…put the letter in the mail…in the war!.

…put the letter in the mail…in the war!.

…pôr a carta no correio… na guerra! (put the letter in the mail… in the war)!. 

…o Posto de Correio, na vila de Mansoa, na então Província Portuguesa da Guiné, estava localizado na rua onde, ao fundo, existiam aqueles riachos enlameados que despertavam as canoas do nosso amigo “Iafane”, que andavam à deriva por altura da maré cheia, talvez querendo fugir, libertando-se dos sonhos do seu dono que estavam interligados num fluxo sinuoso, pois a sua Guiné era um refúgio seguro, onde podia ter relações legalmente, quase como se fosse um casamento, com três, quatro ou cinco mulheres, onde, a sua acção era ignorada, fazia parte da história colonial, daquele braço português de opressão racial e subjugação dos civis guinéus, longe da velha Europa, do resto do mundo, na altura, em algumas zonas, profundamente racista!. (the Post Office, in the village of Mansoa, in the then Portuguese Province of Guinea, were located on the street where, at the end, there were those muddy streams that aroused the canoes of our friend “Iafane”, which went adrift at the time of high tide, perhaps wanting escape, freeing up the dream of its owner who were interconnected in a meandering flow because its Guinea was a safe haven where he could have sex legally, almost like a marriage, three, four or five women, their action was ignored, was part of colonial history, that Portuguese arm of racial oppression and subjugation of civil guineas, from the old Europe, the rest of the world at the time, in some areas, deeply racist)!.

…mas felizmente, a simpática funcionária do Posto de Correio em Mansoa, era uma senhora africana que usava permanente, pintava os lábios, arranjava as unhas, usando roupas estilo quase europeu, mostrando, pelo menos para nós, um sorriso no atendimento e, cremos que não andaremos longe da verdade, se dissermos que devia de ser só ela a esposa do seu marido, pois ele acompanhava-a sempre quando iam à missa, pelo menos ao domingo, onde também iam as filhas do Libanês que inundavam a igreja com aquele perfume exótico!. (but fortunately, the friendly employee of Post Office in Mansoa, was an African lady who used permanent, painted lips, arranged nails, using almost European-style clothes, showing, at least for us, a smile in service and we believe it will not walk away the truth if we say that it was to be only the wife of her husband because he followed it whenever they went to Mass at least on Sunday, where he also went the Lebanese daughters that flooded the church with that exotic perfume)!. 

…falar do Posto de Correio, na vila de Mansoa, é falar de jornadas de história, do movimento que passou a ter com o nascimento da guerra colonial, com a presença dos militares, principalmente os vindos da Europa, os canteiros das ruas e os troncos de algumas árvores estavam pintados de branco, havia alguma ordem e arrumação pública, talvez fosse o lado menos mau da guerra, podemos dizer que era o outro lado da moeda, mas o aumento do seu movimento, tal como por aqui nos USA, quando surgiu o Pony Express, que foi estimulado pela ameaça da Guerra Civil, havia necessidade de uma comunicação mais rápida com o Ocidente!. (Talk of the Post Office, in the village of Mansoa, is talking about the history of motion journeys that now has with the birth of the colonial war, with the presence of the military, mostly from Europe, the streets raised the and the trunks of some trees were painted white, there was order and public storage, perhaps the least bad side of war, we can say that was the other side of the coin, but the rise of their movement, as here in the USA, when the Pony Express came, which was stimulated by Civil War threat and there was need for faster communication with the West)!.

…não queremos, mais uma vez, lembrar o furriel “Honório” que, rasava com a sua avioneta do correio, a árvore grande que existia no aquartelamento, que foi baptizada por “a mangueira do Setúbal”, que tinha na sua base muitas gaiolas de macacos e periquitos, que faziam um barulho estrondoso, anunciando a chegada do correio, pois isto era lembrar cenário de guerra, mas podemos dizer que quase todas as semanas íamos ao Posto de Correio, na vila de Mansoa, comprar selos para enviar cartas com fotografias para familiares e amigos, não só para nosso uso como para companheiros que estavam nas suas tarefas e nos pediam. Cremos que os aerogramas que eram entregues no aquartelamento, com a ajuda do furriel “Honório”, viajavam mais rápidos que as cartas que se entregavam no Posto de Correio e, mesmo assim, deviam demorar muito menos tempo do que o serviço do Pony Express, que consistia em homens montados a cavalo transportando alforjes de correio, através de um trilho de mais de 2000 milhas, serviço que abriu oficialmente em Abril de 1860, que começou a ter carreiras simultaneamente a partir de St. Joseph, no estado de Missouri, e Sacramento, no estado da Califórnia. A primeira viagem no sentido oeste foi feita em 9 dias e 23 horas e a viagem em sentido contrário, em 11 dias e 12 horas!. (we do not want, once again, remember Honorius quartermaster who rasava, with its light aircraft mail, the big tree that existed in the barracks, which was christened by “hose Setúbal,” which had its base many cages of monkeys and parakeets, which made a loud noise, announcing the arrival of the mail, as this was to remind war scenario, but we can say that almost every week we went to Post Office, in the village of  Mansoa, buy stamps to send letters with pictures to family and friends, not only for our use and for comrades who were in their tasks and required of us. We believe that the airmail items which were delivered to the barracks, with the help of Honorius quartermaster, traveling faster than the cards that indulged in Post Office, and even then, they should take much less time than the Pony Express service, which consisted of men riding horses carrying saddlebags of mail through a rail of more than 2000 miles, a service that officially opened in April 1860, which began to have careers simultaneously from St. Joseph, in the state of Missouri, and Sacramento, the state California. The first trip westbound was made in 9 days and 23 hours and the journey in the opposite direction, in 11 days and 12 hours)!.

…com alguma curiosidade, numa das nossas viagens, aqui pelos USA, fomos vistar, no estado do Nebraska, na cidade de Gothenburg, uma Estação do Pony Express, que com bastante emoção, admirámos a história desses heróis que, sózinhos, montando um cavalo, percorriam centenas e centenas de milhas, está localizada no Parque Ehmen, a apenas 2 milhas a norte da Interstate-80. A estação no parque, era como um posto de comércio de peles e casa de fazenda, ao longo do Oregon Trail, a sudoeste de Gotenburg, antes de ser usada como uma estação Pony Express, em 1860-61. Foi movida do seu local original e reconstruída no parque de Ehmen em 1931!. (with some curiosity, in one of our trips, here in the USA, we went to the Pony Express Station in the state of Nebraska, in the city of Gothenburg, which with great emotion we admired the story of these heroes, who alone, horse, traveled hundreds and hundreds of miles, is located in Ehmen Park, just 2 miles north of I-80. The station in the park was as a fur trading post/ranch house along the Oregon Trail southwest of Gothenburg before it was used as a Pony Express station in 1860-61. It was moved from its original site and rebuild in Ehmen park in 1931)!.

…na altura, eram as colunas militares que levavam as cartas e encomendas para Bissau, daí não devia haver muito perigo para irem de barco ou avião para a Europa, não como o Pony Express, que naquele percurso, tinha mais de 100 estações, cerca de 90 homens treinados para andarem a cavalo, assim como entre 400 e 500 cavalos, cuja via expressa era extremamente perigosa, todavia nunca foi perdida uma entrega, mas este serviço durou apenas 19 meses, até Outubro de 1861, quando a conclusão da linha Pacific Telegraph terminou com a necessidade da sua existência. Era uma novidade, todos invocavam as notícias do Pony Express, principalmente durante os primeiros dias da Guerra Civil e, esta linha a cavalo, nunca foi um sucesso financeiro, levando os seus fundadores à falência, no entanto, o drama romântico em torno do Pony Express tornou-se uma parte da lenda do Oeste Americano. (at the time, it was the military convoys that carried the letters and parcels to Bissau, there should be no danger to go by boat or plane to Europe, not like the Pony Express, which at that route, had more than 100 stations, about 90 men trained to walk on horseback, as well as between 400 and 500 horses, whose expressway was extremely dangerous however it has never missed a delivery, but this service lasted only 19 months until October 1861, when the completion of the Pacific Telegraph line ended with the need for its existence. It was a novelty, all invoked the news of the Pony Express, especially during the first days of the Civil War, and this line on horseback, was never a financial success, leading its founders bankrupt, however, the romantic drama surrounding the Pony Express became a part of the American West legend)!.

…telefonar do Posto de Correio, na vila de Mansoa, talvez fosse possível, a nós nunca nos passou pela cabeça tal aventura, pois na nossa aldeia, na vertente da montanha do Caramulo, onde a crosta terrestre, lentamente começava a ser plana, flutuando por perto as zonas ribeirinhas do rio Águeda, onde pela noite, não havendo luz eléctrica, se a terra tremesse, nascendo dos céus uma pequena luz, que seria uma qualquer estrela, mas talvez uma estrela nova, daquelas que fazem oscilar um continente, ninguém dava por isso, talvez na reunião da capela, na missa do próximo domingo, o senhor padre, com ar muito responsável, vestindo um traje preto, nos dissesse que o “Nosso Deus”, lá nas alturas, não gostava do nosso procedimento, estava zangado e teríamos que rezar, fazer mais sacrifícios, contribuir com mais donativos, baixar a cabeça, render homenagem aos senhores da aldeia e da vila, que eram os bons, os melhores, que só tinham intenção de nos fazer bem, pois todos os habitantes da aldeia não sabiam que o resto do mundo existia, pois não havia telefone. (call from the Post Office, in the village of the  Mansoa, might be possible, we never crossed my mind such an adventure, because in our village, on the mountain slope of the Caramulo, where the earth’s crust slowly began to be flat, floating around the riverine areas of the river Agueda, where the evening, there was no electric light, the earth shook, born of heaven a little light, it would be a no star, but perhaps a new star, those who do oscillate a continent, no one gave so perhaps at the meeting of the chapel at Mass next Sunday, Mr. Priest, with very responsible air, wearing a black costume, to tell us that “Our God”, there on high, did not like our procedure was angry and would have to pray, to make more sacrifices, contribute more donations, lowered his head, pay homage to the masters of the village and the town, which were good, the best, that only they intended to do us good because all the villagers did not know that the rest of the world existed because there was no phone)!.

Tony Borie, November 2017.

…this was me!

…this was me!

…this was me!

…esta personagem fui eu, mas penso que, talvez em parte,  também eras tu, que nasceste entre os anos trinta e cinquenta do século passado, ou talvez até antes, ou depois, andas-te por aí, sobreviveste e, hoje até tens a pachorra de me estar a ler! (this character was me, but I think, perhaps partly also was you, you were born between thirty and fifty of the past century or maybe even before or after you went out there, survived and now to have the apathy of being me to read)!.

…isto não é impressionante!. Sobrevivemos, sendo filhos de mães que não se alimentavam com todas aquelas proteínas necessárias para o bom funcionamento do organismo, comiam queijo e touchinho gorduroso, andavam de “de barriga à boca”, até ao último dia, sempre a trabalhar na agricultura, sujas, com as pernas cheias de “varizes”, que eram umas veias, saídas nas pernas, muito perigosas, devido ao esforço despendido e, talvez não só, algumas bebiam álcool, enquanto estavam grávidas, sem nunca fazer um simples teste de diabetes!. (this is not impressive? Survived being born to mothers who did not feed with all the proteins necessary for the proper functioning of the body, ate cheese and greasy bacon, they went from “belly to his mouth,” until the last day, always working in agriculture, dirty, with full legs “varicose veins”, which were a outputs veins in the legs, very dangerous due to the effort expended and perhaps beyond, some drank alcohol while they were pregnant, without ever making a simple diabetes test)!.

…nascemos!. Fomos colocados para dormir, em berços, ou numa simples canastra, cobertos com cobertores, farrapos ou panos feitos com tintas coloridas, feitas à base de chumbo, à base de brilhantes, de barriga para baixo ou para cima, um farrapo borrado e molhado por horas, chorando, às vezes chupando num pano molhado em água de açúcar, ou quando as nossas mães queriam trabalhar sem ouvir o nosso choro, nos colocavam um pouco de pão molhado em vinho, na boca, para assim, “adormecer-mos”!. (born. We were put to sleep on cots or in simple canasta, covered with blankets, rags or cloths made with colored inks, made lead-based, bright-based, face down or up, a blurred rag and wet for hours crying, sometimes sucking a cloth soaked in sugar water, or when our mothers wanted to work without hearing our cry, put on a bit of bread soaked in wine in the mouth, thus “fall asleep”)!.

…ouviam-te chorar!. Talvez com dores em qualquer parte do corpo, embalavam-te por alguns momentos e ficavas em silêncio, não te administrando qualquer medicamento!. (I heard you cry. Perhaps with pain anywhere in the body, cradled you for a few moments and stay in silence, not administering any medicine)!.

…mais tarde!. Com a tal baba e ranho no nariz, às vezes sujo e com pouca roupa no corpo, pois normalmente usavas o resto da roupa ds teus irmãos, ou até do teu  pai, fazendo chuva, frio ou calor, vias as outras pessoas andarem de bicicleta, sem capacetes ou outros utensílios de segurança, os que andavam de carro, não usavam cintos de segurança, as crianças não tinham acentos especiais, os pneus estavam carecas, não havia “air bags” e às vezes nem travões!. (Later. With such drool and snot nose, sometimes dirty and with little clothes on, because normally usavas the rest of the outfit of your brothers, or even your father, making rain, cold or heat, way other people walk by bike without helmets or other safety items, those who were by car, not wearing seat belts, children did not have special seats, the tires were bald, there was no “air bags” and sometimes no brakes)!.

…bebíamos água dos ribeiros, das fontes, dos poços ou das minas e, não da garrafa!. Compartilháva-mos um “pirolito” com quatro amigos, bebendo da mesma garrafa e, ninguém realmente morreu por isso!. Comíamos biscoitos, brôa, pão branco, manteiga real, toucinho, batatas, nabos, couves, feijão, arroz, mal ou bem cozinhado, bem ou mal lavado, na tal panela de três pernas, comunitária, que cozinhava para a família, às vezes para os vizinhos e, entalava alguns legumes para os animais, tudo temperado às vezes com sal “amarelo e rançoso”, que se tirava da caixa, a que se chamava “salgadeira”, onde se guardava a carne salgada do porco. Bebiamos laranjadas ou pirolitos, feitos de água com açúcar, o que queríamos era “encher a barriga” e, nunca  estáva-mos acima do peso!. (We drank water from streams, of sources, wells or mines, and not from a bottle. We shared a ‘Jawbreaker “with four friends, drinking from the same bottle and no one actually died from this. We ate cookies, bread, white bread, real butter, bacon, potatoes, turnips , cabbages, beans, rice, badly or well cooked, well or badly washed in such a pot with three legs, Community, who cooked for the family, sometimes for neighbors and entalava some vegetables for the animals, all seasoned sometimes salt “yellow and rancid”, which took the box, which was called “salting”, where he held the salted meat pig, orangeades or pirolitos, made of sugar water, what we wanted was to “fill the belly” and , we were never overweight)!.

…porquê?. Porque, estávamos sempre a brincar, ou a trabalhar na agricultura, lá fora, pois saíamos de casa pela manhã e andávamos lá fora o dia todo, estávamos de volta quando o sol desaparecia! Chegámos até aos dias de hoje, talvez porque passávamos horas construindo os nossos brinquedos, como por exemplo carrinhos de madeira com rodas de toros de pinheiros e, montá-los ladeira abaixo, sem travões, caindo, levantando-nos, sem nunca nos queixar-mos, aprendendo assim a resolver os nossos problemas!. (Why? Because we were always playing or working in agriculture, out there since we left home in the morning and we walked out there all day, we were back when the sun disappeared. We have come to the present day, perhaps because we would spend hours building our toys, such as wooden carts with pine logs wheels and ride them downhill without brakes, falling and rising in without ever moaning about, learning so to solve our problems)!.

…e claro, aprendemos o “a, e, i, o, u”, ou a “a, b, c”, naquela “lousa” de pedra preta, onde um lápis era um “riscador”, também de pedra preta, sabíamos a “tabuada” de cor e salteado, nas salas de aula não havia tecto, víamos as telhas, onde fazia frio no inverno e eram quentes a partir de Maio e, estava lá, ao lado daquele quadro, que nos parecia muito grande, uma cana comprida, para manter o respeito, não tínhamos Playstations, Nintendos, jogos de vídeo, 150 canais na TV a cabo, não havia filmes de vídeo ou DVDs, com som surround, telefones celulares, computadores pessoais, com Internet!. (And of course, learn the “a, e, i, o, u,” or “a, b, c” in that “slate” of black stone where a pencil was a “scribe” also black stone, knew the “multiplication tables” by heart, in the classroom there was no ceiling, saw the tiles where it was cold in the winter and were hot from May and was there, next to that framework, in seemed very large, one reed long to maintain respect, we did not have Playstations, Nintendo’s, video games, 150 channels on cable, there was no video movies or DVDs with surround sound, mobile phones, personal computers with Internet)!.

…mas tínhamos amigos, era só vir à rua e encontrá-los! Só havia dois modelos de corte de cabelo, era comprido, de vários meses, talvez até anos, sem nunca ser cortado, onde havia os tais insectos, que nós chamáva-mos “lendias e piolhos”, ou rapado, onde o barbeiro, deixava uma “franginha” na frente a cobrir parte da testa, caíamos das árvores, ficávamos cortados, quebrávamos os ossos ou até os dentes e não se ia ao hospital, nem havia acções contra as companhias de seguro, por esses acidentes!. Comíamos vermes, terra e lama, enquanto brincávamos em terreno sujo e, os vermes não continuavam a viver em nós por toda a vida!. (But we had friends, was only come to the streets and find them. There were only two haircut models, was long, several months, perhaps even years, without ever being cut where there were such insects which we called “nits and lice,” or shaved, where the barber left a ” franginha “on the front cover of the forehead, we fell the trees, we were hurt, quebrávamos bones or to the teeth and is not going to the hospital or had actions against insurance companies for these accidents. We ate worms, dirt and mud, at play in foul ground and not the worms continued to live in us for life)!.

…pelo nosso aniversário, nunca nos deram brinquedos, tais como cópias de armas modernas, como pistolas e metralhadoras último modelo, mas sim brinquedos feitos por familiares, com paus ou bolas de trapos! Aprendíamos a lidar com a decepção, se não éramos escolhidos para a equipa de futebol, da nossa rua ou bairro!. (For our birthday ever gave us toys, such as copies of modern weapons such as pistols and metralhadorasdo latest model, but toys made by family members, with sticks or balls of rags. We learned to deal with disappointment if we were not chosen for the team football of our street or neighborhood)!.

…era inédita a ideia que os nossos pais, iam socorrer-nos, se por acaso quebrássemos a lei, pois eles realmente, estavam sempre do lado da lei! (It was unprecedented the idea that our parents would help us in case quebrássemos the law, because they really were always on the side of the law)!.

…a nossa geração, passou entre outras, pela Segunda Guerra Mundial, por aquela maldita Guerra do Ultramar,  produziu alguns dos melhores inventores, tendo sido em parte, uma explosão de inovação e ideias novas, nasceram líderes, claro, com algumas excepções, que têm solucionado a maior parte dos problemas que vão afectando o mundo de hoje, num mundo onde cada vez existem mais facilidades para alguns, mas muito mais dificuldades de sobrevivência, pelo menos para nós, os tais que nascemos entre aquelas datas, alguns até antes ou depois e, tanto no fracasso, como no sucesso, sempre assumimos a nossa responsabilidade, os nossos compromissos, a palavra dada, para nós conta e, aprendemos a lidar com tudo isso, embora agora, como já mencionámos antes, com muito mais  dificuldade!. (our generation, passed through World War II, through that accursed War of the Overseas, produced some of the best inventors, having been in part an explosion of innovation and new ideas, born leaders, of course, with some exceptions, who have solved most of the problems that are affecting the world today, in a world where there are more and more facilities for some, but much more difficulties of survival, at least for us, such that we were born between those dates, some even before or after and, both in failure and in success, we always take our responsibility, our commitments, the word given, account for us, and we have learned to deal with all this, although now, as we have mentioned before, with much more difficulty)!.

Se tu, que me estás a ler, és um deles, PARABÉNS e, tenta sobreviver, companheiro de jornada! (if you, that you are reading to me, you are one of them, CONGRATULATIONS and, try to survive, companion of journey)!.

Tony Borie, October 2017.

Antonio, the Father!!

Antonio, the Father!!

O Pai António!

… por altura da primeira guerra mundial, onde não havia paz, o nosso Avô Geraldo, nasceu em França, na parte norte da região dos Pirinéus, a Avó Maria, na região de Navarra, em Espanha, eram tempos de guerra, mais de setenta milhões de militares, incluindo sessenta milhões de Europeus, foram mobilizados para uma das maiores guerras da história. Frentes de batalha abriram-se por quase toda a Europa, mais de nove milhões de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de alguns avanços tecnológicos, sobretudo em armamento e estratégica de combate militar. Foi o sexto conflito mais mortal na história da humanidade e, posteriormente abriu caminho para várias mudanças políticas, como revoluções em muitas das nações envolvidas, como tal, houve deslocações de milhares de pessoas que, entre outras razões, fugiam deste maldito conflito, na procura de alguma paz e sobrevivência!. (by the time of the First World War, where there was no peace, our Grandfather Geraldo was born in France, in the northern part of the Pyrenees region, the Maria Grandmother, in the Navarra region of Spain, were times of war, of seventy million military personnel, including sixty million Europeans, have been mobilized for one of the greatest wars in history. Battle fronts have been opened across most of Europe, more than nine million combatants have been killed, largely because of some technological advances, especially in armamemt and strategic military combat. It was the sixth most deadly conflict in the history of mankind and later paved the way for a number of political changes, such as revolutions in many of the nations involved, as such, there were displacements of thousands of people who, among other reasons, fled from this cursed conflict, of some peace and survival)!.

…estas são as origens dos nossos Avós Paternos, Geraldo e Maria, que percorrendo os caminhos rurais da Península Ibérica, caminhando, com centenas de outros refugiados, seguiam em direcção ao sul, numa aventura forçada, espoliados de tudo, mas dentro da sua sacola, onde traziam alguns haveres que lhes restaram, tanto o Avô Geraldo como a Avó Maria, eram portadores de duas coisas, que ninguém, nem nenhum conflito lhes conseguiu roubar, eram, “A ESPERANÇA E A FORÇA DE VIVER”!. (these are the origins of our Paternal Grandparents, Geraldo and Maria, who, traveling along the rural roads of the Iberian Peninsula, walking with hundreds of other refugees, headed southwards in a forced adventure, plundered by everything but inside their bag, where they carried some of their remaining assets, both Grandfather Geraldo and Grandmother Maria, were carriers of two things that no one, nor any conflict could steal, were “HOPE AND THE STRENGTH TO LIVE”!

…conheceram-se numa aldeia, ainda em Espanha, num desses acampamentos de refugiados e, caminhando de aldeia em aldeia, pela estrada de São Tiago, vieram parar a Portugal e, gostando um do outro, casaram, onde viveram alguns anos, numas terras baldias e pantanosas do Baixo Vouga, na vertente oeste da montanha agreste  do Caramulo. Tiveram três filhos, duas meninas e um rapaz, antes da nossa Avó Maria morrer, com a doença naquele tempo mortal, da “tuberculose”, que mais tarde também viria a vitimar uma das suas filhas. O Avô Geraldo, sem a companhia da esposa Maria, sem recursos, vendo que não podia alimentar, vestir e educar os seus filhos, pensando que mais cedo ou mais tarde iam também acabar por morrer, entrega-os a algumas famílias mais abastadas na região, entrando num qualquer navio que atracou em Portugal e, seguiu como “pioneiro”, (dizia o Pai António, que o nosso Avô Geraldo, foi para as Áfricas)!. Por muitos anos, já nós éramos criança e, sempre que o correio parava no Vale do Ninho D’Águia, que era a aldeia onde viviamos, o Pai António dizia: “vai lá  ver, deve ser carta do Avô Geraldo”!. Mas não era, o Avô Geraldo, nunca mais deu notícias!. (they met in a village, still in Spain, in one of these refugee camps and, walking from village to village, along the road to San Tiago, came to Portugal and, enjoying each other, married, where they lived for some years, and swamps of Baixo Vouga, on the western slope of the rugged mountain of Caramulo. They had three children, two girls and a boy, before our Grandmother Maria died, with the disease in that mortal time, of “tuberculosis”, which would later also victimize one of her daughters. Grandfather Geraldo, without the company of his wife Maria, who could not afford to feed, clothe and educate his children, thinking that sooner or later they would also die, and gave them to some of the wealthiest families in the region, entering a ship that landed in Portugal and followed as a “pioneer” (said Father Antonio, that our Grandfather Geraldo, went to Africa)! For many years, we were already a child, and whenever the mail stopped at Vale do Ninho D’Águia, which was the village where we lived, Father Antonio said: “Go and see, it must be a letter from Grandfather Geraldo!” But it was not, Grandfather Geraldo, he never heard!

…o Pai António, foi entregue a uma família, que tinha um negócio de taverna, onde também serviam comida, fazendo dele um escravo, trabalhava de dia e de noite, servindo, limpando, fazendo os serviços mais sujos, ajudando a alimentar os animais, junto do local onde dormia algumas horas, animais esses que ajudava a matar, para consumo na taverna, era espancado por toda a família, que viam nele um estranho e para mais abandonado, alimentava-se dos restos, quando os havia e, nunca frequentou a escola!. Mais crescido, revoltado, quase vivia na rua, ajudava quem lhe desse alguma roupa  ou comida!. Foi numa dessas ocasiões que, ajudando em alguns serviços pesados, numa pensão, onde também trabalhava a nossa Mãe Ilda, se conheceram!. (Father Antonio, was given to a family, who had a tavern business, where they also served food, making him a slave, working night and day, serving, cleaning, doing the most dirty services, helping to feed the animals, a place where he slept a few hours, which he helped kill, for consumption in the tavern, was beaten by the whole family, who saw in him a stranger and for the most abandoned, fed on the remains, when he had them, and never attended the school!. More grown up, revolted, almost lived in the street, it helped who gave him some clothes or food !. It was on one of those occasions that, helping in some heavy services, in a pension, where our Mother Ilda also worked, they met)!.

…e assim ela, a Mãe Ilda, com um vestido emprestado por alguma senhora caridosa, ele, o Pai António, com umas calças, com alguns remendos, já curtas e velhas, onde se faziam ver umas botas usadas que um militar lhe ofereceu, sem meias, uma camisa, com as mangas um pouco arregaçadas, pois também eram curtas, não chegavam ao fim dos seus braços, mas ambos com um sorriso de felicidade nos lábios, apareceram em frente ao senhor padre Rachão, que por sinal era padre, mas pai de uma  filha, que lhes leu a epístola, fazendo-os marido e mulher, perante Deus e os homens, para o resto das suas vidas!. (and so she, Mother Ilda, with a dress borrowed by some charitable lady, he, Father Antonio, in some trousers, with some patches, already short and old, where one could see used boots that a soldier offered him, without socks, and a shirt, their sleeves a little flat, for they were short, they did not reach the end of their arms, but both with a smile of happiness on their lips appeared in front of Father Rachão, who by the way was a priest, but father of a daughter, who read them the epistle, making them husband and wife, to God and to men, for the rest of their lives)!.

…o Pai António, era um homem trabalhor, cultivava algumas leiras de terra, ajudava os vizinhos, era uma pessoa com bons sentimentos, mas não sabia dar carinho  nem ouvir ninguém, pelo menos não o demonstrava, era uma pessoa que sofreu, porque também nunca recebeu qualquer gesto carinhoso, a sua juventude tinha sido muito difícil, tinha sido uma juventude de luta, sobrevivência e discriminação constante. O Pai António, nunca teve boas relações com a Avó Agar, havia ciúmes, porque talvez, ambos adoravam a Mãe Ilda!. Não sabia ler nem escrever, mas sabia que existiam quatro pipas, num cabanal que existia ao fundo dos casebres onde vivíamos, eram quatro, assim como duas enxadas, dois porcos, quinze coelhos, doze galinhas e frangos, sabia contar, mas não sabia desenhar os números!. (Father Antonio, was a hardworking man, he cultivated a few acres of land, he helped the neighbors, he was a person with good feelings, but he did not know how to give affection or hear anyone, at least he did not show it, he was a person who suffered, received any kind gesture, his youth had been very difficult, had been a youth fighting, survival and constant discrimination. Father Antonio, never had good relations with Grandma Agar, was jealous, because perhaps they both worshiped Mother Ilda!. I could not read or write, but I knew that there were four kites, in a hut that existed in the back of the huts where we lived, there were four, like two hoes, two pigs, fifteen rabbits, twelve chickens and chickens, he knew how to count, but he could not draw the numbers)!.

…era raro, mas de vez em quando, parava junto de nós, tocáva-nos na cabeça, olháva-nos, queria dizer qualquer coisa, não dizia e, apareciam lágrimas nos seus olhos, talvez não soubesse exprimir-se, talvez a sua juventude  o fizesse ter um pensamento diferente do que é a família, mas sempre trabalhou para nós e, fez com que não nos faltasse, pelo menos uma refeição por dia!. (it was rare, but every now and then he would stop by us, touch us on the head, look at us, he would say anything, he would not say, and tears would appear in his eyes, perhaps he could not express himself, perhaps his youth it made him have a different thought than the family, but it always worked for us and made us miss at least one meal a day)!.

…a nosso convite, vieram ver-nos aqui nos USA, com a Mãe Ilda. Como homem com uma “juventude cruel, de abandono de rua”, habituado a  sobreviver, sabia tudo, que ali era Nova Yorque, os taxis eram amarelos, o Empire State Building, era o mais alto, talvez tivesse visto as imagens na televisão!. Depois de aqui estar uns meses, ver o que mais gostava, pediu-nos para regressar para junto da sua aldeia, que estava desejoso de voltar a ver!. (to our invitation, came to see us here in the USA, with Mother Ilda. As a man with a “ruthless, street-dwelling youth”, accustomed to surviving, he knew everything, that it was New York, taxis were yellow, the Empire State Building was the tallest, he might have seen the pictures on television!. After being here for a few months, seeing what he liked best, asked us to return to his village, which he was looking forward to seeing again)!.

…quando já doente, pois morreu com a doença de câncer, fomos vê-lo a Portugal, mais uma vez nos pediu para dele nos aproximar-mos, tocou-nos na cabeça e falou, baixinho, pois não tinha forças para falar alto e, disse: “lembras-te, quando eu saía da mesa um pouco antes de vocês acabarem de comer?. Não era porque não tivesse fome, era que via que o comer não ia chegar para todos”!. (when he was already ill, for he died of cancer, we went to see him in Portugal, he again asked us to approach him, he touched our heads, and he spoke softly, for he did not have the strength to speak loudly, said, “Do you remember when I left the table a little before you finished eating? It was not because I was not hungry, I saw that eating was not going to reach everyone”)!.

…sim, lembro-me ainda hoje Pai António e, também me lembro daquele “carrinho” que me fizeste, que não era mais do que um pau, com uma roda de madeira na ponta, que eu levava quando ia atrás de ti, quando ias descalço, trabalhar nas terras alagadiças do lameiro, tu também não me sais do pensamento, descansa em paz e, até qualquer dia Pai António!.  (Yes, I still remember Father Antonio, I also remember that “cart” you made me, which was no more than a stick, with a wooden wheel on the end, which I carried when I went behind you, when you went barefoot, working in the marshy lands of the mire, and you also do not leave me of the thought, rest in peace and, until one day, Father Antonio)!.

Tony Borie, October 2017.

The Grandmother Agar!

The Grandmother Agar!

A Avó Agar!

…o tronco de uma árvore, era o lugar onde se sentava, andava sempre na companhia do seu cão amigo, que era um descendente, talvez na sexta ou sétima geração, do cão de guarda “lobo”, o seu primeiro cão, e de um pequeno pau, ao qual se amparava e, ajudava a dar uns passos sózinha. O tronco da árvore e ela, juntos, deviam de andar próximo das duas centenas de anos, pois ela, a Avó Agar, não se lembrava da idade, mas dizia: “havia guerra, entre o norte e sul, houve um grande combate aqui, no Vale do Ninho D’Águia, os soldados, alguns feridos, com muita fome, vinham aqui a casa roubar comida e, diziam nessa altura que aqueles soldados, que aqui combatiam, traziam doenças, tal como o “tifo”, a “difteria” ou a “tuberculose”, que não perdoavam, pois matavam mesmo e, pensando que eu também ia morrer, a minha mãe levou-me à frente do padre, para me baptizar, eu já era uma menina”!. (the trunk of a tree, it was the place where he sat, she was always in the company of his friendly dog, who was a descendant, perhaps in the sixth or seventh generation, of the “wolf” guard dog, his first dog, and a small stick, and helped she to take a few steps alone! The tree trunk and she, together, must have been close to two hundred years, for she, Grandmother Agar, did not remember her age, but said: “There was war between north and south, there was a great fight here, in Vale do Ninho D’Águia, soldiers, some wounded, very hungry, came here to steal food and they said at the time that those soldiers, who were fighting here, brought diseases, such as “typhus”, “diphtheria” or “tuberculosis”, which they did not forgive because they killed and even thinking that I too was going to die, my mother took me to the front of the priest, to baptize me, I was already a girl”)!.

…estas eram as palavras da Avó Agar, que trazia nos pés umas chinelas, que tinham sido sapatos no Brazil. Andava embrulhada num xaile preto, com um lenço da mesma cor, amarrado na cabeça, que lhe cobria o seu cabelo já quase branco, também trazia uma cinta, bem amarrada, que a fazia segurar-se a si mesma, a saia grossa, de burel também preto, sobre a qual pendia uma pequena bolsa, bordada com um desenho imitando um coração, que sempre continha um “cruzado”, para dar ao seu neto António, para comprar alguma “guloseima” na loja da “Ti  Glória”, essa saia, que era comprida até aos seus pés,  cobria-lhe as pernas, dando-lhe algum conforto!. (these were the words of Grandmother Agar, who had on her feet slippers, which had been shoes in Brazil. She was wrapped in a black shawl, with a handkerchief of the same color, tied to her head, which covered her almost white hair, and she wore a strap, tightly tied, that made her hold herself, the thick skirt of black burel, on which hung a small bag, embroidered with a design imitating a heart, which always contained a “crusader”, to give his grandson Antonio, to buy some “delicacy” in the store of “Ti Gloria”, that skirt, which was long up to her feet, covered her legs, giving her some comfort)!.

…sentada, agarrada ao pau, a cabeça, um pouco caída para a frente, parecia que estava dormindo, mas despertava com as palavras do neto António, que correndo, lhe dizia: “Bom dia, hó Avó”!. Ela, ficava pensando, “fui eu que assisti a minha filha Ilda, quando este garoto nasceu, era uma manhã de Setembro, já quase no final das colheitas, andávamos na vindima das uvas”!. (seated, clinging to the stick, her head a little fallen forward, she seemed to be asleep, but she woke up at the words of her grandson Antonio, who ran to him and said, “Good morning, Grandmother!” She kept thinking: “It was I who watched my daughter Ilda, when this boy was born, it was a September morning, almost at the end of the harvests, we were in the grape harvest)!.

…algumas dezenas de anos antes, quando a Avó Agar, se estava a tornar numa rapariga bonita, sempre que vinha à vila, na companhia do “lobo”, o seu fiel cão de guarda, não lhe faltavam rapazes a rondar-lhe as saias, mas não se aproximavam dela, com receio do cão, mas se algum era mais atrevido, lhe dirigia um piropo, ela, olhando pelo canto dos seus lindos olhos castanhos, respondia: “Vai trabalhar rapaz, pois se trabalhasses como eu, não tinhas vontade de dizer essas parvoíces”!. E seguia em frente, descalça, desembaraçada, caminhando com alguma graça, movendo o seu jovem corpo com a beleza de uma camponesa bonita, que estava a ser desejada pelos rapazes da sua idade!. (a few dozen years before, when Grandma Agar was becoming a pretty girl, whenever she came to the village with the “wolf,” her faithful guard dog, she was not lacking in boys skirting her skirts, but they did not approach her, for fear of the dog, but if someone more daring, he would send her a compliment, she, looking at the corner of his beautiful brown eyes, answered: “will work boy, because if you worked like me, you did not want to say such silly things! ” And she went on, barefoot, unkempt, walking with some grace, moving her young body with the beauty of a beautiful peasant, who was being desired by the boys her age)!.

…em casa diziam-lhe: “hó Agar, mais cedo ou mais tarde, tens que arranjar homem, pois mulher não se põe ao fumeiro para se guardar, chega a altura e, tem que ser usada, senão já ninguém a quer”!. E ela respondia: “Homem para mim, tem que ser que eu goste a valer, de contrário, vou ficar solteira!. E mais, não me importo que seja casado, velho, novo ou viúvo, logo que eu goste dele, tudo está bem comigo”!. (at home they said to her, “Agar, sooner or later, you have to find a man, for a woman does not go to the firehouse to guard herself, the time comes, and it has to be used, if no one wants it!”. She would say,  “Man for me, it has to be that I like it, otherwise I’m going to be single! And besides, I do not care if I’m married, old, new or widower, as soon as I like him, I’m fine with me”)!.

…era assim, a Avó Agar, orgulhosa e frontal, nas suas palavras, talvez por tal, a Avó Agar, ainda jovem, já era mãe solteira de quatro filhos. Esteve apaixonada, quatro vezes e, o resultado dessas paixões, foram quatro filhos, que teve que criar sózinha. Um morreu com a doença do “tifo”, os outros sobreviveram!. As palavras de amor e carinho que sabia dizer, o carácter, o orgulho e a dignidade, que mostrava ter, marcaram-nos para toda a vida!. Alguns anos depois, já com quatro filhos, teve algumas propostas de casamento, mas o seu coração não deixava. Às vezes, chamava-nos a nós, seu neto António para junto de si e, dizia com os olhos fixos em qualquer ponto, que ninguém sabia onde era: “meu querido netinho, alguns dos homens que conheci, traíram-me, foram cobardes, não assumiram as suas responsabilidades. Nunca procedas dessa maneira, tens que ter carácter, orgulho e dignidade, assumindo sempre os teus compromissos, por favor, anda de cara levantada e, olha as pessoas nos olhos”!. (Grandmother Agar, proud and frontal in her words, perhaps because of this, Grandma Agar, still young, was already a single mother of four children, who had to raise her own. One died of “typhus” disease, the others survived !. The words of love and affection that he knew how to say, the character, the pride and the dignity, which he showed, have marked them for life!. Some years later, already with four children, had some proposals of marriage, but his heart did not leave. Sometimes he would call us, his grandson Antonio, next to him and, with his eyes fixed at any point, no one knew where it was: “my dear little grandson, some men I met, they betrayed me, they were cowards, do not assume your responsibilities. Never do it in this way, you have to have character, pride and dignity, always taking your commitments, please walk with your face up and look people in the eyes”)!.

…era uma pessoa com coragem, sabia fazer de tudo um pouco, explicava e ajudava em todas as lides da lavoura, enquanto se pode movimentar!. A Avó Agar, era maravilhosa,  gentil e forte, sempre se importava com os outros, em especial com os seus netos. Fazia-nos acreditar, explicando passagens da sua difícil vida,  sendo sempre uma fonte de orientação, ouvindo,  perguntando,  confortando,  enfim,  era fantástica,  era um calmante,  era uma fonte de segurança,  em cada ou qualquer tarefa, que nós jovens, naquele tempo de dificuldades,  estivésse-mos envolvidos!. (was a person with courage, knew how to do everything a little, explained and helped in all the fields, while you could move!. Grandma Agar, was wonderful, kind and strong, always cared for others, especially her grandchildren. It made us believe, explaining passages from his difficult life, always being a source of guidance, listening, asking, comforting, it was fantastic, it was a soothing, it was a source of security, in every task, in that time of difficulties, we were involved)!.

…pariu os seus quatro filhos sózinha, sem a ajuda de ninguém!. Quando sentia as dores e, via que era o momento certo do nascimento, ia para a sua cama, agarrando-se às barras de pau preto, de que era feita a cama, que tinham vindo do Brazil, como ela sempre nos dizia, sofria, juntando a agonia das dores, à alegria que sentia, com o nascimento de mais uma criança!. Em seguida, como mulher desembaraçada, por vezes arrastando-se, fazia todos os cuidados necessários, tanto a ela, como à criança!. (he gave birth to his four children alone, without the help of anyone! When she felt the pains, and saw that it was the right moment of birth, she went to her bed, clutching at the bars of black wood, from which the bed was made, which had come from Brazil, as she always told us, he suffered, joining the agony of pain, to the joy he felt, with the birth of yet another child!. Then, as a selfless woman, sometimes dragging herself, she did all the necessary care, both to her and to the child)!.

…era a “parteira”, da sua aldeia, no Vale do Ninho d’Aguia. Sabia medicinas caseiras que curavam as enxaquecas, que eram frequentes no inverno. Apareciam lá por casa,  mulheres de diferentes aldeias, que a vinham consultar, pois os seus filhos não “pegavam na mama”. Ela, a Avó Agar, depois de recitar diferentes rezas, a criança, agarrava-se ao peito da mãe e não parava de mamar!. Um dia, na nossa presença, um “rachador”, (homem que com um machado, cortava lenha na montanha), espetou uma farpa de madeira numa perna, que a atravessou de um lado ao outro. O homem apareceu junto da Avó Agar, gritando aflito com dores. Ela, com a maior calma do mundo, fez uma fogueira no chão, aproximou o homem do calor do lume, com um pano molhado e com algumas rezas, a farpa de madeira, aos poucos vai saindo e, no espaço de umas horas, o homem, com a perna limpa e um farrapo amarrado, continuou o seu trabalho!. (was the “midwife” of her village, in the Vale do Ninho D’Águia. He knew home-made medicines that cured migraines, which were common in winter. They showed up at the house, women from different villages, who came to consult her, because her children did not “get on the breast”! She, Grandma Agar, after reciting different prayers, the child, clung to the breast of the mother and did not stop breastfeeding!. One day, in our presence, a “splinter,” (a man with an ax chopping wood on the mountain), stuck a wooden splinter into a leg, which crossed it from side to side. The man appeared with Grandmother Agar, screaming in pain. Grandmother Agar, with the greatest calm of the world, made a bonfire on the floor, approached the man from the heat of the fire, with a wet cloth and with some prayers, the wooden splinter, gradually it leaves and, in the space of a few hours, the man, with his leg clean and a ragged tied, continued his work)!.

…a Avó Agar, morreu apaixonada, dizendo que não valia a pena viver mais, pois o seu último amor, há muito falecido, esperava-a de braços abertos, lá no outro mundo!. (Grandmother Agar, died in love, saying that it was not worth living any longer, because her last love, long dead, awaited her with open arms, in the other world)!

…hoje, já lá vão muitas décadas, eu, o teu neto António, lembro-me de ti, Avó Agar, onde quer que te encontres, continuo a adorar-te,  ganhei o teu respeito,  pessoa como tu, Avó Agar,  será muito difícil de encontrar,  eras especial, obrigado pelo teu calor, pelo teu conforto, e por, quando criança, me deixares chorar nos teus braços, nos momentos que eu mais precisava!. (today, many decades have gone by, I, your grandson Antonio, I remember you, Grandma Agar, wherever you may be, I continue to adore you, I have gained your respect, a person like you, Grandma Agar, it will be very hard to find, you were special, thank you for your warmth, for your comfort, and for, as a child, you let me cry in your arms, in the moments that I most needed)!.

…já no século vinte, com uma nova urbanização no Vale do Ninho d’Aguia, em sua homenagem, deram o seu nome à aldeia onde nasceu!. (already in the twentieth century, with a new urbanization in the Vale do Ninho D’Águia, in his honor, gave his name to the village where he was born)!.

Tony Borie, October 2017.

…ILDA, the Mother!

…ILDA, the Mother!

…não sei bem se me lembro, pois eu era pequeno, mesmo muito pequeno, era um bébé, ainda não andava, nem falar sabia, mas lembro-me que, quando queria algo, chorava e, devia de chorar de diferentes maneiras, pelo menos ela compreendia-me, sabia quando tinha fome, quando tinha frio, quando me estava a doer em qualquer parte do corpo, ou quando estava molhado, sabia tudo, era como se fosse eu, estava lá sempre, olhava para mim e os seus olhos falavam-me e, eu lembro-me que gostava que ela me olhasse e eu falava-lhe, perdão chorava-lhe, e ela, a Mãe Ilda, era uma espécie de guerreira, ninguém me podia tocar, sempre vigilante, logo dizia: Cuidado, muito cuidado, é o meu filho, que é o meu mundo! (I do not know if I remember, because I was small, even very small, I was a baby, I still did not walk, I did not even know it, but I remember that I still did not walk or speak, but I remember that when I wanted to something, I was crying and I had to cry in different ways, at least she understood me, I knew when I was hungry, when I was cold, when it was hurting anywhere in my body, when I was wet, I knew everything, it was like I was always there, she was looking at me and her eyes were talking to me, and I remember that I liked her to look at me and, I told her, I was crying for her, and she, Ilda, was a kind of warrior, nobody could touch me, always vigilant, soon said: Beware, very carefully, it is my son, that is my world)!.

…a Mãe Ilda, ensinou-me a andar, vestiu-me uma espécie de “bibe”, andava todo o dia em seu redor, em outras palavras, não saía de volta das suas saias, sabia quando tinha fome e, dáva-me o comer na boca, sabia quando tinha ranho no nariz e, vinha assoar-me, com o seu avental, às vezes encardido, e dizia: Puxa, puxa, que é para o ranho sair!. (Mother Ilda, taught me how to walk, put on a kind of “bibe”, walked all day around her, in other words, did not leave her skirts, knew when she was hungry and gave me the eating in my mouth, I knew when I had snot on my nose, and he would come and blow me, with his apron, sometimes grimy, and he would say: Pull it, pull it, it’s for the snot to come out!

…ainda hoje, já lá vão mais de sete décadas, ainda faço isso, e quando o faço, fico mais aliviado!. A Mãe Ilda, levou-me à escola, quando tinha alguma zanga com qualquer companheiro, era a ela que me dirigia, chorando ou berrando, e ela, colocando a mão na minha cara, acariciando-me, mesmo muito encostada a mim, se chorava, limpava as minhas lágrimas, se berrava, acalmava-me de tal modo, que não me lembrava mais da zanga, protegia-me, eu era “seu”, e quando andava na rua pela sua mão, ela orgulhosa dizia: É o meu filho!. (even today, it’s been going on for more than seven decades, I still do it, and when I do, I’m relieved! Mother Ilda, took me to school, when I had some anger with a companion, it was she who was going to me, crying or screaming, and she, putting her hand to my face, caressing me, even very close to me, if she was crying, she wiped away my tears, she screamed, she calmed me so much that I could not remember her anger anymore, she protected me, I was “her”, and when she was walking in the street by her hand, she proudly said: my son!.

…cresci, conheci outras pessoas, mas ela sempre vigilante, aconselhou-me, verificava quais eram as minhas companhias, não me deixava, como ela dizia, “ir por maus caminhos”, explicáva-me as surpresas da vida, e eu procurava nela toda a informação, pois ela era sempre a voz final, era a minha Mãe Ilda!. (I grew up, I met other people, but she was always vigilant, she advised me, checked my companies, did not let me, as she said, “go by bad ways”, she explained the surprises of life, and I searched all over her the information, because she was always the final voice, it was my Mother Ilda!.

…a Mãe Ilda, fazia um dia nublado, num dia de sol!. Quando estava doente, beijava o lugar onde me doia, o seu sorriso dizia-me que ia ficar bem e, sempre lá estava para mim, de dia ou de noite, a sua voz suave, tiráva-me o medo, a sua mão apagava as minhas lágrimas, o seu carinho tão puro e honesto, manteve durante toda a minha vida, num homem seguro, ela era, o anjo da guarda, que me guiava e me amparou, nos meus primeiros passos, os seus olhos diziam-me, quanto se importava comigo e, davam-me alívio, quanto me sentia sózinho ou assustado!. (Mother Ilda was going to be cloudy on a sunny day!. When she was sick and kissed the place where she ached for her smile told me that she would be fine, and always there for me day or night, his soft voice, he took away my fear, his hand erased my tears, his affection, so pure and honest, he kept my whole life, a safe man, she was, the guardian angel, who guided me and he supported me, in my first steps, his eyes told me, how much he cared for me and gave me relief when I felt alone or frightened)!

…a Mãe Ilda, não sabia ler nem escrever, nem sequer desenhar o seu nome, mas sabia amar, sabia o bem e o mal, sabia os princípios de família, era uma senhora que nasceu e cresceu numa aldeia, na vertente oeste da montanha do Caramulo, sem conhecimento deste mundo, que às vezes é ingrato, mas para mim, seu filho António, tinha o maior e mais bom coração, que eu, caminheiro do mundo, já conheci!. (Mother Ilda, could not read or write or even draw her name, but she knew how to love, knew good and evil, knew the principles of family, was a woman born and raised in a village on the western slope of the mountain Caramulo, without knowledge of this world, who is sometimes ungrateful, but for me, his son Antonio, had the highest and the fairest heart, that I, a world-healer, I have known)!.

…a Mãe Ilda, tinha uma força como um gigante, pois podiam dizer-me um milhão de palavras, que um simples sim, ou não, da sua boca, derrotava todas as palavras que me tinham dito!. (Mother Ilda, had a giant strength, because she could tell me a million words, that a simple yes or no, from her mouth, defeated all the words they had told me)!.

… a Mãe Ilda, chorou comigo, quando fui para a guerra em África e, as suas lágrimas, eram lágrimas do coração, pois nessa altura da minha vida, já pensava que era um homem, fui para outro continente, fui para uma guerra, que muitos anos depois, verificámos que era injusta, como são todas as guerras, todavia, todas as agruras que vivi nesse conflito armado, não eram nada comparado com a sua ausência, faltava-me a sua companhia, o seu carinho, não era lá muito “piegas”, mas faltava-me a Mãe Ilda!. As suas notícias, contando-me, as novidades dos vizinhos da minha aldeia, da minha rua, eram como um alento tão grande, que me tornava um “super homem”!. Regressei, continuando a pensar que já era um homem, criei a minha própria família, e ela sempre vigilante, não me deixava “ir por maus caminhos”, fiz dela uma “avó babada”, como sempre me dizia, quando me continuava a perguntar se estava bem e se tinha fome, ou se queria aquela comida que eu gostava muito, quando era o seu filho pequeno, e eu na verdade, na sua companhia sentia-me pequeno, como fosse um “garotito”, necessitava da sua protecção, e ela compreendia-me, conhecia todos os meus gestos, e eu, talvez sem reparar, continuava a beber toda a sua informação!. (Mother Ilda, cried with me, when I went to war in Africa, and her tears were tears of the heart, for at this point in my life I thought I was a man, I went to another continent, I went to war, many years later, we realized that it was unfair, as all wars are, yet all the hardships I experienced in this armed conflict were nothing compared to their absence, I lacked their company, their affection, it was not much “corny”, Ilda mother was missing !. His news, telling me, the news of the neighbors of my village, of my street, was such a breath that I became a “super man”! I returned, continuing to think that I was already a man, I created my own family, and she was always vgilante, did not let me “go by bad ways”, made her a “grandmother drool”, as she always told me, when I kept asking myself if he was well and hungry, or if he wanted the food that I liked very much when he was his youngest son, and I actually felt small in his company, like a “little boy”, he needed his protection, and she understood me, knew all my gestures, and I, perhaps unmindful, continued to drink all her information)!.

…a Mãe Ilda, já “avó babada”, continuava a aconselhar os meus filhos, e eu às vezes sentia ciúmes, de ela ensinar, o que eu lhes tinha ensinado, que era precisamente a mesma coisa, que ela me tinha ensinado por um milhão de vezes, mas ela explicava de maneira diferente na voz, no olhar, no amor de avó, e eles, ouviam a “avó babada”, e às vezes respondiam-me: Mas a avó diz que é assim!. (Mother Ilda, already a “grandmother,” continued to advise my children, and I was sometimes jealous of her teaching, what I had taught them, that it was precisely the same thing she had taught me for a million sometimes, but she explained differently, in the voice, in the look, in the love of a grandmother, and they, listened to the “grandmother ruffle”, and sometimes they would answer me: But the grandmother says it is so)!.

…já muitos anos depois, um pouco frágil, quase como quando digo no princípio, que não sei se me lembra, pois era pequeno, mesmo muito pequeno, era um bébé, ela, a minha minha Mãe Ilda, às vezes também precisava que lhe dessem o comer na boca, e um simples lamento, era um sinal de que precisava de alguma coisa, tal como eu fazia, quando chorava, e ela conhecia o meu choro, e para andar, também precisava de ir agarrada a alguma coisa, tal como eu fazia, que andava agarrado às suas saias, era uma cópia do que eu fui, mas eu compreendia com amor tudo isso, só não compreendi e sofri, foi quando ela, a minha Mãe Ilda, mudou de lugar, foi para junto de Deus, se é que ele existe e… ABANDONOU-ME! (many years later, a little fragile, almost like when I say at the beginning, I do not know if you remember, because it was small, even very small, it was a baby, she, my Mother Ilda, sometimes also needed to be given the eating in her mouth, and a simple lament, was a sign that she needed something, just like I did, when I cried, and she knew my crying, and to walk, I also needed to be clinging to something, just like I was doing, when I was clinging to her skirts, it was a copy of what I was, but I understood with love all this, I just did not understand and I suffered, it was when she, my Mother Ilda, moved, went to God , if it exists and … ABANDONED ME)!.

Tony Borie, October 2017.

The Borie’s went to north to see the family, and…(Part 4)

The Borie’s went to north to see the family, and…(Part 4)

The Borie’s went to the north to see the family, and.. (Part 4)

Colonial Williamsburg, Virginia! (Visitor Center)

…pela manhã, dirigimo-nos para o Centro de Visitas da Vila Colonial Williamsburg. No Parque de Rv, onde passámos a noite, o nosso visinho de Parque, recomendou-nos para visitar a Vila Colonial, com alguma informação, era bom que comprásse-mos um bilhete de entrada, que além de nos proporcionar transporte nos autocarros, dava-nos acesso a alguns locais históricos!.  Como na nossa idade, “todos os centavos contam”, iremos poupar noutras coisas, por tal, comprámos o bilhete, que vem junto de um programa com muita informação e um “livre trânsito”, com a nossa identificação, que nos dá acesso a todos os lugares históricos da Vila Colonial!. (in the morning, we drove to the Visitor Center at Colonial Williamsburg Village. In Parque de Rv, where we spent the night, our neighbor of Parque, recommended us to visit the Colonial Village, with some information, it was good that we bought an entrance ticket, that besides providing us transportation in the buses, gave us access to some historical sites!. As in our age, “all cents count”, we will save on other things, so we bought the ticket, which comes with a program with a lot of information and a “free transit”, with our identification, which gives us access to all historical places of Vila Colonial)!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (near Governor’s Palace)

…entrámos no autocarro, com destino à Vila Colonial, a primeira paragem foi próximo do Palácio do Governador, onde havia alguns cavalos a pastar nos terrenos ao lado!. (we got on the bus, bound for Vila Colonial, the first stop was near the Governor’s Palace, where there were some horses grazing on the land next door)!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (Governor’s Palace)

…quando se olha a frente do Palácio do Governador, que foi reconstruído nos anos 30, no seu local original, fica-se com a impressão de que por aqui houve muita história, é imponente, senhorial!. Quando se abrem as suas portas, daquela que era a residência oficial dos Governadores Reais da Colónia da Virgínia e, também foi uma casa para dois dos governadores pós-coloniais da Virgínia, Patrick Henry e Thomas Jefferson, que aqui fixaram residência!. Foi reconstruído, porque a casa principal foi queimada pelo fogo, em 1780, embora as dependências tenham sobrevivido, ainda algum tempo depois!. (when you look at the front of the Governor’s Palace, which was reconstructed in 1930s on its original site, one gets the impression that there was a lot of history around here, it is imposing, magestic!. When you open its doors, was the official residence of the Royal Governors of the Colony of Virginia, and it was also a home for two of Virginia’s post-colonial governor’s, Patrick Henry and Thomas Jefferson, residence!. Was rebuilt, because the main house burned down in 1780, though the outbuildings survived for some time after)!.

…os anexos do Palácio e, toda a área à volta, é frequentada, por simpáticas senhoras, que vestidas com roupas imitando o passado, prestam todo o tipo de informação, ao qual a nossa esposa Isaura, teve muito orgulho em fotografar-se ao lado de uma dessas personagens! (the annexes of the Palace, and the whole area around it, is frequented, by nice ladies, who dressed in clothes imitating the past, provide all kinds of information, to which our wife Isaura was very proud to photograph, stand next to one of these characters)!.

…Williamsburg, foi estabelecida como a nova capital da Colónia da Virgínia em 1699 e, serviu naquela capacidade até 1780, e durante a maior parte desse período, o Palácio do Governador era a residência oficial do Governador Real!. (Williamsburg, was established as the new capital of the Virginia Colony in 1699, and served in that capacity until 1780, and during most of that period, the Governor’s Palace was the official residence of the Royal Governor’s)!.

…a simpática personagem, vestida a rigor, tal qual os antigos colonos, que nos guiava nesta visita, quando chegados à parte de trás do Palácio, diz-nos com algum orgulho, apontando com a mão para cima, “reparem nas Armas Reais, aquele escudo, conta toda a história da Virginia Colonial”!. (the nice character, dressed to the test, just like the old settlers, who guided us on this visit, when we arrived at the back of the Palace, proudly points us, pointing upwards, “look at the Weapons Real, that shield, tells the whole story of Colonial Virginia”)!.

…na parte de trás do Palácio, existe um lindo jardim, no estilo Inglês!. (at the back of the Palace, there is a beautiful garden, in the English style)!.

…saindo do Palácio, olhando-o ao longe, caminhando pela grande praça que existe na frente, lembramo-nos de que, por volta do ano de 1781, o prédio principal foi destruído por um incêndio. Na época, estava sendo usado como um hospital para soldados americanos feridos, que seguiam o cerco vizinho de Yorktown, alguns edifícios de tijolos sobreviveram ao fogo, mas foram demolidos durante a Guerra Civil Americana para que pudessem ser recuperados para materiais de construção por forças de ocupação!. (coming out of the Palace, looking at him in the distance, walking through the great square that is in front, we remember that, around the year 1781, the main building was destroyed by a fire. At the time, it was being used as a hospital for wounded Americans soldiers following the nearby Siege of Yorktown, some brick buildings survived the fire, but were demolished during the American Civil War so they could be salvaged for building materials by occupying forces)!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (Palace Green Street)

…fomos caminhando pela Palace Green Street, ao lado da grande praça, que existe na frente do Palácio do Governador, começámos a ver e admirar as primeiras casas deste marco histórico, que é um museu de história viva, havia por lá alguns interpretes de Teatro de Rua, que nos divertiam! (we walked through Palace Green Street, next to the large square that exists in front of the Governor’s Palace, we began to see and admire the first houses of this historical landmark and a living history museum, there were some street theater performers there who had fun)!.

…as estruturas coloniais sobreviventes foram restauradas o mais próximo possível da aparência do século XVIII, com vestígios de edifícios posteriores e melhorias removidas, muitas das estruturas coloniais desaparecidas foram reconstruídas em seus locais originais, que começaram na década de 1930!. Parávamos aqui e ali, tiramos fotos com alguns personagens, que vestiam e falavam, como fossem antigos colonos!. Queriam que entrássemos nas suas casas, para ver como viviam!. (surviving colonial structures have been restored as close as possible to their 18th-century appearance, with traces of later buildings and improvements removed, many of the missing colonial structures were reconstructed on their original sites begining in the 1930s!. We stopped here and there, we took pictures with some characters, who dressed and talked, like old settlers!. They wanted us to enter their homes to see how they lived)!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (Bruton Parish Church)

…chegámos à Duke of Gloucester Street, logo ali na esquina está a Bruton Parish Church, dizem-nos que é a original, e que foi estabelecida em 1674, pela consolidação de duas paróquias anteriores na Colónia da Virgínia e continua sendo uma paróquia episcopal activa. O edifício, construído em 1711-15, foi designado como Marco Histórico Nacional, em 1970, como um exemplo bem preservado de arquitectura religiosa colonial!. (we arrived at the Duke of Gloucester Street, just around the corner is the Bruton Parish Church, they tell us it’s the original, it was established in 1674 by the consolidation of two previous parishes in the Virginia Colony, and remains an active Episcopal parish. The building, constructed 1711-15, was designated a National Historic Landmark in 1970 as a well-preserved early example of colonial religious architecture)!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (Duke of Gloucester Street)

…Colonial Williamsburg, é um marco histórico e um museu de história viva, a sua parte principal, corre ao longo da Duke of Gloucester Street e da Palace Green Street, que se estende de norte para sul, perpendicular a elas. Esta área, é em grande parte plana, com algumas ravinas e riachos, se ramificando na periferia. O critério da cidade de Williamsburg, a rua Duke of Gloucester, assim como outras vias da Área Histórica, estão fechadas para veículos motorizados durante o dia, a favor de pedestres, ciclistas, corredores, caminhantes para cães e veículos de puxados por animais!. (Colonial Williamsburg, is a historical landmark and a living history museum, its core runs along Duke of Gloucester Street and Palace Green, that extends north and south perpendicular to it. This area is largely flat, with ravines and streams branching off on the periphery. At the City of Williamsburg’s discretion, Duke of Gloucester Street and other Historic Area thoroughfares are closed to motorized vehicles during the day, in favor of pedestrians, bicyclists, joggers, dog walkers, and animal-draw vehicles)!.

…na Área Histórica Colonial de Williamsburg, a combinação da restauração e recriação, das partes das três principais vias da Cidade Colonial, e as ruas laterais que se conectam, tentam sugerir a atmosfera, e as circunstâncias dos Americanos do século XVIII!. (Colonial Williamsburg’s Historic Areas combination of restoration and re-creation of parts of the colonial town’s three main thoroughfares and the ir connecting side streets attempts to sugest the atmosphere and the circunstances of 18th-century Americans)!.

…caminhando sempre no sentido sul, pela Duke of Gloucester Street, aparece-nos o edifício da Courthouse, que foi construído de 1770 a 1771 no estilo georgiano, e foi o local onde Benjamin Waller leu em voz alta a Declaração de Independência, em 25 de Julho de 1776, depois que chegou de Filadélfia. O edifício, foi usado como um hospital, para o Exército Confederado, após a Batalha de Williamsburg!. (always heading south on the Duke of Gloucester Street, you will see the Courthouse building, which was constructed from 1770 to 1771 in the Georgian style, and was the site where Benjamin Waller read aloud the Declaration of Independence, on July 25, 1776, after it arrived from Philadelphia. The building was used as a hospital for the Confederate Army, after the Battle of Williamsburg)!.

… os empregados, trabalham e vestem-se como as pessoas fizeram na era, às vezes usando gramática e dicção colonial, embora não acentos coloniais!. Nós caminhando, passando aqui e ali, tirando fotos, entrando em alguns estabelecimentos, vendo o cenário, era verdade, se fechamos os olhos e pensamos, estamos a viver no século 17 ou 18, mas se abrimos os olhos de novo, reparamos em nós e dizemos, “aqui, usando uma máquina de fotografar e vestindo assim, não somos desta era”!. (costumed employees, work and dress the people did in the era, sometimes using colonial grammar and diction, although not colonial accents!. We walked, passing here and there, taking pictures, entering some establishments, seeing the scenery, it was true, if we close our eyes and think, we are living in the 17th or 18th century, but if we open our eyes again, we notice ourselves and we say, “here, using a camera to photograph and wearing so, we are not of this age!”.

…a Área Histórica, inclui edifícios do século 18, durante a qual a cidade foi a capital da Colonial Virgínia, bem como as estruturas do século XVII, do século 19 e do “Renascimento Colonial”, assim como reconstruções mais recentes, mas tudo é agradável de ver! (Historic Area includes buildings from the 18th century, during part of which the city was the capital of Colonial Virginia, as well as 17th-century, 19th-century, and Colonial Revival structures, as well as more recent reconstructions, but everything is nice to see)!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (Capitol)

…chegámos ao fundo da rua, à área do Capitol, tiramos uma foto na entrada e vamos entrar, pois dizem-nos que em 1698, o edifício do Capitólio em Jamestown, Virgínia, ardeu durante um fogo. Após o incêndio, o governo da Virgínia decidiu mudar-se para o interior, longe dos pântanos, no local de Jamestown. Um edifício melhor, um bom Capitólio foi construído, com início em 1701, ficando concluído em 1705, era uma estrutura de duas lojas em forma de H, funcionalmente eram dois edifícios conectados por um arcada!. Durante a visita, uma senhora, vestida como na era colonial, contou-nos alguns pormenores, onde nos explicou entre outras coisas, que em 29 de Junho de 1776, os Virginianos declararam a sua independência da Grã-Bretanha e, escreveram a primeira constituição do estado, criando assim um governo independente, quatro dias antes do Congresso votar em favor da Declaração de Independência, na Filadélfia, em 4 de Julho! (we got to the bottom of the street, to the Capitol area, we took a photo at the entrance and we will enter, as we are told in 1698, the Capitol building in Jamestown, Virginia, burned. Following the fire, the governament of Virginia decided to relocate inland, away from the swamps at the Jamestown site. A better capitol building was constructed, begum in 1701, the Capitol was completed in 1705, was a two-store H-shaped structure, functionally two buildings connected by an arcade!. During the visit, a lady, dressed as in the colonial era, told us some details, where she explained to us other things, that in June 29, 1776, Virginians declared their independence from Great Britain and wrote the state’s first constitution, thereby creating an independent governament four days before Congress voted for the Declaration of Independence, in Philadelphia on July 4!. 

Colonial Williamsburg, Virginia! (Street Theater)

…antes de entrar de novo na Duke Gloucester Street, não perdemos a oportunidade de ir ver, numa pequena ravina, junto a um riacho, num cenário perfeito, um “Teatro de Rua”, onde estava em cena, uma história de um casamento de escravos, feito às escondidas, mas apareceu um guarda de uma qualquer Plantação que queria levar presos, todos os intervenientes na cerimónia!. Houve uma pequena confusão, com uma zaragata, entre guardas e escravos, acabando com o guarda a fugir!. No final, toda a assistência, aplaudiu!. (before returning to Duke Gloucester Street, we did not miss the chance to see, in a small ravine, by a stream, in a perfect setting, a “Street Theater”, where it was on the scene, a story of a a slave marriage, done in secret, but there appeared a guard of any Plantation who wanted to take prisoners, all those involved in the ceremony! There was a little confusion, with a ruckus, between guards and slaves, ending with the guard fleeing!. In the end, the whole tour, applauded)!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (Duke of Gloucester Street)

…voltámos à Duke Gloucester Street, o tempo passa e, nós não queríamos abandonar a rua, pois todas as pequenas casas, cheias de história, as carruagens antigas, puxadas por cavalos, passando, nos encantavam, são uma atracção turistica, é parte do Histórico Triangulo da Virginia, que inclui, além de Colonial Williamsburg, Jamestown e Yorktown, este último, que por falta de tempo não vistámos!. Fica para a próxima!. (we returned to Duke Gloucester Street, time passed and we did not want to leave the street, because all the small houses, full of history, the old carriages, pulled by horses, passing, enchanted us, are a tourist attraction, part of the Historic Triangle of Virginia, which includes, in addition to Colonial Williamsburg, Jamestown and Yorktown, the latter, which for lack of time we did not! Next time maybe!.

…estava um dia de sol, mas o calor não era problema para nós, pois vivemos no estado da Florida, onde o sol nos abraça durante todo o ano, mas verificando bem todo este cenário aqui em Colonial Williamsburg, é bem verdade o lema: “Que o futuro tem de se aprender com o passado”!. (it was a sunny day, but the heat was no problem for us as we live in the state of Florida, where the sun holds us all year round, but seeing all this scenery here in Colonial Williamsburg, it is true that motto has been, “That the future may learn from the past”!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (Market Square)

… como no século 18, a Praça do Mercado, é um centro de actividades, onde podemos caminhar nos degraus dos fundadores, enquanto que, com alguma sorte, na nossa imaginação, podemos observar uma qualquer delegação de Indios, que vêm aqui, fazer uma qualquer troca, ou simplesmente na vida real, ver as pessoas que passam!. (as in the 18th century, the Market Square, is a center of activities, where we can walk on the steps of the founders, while, with some luck, in our imagination, we can observe any delegation of Indians, come here, make any exchange, or simply in real life, see people passing by!

…estamos-nos aproximando do final da Duke Gloucester Street, logo aparece a parte comercial, com aqueles restaurantes e bares, casas de recordações e outros estabelecimentos, onde se costuma gastar dinheiro, sem qualquer necessidade e, como na nossa idade o lema é “todos os centavos contam”, passamos em frente, recordando a rua por onde passamos, onde havia uma loja de tipografia, um sapateiro, um ferreiro, uma casa de fabricar pipas, um marceneiro, um armeiro, um queimador de peles, ou um ourives, mas também lá havia, comerciantes que vendiam lembranças turísticas, livros, brinquedos de reprodução, artigos de cerâmica, relojoaria e outras coisas, mas o preço, também não era para nós!. (we are approaching the end of Duke Gloucester Street, soon appear the commercial part, with those restaurants and bars, houses of memories and other establishments, where one usually spends money, without any necessity and, as in our age the motto is “all the cents count,” we go on, remembering the street we passed, where there were, printing shop, a shoemaker’s, blacksmith’s, a cooperage, a cabinetmaker, a gunsmith’s a wigmaker’s and a silversmith’s, but there was also merchants selling tourist souvenirs, books, reproduction toys, pewterware, pottery, but the price, it was not for us either)!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (DeWitt Wallace Decorative Arts Museum)

..o nosso bilhete de entrada, dava-nos acesso ao DeWitt Wallace Decorative Arts Museum, que é um museu dedicado às artes finas e decorativas Britânicas e Americanas, de 1670-1840 !. Não nos deixaram tirar fotos, mas o museu realiza diversas coleções relacionadas à fundação dos Estados Unidos, incluindo móveis, pinturas, prata, numismática, cerâmica, ferramentas, texturas, vidro, mapas, armas, média e outros objectos da colecção permanente de Williamsburg Colonial!. (our entry ticket, gave us access to the DeWitt Wallace Decorative Arts Museum, is a museum dedicated to British and American fine and decorative arts from 1670-1840!. They did not let us take photos, but the museum fetures diverse collections related to the founding of the United States, including furniture, paintings, silver, numismatics, ceramics, tools, textles, glass, maps, weapons, media and other objects from the permanent Colonial Williamsburg collection)!.

Colonial Williamsburg, Virginia! (South Henry Street)

…com a visita a este maravilhoso e instructivo Museu, que se situa próximo da South Henry Street, acabou, com bastante pana nossa, a visita a Colonial Williamsburg. Agora, vamos ver se conseguimos encontrar o Colonial Parkway, que nos vai levar a Jamestown Settlement, que é o nosso próximo destino!. (with the visit to this wonderful and instructive Museum, which is located near South Henry Street, ended, with a lot of cordiality, the visit to Colonial Williamsburg. Now, let’s see if we can find the Colonial Parkway, which will take us to Jamestown Settlement, which is our next destination)!.

Colonial Parkway, Virginia! (to south)

…o Colonial Parkway é uma estrada panorâmica de 23 milhas (37 km), que liga os três pontos, do Triângulo Histórico da Virgínia, Jamestown, Williamsburg e Yorktown!. (the Colonial Parkway is a 23-mile (37 km) scenic parkway linking the three points of Virginia’s Historic Triangle, Jamestown, Williamsburg, and Yorktown)!.

Jamestown Settlement, Virginia! (Quadricentennial Plaza)

…com uns pequenos enganos na estrada, chegamos a Jamestown Settlement, vamos percorrer este histórico local!. (with a little mistakes on the road, we arrived in Jamestown Settlement, let’s walk through this historic site)!.

Jamestown Settlement, Virginia! (Museum)

…este Museu conta-nos a história dos primeiros Europeus que navegando, entraram, na hoje Baía de Chesapeake. Qual foi a sua odisseia e o seu desempenho até quase aos dias de hoje!. (this museum tells us the history of the first Europeans sailing, entered, into today’s Chesapeake Bay. What was your odyssey and your performance until almost today)!.

Jamestown Settlement, Virginia! (Settlement Village)

…continuando, vamos até à aldeia, é um Forte Colonial do ano de 1610-14, é uma réplica do que era o local dos primeiros navegadores que por aqui aportaram!. É um museu histórico vivo, andam por aqui pessoas vestidas tal como na época, que amávelmente nos informam e, nos explicam, fazendo mesmo eles a sua roupa, de como era a vida destas pessoas naqueles anos, as galinhas andam por ali, penicando no chão, também lá anda um cão rafeiro, cheirando as pernas das pessoas, as pipas, que eram muito frequentes naquela época, os canhões e outras armas, estão lá, armaduras para combate, que deviam de pesar mais que o guerreiro que as usava, o local onde se fazia uma enorme fogueira, que devia de ser comunitária, está cercada por uma enorme paliçada, com pequenos canhões, em locais estratégicos, enfim um museu vivo!. (continuing, we go to the village, it is the 1610-14 colonial fort, which is a replica of what was the site of the first navigators who came here!. It is a living historical museum, people are dressed here like that at the time, who kindly inform us and, explain us, even doing their clothes, what was the life of these people in those years, the chickens walk around, penning on the ground, there is also a raucous dog, sniffing the people’s legs, the kites, which were very frequent at that time, the cannons and other weapons, are there, armor for combat, which should weigh more than the warrior who wore them, the place where a huge bonfire was built, which should have been communal, is surrounded by a huge palisade, with small cannons, in strategic places, finally a living museum)!.

Jamestown Settlement, Virginia! (to Ships)

…vamos caminhando para o local onde estão os três navios que aqui chegaram, vamos vendo alguma informação, pois Jamestown foi o primeiro assentamento da Colónia da Virgínia, fundada em 1607, e serviu como capital da Virgínia até 1699, quando a sede do governo foi transferida para Williamsburg!. (we are going to the place where are the three ships that arrived here, let’s see some information, because Jamestown was the first settlement of the Virginia Colony, founded in 1607, and served as capital of Virginia until 1699, when the seat of governament was moved to Williamsburg)!.

Jamestown Settlement, Virginia! (landing dock for ships)

…chegámos ao local onde a Virginia Company of London, enviou uma expedição para estabelecer um assentamento na Colónia da Virgínia, em Dezembro de 1606. A expedição consistiu em três navios, Susan Constant, Godspeed e Discovery. O Discovery era o navio mais pequeno, o maior navio, a Susan Constant, foi capitaneado por Christopher Newport, de quem já falámos  neste blog. Os navios deixaram Blackwall, agora parte de Londres, com 105 homens e rapazes, e 39 membros da tripulação!. Não havia mulheres nos primeiros navios!. Admirámos o cenário e tirámos algumas fotos!. (we arrived at the place where the Virginia Company of London, sent an expedition to establish a settlement in the Virginia Colony, in December 1606. The expedition consisted of three ships, Susan Constant, Godspeed, and Discovery. The Discovery was the smallest ship, the largest ship, the Susan Constant, was captained by Christopher Newport, of who we talked about on this blog. The ships left Blackwall, now part of London, with 105 men and boys and 39 crew-members!. There were no women on the first ships!. We admired the scenery and took some photos)!.

Jamestown Settlement, Virginia! (Indian Village)

…antes de abandonar o local passámos pela aldeia de Indios, é outra História Viva, podemos “viajar para o passado”, em recriações de uma vila indígena Powhatan!. (before leaving the place we passed through the village of Indios, is another Living History, we can “journey to the past” in re-creations of Powhatan Indian village)!.

Jamestown Settlement, Virginia! (to Highway 64, west)

Highway 95, Virginia! (to south)

Highway 95, North Carolina! (to south)

Highway 95, South Carolina! (Rest Area)

…já era noite, depois de sair do estado de Virginia, entrando no estado Norte Carolina, parámos para comprar algo para comer, enquanto era oportunidade de os restaurantes estarem abertos. Viajámos mais um pouco, parando na primeira Área de Descanso, no estado Carolina do Sul, onde descansamos, pois não eram horas de procurar um RV Parque!. (it was night, after leaving the state of Virginia, entering the state of North Carolina, we stopped to buy something to eat, while it was an opportunity for the restaurants to be open. (We traveled some more, stopping at the first Rest Area, in the state of South Carolina, where we rested, as it was not time to look for a RV Park)!.

Highway 95, South Carolina! (to south)

…era quase de dia, quando voltámos à estrada 95, no sentido sul!. (it was almost daytime, when we got back to Highway 95, heading south)!.

Highway 95, Georgia! ( to south)

Highway 95, Florida! (to south)

Highway 95, Florida! (Palm Coast)

…finalmente chegamos a casa, um pouco cansados, mas felizes!. Sejam felizes e, até qualquer dia, talvez em viajem!. (we finally got home, a little tired, but happy!. Be happy and, until any day, maybe on a trip)!.

Tony Borie, October 2017!

The Borie’s went to the north to see the family, and.. (Part 3)

New Jersey! (Garden State Parkway)

…despedimo-nos da família no estado de Pennsylvania, seguindo em direcção ao estado de Nova Jersey, onde, depois de percorrer algumas estradas, entrámos no famoso Garden State Parkway, que foi construído entre 1946 e 1957 para conectar o suburbano norte de Nova Jersey, com áreas de recurso, ao longo da Costa Atlântica e, para aliviar o trânsito nas rotas tradicionais norte-sul, que passavam pelo centro das cidades, como por exemplo, o US 1, US 9 e a Route 35. Não oficialmente, o Garden State Parkway, tem duas secções, a “secção metropolitana”, ao norte do rio Raritan, e a “secção da costa”, entre o rio Raritan e a cidade de Cape May!. E, foi por esta estrada, com bastante cenário, quase sempre encostados ao Oceano Atlântico, que viajámos até à cidade de Cape May, mesmo no sul do estado de Nova Jersey! (we said goodbye to our family in the state of Pennsylvania, heading for New Jersey, where, after walking some roads, we entered the famous Garden State Parkway, that was constructed between 1946 and 1957 to connect suburban northern New Jersey with resort areas along the Atlantic coast and to alleviate traffic on traditional north-south routes runing through each town center, such as US 1, US 9, and Route 35. Unofficially, it has two sections, the “metropolitan section”, north of the Raritan River and the “shore section”, between the Raritan River and Cape May!. And, it was on this very scenic road, almost always leaning against the Atlantic Ocean, that we traveled to the city of Cape May, even in southern New Jersey!

Cape May, New Jersey! (Cape May-Lewes Ferry)

…o dia estava com o tempo bom, o céu apresentava algumas nuvens, mas a temperatura era agradável!. Depois de comprar o respectivo bilhete de passagem, não como lá no norte, na remota cidade de Dawson City, no Canadá, onde tem quase o mesmo sistema de ferry, para atravessar o Rio Yukon, mas é de graça, não se paga nada, entrámos num dos três navios da frota, que transportam veículos automóveis, camiões de passageiros, RVs, trailers, motocicletas, bicicletas, e passageiros a pé, cada um tem capacidade de cerca de 100 carros!. (the day was in good weather, the sky showed a few clouds, but the temperature was nice!. After buying your ticket, do not eat there in the north, in the remote city of Dawson City, Canada, where you have almost the same ferry system, to cross the Yukon River, but it’s free, you pay nothing, we got into one of the three vessels in the fleet carry both vehicles, passenger cars, buses, RVs, tractor trailers, motorcycles, and bicycles, and foot passengers, each has capacity of about 100 cars)!.

…depois de estacionar a nossa “White Fox”, fomos à aventura pelo barco, procurando um bom local para fotografar, pois o Cape May-Lewes Ferry é um sistema de ferry nos Estados Unidos, que atravessa um cruzamento de 17 milhas (27 km) na Baía de Delaware e, faz conectar-se North Cape May, New Jersey com Lewes, Delaware!. (after parking our “White Fox”, we went to the adventure by the boat, looking for a good place to photograph, because the Cape May-Lewes Ferry is a ferry system in the United States, that traverses a 17-mile (27 km) crossing if the Delaware Bay to connect North Cape May, New Jersey, with Lewes, Delaware)!.

… a viagem do barco, leva aproximadamente 80 minutos e,  podemos, com bom tempo, como por sorte hoje acontece, ver cardumes de golfinhos, ver algum barco que vai em direcção ao Oceano Atlântico, ou simplesmente sentar-se nas diversas cadeiras que por lá existem e admirar o cenário!. (the ferry trip takes approximately 80 minutes, and we can, with good weather, as luckily happens today, see schools of dolphins, see some boat that goes towards the Atlantic Ocean, or simply sit in the various chairs that are there and admire the scenery)!.

…aproximamo-nos da cidade de Lewes, já no estado de Delaware, o terminal substituiu a estrutura existente, construída em 1988, que foi expandida e renovada ao mesmo tempo!. (we are approaching the city of Lewes, already in the state of Delaware, the terminal replaced the existing structure, build in 1988, was expanded and renovated at the same time)!.

Highway 13, Delaware! (Lewes)

…chegámos à cidade de Lewes, já no estado de Delaware, a cidade é muito, muito antiga, tem história de muitos navegadores, que por aqui aportaram, alguns eram “navios piratas” e, foi o site do primeiro assentamento Europeu em Delaware, um local baleeiro de comercialização, que os colonos holandeses fundaram em 1631 e, chamado de  Zwaanendael (Swan Valley).  A colónia teve uma existência curta, uma vez que uma tribo local, de nativos americanos “Lenape”, terminou com os 32 colonos em 1632!. Que pena não tivémos, em estar um pouco mais tempo nesta cidade, mas a nossa escala de viajem não o permitia, pois o nosso rumo era o sul!. (we have reached the city of Lewes, already in the state of Delaware, the city is very, very old, it has a history of many navigators, who here contributed, some were “pirate ships”, was the site of the first European settlement in Delaware, a whaling and trading post that Dutch settlers founded on 1631, and named Zwaanendael (Swan Valley). The colony had a short existence, as a local tribe of Lenape Native Americans wiped out the 32 settlers in 1632!. What a pity we did not have to be in this city a little longer, but our travel schedule would not allow it, because our course was the south)!.

Highway 13, Maryland! (to south)

…seguindo na estrada 13, rumo ao sul, entrámos no estado de Maryland, na parte leste, pois também chamam a este estado, “American in Miniature”, por causa das várias dunas de areia, pontilhadas com ervas marinhas, aqui, no leste, com pântanos baixos, repletos de vida selvagem, ou o grande cipreste liso, perto da Baía de Chesapeake, ou as colinas suaves de florestas de carvalho, na região do Piemonte, ou os pinhais, nas  Montanhas de Maryland, ao oeste!. (on Route 13, heading south, we entered the state of Maryland, in the east, because they also call this state “American in Miniature”, it ranges from sandy dunes dotted with seagrass in the east, to low marshlandes teeming with wildlife and large bald cypress near the Chesapeake Bay, to gently rolling hills of oak forests in the Piedmont Region, and pine groves in the Maryland mountains to the west)!.

Highway 13, Virginia! (to south)

…depois de percorrer uma estrada com algum cenário de muitas árvores, alguns locais onde vendiam peixe e marisco fresco, chegámos ao estado de Virginia, onde nos conta a história que várias expedições europeias, incluindo um grupo de jesuítas espanhois, exploraram a Baía de Chesapeake durante o século XVI. Em 1583, Quenn Elizabeth I, da Inglaterra, concedeu a Walter Raleigh, uma carta patente para plantar uma colónia a norte da Flórida Espanhola. Em 1584, Raleigh enviou uma expedição para a costa atlântica da América do Norte. O nome “Virgínia”, talvez tenha sido sugerido por Raleigh ou Elizabeth, talvez observando seu estado, como “Rainha Virgen”, e também pode ser relacionado a uma frase nativa, “Wingandacoa”, ou nome, “Wingina”!. Nós não sabemos, haverá alguém que saiba, quem deu o nome ao estado?. (after walking along a road with some scenery of many trees, some places where they sold fish and fresh seafood, we arrived in Virginia, where we are told the story that several European expeditions, including a group of Spanish Jesuits, explored the Chesapeake Bay during the 16th century. In 1583, Quenn Elizabeth I of England granted Walter Raleigh a charter to plant a colony north of Spanish Florida. In 1584, Raleigh sent an expedition to the Atlantic coast of North America. The name “Virginia”, may have been suggested then by Raleigh or Elizabeth, perhaps noting her status as the “Virgen Queen”, and may also be related to a native phrase, “Wingandacoa”, or name, Wingina”!. We do not know, will there be someone who knows, who gave the name to the state)?.

Highway 13, Virginia! (to south)

…viajando na estrada 13, em direção ao sul, aqui e ali surgiam grande áreas com plantação de amendoim, cremos que seja amendoim, talvez não!. (traveling on Highway 13, heading south, here and there large areas appeared with peanut plantation, we think it’s peanuts, maybe not)!.

Highway 13, Virginia! (Chesapeake Bay Bridge Tunnel)

…já passámos por muitas pontes, mas esta deve de ter sido a mais longa, pois a Chesapeake Bay Bridge-Tunnel, é um cruzamento de ligação fixa de 23 milhas (37 km), na boca da Baía de Chesapeake, no estado americano da Virgínia. Conecta Northampton County, na península de Delmarva, com Virginia Beach, que faz parte da área metropolitana de Hampton Roads. O túnel da ponte combina originalmente 12 milhas (19 km) de ponte, dois túneis de 1 milha (1.6 km), quatro ilhas artificiais, quatro pontes de alto nível, aproximadamente 2 milhas (3,2 km) de calçada e 5,5 milhas (8,9 km) de estradas de aproximação, atravessando a Baía de Chesapeake e preservando o tráfego, nos canais de entrada da Thimble Shoals e Chesapeake!. (we have passed many bridges, but this must have been the longest, because the Chesapeake Bay Bridge-Tunnel is a 23-mile (37 km) fixed link crossing at the mouth of the Chesapeake Bay in the U.S. state of Virginia. It connects Northampton County on the Delmarva peninsula with Virginia Beach, which is part of the Hampton Roads metropolitan area. The bridge-tunnel originally combined 12 miles (19 km) of trestle, two 1-mile-long (1.6 km) tunnels, four artificial islands, four high-level bridges, approximately 2 miles (3.2 km) of causeway, and 5.5 miles (8.9 km) of approach roads, crossing the Chesapeake Bay and preserving traffic, on the Thimble Shoals and Chesapeake shipping channels)!. 

… desde que abriu, a Chesapeake Bay Bridge-Tunnel, já  foi atravessada por mais de 100 milhões de veículos !. (since it opened, the Chesapeake Bay Bridge-Tunnel has been crossed by more than 100 million vehicles)!.

…dizem que esta ponte, no local estratégico que se encontra, poupa  aos motoristas, à volta de 95 milhas (135 km) e 1,5 horas numa viagem entre, Virginia Beach e os pontos a norte e a leste do Vale de Delaware, sem passar pelo congestionamento de trânsito, na área de metropolitana de Baltimore e Washinghton!. (say that this bridge, in the strategic place that is, saves motorists 95 miles (153 km) and 1,5 hours on a trip between Virginia Beach and points north and east of the Delaware Valley, without going through the traffic congestion in the Baltimore- Washinghton Metropolitam Area!.

…esta ponte túnel, substituiu os serviços de ferry de veículos, que operavam a partir de South Hampton Roads e da Península de Virgínia, na década de 1930!. (this tunel bridge, replaced vehicle ferry services that operated from South Hampton Roads and from the Virginia Peninsula from the 1930s)!.

…e continua a ser um, dos apenas dez sistemas de túnel de ponte no mundo, três dos quais estão localizados em Hampton Roads, Virgínia.! (and remains one of only ten bridge-tunnel systems in the world, three of which are located in Hampton Roads,Virginia)!.

Highway 64, Virginia! (to west)

…logo à saída da ponte, tomámos a estrada número 60, com intenção de ver as praias de Virginia, tal como já fizemos há muitos anos atrás, porém agora, existem edifícios, restaurantes, lojas, hoteis e outras estructuras na beira do mar, que nos fecham o acesso à praia, é o progresso, voltámos, rumo ao oeste, na estrada número 64!. (just off the bridge, we took road number 60, intending to see the beaches of Virginia, as we did many years ago, but now there are buildings, restaurants, shops, hotels and other structures on the edge of the sea, which closes us access to the beach, is progress, we returned, heading west, on road number 64)!.

Highway 64, Virginia! (Hampton Roads Bridge-Tunnel)

…passámos outra ponte túnel, é a Hampton Roads Bridge-Tunnel, é um cruzamento de 3,5 milhas (5.6 km) para a Interstate 64 e Route 60, é uma instalação de quatro pistas que inclui pontes, cavaletes, ilhas artificiais e túneis sob os principais canais de transporte para o Porto de Hampton Roads, na parte sudeste da Virgínia!. (we passed another tunnel bridge, it’s the Hampton Roads Bridge- Tunnel, is a 3.5 miles (5.6 km) long crossing for Interstate 64 and U.S.Route 60, it is a four-lane facility comprising bridges, trestles, man-made islands, and tunnels under the main shipping channels for Hampton Roads harbor in the southeastern portion of Virginia)!.

Highway 64, Virginia! (Hampton Coliseum)

…para quem viaja na estrada 64, em direção ao oeste, no lado direito, desperta a nossa atenção um lindo edifício, que dá pelo nome de Hampton Coliseum, é uma arena polivalente e, a capacidade do local, é configurável de 9,800 a 13,800 lugares!. (for those who travel on highway 64, towards the west, on the right side, arouses your attention a beautiful building, which gives the name Hampton Coliseum, is a multi-purpose arena, and the venue capacity is configurable from 9,800 to13,800 seats)!.

Highway 64, Virginia! (to west)

…já era quase noite, quando chegámos à cidade Williamsburg, que era o nosso destino para o dia de hoje!. (it was almost night when we arrived in Williamsburg, which was our destination for today)!.

Highway 64, Virginia! (Williamsburg, RV Park)

…aqui, nesta cidade, que amanhã, vamos visitar com muita atenção, dormimos na nossa “White Fox”, num RV Parque!. (here in this city, that tomorrow, we will visit very carefully, we sleep in our “White Fox” in a RV Park)!.

Tony Borie, October 2017.