in other smaller in size, its grandeur, passing through mountains, valleys, plains, forming large lakes, where we can still see animals and wild birds, where there are few bridges, its passage remains for rafts, its tributaries as the river Tanana, Porcupine, Pelly or Koyukuk are terrestrial paradises, many for humans with for birds and animals, where there are still large shoals of fish, especially salmon, making the day-to-day lives of people around them, a difficult life, deprived of some modern solutions, but healthy and enjoyable)!.

…ainda temos outro rio, podemos chamar-lhe o número seis, é no estado do Alaska, onde é costume, sempre que visitamos este estado ir-mos pescar!. O povo nativo “Denaina” chama a este rio, “Chunuk’tnu”, nós chamamos-lhe Rio Russo!. É pequeno na sua extensão, tem somente 13 milhas (21 km), tendo a sua origem no Lago Russo Alto, nas montanhas do Kenai e flui através do Lago Russo Inferior, desaguando no Rio Kenai, próximo da cidade de Cooper Landing!. (we still have another river, we can call it number six, it is in the state of Alaska, where it is customary, whenever we visit this state we go fishing!. The native people “Denaina” calls this river, “Chunuk’tnu”, we call it Russian River!. It is small in its extent, it is only 13 miles (21 km), having its origin in the Upper Russian Lake, in the Kenai Mountains and flows through the Lower Russian Lake, draining into the Kenai River, near the city of Cooper Landing)!.

…nos meses de verão, é o paraíso dos pescadores, onde o peixe salmão sai do oceano em direcção aos lagos da montanha, desejoso de ser pescado!. Existem dois modos de se chegar ao verdadeiro lugar de pesca, à tal “zona de luta”, que pode ser caminhando pela montanha, tendo algum cuidado com os ursos que por ali andam, ou simplesmente atravessando o rio numa jangada, que funciona algumas horas por dia, que leva os pescadores até à foz do rio!. Os Ursos e as Águias, também por lá andam à pesca!. (in the summer months, it is the paradise for fishermen, where the salmon fish exits from the ocean towards the mountain lakes, desirous of being caught!. There are two ways to get to the actual fishing spot, such a “fight zone”, which may be walking on the mountain, taking care of the bears walking there, or simply crossing the river on a raft, which runs a few hours per day, which takes the fishermen to the mouth of the river!. The Bears and the Eagles, also there go fishing)!.

…aqui, onde vivemos, tudo é “nosso rio”, mas de água salgada!. (here, where we live, everything is “our river”, but salt water)!.

Tony Borie, December 2017.

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