…walk alone or in good company!

…walk alone or in good company!

..caminhar sózinho ou em boa companhia!. (walk alone or in good company)!.

…enquanto nós, ocasionalmente, por motivos da nossa companheira e esposa Isaura, se encontrar em convalescença de uma pequena cirurgia, caminhamos sózinhos, aproveitando a oportunidade e a tranquilidade para refletir sobre a nossa já um pouco longa vida!. (While we occasionally, on the grounds of our companion and wife Isaura, find ourselves convalescent of a minor surgery, we walk alone, taking the opportunity and the tranquility to reflect on our already a little long life)!.

…outras pessoas gostam de andar acompanhadas, proporcionando uma boa conversa, que pode ajudar a enfrentar uma caminhada mais difícil, lidando com longos e tediosos trechos, lutando contra o tempo e outras dificuldades juntos!. Um acompanhante pode ajudar-nos a decidir o caminho certo e, o que fazer quando estivermos em dificuldades e até aprofundar amizades, conversando sobre as nossas esperanças e possíveis problemas!. (Other people like to walk accompanied, providing a good conversation, which can help tackle a more difficult walk, dealing with long and tedious stretches, fighting against time and other difficulties together!. An escort can help us decide the right path, and what to do when we are in difficulties and even deepen friendships, talking about our hopes and possible problems)!.

…nós, com alguma experiência, procuramos caminhos rurais e tranquilos, sobretudo com vegetação, se possível com impressionante paisagem de água e com raios de sol, no entanto, se surgir uma chuva miudinha não ficamos desapontados, pelo contrário, até agradecemos a dádiva!. (We, with some experience, look for rural and tranquil paths, especially with vegetation, if possible with impressive landscape of water and rays of sun, however, if a small shower arises we are not disappointed, on the contrary, we even thank the gift!.

…procuramos este tempo para apreciar a paisagem, tirar fotos, e claro, conversar com outros caminhantes que por nós vão passando, considerando-nos um “artista da terra”, de contacto com a natureza, reivindicando para nós este acto de caminhar como “uma arte”!. (We look for this time to appreciate the landscape, to take photos, and of course, to talk with other walkers who are passing through us, considering us a “artist of the earth”, contact with nature, claiming for us this act of walking as “an art”)!.

…os próprios passos dos nossos pés, são um trabalho que fazem parte da paisagem que percorremos, do tempo, do espaço, onde uma simples significância, como uma folha caída, uma ave passando, um réptil escondendo-se, uma árvore centenária, são uma “prenda da natureza pura”, compensando-nos da aventura de não sabermos o que nos pode acontecer depois daquela curva, depois daquele riacho! No entanto, uma coisa é certa, o espaço significa distância e, “uma obra de arte, pode muito bem ser uma jornada”!. (The footsteps of our feet are a work that is part of the landscape we travel, time, space, where a simple significance, like a fallen leaf, a passing bird, a reptile hiding, a centennial tree , are a “gift of pure nature”, compensating us for the adventure of not knowing what can happen to us after that curve, after that stream! However, one thing is certain, space means distance and, “a work of art, may well be a journey”)!.

…já caminhámos em áreas rurais, em praias, em desertos, em pequenas áreas de famosas trilhas, como “Santa Fé”, “Oregon”, “Mormon”, “Califórnia” ou “Appalachian”!. (We have already walked in rural areas, beaches, deserts, small areas of famous trails, such as “Santa Fe”, “Oregon”, “Mormon”, “California” or “Appalachian”)!.

…já caminhámos em pequenas áreas de estradas desertas como do “Alaska Highway”!. (We have already walked on small areas of deserted roads such as the “Alaska Highway”!.

…do “Dalton Highway”!. (The “Dalton Highway”)!.

…ou da “Estrada 66”!. (or “Route 66”)!.

…já atravessámos nos dois sentidos a famosa ponte “Golden Gate” na baía de São Francisco, onde num espaço de horas, tivémos a sensação de receber na face, a brisa do pacífico, com algum nevoeiro, sol, frio ou calor!. (We have crossed both ways the famous Golden Gate Bridge in San Francisco Bay, where in a space of hours we had the sensation of receiving the Pacific breeze with some fog, sun, cold or heat)!.

…onde entre outras curiosidades, vamos apreciando colinas, montanhas, desertos, rochas esculpidas por forças naturais, capturando momentos mágicos em fotografias, onde estão representados linhas e círculos, feitos com materiais que encontramos nesses locais!. (Where, among other curiosities, we enjoy hills, mountains, deserts, rocks sculpted by natural forces, capturing magical moments in photographs, where lines and circles are represented, made with materials that we find in these places)!.

…gravámos algumas imagens ao redor do mundo, deixámos algumas marcas, feitas com pedras ou pedregulhos alinhadas em leitos secos de rios e baías, como na aldeia de Homer, no Alaska, traçámos sulcos na areia de muitas praias, de alguns oceanos, os “nossos passos, fizeram marcas, as nossas pernas carregaram e ajudaram a medir o mundo”, mas sempre com a convicção de que, “adoramos caminhar, adoramos a conexão do nosso próprio corpo com a natureza, somos nós para o mundo”, agradecendo ao “Criador” por termos vivido, por termos existido!. (We recorded some images around the world, left some marks, made of stones or boulders lined up in dry beds of rivers and bays, as in the village of Homer, Alaska, we made grooves in the sand of many beaches, “our steps, made marks, our legs carried and helped to measure the world”, but always with the conviction that, “we love to walk, we love the connection of our own body with nature, we are to the world”, thanking the “Creator” for having lived, for having existed)!.

…hoje, o tempo não está limpo, o sol ainda não apareceu, no entanto é nossa intenção caminhar, talvez na praia de Matanzas, aqui próximo de casa, esculpir os nossos pés na areia molhada, cujas marcas vão ser levadas pela maré seguinte, ou ajustar alguns galhos de uma árvore caída no areal, trazida pela maré, não sabemos de onde, para um primeiro plano de uma foto, que pode ser de lama e água, paus e pedras, ou da pequena floresta da baía do rio Matanzas!. (Today, the weather is not clear, the sun has not yet appeared, however it is our intention to walk, perhaps on the beach of Matanzas, near here, to carve our feet in the wet sand, whose marks will be carried by the tide next, or adjust some branches of a fallen tree in the sand, brought by the tide, we do not know from where, to a foreground of a photo, which may be mud and water, sticks and stones, or the small river bay forest Matanzas)!.

…a arte está nos nossos olhos de observador, na mente do criador, onde todos podemos ter um significado oculto e profundo, ou um impacto visual vigoroso, nas coisas mais simples, seja nas cidades, (detestamos cidades), ou num deserto!. Muitas vezes notamos o que os outros não percebem, percebendo nós e, talvez capturando esses momentos, que podem dar uma dimensão extra às nossas experiências de caminhadas!. (Art is in our eyes of observer, in the mind of the creator, where we can all have a deep and hidden meaning, or a powerful visual impact, in the simplest things, be it in cities, (we detest cities), or in a desert!. We often notice what others do not realize, noticing us and, perhaps capturing those moments, that can give an extra dimension to our hiking experiences)!.

Tony Borie, February 2019.