..the Agueda River!.

…o Rio Águeda!…. (the Agueda River)!.

…nós, uma criança alegre, despreocupada, sem conhecimento de que à sua volta se desenvolvia o conflito mais mortal da história da humanidade, envolvendo directamente mais de 100 milhões de pessoas de mais de 30 países, marcado por 50 a 85 milhões de mortes, a maioria das quais civis, que incluíram massacres, o genocídio do Holocausto, bombardeios estratégicos, morte premeditada de fome e doenças e o único uso de armas nucleares em conflitos, que deu pelo nome de Segunda Guerra Mundial, uma guerra global, que durou de 1939 a 1945!. (We, a cheerful, carefree child, unaware that the most deadly conflict in the history of humankind was unfolding, directly involving more than 100 million people from more than 30 countries, marked by 50 to 85 million most of which were civilians, including massacres, Holocaust genocide, strategic bombing, premeditated starvation and starvation, and the only use of nuclear weapons in conflict, which he called World War II, a lasted from 1939 to 1945)!.

…nascemos, crescemos e vivíamos lá, naquela aldeia remota do Vale do Ninho d’Águia, na encosta agreste da montanha do Caramulo, quase uma divisão entre a montanha e o mar, onde pela noite, não havendo luz eléctrica, se a terra tremesse, nascendo dos céus uma pequena luz, que seria uma qualquer estrela, talvez uma estrela nova, daquelas que fazem oscilar um continente, ninguém dava por isso!. (We were born, grew and lived there, in that remote village of the Valley of the Nest of Eagle, on the rugged hillside of the Caramulo mountain, almost a division between the mountain and the sea, where at night, there being no electricity, earth shake, a small light rising from the skies, that would be any star, maybe a new star, those that make a continent oscillate, no one gave it)!

…era uma região, onde a sua ocupação antiga remonta à Idade do Bronze, marcada por diversos monumentos megalíticos, como por exemplo, a alguma distância ao norte da nossa aldeia, está o sítio arqueológico do “Cabeço do Vouga”, uma importante fortificação militar romana ao longo das rotas de Olissipo (Lisboa) até Bracara Augusta (Braga), que foi povoada por sucessivos habitantes, onde por certo se incluíam os celtas, os turdulianos ou os lusitanos!. (Was a region where its ancient occupation dates back to the Bronze Age, marked by several megalithic monuments, such as some distance north of our village, is the archaeological site of “Head of the Vouga”, an important military fortification Roman route along the routes from Olissipo (Lisbon) to Bracara Augusta (Braga), which was populated by successive inhabitants, where the Celts, the Turdulians or the Lusitanians were certainly included)!.

…principalmente o povo Celta, que formaram um ramo da maior família indo-européia e, que entraram na história por volta de 400 aC, já divididos em vários grupos linguísticos e se espalharam por grande parte da Europa continental ocidental, com destaque para a Península Ibérica, a Irlanda e a Grã-Bretanha!. (Mainly the Celtic people, who formed a branch of the largest Indo-European family, and who entered history around 400 BC, already divided into various linguistic groups and spread throughout much of Western Continental Europe, the Iberian Peninsula, Ireland and Great Britain)!.

…vários historiadores acreditaram que o povo Celta vinha das ilhas da foz do Reno e eram “expulsos de suas casas pela frequência das guerras e pela violenta ascensão do mar”!. (Several historians believed that the Celtic people came from the islands of the Rhine mouth and were “expelled from their houses by the frequency of the wars and by the violent rise of the sea”)!.

…povo com estes princípios, acreditamos nós que, ao andarem pela Península Ibérica, se devem ter localizado nas colinas do noroeste, entre os rios Tormes, Douro e Tejo, do que é hoje o país Portugal, talvez por causa da aproximação ao mar, adoptando formas de vida mais urbanas, chegando mesmo a cunhar moedas, com inscrições celtibéricas!. (People with these principles, we believe that, as they travel through the Iberian Peninsula, they must have been located in the northwestern hills, between the Tormes, Douro and Tejo rivers, of what is now Portugal, perhaps because of the sea, adopting more urban forms of life, even cointing coins, with Celtiberian inscriptions)!.

…de uma maneira ou de outra, nós, talvez descendentes do povo Celta, somos guerreiros, aventureiros e gostamos do mar e, quando ainda crianças em pleno crescimento, corríamos, descalços e com pouca roupa no corpo, descendo e subindo as encostas daquele vale, onde ao fundo corria um pequeno ribeiro, formando alguns pequenos lagos de água limpa e pura, onde nos podíamos banhar e beber a sua água!. (In one way or another, we, perhaps descendants of the Celtic people, are warriors, adventurers and we like the sea, and when we were still growing children, we would run barefoot and with little clothing on our bodies, going down and up the slopes of that valley, where in the background a small stream flowed, forming some small lakes of clean and pure water, where we could bathe and drink its water)!.

…o ribeiro, por sua vez, corria em direcção à ribeira da aldeia de Assequins, onde aí sim, a crosta terrestre, lentamente começava a ser plana, flutuando por perto aquelas zonas ribeirinhas do Rio Águeda, onde essa ribeira vinha a desaguar, quase junto à então vila de Águeda, que naquela época era um local próspero, (embora nós, oriundos das aldeias serranas, não usufruímos dessa prosperidade, pois éramos considerados, serranos, patêgos), com um comércio estável que apoiava negócios locais ou regionais e, existia um porto fluvial, onde os barcos atracavam, trazendo peixe fresco das praias do oceano Atlântico, levando lenha, pessoas e bens, de volta!. (The brook, on the other hand, ran towards the stream of the village of Assequins, where the earth’s crust slowly began to be flat, floating by those riverside areas of the Águeda River, where the stream was pouring, almost next to the then village of Águeda, which at that time was a prosperous place (although we, from the mountain villages, did not enjoy this prosperity, since we were considered, from mountain, “patêgos”), with a stable commerce that supported local or regional business and, there was a river port, where the boats docked, bringing fresh fish from the shores of the Atlantic Ocean, carrying firewood, people and property, back)!.

…esta então vila de Águeda, onde em criança frequentámos a Escola do Adro, em épocas remotas, funcionou como um centro auxiliar na estrada para Santiago de Compostela e, com a sua posição geográfica assim a beneficiava, (à beira dum rio), dizem que foi certamente visitada pela rainha Isabel, no ano de 1325, durante as suas costumeiras peregrinações àquele centro religioso!. Mais tarde, por volta do ano de 1834, ascendeu à categoria de assento municipal, como consequência da Revolução Liberal Portuguesa, sendo um importante lugar político, com posição político-militar estratégica, permitindo que esta então vila, apoiasse as tropas militares durante a segunda invasão francesa, quando funcionava como hospital militar!. (This village of Águeda, where as a child we attended the School of the Adro, in remote times, functioned as an auxiliary center on the road to Santiago de Compostela and, with its geographical position so benefited, (at the edge of a river) , say that she was certainly visited by Queen Elizabeth in the year 1325, during her usual pilgrimages to that religious center!. Later, around the year 1834, it ascended to the category of municipal seat, as a consequence of the Portuguese Liberal Revolution, being an important political place, with strategic political-military position, allowing that this village, to support the military troops during the second French invasion, when it functioned as a military hospital)!.

…no entanto, não é da então vila de Águeda, que hoje queremos falar, mas sim do seu rio, do Rio Águeda, a que dedicamos este texto, para tal recorremos a algumas fotos antigas, que nos chegam de pessoas amigas, que felizmente ainda vivem lá em Portugal e, que de uma maneira ou de outra as conseguiram, o que nós do coração agradecemos!. (However, it is not the village of Águeda, which today we want to talk about, but rather its river, the River Águeda, to which we dedicate this text, for that we resorted to some old photos, which come to us from friendly people, who fortunately still live there in Portugal and, who in one way or another have succeeded, what we heartfelt thanks)!.

…nunca esqueceremos a primeira vez que vislumbrámos o rio, cremos mesmo que o estávamos ouvindo, antes de descer-mos ao seu leito, o que logo nos fez entender quanto tão vasto e importante era para nós crianças, aquele espaço!. Quando tomámos contacto com a sua água, quase como um peregrino, compreendemos, sabíamos que um dia estaríamos de volta num curto espaço e tempo!. (We will never forget the first time we glimpsed the river, we even believed we were listening to it, before descending to its bed, which soon made us understand how vast and important it was for us children, that space!. When we came into contact with his water, almost like a pilgrim, we understood, we knew that one day we would be back in a short space of time)!.

…naquela idade, habituados a banharmo-nos naqueles pequenos lagos do ribeiro do nosso vale, experimentar a água do Rio Águeda, percorrendo-o, nadando com os nossos próprios braços, era incomparável!. É verdade que nem todos são capazes de ter experiências como esta, devido ao facto de não viverem próximo de rios, mas o facto é que a experiência foi o que foi, por causa da idade de crianças, em que quase tudo era um fascínio e, de como foi feita, ou mesmo de tanto quanto onde aconteceu!. (At that age, accustomed to bathe in those small lakes of the stream of our valley, to experience the water of the River Águeda, running it, swimming with our own arms, was incomparable!. It is true that not everyone is able to have experiences like this, due to the fact that they do not live near rivers, but the fact is that the experience was what it was, because of the age of children, where almost everything was a fascination and, how it was done, or even how much it happened)!.

…acreditamos na natureza, mas especialmente na natureza profunda, como a água cristalina que naquele tempo deslizava naquele rio, que tem o mesmo nome da então vila de Águeda, atravessando-a, que tem a sua nascente na montanha do Caramulo, talvez há milhões de anos, proveniente de um qualquer “Glacier”, no lugar da aldeia de Varzielas, percorrendo um percurso de aproximadamente quarenta quilómetros, vindo a desaguar no Rio Vouga, junto à aldeia de Eirol, próximo da cidade de Aveiro, onde juntando as suas águas às da Ria com o mesmo nome, acaba por entrar nas águas do oceano Atlântico!. (We believe in nature, but especially in the deep nature, like the crystalline water that at that time glided in that river, that has the same name of the then village of Águeda, crossing it, that has its source in the mountain of Caramulo, perhaps for millions of years, from any glacier, in the a place of the village of Varzielas, traveling for about forty kilometers, coming to the River Vouga, near the village of Eirol, near the city of Aveiro, where joining its waters to the Ria with the same name, ends up entering the waters of the Atlantic Ocean)!.

…existe um ditado que diz, “sem um rio não há pessoas e sem pessoas não há um rio”!. Pensando neste ditado, recordamos as pessoas que se juntavam junto ao seu cais, por ocasião das festas da paróquia da então vila de Águeda, onde existia o cenário dos barcos moliceiros, que vinham das aldeias e vilas da região das praias do oceano, com bandeiras coloridas nos seus mastros, ancoravam no cais, acendiam os seus fogareiros, assando sardinha, cujo cheiro inundava todo o cais!. (There is a saying that says “without a river there are no people and without people there is no river”!. Thinking of this dictum, we remember the people who gathered by their docks, on the occasion of the feasts of the parish of the then village of Águeda, where the scene of the Moliceiro boats came from the villages and villages of the region of the ocean beaches, with flags colored on their masts, anchored on the docks, lit their stoves, roasting sardines, the smell of which flooded the entire pier)!.

…ou os barcos ancorados do Ti’André, que os alugava a 15 tostões à hora, mas não podíamos nos distanciar da sua vista, pois ficava sentado junto ao cais, esperando-nos, ocupando o espaço do seu negócio de peixe, na antiga Praça do Peixe, que existia junto ao cais!. (Or the anchored boats of the Ti’André, who rented them at fifteen pence an hour, but we could not distance ourselves from his sight, for he was sitting by the dock waiting for us, occupying the space of his fish business, in the old Fish Square, which existed by the pier!.

…mesmo até dos “quiosques” que lá existiam, junto ao cais, um, que vendia jornais e os livritos do “mundo de aventuras”, outro, da senhora Iria, que vendia fruta, com destaque para as bananas, que era uma fruta rara, por ser tropical!. (Even one of the “kiosks” that existed there, near the dock, one, which sold newspapers and books of the “world of adventure”, another one of Mrs. Iria, who sold fruit, especially bananas, which was a rare fruit, for be tropical)!.

…para o lado da nascente do rio, logo a seguir à ponte, do lado oposto da então vila, existia um pequeno cais de onde saíam por ocasião das festas da Páscoa, viajens em barcos moliceiros, puxados à vara, que partiam em direcção à nascente, à montanha, onde navegavam grupos de pessoas ilustres da vila, com serviço de criados, (onde a nossa querida mãe Ilda se incluía como servente), realizando banquetes, regados com vinho tirado do barril, (não se usava garrafas), navegando rumo ao parque do Souto do Rio, que era uma área com árvores frondosas, numa zona quase plana junto ao rio, na colina de uma pequena montanha!. (To the side of the source of the river, just after the bridge, on the opposite side of the village, there was a small quay from where they went on the occasion of Easter celebrations, trips on Moliceiro boats, pulled to the pole, (where our beloved mother Ilda was included as servant), making banquets, watered with wine taken from the barrel, (no bottles were used) , sailing towards the Souto do Rio park, which was an area with leafy trees, in an almost flat area by the river, on the hill of a small mountain)!.

…o rio, ao passar sob a ponte da então vila, fazia uma pequena curva, que aos nossos olhos de criança, parecia muito grande!. A sua água ia limpa, peixes, como as carpas, os pimpões ou os robacos, escondiam-se em pequenas áreas com vegetação!. Os patos do senhor “Tanoeiro” de Além da Ponte, nadavam e multiplicavam-se, criando ninhos, que só ele sabia o seu lugar!. A nora gigante, montada numa pequena represa, onde nós aprendemos a nadar, “chiava”, levando a água a fertilizar os campos da várzea, cultivados com milho!. (The river, passing under the bridge of the then village, made a small curve, which in our eyes as a child, seemed very large!. Their water was clear, fish, like carp, pimp or robacos, hid in small areas with vegetation!. The ducks of Senhor “Cooper” of Beyond the Bridge, swam and multiplied, creating nests, that only he knew its place!. The giant “ferris wheel”, mounted on a small dam, where we learned to swim, “squealed”, taking water to fertilize the fields of the várzea, grown with corn)!.

…algumas mulheres, “usavam a música dos seus sonhos de verão”, cantavam, lavavam e secavam a roupa nos areais do lado nascente, porque no inverno, “sofriam a música dos seus sonhos de inverno”, que eram as inundações, criadas pela chuva e algumas tempestades, não só na várzea, como nas ruas da então vila, e nós, ouvíamos muitas vezes as pessoas a gritar:

   – acudam, o meu Manel foi na bateira, buscar as duas ovelhas que, andavam a pastar do lado de lá do Rio e, estão cercadas pelas águas!.

(Some women “used the music of their summer dreams”, sang, washed, and dried their clothes on the sands of the east side, because in winter they “suffered the music of their winter dreams”, which were the floods created by rain and some storms, not only in the floodplain, but also in the streets of the village, and we often heard people shout:

  – They go, my Manel went in the “bateira”, to look for the two sheep that, were grazing on the side of there of the River and, are surrounded by the waters)!.

…ou mesmo, frazes como estas:

  – lá vai mais uma vaca e uma cabra, já mortas a boiar, levada pelas águas da corrente!.

(Or even, frazes like these:

  – There goes another cow and a goat, already dead to float, taken by the waters of the current)!.

…ou alguns habitantes das ruas inundadas, procurando, laranjas, tangerinas e outras coisas, que boiavam nas águas que enchiam as ruas!. (Or some of the inhabitants of the flooded streets, searching, oranges, tangerines and other things, that floated in the waters that filled the streets)!.

…mesmo alguns habitantes da parte baixa da então vila, guardavam pequenas bateiras no quintal, esperando as inundações do inverno!. (Even some inhabitants of the lower part of the village, kept small bundles in the yard, waiting for the floods of winter)!.

…há uns anos atrás, finalmente visitámos Portugal e, o impacto visual do desenvolvimento por si só, mudou o cenário para sempre!. O possível impacto visual do Rio Águeda é inimaginável!. Existe uma represa para guardar a água em frente à agora cidade de Águeda, é um mar de água rasa, sem corrente, que inundou a maior parte do que era o nosso rio, que por sua vez era, “um lugar sagrado, onde os Espíritos habitavam”, onde, principalmente na época de verão, assoriado em algumas partes, dava origem a extensos areais, que eram o nosso lugar de diversão e o lugar de trabalho das lavadeiras, preservado para a eternidade como um “monumento do tempo”!. (A few years ago, we finally visited Portugal and the visual impact of development alone changed the landscape forever!. The possible visual impact of the Águeda River is unimaginable!. There is a dam to guard the water in front of the now city of Águeda, it is a shallow, uncharged sea of water that flooded most of what was our river, which in turn was “a sacred place, where the Spirits inhabited”, where, especially in the summer time, assorted in some parts, gave rise to extensive sand, which were our place of fun and the place of work of washerwomen, preserved for eternity as a “monument of time”)!.

…com estes arranjos urbanísticos de embelezamento, (dizem-nos que é o progresso) mas, juntos, esses factores destruiram totalmente a nossa experiência de criança, mudaram a vida e o percurso natural do Rio Águeda!. Para nós, o nosso rio de criatnça, está perdido para sempre e, nunca mais será reclamado o nosso rio original! (With these urbanistic arrangements of beautification, (they tell us that it is progress), but together, these factors completely destroyed our experience as a child, changed the life and the natural course of the Águeda River!. For us, our child’s river is lost forever, and our original river will never be reclaimed)!

…nós, guardamos na nossa memória, o silêncio sagrado da água limpa correndo, naquele leito desbotado, os bosques sombrios de árvores antigas que existiam escondidos nas suas margens, onde havia ninhos de pintassilgos e rouxinóis, ficando bocados nossos por lá, deste para nós, “rio sem fim”!. Hoje o nosso rio, com este aspecto moderno, será o que pretende ser, ou seja, uma atracção turística, todavia este lugar para nós é sagrado, merece o respeito de todos, merece a nossa protecção e, como alguém disse um dia, “não há nada mais prático no tempo, do que a preservação da beleza natural”!. Possívelmente estamos enganados, talvez seja o progresso que o esteja a preservar!. Oxalá que sim!. (We keep in our memory the sacred silence of the clean water, running in that faded bed, the dark woods of old trees that existed hidden in its banks, where there were nests of goldfinches and nightingales, being left ours bits there, of this one for us, “endless river”!. Today our river, with this modern aspect, will be what it pretends to be, that is to say, a tourist attraction, nevertheless this place for us is sacred, deserves the respect of all, it deserves our protection and, as somebody said one day, “there is nothing more practical in time, than the preservation of natural beauty”!. Possibly we are wrong, maybe it is the progress that is preserving it!. I hope so!

Tony Borie, March 2019.

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