…Chicken, Alaska!

…Chicken, Alaska!

…Chicken, Alaska! 

…já devia de passar das oito horas da noite, era para lá do “Paralelo 48 Norte”, naquela altura do ano, continuava de dia, havia alguns chuviscos, descíamos a montanha, por uma estrada de terra, lama e pedra, depois de passar pelo topo, onde alguma neve desaparecia lentamente, em direcção a algum ribeiro onde, entre outros animais um urso procurava algo para comer. Já tínhamos passado a fronteira, para os Estados Unidos, depois de viajar por território do Canadá, a estrada já estava mais bem tratada, mas todo o cuidado era pouco!. (you should have passed eight o’clock the evening, it was beyond the “Parallel 48 North”, that time of year, still day, there were a few sprinkles, we descended the mountain by a dirt road, mud and stone, after spending the top, where some snow disappeared slowly towards a brook where, among other animals a bear looking for something to eat. We had already crossed the border, to the United States after traveling through territory of Canada, the road had been better treated, but great care was little)!.

…próximo do fim da montanha, onde o terreno começava a ser plano, surge-nos uma placa de sinalização com alguns nomes de localidades, entre os quais estavam as palavras, “Chicken 43 milhas”. A primeira coisa que proferimos para a nossa esposa Isaura, foi:

– Chicken!. Deve haver por lá galinhas e ovos!.

…ovos que adoramos e que estivemos por um período de dois anos sem poder comer, pois não se fabricavam, nem havia qualquer hipótese de os obter em quantidade para fazer parte da dieta de qualquer militar combatente que estivesse estacionado no aquartelamento de Mansoa, na então nossa Guiné!. Podemos estar a cometer um erro, mas cremos mesmo que naquela altura, não era só em Mansoa, devia-se passar o mesmo em qualquer aquartelamento do interior da província, ovos, era um luxo quase impossível de obter!. (near the end of the mountain, where the ground began to be flat, comes to us a signpost with some place names, among which were the words, “Chicken 43 miles”. The first thing we speak to our wife Isaura, was: 

– Chicken !. There should be there chickens and eggs! 

…eggs that we love and we have been for a period of two years without being able to eat, because it is not manufactured, nor was there any chance of obtaining them in quantity to be part of the diet of any combatant soldier who was stationed at the barracks of Mansoa in then our Guinea. We may be making a mistake, but we believe that even at that time, it was not only in Mansoa, was due to spend the same in any of the province inside the barracks, eggs, it was almost impossible to get luxury)!.

…voltando à tal localidade chamada “Chicken”, cuja tradução pode ser mais ou menos Frango ou Galinha, depende da conversação, mas para nós é Galinha, situa-se no estado do Alaska, a sudeste da cidade de Fairbanks, é uma comunidade fundada pelos pesquisadores de ouro e, é uma das poucas áreas, ainda sobreviventes, da corrida do ouro no Alaska, onde ainda se pode ver pessoas nos ribeiros, atolados na lama, procurando o precioso metal. A população era de 7 pessoas, no Censo de 2010, no entanto, em diversas alturas do ano, existem mais ou menos 17 habitantes, que ainda se dedicam à pesquisa!. (returning to this place called “Chicken”, whose translation can be roughly Chicken or Chicken, depends on the conversation, but for us it’s chicken, is located in the State of Alaska, southeast of the city of Fairbanks is a community founded by gold researchers and is one of the few areas still surviving, the gold rush in Alaska, where you can still see people in Brooks, stuck in the mud, looking for the precious metal. The population was 7 people in the 2010 Census, however, at different times of the year, there are about 17 people, who still dedicated to research)!. 

…“Chicken” faz parte da lista de nomes de lugares incomuns, mas galinha e ovos são um fenómeno que às vezes fazem com que brinquemos com as palavras, sem saber quem existiu primeiro, se a galinha ou o ovo, que quase todos nós adoramos, pelo menos ao pequeno almoço, e podem ser “mexidos”, onde aparece o amarelo quase misturado com o branco, “ensolarados”, onde o amarelo é levemente cozido e o branco não, “médios”, onde a parte branca está cozida, mas o amarelo está meio cru, onde todos gostamos de molhar o pão, ou o normal “estrelado” ou cozido, que com um pouco de sal, é excelente para se beber um bom “copo de tinto”!. (“Chicken” is part of the list of unusual place names, but chicken and eggs are a phenomenon that sometimes make We Play with words, not knowing who existed first, the chicken or the egg, which almost all of us love, at least for breakfast, and can be “scrambled”, which appears almost mixed yellow with white, “sunny”, where yellow is lightly cooked and white does not, “medium” where the whites are cooked, but yellow is underdone, where all like to wet the bread or the normal “starring” or cooked with a little salt, it is great to drink a good “glass of red”)!. 

…voltando à localidade “Chicken”, recebeu este nome porque os primeiros habitantes, pesquisadores de ouro, que por aqui se aventuraram por volta do fim do século dezoito, eram quase como que atacados por umas aves que dão pelo nome “ptarmigan”, muito parecidas com galinhas bravas, que fazia parte da sua dieta 7 dias por semana e, quando resolveram estabelecer-se nesta comunidade uma estação dos correios, o nome só podia ser um, que era ”Chicken”!. Hoje, ainda é um posto avançado para um distrito de mineração de aproximadamente 40 milhas, que começou por ter alguma projecção a partir do início de 1900, onde ainda existem minas de ouro activas, cujo ouro é suficiente para que a sua exploração continue em actividade!. (returning to the locality “Chicken”, got its name because the first inhabitants, gold researchers who here ventured towards the end of the eighteenth century, it was almost as if attacked by a bird that give the name “ptarmigan”, much like with angry chickens, which was part of their diet seven days a week, when they decided to settle in this community a post office, the name could only be one, which was “Chicken”. Today, it is still an outpost for a mining district about 40 miles, which began to have some projection from the early 1900s, where there are still active gold mines, whose gold is enough for its exploitation continue activity)!. 

Tony Borie, November 2017.

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (16, 17, 18)

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (16, 17, 18)

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…companheiros de viagem, este é o resumo dos dias 16, 17 e 18, onde percorremos zonas já descritas em textos que foram publicados na viagem de ida, portanto agora, só descrevemos algumas “aventuras” dignas de registo, passadas nestes 3 dias!.

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Dia, 16.

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…era manhã, quando deixámos a cidade de Whitehorse, onde se encontra o “Historic Milepost 918”, na província do Yukon, o trajecto que iríamos percorrer, pelo menos até à cidade de Calgary, na província de Alberta, ainda no Canadá, era o mesmo que fizemos na viagem de ida e, que já explicámos em textos anteriores!.

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…parámos na povoação de Teslin, que marca o “Historic Milepost 777”!.

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…na povoação de Watson Lake, que marca o “Historic Milepost 635″!.

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…na povoação de Liard River, que marca o “Historic Milepost 496”!.

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…vindo, neste dia dormir no parque de campismo, junto ao Muncho Lake, que marca o “Historic Milepost 456”!.

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…com um “cenário de um milhão de dolares”, que também já explicámos em textos anteriores, onde depois de passar um pequeno período de tempo em que choveu!.

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…grelhámos o resto de salmão, que tínhamos pescado no “Russian River”, lá no estado do Alasca!.

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Neste dia, não tivémos qualquer ploblema com o Jeep e a caravana, que sempre se adaptaram ao terreno, por vezes acidentado, percorrendo mais ou menos 490 milhas, com preço da gasolina a variar entre $1.82 e $1.91 o litro.

Dia, 17.

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…era ainda madrugada, lavámos a cara na água fria e pura do Muncho Lake!.

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…continuámos a nossa jornada, rumo ao leste, passando pela povoação de Fort Nelson!.

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…que marca o “Historic Milepost 300”!.

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…depois de algumas horas, com algumas paragens, umas vezes por animais na estrada!.

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…outras por obras de manutenção, outras ajudando outros veículos com problemas!.

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…chegámos à povoação de Fort St. John, que marca o “Historic Milepost 47”!.

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…finalmente chegando ao ponto de partida do célebre “Alaska Highway”, que é a cidade de Dawson Creek!.

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…onde se encontra o marco do “Historic Milepost 0”, indo de novo visitar o Centro de Turismo, tirámos as últimas fotos no local que marca o início do “Alaska Highway”!.

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…tomando de seguida a estrada número 43, até à cidade de Grande Praire, que é uma pequena “metrópole” no deserto, onde, depois de procurar hotel de acordo com a nossa condição financeira, pois havia por onde escolher, fomos dormir, comendo ainda o resto do salmão, que ia na caixa frigorífica!.

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Neste dia, saímos do “Alaska Highway”, sem problemas no Jeep ou na caravana, percorremos 598 milhas, com o preço da gasolina a variar entre $1.82 e $1.92 o litro.

Dia, 18.

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…pela manhã, procurámos uma oficina especializada, nesta pequena “metrópole”, que é a cidade de Grande Praire, trocámos o óleo do motor, fazendo uma pequena revisão por baixo do Jeep e da caravana, tudo em ordem, continuámos o mesmo trajecto da viagem de ida!.

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…até às proximidades da cidade de Edmonton, continuando depois pela estrada número 2, que já é rápida em algumas zonas!.

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…até à cidade de Calgary, na província de Alberta!.

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…depois de passar a cidade, continuando na estrada número 2, sempre em direcção ao sul, tentando percorrer a maior distância possível, em direcção à fronteira, já era noite, começamos a ouvir o som de chuva, de encontro ao vidro da frente, mas não era chuva, eram mosquitos, que de encontro ao vidro morriam, o mecanismo de limpeza do vidro, ainda sujava mais, começou a faltar a visibilidade, parávamos de quinze em quinze minutos, para limpar o vidro com o equipamento que levávamos, que era um tanque de água e um “limpa vidros”, quando saíamos fora do Jeep, era uma “praga” de mosquitos a morder, na primeira povoação que encontrámos, procurámos onde dormir, não havia, mas depois de pedir-mos água para continuar com a limpeza do vidro, nos disseram, que possívelmente na vila de Graum, mais ao sul, devia haver, desesperados, seguimos em frente, sempre com a mesma situação, finalmente surgiu a vila de Granum, onde um simpático empregado do Lazzy Motel, vendo-nos desesperados, embora não tivesse vagas, por favor nos deixou dormir, num quarto, que possivelmente era para ele!.

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…saímos do Jeep, trancámos as portas, correndo para dentro do Motel, com o que levávamos vestido!. Explicáram-nos, que nesta altura do ano, principalmente de noite, nesta área, é o “paraíso” dos mosquitos, pela zona de terreno ser de origem alagadiça!.

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Neste dia percorremos 726 milhas, com o preço da gasolina variando entre $1.53 e $1.57 o litro.

Tony Borie, Agosto de 2014.

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (15)

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (15)

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…companheiros de viagem, este é o resumo do décimo quinto dia!. (15)

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…na cidade de Tok, onde marca o “Historic Milepost 1314” e, onde dormimos, pela manhã tomando um copo com café, uma pessoa ao nosso lado, aqui residente há muitos anos, mas que tinha vindo das ilhas do Hawai, querendo saber de onde éramos oriundos, começou por explicar, que a cidade de Tok, começou a ter alguma visibilidade a partir do ano de 1942, quando do início da construção do “Alaska Highway”, pois passou a ser um grande campo de construção e maintenance desta famosa estrada, até lhe chamavam o “Million Dollar Camp” e, até aquela data, era conhecida como uma aldeia onde viviam os “Athabascan”, um povo que aqui caçou, pescou e viveu por séculos!.

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…estávamos, mais ou menos a 100 milhas da fronteira com o Canadá, quando compráva-mos alguma gasolina, o condutor de uma caravana, que regressava da fronteira, tentando lavar a zona das “manetes” das portas do seu veículo, explicou-nos que a estrada estava em construção a partir do quilómetro 15 ou 20, dentro do território do Canadá, para nos preparar-mos para muitas paragens, mas com o nosso equipamento, não iríamos ter muitos problemas, ele sim, teve e, pelo aspecto da viatura, devia mesmo de ter tido!.

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…a estrada até à fronteira, estava em condições razoáveis!.

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…pequenas povoações, onde vendiam produtos do Alaska, algumas dizendo que era a última oportunidade para comprar!.

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…a fronteira chegou, tudo em ordem, sempre perguntam se levamos bebidas com álcool, dissemos que sim, eram ainda algumas garrafas de vinho que tinham vindo da origem, ou seja da nossa casa na Florida, o funcionário, riu-se e desejou-nos “bon voyage”, em francês!.

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…depois da fronteira, algumas fotos!.

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…entrando de novo na província do Yukon!.

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…e ei-nos na estrada, onde começou a aparecer as tais obras de manutenção!.

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…com paragens sucessivas, longas esperas pelo “carro piloto’!.

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…onde as pessoas aproveitavam para sair das viaturas, tirar fotos do cenário, ou conversar, começando até novos conhecimentos!.

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…parámos na povoação de Beaver Creek, que marca o “Historic Milepost 1202”, onde dizem que é uma comunidade, com poucos habitantes, pois além de ser a residência dos empregados do “Canada Border Services Agency”, tem só algumas “cabanas”, para turistas que aqui querem passar algum tempo, pescando nos dois pequenos rios que por aqui passam.

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…continuámos a nossa rota, rumo ao leste, paragens frequentes, desvios de estrada!.

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…parando na povoação de Burwash Landing, que marca o “Historic Milepost 1093” e, que é uma pequena comunidade, encostada ao “Kluane Lake”, que é um grande e bonito lago, que primeiramente foi usada como “campo de férias de verão”!.

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…até começar a ser um “posto avançado de trocas ou comércio”, que os irmãos Jacquot, por volta do ano de 1900, aqui construíram.

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…um tempo depois, pois de acordo com os habitantes daqui, a distância não conta, o que conta é o tempo e, medem a distância de uma povoação a outra, pelo tempo, não pela distância, ei-nos na povoação de Haines Junction!.

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…que marca o “Historic Milepost 1016”, que também começou a ter alguma visibivilidade por altura do ano da construção do “Alaska Highway”!.

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…sendo neste momento um importante encontro de duas estradas, pois daqui segue a estrada número 3, com destino ao sul da província de Yukon. Antes, dizem que por mais de dois mil anos, era um campo de caça e pesca que o povo,  “Southern Tutchone”, usava em algumas estações do ano!.

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…em algumas zonas, a estrada não estava marcada, era “pedra miúda”, a tal que as rodas dos veículos “atiram”, a centenas de metros de distância, partindo ou marcando os vidros da frente de qualquer veículo!.

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…e como já dissemos, também passado algum tempo, ainda de dia, embora fossem já 9 horas da noite, chegámos de novo ao pequeno óasis no deserto, que é a cidade de Whitehorse, que marca o ”Historic Milepost 918”, da qual já falamos anteriormente, onde depois de visitar o Centro de Turismo, procurámos comida e dormida, onde se podesse tomar banho e, dormir com algum conforto!.

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…já agora, queria lembrar que o trajecto que hoje fizemos, entre a cidade Tok, no estado do Alaska e, a cidade de Whitehorse, na província do Yukon, já no Canadá, ficou por fazer, na viagem de ida para o estado no Alasca, pois  nessa altura, nesta cidade de Withehorse, desviámo-nos para norte, fizemos o célebre ”Klondike Loop”, que nos levou, à cidade de Dawson City, que depois de atravessar, numa jangada o rio Yukon, entrámos na estrada, que chamam “Top of the World Highway”, onde fizemos a fronteira com o estado do Alaska, em direcção à cidade de Tok.

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Neste dia, percorremos 452 milhas, com o preço da gasolina, variando entre $1.66 e $1.82 o litro.

Tony Borie, Agosto de 2014.

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (14)

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (14)

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…companheiros de viagem, este é o resumo do décimo quarto dia!. (14)

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…pela manhã, ainda fomos à outra margem do “Russian River” pescar!.

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…já era perto do meio dia, quando abandonámos este aprazível local!.

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…rumo ao norte, rumo à fronteira com o Canadá, havia uma longa jornada pela frente, mas como nesta altura do ano é quase sempre de dia, não nos metia qualquer dificuldade, poderíamos parar onde muito bem entender!.

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…assim, passado algumas milhas, fizemos um desvio para visitar a cidade de Seward, ainda na Península Kenai, cujo nome foi dado à cidade por William H. Seward, que na altura era Secretário do Estado dos USA, que foi a pessoa que  no ano de 1867, finalizou o negócio da compra do território do Alaska, à Russia.

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…entre outras coisas, esta cidade, é a “Milha 0”, do “Historic Iditarod Trail”, que era um caminho, sobre a neve, onde as pessoas transitavam!.

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…algumas com aqueles “trenós”, puxados por cães, que eram autênticos “atletas” e, por volta dos anos de 1900, era o meio de transporte para  pessoas e bens, do porto de Seward, para o interior do Alaska!.

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…seguindo rumo ao norte, passámos de novo a cidade de Anchorage, era de dia, a cidade de Wasilla, era logo ali, desviámo-nos para leste!.

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…continuando na estrada número 1, a que também chamam “Glen Highway”, abastecemo-nos de gasolina na cidade de Palmer!.

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…preparando-nos para um deserto de estrada!.

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…entre montanhas, vales, rios, com avionetes estacionadas ao lado dos areais dos rios, dando a entender que era o único meio de transporte que existia naquela área!.

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…a paisagem era linda, mesmo muito linda, mas um pouco perigosa!.

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…parámos no “Matanuska Glacier”, que fica localizado mais ou menos a 100 milhas, (160 quilómetros), da cidade de Anchorage, é entre montanhas!.

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…e dizem que aquela extensão de gelo, com  aproximadamente 27 milhas de comprimento (43 quilómetros), por 4 milhas de largura, (6.4 quilómetros), com muitos séculos de idade, vem descendo mais ou menos 1 pé, (30 cm), por dia!.

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…deixando o Glacier e a sua história para trás, continuamos, pois ainda era de dia, aparecendo sempre povoações, que estavam marcadas no mapa com letras grandes, mas assim que nos aproximáva-mos, eram pequenas, não havia estações de seviço, hoteis, parques de campismo ou qualquer outras facilidades, eram algumas casas isoladas!.

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…numa dessas povoações, que era um encontro de estradas, encontrámos este original monumento!.

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…noutra povoação, talvez pela hora tardia, pois o nosso relógio marcava 10.30 da noite, havia um estabelecimento que dava comida e dormida, mas o preço  não estava de acordo com a nossa situação financeira!.

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…seguimos viagem, o Jeep e a caravana rolavam sem problemas!.

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…o sol desapareceu por algum tempo, chegámos à cidade de Tok, era pouco mais das 12.00 horas da noite, mas ainda era de dia!.

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…aqui, dormimos, num motel, com muitas pessoas das motos, que confraternizavam com cerveja nas mãos, oferecendo-nos!.

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Neste dia percorremos 673 milhas, com o preço da gasolina a variar entre $4.32 e $4.57 o galão que são aproximadamente 4 litros.

Tony Borie, Agosto de 2014.

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (13)

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (13)

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…companheiros de viagem, este é o resumo do décimo terceiro dia! (13)

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…na cidade de Homer, onde dormimos num acampamento de caravanas, com uma vista privilegiada!.

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…muitos chamam a esta cidade  “fim da estrada”, querendo dizer que para a frente é só água, e na verdade é!.

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…pois está localizada no sudoeste da “Península do Kenai” e, distingue-se, porque tem um cabo de terra, a que chamam de “Homer Spit”, em parte feito pelo homem, que entra pela baía de “Kachemak”, por uma distância de aproximadamente 4,5 milhas, ou seja 7,2 quilómetros, que dizem que é a estrada mais longa, entrando em águas do oceano, em todo o mundo!.

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…onde por sua vez, existe uma entrada artificial de água, (fishing hole), a que orgulhosamente chamam “The Nick Dudiak Fishing Lagon” e, quando a maré sobe enche essa área onde faz a delícia dos pescadores!.

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…também tem muitos pequenos restaurantes ao longo desse cabo de terra!.

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…tem lá uma marina só para barcos de pesca!

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…alguns monumentos, lembrando navegadores, que aqui viveram ou por cá passaram!.

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…quando a maré está baixa, reparam os barcos, este serve de residência!

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…nas suas proximidades, quando a maré está baixa, fica uma área de quilómetros seca, onde muitos aproveitam para fazer reparações no casco dos barcos!.

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…também lá existe o famoso “Salty Dawg Saloon”, que é considerado um monumento em Homer, pois foi uma das primeiras casas construídas no “Homer Spit”, por volta do ano de 1897, servia de farol de sinalização, casa dos correios,  estação dos caminhos de ferro, loja de conveniência e escritório de uma companhia de minas de carvão por muitos anos, em 1909, fizeram uma segunda casa, que serviu de escola, correios e loja de conveniência, mais tarde foi casa onde viveram três adultos e 11 crianças, em 1940 um homem de negócios comprou o edifício e passou a ser o escritório da Standard Oil Company!.

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…finalmente em 1957, abriu como “Salty Dawg Sallon”, que é um bar típico do Alaska, como era no princípio do século passado, com o chão térreo e serradura no chão, onde se pode falar de tudo, mesmo dizendo asneiras, cuspindo no chão, pondo as cascas dos amendoins no chão, claro sem insultar ou provocar alguém e, beber cerveja local à temperatura da casa, por canecas muito grandes, algumas de barro ou porcelana!.

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…para tudo isto, além de talvez ser o local em todo o território do Alaska onde existe a maior comunidade de águias de colar branco, que passam o tempo pescando!.

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…saímos de Homer, admirando mais uma vez o cenário!.

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…seguindo pela mesma estrada, só que agora era rumo ao norte!.

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…atravessando de novo a “Peninsula do Kenai”, onde na estrada, existem algumas casas, vendendo “Recordações do Alaska”, como estas!.

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…parámos na povoação de Cooper Landing, cujo nome, no ano de 1884,  foi dado por Joseph Cooper, um mineiro que aqui descobriu ouro, todavia, a história diz que já no ano de 1848, Peter Doroshin, um engenheiro de origem Russa, aqui tinha identificado ouro, juntamente com outros prospectores!.

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…esta povoação é bastante popular, principalmente no verão, sendo o destino de muitos turistas!.

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…principalmente “pescadores amadores”, porque não só podem apreciar a floresta, como pescar salmão no “Russian River”, que pelo menos nas primeiras semanas de Julho, os peixes querem subir o rio!.

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…foi o que fizemos, ocupámos um espaço no parque de campismo, tirámos licença por dois dias, equipamento vestido, cana pronta e, depois de atravessar o rio, numa jangada que aqui existe, ei-nos no “fighting zone”, ou seja na zona de luta, junto de muitos outros pescadores amadores!.

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…a princípio, não havia experiência e, foi ver os outros pescarem!.

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…mas depois de saber “dar-lhe a volta”, também pescámos salmão selvagem!.

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…que foi limpo ali mesmo no rio!.

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…que depois de atravessar o rio de novo, para o parque de campismo!.

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…foi imediatamente cozinhado!.

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..foi o resto do dia, e a manhã do próximo, pescando e  disfrutando da beleza da paisagem, com os peixes saltando no rio, “desejosos que os pescassem”, e as gaivotas e águias voando rasteiras, pescando também!.

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Neste dia, percorremos apenas 217 milhas, com o preço da gasolina variando entre $4.22 e $4.37 o galão, que são aproximadamente 4 litros.

Tony Borie, Agosto de 2014.

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (12)

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma Caravana!. (12)

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…companheiros de viagem, este é o resumo do décimo segundo dia!. (12)

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…foi dos dias mais “pacatos”, só vendo paisagem e sem qualquer “sobressalto”!.

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…no tal hotel, pertencente à tal rede de hoteis, na cidade Wasila, continuávam a “gostar” de nós, pois além de desfrutar-mos de uma linda paisagem, continuarem a fazer  um “preço de amigos”, serviram-nos um pequeno almoço, que era quase um jantar!.

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…rumo ao sul, já a manhã ia um pouco alta!.

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…a cidade de Anchorage, era já ali, parámos, na entrada, junto da placa, anunciando as boas vindas à  cidade, tirámos fotos!.

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…fomos ver o “Ship Creek”, que é um rio do Alasca que brota das “Montanhas Chugach” em Cook Inlet. O Porto de Anchorage, na foz do “Ship Creek”, deu o seu nome “Knik Anchorage”, à cidade de Anchorage, que foi crescendo nas suas proximidades, já lá havia alguns pescadores, todavia disseram-nos que o salmão ainda não tinha “subido”.

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…a cidade de Anchorage, mostrava bem a presença russa, no centro-sul do Alasca, no século desanove, quando em 1867 o secretário de estado William Seward intermediou um acordo para a compra do Alasca, ao endividado Império Russo por US$ 7,2 milhões, algo como dois centavos de dólar por acre. O negócio foi muito criticado, por políticos e pelo público em geral,  como a “loucura de Seward”, pois ia comprar a “caixa gelada de Seward” e “Walrussia”. Todavia em 1888 foi descoberto ouro no “Turnagain Arm”, na região da enseada de “Cook”!. Em 19912, o Alasca tornou-se um território dos Estados Unidos e, Anchorage, ao contrário de todas as outras cidades grandes no Alasca ao sul da Faixa de Brooks, não era nem pesqueira, nem um campo de mineração. A área de dezenas de quilômetros de Anchorage é estéril de minerais metálicos economicamente importantes e, não havia frota de pesca. Anchorage foi estabelecida em 1914, como um porto de construção de caminhos-de-ferro para o “Alaska Railroad”, que foi construído entre 1915 e 1923, sendo na área de  “Ship Creek Landing”, onde se localizava o quartel principal dos caminhos-de-ferro, que  rapidamente se tornou uma “cidade de tendas”!. Depois disso, a cidade sofreu uma grande transformação com o desenvolvimento do caminho de ferro, com a chegada de bases militares e, mais tarde com o tráfico no Aeroporto Internacional Ted Stevens, sendo a cidade de  Anchorage, incorporada no ano de 1920!. Continuámos visitando a cidade, mas nunca parando, pois com uma caravana atrelada ao Jeep, dentro da cidade era difícil o estacionamento.

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…em 27 de Março de 1964, a cidade foi atingida pelo Terremoto de “Good Friday” (Semana Santa), ou “Grande Terremoto do Alasca”, com uma magnitude de 9.2, que matou 115 pessoas e provocou um prejuízo de 1.8 bilhões de dólares. O terremoto durou cerca de 5 minutos, e as construções que não cederam nos primeiros tremores ruíram com os movimentos incessantes. Foi o segundo maior terremoto da história mundial e, a reconstrução dominou a cidade em meados dos anos 60.

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…sempre rumo ao sul, seguindo na estrada número 1, o tempo estava bom, o céu azul, com um cenário que podia ser “pintado”, pois as montanhas de “Chugach”, estavam de um lado e, a linha do caminho de ferro, quase sobre a água da baía de “Turnagain Arm”, que estava do outro lado!.

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…umas horas depois, estávamos de fronte do “Portage Glacier”!.

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…que está na área de “Chugach National Forest”!.

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…sobre um lago, entre montanhas e, a neve que o compõe, está lá há milhares de anos, tem aproximadamente 14 milhas, (23 quilómetros) de comprimento e está conectado a mais cinco “glacieres”, que se escondem nas montanhas!.

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…sempre rumo ao sul, entramos na província do Kenai, onde existe uma área em que se viaja por mais de 100 milhas sem estações de serviço, mas avisam!.

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…continuando sempre na estrada número 1, a quem também chama “Sterling Highway”, podemos avistar, do outro lado do “Cook Inlet”, onde a baía já é bastante larga, algumas montanhas cobertas de neve, com o cume a “fumegar”, sinal de que são vulcões adormecidos!.

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…saindo da estrada, aqui e ali, para apreciar o cenário!.

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…passando por algumas pontes, algumas são mesmo “obras de arte”, vendo pequenas embarcações descarregando e limpando peixe!.

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“águias de colarinho  branco”, aproximando-se, quando limpavam o peixe!.

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…assim, fomos seguindo até à cidade Homer, onde dormimos num parque de campismo, cozinhando a nossa refeição!.

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…ocupando um espaço com uma vista previlegiada!.

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Neste dia percorremos apenas 297 milhas, com o preço da gasolina variando entre $4.22 e $4.37 o galão, que são aproximadamente 4 litros.

Tony Borie, Agosto de 2014.

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma caravana!. (11)

…da Florida ao Alaska, guiando um Jeep com uma caravana!. (11)

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…companheiros de viajem, este é o resumo do décimo primeiro dia!. (11)

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…da cidade de Fairbanks, o nosso destino era o norte!.

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…era o “Dalton Highway”, estava no nosso “roteiro”, queríamos viajar nesta estrada, que é uma estrada construída para ligar Fairbanks e outras cidades, com Prudhoe Bay,  que não é mais do que onde termina a célebre “Estrada Panamericana”, onde também se pode ver o Oceano Ártico,  o “sol da meia noite” e, com uma certa frequência a “Aurora Boreal” e, que fica um puco ao lado do maior campo de petróleo dos USA!.

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…a estrada, começa mais ou menos a 100 milhas ao norte da cidade de Fairbanks!.

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…também conhecida como AK11, tem também mais ou menos 420 milhas de distância!.

 

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…segue quase sempre ao lado do “Pipe Line”!.

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…é uma das mais isoladas estradas dos USA!.

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…tem sòmente três povoações, com algumas facilidades,  ao longo da estrada, que são Coldfoot, na milha 175, Wiseman, na milha 188, e Deadhorse, na milha 414, dizem que a gasolina, está disponível na povoação de E. L. Patton Yukon River Bridge, mais ou menos na milha 56, e às vezes nas povoações que já mencionámos, defacto havia, na primeira povoação, pois foi onde chegámos, não podendo avançar mais, devido a restrições!.

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…fazia chuva, nevoeiro, quando a chuva parava, a estrada estava muito perigosa, com lama, pedras, grandes buracos com água e, fomos avisados por militares, se não levávamos equipamento de sobrevivência, um novo conjunto de pneus, próprios para esta perigosa estrada e, se continuávamos com a intenção de seguir, era por nossa conta e risco e, era muito difícil alguém nos socorrer em caso de acidente, pois com este tempo, viajando sózinhos, ajuda médica só era possível talvez em Deadhorse ou Fairbanks!.

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…tudo isto apesar de transitarem por dia nesta estrada, mais de 150 camiões, alguns com três atrelados, daqueles que não fazem manobra, que seguem sempre em frente, cujas rodas “atiram “, pequenas pedras a uma distância que pode atingir meia milha!.

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…conformados, voltámos ao sul, ao ponto de partida,  vendo, com  poucas milhas andadas, um camião/tanque, caído numa ravina, com as rodas no ar, ainda rolando, já dois camiões parados, avisando as autoridades, também parámos, esperando pelos helicópteros, que iniciaram as operações de resgate, ali, abandonámos o local, para facilitar as operações!.

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…sempre rumo ao sul, passámos de novo na cidade de Fairbanks, que fica mais ou menos a 150 milhas de distância do local onde fomos avisados!.

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…sempre com chuva e nevoeiro.

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…continuámos rumo ao sul, parando no “Denali National Park”, onde se encontra o “Mount McKinley”, que é a montanha mais alta da América do Norte, cujo nome em língua “atabasca” é Denali!. O tempo estava de chuva, não era boa ocasião para entrar no parque, mas para quem quiser saber pormenores deste parque nacional, ele foi inicialmente criado no ano de 1917, com a designação de “Parque Nacional Monte McKinley”, apesar do cume propriamente dito, não estar incluído na área do parque, desde 1976 que é considerado “reserva da biosfera”!. Nesta área, junto à estrada, existem muitos estabelecimentos de comércio, restaurantes e hotéis, alguns de luxo, com os mais variados artigos para turistas, que visitam o local. Nós depois de estacionar, também visitámos as lojas e comprámos algumas lembranças para familiares!.

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…seguindo viagem, sempre rumo ao sul, chovendo, com algum vento, mas sempre conduzindo com alguma segurança, passámos por um edifício muito original, que estava à venda, ao lado de uma estação de serviço que nos pareceu abandonada!.

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…rumo ao sul, parando aqui e ali, umas vezes por curiosidade, outras admirando o cenário, viemos até à cidade  Wasila, já perto da cidade de Anchorage, onde dormimos num hotel da mesma rede de hoteis, do que tínhamos dormido na cidade de  Fairbanks, por o tal “preço de amigos”, pois o tempo não permitia usar a nossa caravana!. 

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Neste dia percorremos 687 milhas, com o preço da gasolina, variando entre $4.27 e $4.38, o galão, que são aproximadamente 4 litros.

Tony Borie, Agosto de 2014.