…the companion “Boia” (Floater)!

…the companion “Boia” (Floater)!

…o companheiro “Bóia”!. (The companion “Boia” (Floater)!.

…o uniforme que usávamos era feito em pano amarelo, como era o nosso futuro, o nosso sentimento, ou o mêdo que sentíamos a cada momento!. Algum tempo depois, chegaram tropas com um uniforme diferente, a cor era verde azeitona!. Diziam até que era feito de tecido que melhor se adaptava ao clima tropical, podia ser verdade mas, estes novos militares, que usavam essa cor de uniforme, logo foram baptizados de “Periquitos”!. (The uniform we wore was made of yellow cloth, as was our future, our feeling, or the fear we felt every moment!. Some time later, troops arrived in a different uniform, the color was olive green! They even said that it was made of fabric that best suited the tropical climate, it could be true, but these new soldiers, who wore that uniform color, were soon baptized as “Parakeets”)!.

…imediatamente surgiu um fenómeno típico na sociedade militar daquela época que era, “a velhice é um posto”!. Portanto, esses militares podiam ser pessoas com bastante instrução de combate, com escola superior, proferirem palavras com bastante senso que, todas essas qualidades não tinham qualquer interesse no entender do outro militar, que usava uniforme amarelo!. A razão era, as palavras vinham da boca de um “Periquito”!. (Immediately a typical phenomenon emerged in the military society of that era which was, “old age is a post”!. Therefore, these soldiers could be people with enough combat instruction, with high school, to utter words with enough sense that, all these qualities had no interest in the understanding of the other military, who wore a yellow uniform!. The reason was, the words came from the mouth of a “Parakeets”)!.

…o exemplo, não era bem assim, mas ajustava-se quase a nós, militares Europeus que estávamos em África, entre outras coisas, impondo restrições à população nativa, querendo modificar o seu meio de vida, sobretudo a sua religião!. Era quase impossível isso acontecer, havia adultos, cujos costumes lhes foram ensinados pelos seus progrenitores, em que eles acreditaram e ouviram, quando ainda eram crianças!. Na nossa modesta opinião, nós estávamos em África a atrapalhar, única e simplesmente!. Portanto, também na opinião dos militares que usavam uniforme de cor amarela, que eram mais velhos, talvez alguns até se considerassem progrenitores, aqueles “Periquitos”, só vinham atrapalhar!. (The example, it was not quite like that, but it fit almost to us, the European military what were in Africa, among other things, imposing restrictions on the native population, wanting to change their livelihood, especially their religion! It was almost impossible for this to happen, there were adults, whose customs were taught them by their progrenitors, in which they believed and heard, when they were still children!. In our modest opinion, we were in Africa to hinder, simply and simply!. So, too, in the opinion of the military who wore yellow uniforms, who were older, perhaps some even considered themselves progrenitors, those “Parakeets”, they were only in the way)!.

…nós, que já por ali andávamos a algum tempo, podemos dizer que quem baptizou estes novos militares com uniforme de cor verde azeitona, de “Periquitos”, foi um companheiro, cujo nome de guerra era “Bóia”, nome que lhe foi colocado porque, sendo oriundo da região do Alentejo em Portugal, falava devagar, com sotaque bastante popular que só ele sabia, muito difícil de imitar!. No seu vocabulário existia um conjunto de palavras que só ele e mais uns quantos entendiam, como por exemplo, quando se aproximava a hora da refeição dizia:

– hei compadres, está na hora de ir à “bóia”!.

…a “bóia”, na sua linguagem era a comida e, um certo dia, quando chegou ao aquartelamento uma viatura militar com tropas vindas da capital Bissau, vestidos com o novo uniforme de cor verde azeitona, ele, o “Bóia”, sorrindo, fazendo crescer o seu grande bigode, retorcido nas pontas, pois era tropa dos velhos, pertencendo a uma Companhia de Infantaria, cujo capitão comandante, batia nos soldados e furriéis, disse:

– oh raio, parecem periquitos!.

…o nome pegou!.

(We who have been around for some time, we can say that whoever baptized these new soldiers in olive green uniform of “Parakeets”, was a companion, whose name of war was “Boia”, (Floater), name that was placed because, coming from the Alentejo region in Portugal, he spoke slowly, with a very popular accent that only he knew, very difficult to imitate!. In his vocabulary there was a set of words that only he and a few others understood, as for example, when the hour of the meal approached, he said:

– hey buddies, it’s time to go to the “boia” (floater)!.

The “boia” (floater), in its language was the food and, one day, when a military vehicle arrived with the troops from the capital Bissau, dressed in the new olive green uniform, he, the “Boia” (Floater), smiling, growing his big mustache, twisted at the tips, for it was a troop of the old men, belonging to an Infantry Company, whose captain commander, beat the soldiers and sergeants, said:

– Oh man, they look like “Parakeets”!.

The name caught)!.

…o excelente companheiro, soldado de combate, “Curvas, alto e refilão”, (de quem já aqui falámos por diversas vezes), um certo dia, à hora da refeição, falando a respeito deste capitão que batia nos soldados e furriéis, pega no recipiente onde a comida vinha para a mesa, parecido com uma simples bacia de alumínio, que tanto servia para se usar em comida sólida, sopa, café ou vinho, e diz:

– cabrão!. “Ca granda filho da puta”!. Se me batesse, enfiava-lhe com esta bacia cheia de merda naquele focinho, que até lhe partia os cornos!.

…era asim o homem!. Quando se lhe desprendia a língua, era melhor fugir-mos!.

…para nossa salvação andava sempre por perto o soldado telegrafista “Trinta e Seis”, (de quem também já aqui falámos por diversas vezes), baixo e forte na estatura, que quando caminhava, alguns diziam que “rolava”, o que ele respondia levantando o dedo do meio da mão direita, num gesto com tendências para o herótico, logo lhe disse:

– cala-te homem de Deus!. Tem respeito, isto é a mesa onde todos comem!.

(The excellent companion, combat soldier, “Curvas, alto e refilão”, (high and complicative, of whom we have already spoken several times), a certain day, at the time of the meal, talking about this captain who beat the soldiers and sergeants, picks up the container where the food came to the table, like a simple aluminum bowl, which was so good to use in solid food, soup, coffee or wine, and says:

– Bastard!. What a great son of a bitch! If he hit me, I would thrust him into this bowl full of shit on that muzzle, which even broke his horns!.

It was like the man!. When his tongue slid, we had better run away!.

For our salvation, the telegraph soldier “Thirty-Six” (of whom we have spoken several times) was always around, low and strong in stature, that when he walked, some said that he “rolled”, which he answered by raising the middle finger of his right hand in a gesture with tendencies towards the heroic, then said:

– Shut up, man of God!. You have respect, this is the table where everyone eats)!.

…com todos estes pormenores, estamos a desviar-nos da verdadeira história, portanto tudo começa aqui, cá vai!.

…havia uma pequena ponte, distante do aquartelamento, na estrada, que mais parecia um carreiro, que ia dar à aldeia de Cutia, guardada durante o dia por uma secção (grupo) de combate!. Na época das chuvas, formava-se um grande pântano, em redor do que chamavam “Bolanha do Sul”, com alguns quilómetros de extensão, mas onde se transitava com algum cuidado pela estrada de terra, que era um pouco mais alta, onde a água tinha pouca ou quase nenhuma altura e, quem conhecia o caminho ia e vinha com o mínimo de problemas!.

(With all these details, we are diverting from the true story, so everything starts here, here it goes!.

There was a small bridge, far from the barracks, on the road, which looked more like a path, which was going to give the village of Cutia, guarded during the day by a section (group) of combat! In the rainy season, a large marsh formed around what they called “Bolanha do Sul”, a few kilometers in length, but where it moved with some care on the dirt road, which was a bit higher, where the water had little or almost no height and who knew the way went and came with the least problems)!.

…a zona onde a ponte estava localizada era seca!. Os militares destacados para esta tarefa de segurança da ponte, iam para lá pela manhã, regressando quase noite, numa viatura militar, onde além de armas, munições e aparelhagem de comunicação, levavam comida para todo o dia!. Aos poucos, construíram uma espécie de pequena fortaleza, era um abrigo cujas paredes eram feitas com sacos de terra, coberto com uma estructura de troncos de palmeira, algumas folhas de zinco, que por sua vez estavam também cobertas com sacos de terra!. (The area where the bridge was located was dry!. The soldiers assigned to this task of security of the bridge, went there in the morning, returning almost night, in a military vehicle, where besides arms, ammunition and equipment of communication, they took food for all day!. Gradually they built a kind of small fortress, a shelter whose walls were made of earthen bags, covered with a structure of palm trunks, a few sheets of zinc, which in turn were also covered with earthen bags)!.

…ali passavam o dia, onde entre outras coisas, identificavam quem passava na ponte, visitavam uma aldeia próxima, onde alguns naturais cultivavam as terras pantanosas e criavam alguns animais, sendo pessoas pacatas, pelo menos pareciam, no entanto não havia pessoas novas, eram só velhos e crianças, mesmo crianças!. Havia até alguns militares que queriam fazer esta segurança à ponte, pois no regresso traziam aguardente de palma, que talvez comprassem aos naturais!. (There they spent the day, where, among other things, they identified who was on the bridge, visited a nearby village, where some of the natives cultivated the marshy lands and raised some animals, being calm people, at least they seemed, nevertheless there were no new people, they were just old and children, even children!. There were even some soldiers who wanted to make this safety to the bridge, because on the return they brought palm brandies, which they might buy from the natives)!.

…o companheiro “Bóia”, algumas vezes, no aquartelamento falando connosco, admirava-se de na tal aldeia próxima da ponte, não haver pessoas novas, mas havia crianças, mesmo crianças e, dizia-nos torcendo o bigode:

– ali existe “marosca”!.

…”marosca”, na sua linguagem, queria dizer que qualquer coisa não baitia certo!.

(The companion “Boia” (Floater), sometimes in the barracks talking to us, we were amazed that in such a village near the bridge, there were no new people, but there were children, even children and, twisting his mustache was saying:

– there exists “marosca”!.

“Marosca”, in its language, meant that anything was not right!.

…nesse dia, o nosso companheiro “Bóia”, é destacado para com outros militares ir prestar segurança à referida ponte!. Chegam, inspecionam o local, normalmente deixavam alguns sinais combinados, em certos pontos estratégicos para saberem se alguém tinha usado a ponte ou a pequena fortaleza durante a noite!. Nesse dia sim, os sinais combinados estavam parcialmente destruídos, alguém por ali tinha andado!. Verificando melhor, havia sinal de pegadas, de sandálias que os militares conheciam, pois faziam parte do uniforme dos guerrilheiros, logo conhecidas!. (On that day, our companion “Boia” (Floater), is detached to other soldiers to provide security to said bridge!. They arrive, inspect the site, usually leave some signs combined, at certain strategic points to know if someone had used the bridge or the small fortress at night!. That day, yes, the combined signs were partially destroyed, someone had walked there! Checking better, there was a sign of footprints, sandals that the military knew, because they were part of the uniform of the guerrillas, soon known)!.

…ficam em estado de alerta, comunicando ao aquartelamento o sucedido!. Recebem ordens para continuarem com algum cuidado, que alguma tropa iria imediatamente para lá, reforçar a zona da ponte, fazendo uma patrulha mais profunda nas redondezas!. (Are in a state of alert, communicating to the barracks what happened!. They are given orders to carry on with some care, that some troops would immediately go there, reinforce the zone of the bridge, making a deeper patrol in the vicinity)!.

…o “Bóia”, com o cigarro no canto da boca, com o seu ar bonacheirão, com a mão direita, pois a esquerda segurava a espingarda metralhadora G-3, tira o cigarro da boca, molha os dedos com saliva, coloca de novo o cigarro na boca, torcendo as pontas do seu bigode, diz baixinho:

– deixa lá ver o que estes “compadres”, andaram por aqui a fazer durante a noite!.

(The “Boia” (Floater), with the cigarette in the corner of his mouth, with his bonhomme air, with his right hand, because the left hand held the G-3 machine gun, took his cigarette out of his mouth, wet his fingers with saliva, put the cigarette in his mouth again, twisting the ends of his mustache, he says softly:

– let’s see what these “compadres” (relatives) have been doing here for the night)!.

…enquanto os militares se encontravam quase todos juntos a discutir a situação, o “Bóia”, com passo lento mas firme, começa a atravessar a ponte com a espingarda metralhadora nas mãos, pronta a disparar, quase como se andasse à caça aos coelhos em alguma herdade, lá na província do seu Alentejo quando, mais ou menos ao meio da ponte, mais perto do final, possívelmente sentiu qualquer coisa a tocar-lhe na perna, prendendo-lhe o movimento!. O infeliz companheiro “Bóia”, não viu mais nada!. Sem se aperceber accionou um engenho explosivo que lhe destruíu quase todo o corpo!. (While the military were almost all together discussing the situation, the “Boia” (Floater), with a slow but firm step, began to cross the bridge with the machine gun in his hands, ready to fire, almost as if hunting the rabbits in some homestead, there in the province of his Alentejo when, more or less in the middle of the bridge, closer to the end, he possibly felt something touching his leg, catching his movement! The unfortunate companion “Buoy”, did not see anything else!. Without realizing it triggered an explosive device that destroyed almost the entire body)!.

…a sua alma fugiu, sabe-se lá para onde!. O seu corpo foi recolhido aos bocados!. Mais soldados foram atingidos pelos estilhaços!. Quando chegaram os reforços, que aumentaram o andamento ao ouvirem o rebentamento do engenho explosivo, deparam com toda esta cena!. Parte dos soldados choravam, tentando recolher os restos da pessoa a quem carinhosamente chamavam “Bóia”!. (Your soul has fled, you know where! Your body was collected in the bites!. More soldiers were hit by the shrapnel!. When the reinforcements arrived, they increased their tempo when they heard the explosion of the explosive device, they come across all this scene! Some of the soldiers were crying, trying to collect the remains of the person they affectionately called “Boia” (Floater)!

…tudo isto nos ficou no pensamento pois, quando chegaram ao aquartelamento, com o resto do corpo do infeliz “Bóia”, tínhamos acabado de decifrar uma mensagem, dirigida à Companhia de Infantaria, a que este infeliz companheiro pertencia, comunicando que se deviam de apresentar num dos próximos dois dias no Comando Territorial da Província, na capital Bissau, a fim de embarcarem para Portugal, pois tinham completado o tempo de serviço na então Província Colonial da Guiné, que naquela época era de dois anos!. (All this was in our minds, for when we arrived at the barracks with the rest of the body of the unfortunate “Boia” (Floater), we had just deciphered a message addressed to the Infantry Company to which this unfortunate companion belonged, were to present in one of the next two days in the Territorial Command of the Province, in the capital Bissau, in order to embark to Portugal, since they had completed the time of service in the then Colonial Province of Guinea, that at that time was two years)!.

…esperaram pela chegada da outra força militar que os vinha substituir naquele cenário de guerra, que veio no mesmo barco que os havia de levar de regresso a Portugal onde, com a vontade exercida pelos seus companheiros, junto do comando a que nós pertencíamos e, com a nossa interferência e colaboração, responsabilizando-nos entre todos pelo pagamento, pois no tempo do Portugal Colonial, todas as Províncias do então Ultramar, no entender dos então governantes, eram o mesmo Portugal, portanto os militares mortos em combate, única e simplesmente, quando era possível recuperar os seus corpos, ficavam enterrados na então província do Ultramar onde tinham morrido!. Assim o infeliz companheiro “Bóia”, regressou a Portugal, mas dentro de um caixão!.
(They waited for the arrival of the other military force that came to replace them in that scene of war, that came in the same boat that would take them back to Portugal where, with the will exerted by their comrades, with the command to which we belonged and, with our interference and collaboration, making us all responsible for the payment, because in the time of Colonial Portugal, all the Provinces of the then Ultramar, in the opinion of the then rulers, were the same Portugal, therefore the soldiers killed in combat, unique and simply, when it was possible to recover their bodies, they were buried in the then province of Overseas where they had died! Thus the unfortunate companion “Boia” (Floater), returned to Portugal, but inside a coffin)!.

…era esta a guerra onde estávamos envolvidos!. Não havia regras de sobrevivência, o militar estava exposto até ao último minuto da sua estadia, sendo substituído por outra força militar em pleno cenário de combate, não tendo qualquer chance, mesmo que houvesse leis, não havia meios de alojamento na capital Bissau para que fosse possível um pequeno restabelecimento uns dias antes de regressar à Metrópole, como então se dizia!. (This was the war where we were involved!. There were no rules of survival, the soldier was exposed until the last minute of his stay, being replaced by another military force in full combat scenario, not having any chance, even if there were laws, there was no means of accommodation in the capital Bissau so that a small reestablishment was possible a few days before returning to the Metropolis, as it was said)!.

…alguns, favorecidos pela sorte, que regressaram vivos, apresentavam-se à família, no cais da Alcântara em Lisboa, com a roupa rota e suja, as botas também rotas, com o cabelo comprido, com grandes barbas e bigodes, os dentes negros, mas mesmo negros, vários insectos minúsculos em determinadas zonas do corpo, cara de selvagens, falando pouco, desconfiados, deprimidos, olhando sempre para o chão, algumas encurrilhas na testa, em sinal e na expectativa do pior, não queriam que lhes tocassem no corpo, admirados por verem tantas pessoas trajando civilmente, pensando que ainda estavam debaixo de um abrigo, que os guerrilheiros iam atacar, que o arroz que iam comer lhes fazia os intestinos andarem parados por dias, com dores constantes na região do estômago e que só de facto algum excesso de álcool, entre outras coisas, lhes fazia ter uma vida considerada “normal”!. (Some, favored by luck, who returned alive, showed up at the Alcantara pier in Lisbon, their clothes broken and dirty, their boots also broken, their hair long, their beards and mustaches, their teeth black, but even black, several tiny insects in certain the face of the savage, talking little, suspicious, depressed, always looking at the floor, some curves on the forehead, in sign and the expectation of the worst, did not want to be touched in the body, amazed to see so many people in civilian clothes, thinking that they were still under a shelter, that the guerrillas were going to attack, that the rice they were going to eat made their intestines walk for days, with constant pains in the region of the stomach and that only in fact some excess of alcohol, among other things , made them have a life considered “normal”)!.

…alguns, todos estes sintomas não mais sairam do seu corpo e, passado mais de cinquenta anos, os que ainda estão vivos, que são homens com um “H” muito grande, ainda apresentam por vezes todo este aspecto, também por vezes alteram um pouco a sua voz de revolta!. Algumas pessoas da nova geração, onde se incluem muitos políticos, ao verem-nos viram a cara, riem-se baixinho, dizendo:

– deixa lá esse desgraçado falar, pois aquilo é só stress e saudades da guerra!.

(Some, all these symptoms have not left his body and, after more than fifty years, those who are still alive, who are men with a very large “M”, sometimes present all this aspect, sometimes also they alter their rebellious voice a little! Some people of the new generation, where many politicians are included, when they see us they see the face, they laugh at themselves, saying:

– Let that bastard speak, because that is only stress and miss the war)!.

…oxalá que o “Curvas, alto refilão”, ainda esteja vivo, mas que não leia este texto, porque depois de ouvir todas estas considerações do amigo e companheiro “Cifra”, que com ele sofreu o mêdo e a angústia da Guerra Colonial Portuguesa, é capaz de vir por aí, maldizendo tudo e todos, pois era a pessoa que mais bem preparada estava naquele tempo, para enfrentar aquele conflito, pelo menos na sua reles linguagem!. (I hope the “Curvas, alto e refilão”, (high and complicative), is still alive, but do not read this text, because after listening to all these considerations of the friend and companion “Cifra”, who with him suffered the fear and anguish of the Portuguese Colonial War, able to come around, cursing everyone and everything, for he was the person best prepared at that time, to face that conflict, at least in his language)!.

Tony Borie, June 2018.