…ainda temos papel higiénico!. (We still have toilet paper)!.

…ainda temos papel higiénico, vulgo “papel pr’ó cú”!. (We still have toilet paper, commonly, “paper to clean the ass”)!.

…olá, olá, olá, já saímos à rua!. Andámos na volta da casa, cortando a relva!. Os cães da vizinha ladraram-nos! Não sabemos se era felicitando-nos ou repreendendo-nos por andar-mos lá fora!. (Hello, hello, hello, we are already out on the street!. We walked around the house, cutting the grass!. The neighbor’s dogs barked us!. We don’t know if it was congratulating us or scolding us for walking outside!.

…é um problema dos humanos, que não compreendem a linguagem dos animais, tão pouco da natureza, que às vezes se revolta… claro, contra os humanos!. (It is a problem of humans, who do not understand the language of animals, so little of nature, that sometimes revolts… of course, against humans)!.

…mais uma semana passou!. Ainda andamos por cá!. Do quarto para a sala, da sala para a cozinha, da cozinha pr’á janela e da janela para o quarto de banho e, felizmente ainda não se acabou o papel higiénico, a que os idosos, principalmente nas aldeias chamam de, “papel pr’ó cú”, como está sucedendo em muitos estabelecimentos!. (Another week has passed!. We are still here!. From the bedroom to the living room, from the living room to the kitchen, from the kitchen to the window and from the window to the bathroom and, thankfully, the toilet paper, which the elderly, especially in the villages call, “paper to clean the ass”, as is happening in many establishments)!.

…confinados neste ambiente de clausura, tentamos procurar algo que nos desanuvie a memória, ou seja, libertar-nos do que causa sensação ou sentimento negativo, ou até mesmo de alguma opressão, pois os meios de comunicação, mesmo fora do “the six o’clock news”, não param de nos massacrar com notícias de última hora, que na verdade não são de última hora, dizendo que, houve tantas pessoas que se foram, houve tantas que estão quase a se irem,… “Coronavírus19”, isto e aquilo, o céu está escuro e vai chover,… “Coronavírus19”, isto e aquilo, um polícia foi ferido ao socorrer a vítima de um assalto,… “Coronavírus19”, isto e aquilo, um velho foi assaltado e espancado,… “Coronavírus19”, isto e aquilo, um sem abrigo apareceu morto ao frio e à fome,… “Coronavírus19”, isto e aquilo… nunca dizendo que nasceram tantas crianças e tantas ainda andam por aí, que existem jardins com flores, rios e riachos de água cristalina, o sol a nascer todos os dias e, sobretudo crianças inocentes e felizes, brincando!. (Confined in this cloistered environment, we try to look for something that clears our memory, that is, to free ourselves from what causes a negative feeling or feeling, or even some oppression, because the media, even outside “the six o’clock news”, do not stop slaughtering us with breaking news, which in fact is not breaking news, saying that, there were so many people who left, there were so many who are almost gone,…“Coronavirus19”, this and that, the sky is dark and it is going to rain,… “Coronavirus19”, this and that, a policeman was injured when helping the victim of an assault,… “Coronavirus19”, this and that, an old man was assaulted and beaten,… “Coronavirus19”, this and that, a homeless man appeared dead to cold and hunger,… “Coronavirus19”, this and that … never saying that so many children were born and so many still walk around, that there are gardens with flowers, rivers and streams of water crystal clear, the sun rising every days and, especially innocent and happy children, playing)!.

…enfim, é a guerra de audiências!. Quanto pior, melhor!. (In short, it is the war of audiences!. The worse, the better)!.

…ainda não estamos com aquele sentimento de vida que nos é normal, mostrando todas as semanas coisa novas e agradáveis, onde tentamos mostrar alguma experiência de anos e anos vividos, e claro, em muitas ocasiões, o lado menos mau da vida!. (We still do not have that normal feeling of life, showing new and pleasant things every week, where we try to show some experience of years and years lived, and of course, on many occasions, the less bad side of life)!.

…por tal, as mesmas palavras da semana que passou, repetem-se e, “cá vai a mesma frase, que talvez seja comum, pelo menos a alguns”, estamos aconselhados a estar fechados em casa, todavia, na nossa já longa idade, faz-nos sentir numa quase “depressão”, que afinal, se está a tornar num abaixamento de nível, num enfraquecimento, num abatimento, tanto físico como moral que, como acima já mencionámos, fechados em casa, nos faz viver numa zona de baixa pressão atmosférica, em torno da qual o vento não sopra, seja em que direcção for e, o único movimento que vimos à nossa volta, são os ponteiros do relógio!. (For this reason, the same words from the past week are repeated and, “here goes the same sentence, which may be common, at least to some”, we are advised to be closed at home, however, in our already long age, makes us feel almost “depressed”, which, after all, is becoming a lowering of level, a weakening, an abatement, both physical and moral that, as mentioned above, closed at home, makes us live in zone of low atmospheric pressure, around which the wind does not blow, in any direction and, the only movement that we saw around us, are the hands of the clock)!.

…até para a semana, talvez!. (See you next week, maybe)!.

Tony Borie, April 2010.

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