…the girl Teresa!

…a menina Teresa!. (the girl Teresa)!.

…pelas diversas situações de perigo, angústia e mêdo, porque passou em cenário de guerra, os pensamentos de um veterano de combate, giram na sua mente, pensando sempre que qualquer movimento seu, pode estar próximo do suicídio. Têm um sentimento de mêdo!. No nosso caso, passamos muito tempo pensando porque estivémos presente numa frente de combate, onde quase não sabíamos lutar!. (for the various situations of danger, anguish and fear, because he went through a war scenario, the thoughts of a combat veteran, revolve in his mind, always thinking that any movement of yours, may be close to suicide. Have a feeling of fear!. In our case, we spent a lot of time thinking about why we were present on a battle front where we almost did not know how to fight)!

…lembramo-nos que, num daqueles dias em que nos sentíamos angustiados, com bastante desespero, dirigimo-nos ao nosso comandante, expressando-lhe o nosso momento menos bom, ao que ele, pedindo-nos para nos sentar-mos na metade de um barril de vinho vazio, que por ali andava, colocando-nos a mão no ombro, com uma cara, que até nem parecia a de um comandante, nos disse mais ou menos isto:

– parabéns, estás a começar a ser uma pessoa normal!. Continua a fazer as tuas tarefas de cifrar e decifrar as mensagens, pois o teu mêdo é igual ao meu e, não significa que és um covarde, a tua coragem é fazeres as tuas tarefas, num cenário de guerra onde o mêdo, é um fenómeno constante!.

(We remember that on one of those days when we were in anguish, with great despair, we went to our commander, expressing to him our less good moment, to which he, asking us to sit down in the half a barrel of empty wine, walking about, putting his hand on his shoulder, with a face that did not even look like that of a commander, told us more or less this:

– Congratulations, you’re starting to be a normal person!. Keep doing your tasks of encrypting and deciphering the messages, because your fear is the same as mine and, does not mean that you are a coward, your courage is to do your tasks, in a scenario of war where fear is a phenomenon constant!.

…estas palavras, deram-nos algum conforto, mas nunca nos fez esquecer, aquele primeiro ministro do então país Portugal, que nos tirou o tapete debaixo dos pés, com o seu pensamento cheio de motivos políticos, mentindo-nos, fazendo-nos participar numa horrível guerra em África, contra pessoas que nunca tínhamos visto antes e que nada de mal nos tinham feito, a milhares de quilómetros da aldeia do Vale do Ninho D’Águia, naquela encosta agreste da montanha do Caramulo, onde nascemos e, que adorávamos!. (These words, they gave us some comfort, but never made us forget, that prime minister of the then country Portugal, who took the rug under our feet, with his thought full of political motives, lying to us, to take part in a horrible war in Africa against people we had never seen before and nothing had done us wrong, thousands of miles from the village of the Valley of the Nest of the Eagle, on the rugged hillside of Caramulo Mountain, where we were born, which we loved)!.

…contudo hoje, não vamos falar quase mais nada de guerra!. Vamos contar uma história, que já há muito tempo andávamos para contar mas, por isto ou por aquilo, sempre que a trazíamos para o computador, começávamos, faltando-nos a coragem de a acabar, mas pensando bem, esta história também faz parte das nossas memórias de guerra, pois a principal protagonista, era a pessoa que escrevia as cartas que a mãe Ilda nos mandava para lá, para a Guiné, para aquele maldito cenário de guerra!. (But today, we will not talk about anything more about war!. We are going to tell a story that we had been talking about for a long time, but for this or that, every time we brought it to the computer, we started, lacking the courage to finish it, but once again, this story is also part of the story our memories of war, since the main protagonist was the person who wrote the letters that Mother Ilda sent us to Guinea, to that damned war scene)!.

…depois de lerem esta história, se acharem graça, podem rir-se e, se possível bem alto, pois dizem que faz bem à saúde, mas não sejam mal intencionados, pois temos quase a certeza que alguns dos nossos queridos leitores, o vão ser!. Portanto cá vai!. (After reading this story, if you find it funny, you can laugh and, if possible, very loud, because it is said to be good for your health, but do not be malicious, for we are almost certain that some of our dear readers, they will be!. So here you go)!.

…a menina Teresa! (The girl Teresa)!.

… a menina Teresa, talvez já tivéssemos falado nela, não sabemos se estão lembrados, era uma vizinha, costureira de profissão, todavia apesar dos seus quase sessenta anos de idade, continuava solteira e, como sabia ler e escrever, entre outras actividades era a conselheira da nossa família, substituindo a rádio e a televisão, trazendo todas as notícias, principalmente as más, pois eram as que faziam a mãe Ilda ficar algo mais angustiada, lá na aldeia do Vale do Ninho D’Águia!. Era uma excelente e caridosa pessoa no dizer da mãe Ilda, mas o pai António, sempre que a via chegar, dizia:

– lá vem o “pau de virar tripas”!.

(The girl Teresa, perhaps we had already talked about her, we do not know if they remembered, she was a neighbor, a seamstress by profession, yet despite her almost sixty years of age, she remained single and, as she could read and write, among other activities was the counselor of our family, replacing the radio and the television, bringing all the news, especially the bad ones, because they were the ones that made the mother Ilda something more distressed, there in the village of the Valley of the Nest of the Eagle!. She was an excellent and caring person in the words of her Mother Ilda, but her Father Antonio, whenever he saw her come, said:

– Here comes the “stick to turn guts”)!.

…em nova, namorou com o Alberto, rapaz honesto e trabalhador, exercendo a sua profissão numa fábrica de ferragens da vila, diziam até que era um artista, trabalhava na forja e, com uma lima e um martelo, fazia qualquer peça de ferramenta!. Aquele namoro durou uns anos, até diziam alguns vizinhos, os tais “más línguas”, como existem em todas as aldeias, onde quase todos se conhecem, que já faziam vida de casados, o que naquele tempo era um sacrilégio e, que sua reverência o senhor Padre, até estava com ideias de não os deixar entrar mais na capela, onde se rezava a santa missa ao domingo!. (As a young, she dated Alberto, an honest and hardworking young man, practicing at a local ironworker’s factory, even said that he was an artist, worked in the forge and, with a file and a hammer, made any piece of tool!. That affair lasted a few years, even some neighbors said, such “bad tongues” as they exist in all the villages, where almost everyone knows each other, that they were already married, what at that time was a sacrilege and that their reverence Father, I even had ideas of not letting them enter the chapel, where the Holy Mass was said on Sunday)!.

…o Alberto, procurando melhor vida, emigrou para o Brazil, onde vivia um tio casado com uma senhora brazileira, que lhe enviou uma “carta de chamada”, que era o nome que davam ao documento de responsabilidade, para as pessoas poderem emigrar legalmente para outro país!. Com promessas de amor eterno, beijos, abraços, choros, com alguma baba e ranho, o Alberto embarca no vapor Serpa Pinto!. Ainda hoje nos lembramos do nome vapor, pois a menina Teresa, sempre dizia, com as mãos juntas e a cara virada ao céu, com uma voz, que o pai António dizia que era “estérica”:

– o meu amor Alberto foi para o Brazil no vapor Serpa Pinto!. Esse vapor me há-de levar um dia para os seus braços!.

(The Alberto, seeking a better life, emigrated to Brazil, where an uncle lived married to a Brazilian lady, who sent him a “letter of call”, which was the name given to the document of responsibility, so that people could to legally emigrate to another country!. With promises of eternal love, kisses, hugs, cries, with some drool and snot, Alberto embarks on the steam Serpa Pinto!. Even today we remember the name of vapor, for the girl Teresa always said, with her hands clasped and her face turned to the sky, with a voice that her Father Antonio said was “steric”:

– My love Alberto went to Brazil on the steam Serpa Pinto!. This vapor will take me one day to your arms)!.

…naquele tempo éramos uma criança, que andava por ali, descalço, com um “bibe” vestido, quase sempre com um bocado de broa nas mãos, às vezes mesmo uma simples côdea e, não sabendo o que era o vapor Serpa Pinto, a mãe Ilda explicou-nos, que era onde os “brazileiros” e “venezuelanos” vinham a Portugal, muito bem vestidos, com um fato branco, que chamavam “terno” ou “paletó”, uns sapatos com duas cores, que normalmente eram brancos e castanhos, ou brancos e pretos, dependia da época, alguns anéis nos dedos, com as faces rosadas e gordas, sinal de que estavam muito bem na vida!. Ficavam hospedados na pensão da vila, faziam correr o boato de que procuravam esposa e, alguns pais, com muita dignidade, pois queriam ver as filhas bem casadas e com futuro, vinham quase oferecer, e se não ofereciam directamente, faziam chegar ao conhecimento desses potenciais maridos, por intermédio de outras pessoas, que as suas filhas eram umas donzelas, que sabiam cozinhar, lavar e engomar, e que podiam levá-las à confiança, no vapor Serpa Pinto, atravessar o oceano e irem para esses países tropicais, pois além de todas estas virtudes, estavam vacinadas, iriam saber dirigir as suas casas, darem-lhe muitos filhos, pois eram muito boas parideiras, e ficarem muito ricos!. (At that time we were a child, walking around barefoot with a “bibe” dressed, almost always with a bit of cornbread in his hands, sometimes even a simple crust, and not knowing what steam Serpa Pinto, Mother Ilda explained to us, that was where the “Brazilians” and “Venezuelan” came to Portugal, very well dressed, with a white suit, which they called “suit” or “jacket”, a shoes with two colors, which were usually white and brown, or white and black, depended on the time, some rings on his fingers, with pink and fat cheeks, a sign that they were very well in life!. They were staying at the Village Inn, were running the rumor that sought to wife, and some parents, with great dignity, because they wanted to see the happily married and future daughters, they came almost offer, and did not offer directly, did come to the knowledge of these potential husbands, through other people, their daughters were a virgin, they knew cooking, washing and ironing, and could lead them to trust, steamed Serpa Pinto, cross the ocean and go for these tropical countries, as apart from all these virtues were vaccinated, they would know how to drive their homes, give you many children, as were good breeders and become very rich)!.

…bem, vamos mas é continuar, pois estamos a tomar um rumo que não é o original, daqui a pouco estamos todos desencontrados e perdemos o fio à meada, portanto continuando, a menina Teresa, depois de uma crise de choro, com alguma baba e ranho, que lhe durou quase um mês, até receber a primeira carta, que veio mostrar à mãe Ilda, lavada em lágrimas, com o selo do Brazil, e que guardou no peito, mesmo junto ao coração!. Ficaram a cartear-se, aquilo era, carta lá carta cá, e a menina Teresa, sempre esperando o carteiro!. (Well, let but it continue, as we are taking a course that is not the original, soon we are all staggered and lost the thread, so continuing, girl Teresa, after a crying jag, with some drool and snot, which lasted him almost a month to receive the first letter that came to show her mother Ilda, in tears, with Brazil seal, and kept in the chest, right next to the heart!. They corresponded, that was a letter there, letter here, and the girl Teresa, always waiting for the postman)!.

…o Alberto, no Brasil, trabalhava como um desalmado para arranjar dinheiro, pôr casa e mandar ir a menina Teresa, que era o grande amor da sua vida!. Só que, na Baía, que era onde moravam os seus tios, logo na casa a seguir à que vivia, morava uma “baiana”, morena, cabelos negros, soltos e caídos, sempre com uma flor, descalça, selvagem, andava quase sempre com o mínimo de roupa no corpo, não usava roupa interior, talvez por causa do calor, tinha um perfume que o Alberto não sabia se era do seu próprio corpo ou era mesmo perfume, nunca tinha imaginado que existisse um aroma assim, provocativa, que ainda por cima tocava viola e cantava canções de amor entre outras coisas, com uma voz meiga, sedutora, procurando carinho, talvez mais qualquer coisa, na varanda, mesmo a provocar o Alberto que chegava do trabalho cansado!. (The Alberto, in Brazil, working as a soulless to get money, put the house and have to go to girl Teresa, who was the great love of his life!. But, in the Bahia, which was where they lived their uncles, then the house after the living, lived an “Bahia”, brunette, black, loose and fallen hair, always with a flower, in her bare feet, wild, walked almost always with clothes least in body, not wearing underwear, perhaps because of the heat, had a scent that Alberto did not know if it was your own body or was even perfume, I had never imagined that there was a smell so provocative that moreover he played guitar and sang love songs among other things, with a sweet, seductive voice, looking for affection, maybe something else, on the balcony, even causing the Alberto who came home from work tired)!.

…aquela rapariga, bonita “baiana”, de nome Solange, sempre que o via chegar a casa, acenava-lhe da varanda, só com uma saia curta, que nem era saia nem era nada, aquilo era um farrapo de pano muito justo em alguns locais do seu corpo e largos em outros, onde fazia sobressair toda a sua beleza, uma camisa sem mangas, aberta na frente, mostrando ainda mais, tudo com que o Criador a contemplou, lhe dizia, com uma voz amorosa e quase cantando:

– meu bem, qué tomá um sumo de maracujá, qué?. Tá fresquinho, meu bem! Senta um pouquinho aqui, que está gostoso, tá? Você é bonito Português, mi dá um carinho, tá?.

(That girl, beautiful “Bahia”, Solange name whenever I saw get home, waving to him from the balcony, with only a short skirt that was neither skirt nor was anything, it was a very fair cloth rag in some your body sites and broad in others, which made it stand out all its beauty, a shirt without sleeves, open in front, showing even more, all with the Creator gazed, told him with a loving voice, almost singing:

– Honey, which takes a passion fruit juice, qué?. Yeah fresquinho, baby! Sits a little bit here, which is tasty, right? You are beautiful Portuguese, mi gives a caring, right?.

…pronto, o Alberto passado dois meses já falava com sotaque brazileiro, bebia maracujá, comia farofa e uns salgadinhos, para si uma cerveja era “um chôpo”, e quando via a Solange, dizia:

– meu bem, você está gostosa, que gostusura de minina, tá! Seu corpo se rebola, que perfume, você me põe louco, não dá para pensá, não! Tou perdido por você, me dá seu carinho, meu bem!

…e depois de olhar o seu corpo esbelto e selvagem, dizia baixinho, e só para si:

– como pode o pessoau, viver no Portugau? Qui bágunça, tá!. 

(Ready, past Alberto two months already spoke with Brazilian accent, drank passion fruit, ate manioc flour and some snacks, himself a beer was a “chôpo”, and when I saw Solange, said:

– Honey, you’re hot, you gostusura of minina, okay! Her body shakin that perfume you put me crazy, I can not think, no! Tou lost for you, give me your affection, baby!

And after looking at his lean, wild body, she said softly, and all to yourself:

– How can the pessoau, live in Portugau? Thu mess, okay)!. 

…e claro, com todo este cenário, o Alberto não se lembrava mais da menina Teresa que, com a idade a avançar, já começava a ter uma espécie de bigode que, quando vinha fazer a permanente (arranjar o cabelo), na vila, a senhora dona Ínácia, que algumas horas por semana era cabeleireira, pois trabalhava a tempo inteiro no Dispensário do Hospital, lhe colocava um produto que tinha vindo de França, que até cheirava mal, mas com algum cuidado lhe fazia desaparecer o bigode por algum tempo!. Agora, desanimada, passava os dias, as semanas, os meses, os anos esperando o carteiro, mas notícias do Brazil, do seu querido Alberto, nada!. (And of course, with all this scenario, Alberto no longer remembered the girl Teresa, who, at the age of advancement, was already beginning to have a kind of mustache that, when she came to make permanent (to arrange her hair), in the Mrs. Dona Inacia, who was a hairdresser for a few hours a week, because she worked full-time at the Hospital Dispensary, and gave her a product that had come from France, which even smelled bad, but with some care she made her mustache disappear some time!. Now, discouraged, the days, the weeks, the months, the years waiting for the mailman were passing, but news of Brazil, of his dear Alberto, nothing)!.

… a mãe Ilda, em algumas conversas que nós ouvíamos, dizia-lhe:

– eras uma rapariga com bastante graça, vocês já faziam vida de casados, devias ter ficado prenha, pois assim ele ficava prendido a ti, com responsabilidade e, se não desse notícias, pelo menos ficávas com a companhia do teu filho ou filha!.

…ao que a menina Teresa, logo respondia:

– hai, que Deus lá no céu, não me castigue!. Sim, só cá para nós, já convivíamos como qualquer casal, mas ficar prenha, hó Ilda!. O que diria o povo aqui na aldeia!. Com toda a certeza que quando passasse por alguém, com a barriga a crescer, logo diriam: olha aquela grande puta! Meu Deus Santíssimo, que me está a ouvir, isso nunca, hó Ilda!. Isso nem parece que saíu da tua boca!. Agora digo-te eu, hó Ilda, domingo quando fores à missa reza cinco Padres Nossos e cinco Avé Marias, para que o Santíssimo te perdoe!.

(Mother Ilda, in some of the conversations we heard, said to her:

– You were a girl with a lot of grace, you were already living married, you should have been pregnant, because then he would be held to you, with responsibility and, if you did not give the news, at least you would be with your son or daughter!

To which the girl Teresa, soon answered:

– Hah, may God in heaven, do not punish me! Yes, just here for us, we lived together as any couple, but be pregnant, Ilda! What would the people say here in the village! Surely when he passed by someone, with his belly growing, they would say: look at that great whore! My Holy God, who is listening to me, that never, Ilda! It does not even look like it came out of your mouth! Now I tell you, Ilda, Sunday when you go to Mass, pray five Our Fathers and five Hail Marias, so that the Most Holy may forgive you)!.

…mas a mãe Ilda, continuava, dizendo:

– devias de ter arranjado outro namorado!.

…ao que a menina Teresa, logo dizia, limpando algumas lágrimas, que teimosamente lhe caíam dos olhos:

– depois dos anos que namorei com o meu querido Alberto, quem é que me iria querer?. Só se fosse para me comerem o resto do meu corpo e, depois abandonarem-me como fez o meu querido Alberto!.

…amargurada, com o cabelo já grizalho, estava a ficar magra, dizendo sempre, que não tinha tido sorte!.

(But Mother Ilda continued, saying:

– You should have gotten another boyfriend!.

To which the girl Teresa, soon said, wiping some tears, that stubbornly fell to her eyes:

– After the years that I have dated my dear Alberto, who would I want?. Only if it were to eat the rest of my body and then abandon me as did my dear Alberto!.

Bitter, with her hair already grizzled, she was getting thin, saying always, that she had not been lucky)!.

…já chega de pormenores mas, antes de entrarmos no assunto principal, queremos dizer aos nossos queridos leitores que, a continuação é exposta numa linguagem verdadeira, do que realmente se passou, e não encontramos outro modo que possa explicar o final da história sem que, talvez seja susceptível a ferir a sensibilidade de algumas pessoas, no entanto desde logo pedimos perdão se, por qualquer razão isso acontecer mas, leiam e compreendam isto com alguma graça, riam, se acharem que devem rir, mas longe de nós qualquer palavra menos comum ou deselegante!. (But enough, but before we enter into the main subject, we want to tell our dear readers that it is then exposed in a true language of what really happened, and we find no other way that can explain the end of history without, perhaps, it is likely to hurt the sensibility of some people, however we apologize if for some reason this happens but read and understand this with some grace, laugh, if you think you should laugh, but away from us any less common or inelegant word)!.

…continuando, a menina Teresa, um dia ao escrever uma carta, que a mãe Ilda nos enviou para lá, para o tal cenário de guerra, na então Província Colonial Portuguesa da Guiné, dizia mais ou menos isto:

– meu querido filho, vou terminar e, que a bênção do céu te proteja!. A partir de agora a menina Teresa vai falar contigo, adeus meu filho!.

…a seguir, a menina Teresa pedia-nos na carta, se era possível trazer da Guiné, um “Falo”, ou seja um “Phallus”, ou mais propriamente um “Pénis” em madeira de ébano preto, que dizia ela, era para lhe dar sorte na sua vida!. Mais à frente, explicava o tamanho e tudo, com alguns pormenores que não queremos explicar, pois então sim, vão pensar coisas que talvez não fossem, mas até eram, dizendo depois que se não o encontrasse, se o podia mandar fazer em qualquer artesão africano, pois quando foi à cabeleireira fazer a sua permanente, o tinha visto numa revista francesa e, que os faziam lá na África!. Também mandava uma nota de vinte escudos do Banco de Portugal, para as despesas!.

(While, the girl Teresa, one day in writing a letter, which Mother Ilda sent us there, to the scene of war in the then Portuguese Colonial Province of Guinea, said something like this:

– My dear son, I will finish and may the blessing of heaven protect you!. From now on the girl Teresa will talk to you, goodbye my son!.

Then the girl Teresa asked us in the letter if it was possible to bring from Guinea a “Phallus”, or rather a “Penis” in black ebony wood, which she said, was to give you luck in your life!. Later, he explained the size and everything, with some details that we do not want to explain, because then yes, they will think things that maybe were not, but even were, saying later that if he did not find it, if he could have it done in any craftsman African, because when she went to the hairdresser to make her permanent, she had seen it in a French magazine and they made them there in Africa! He also sent a twenty-escudos note from the Bank of Portugal for expenses)!.

…prometemos que iremos contar o resto da história, mas no resumo da nossa chegada a Portugal, à nossa aldeia do Vale do Ninho D’Águia, lá na vertente agreste da Montanha do Caramulo, pois nesta altura ainda nos encontrávamos na Província Colonial da Guiné Portuguesa, numa frente de combate, sem muitas esperanças de regressar à Europa, mas fiquem atentos, pois irão saber o final da história!. (We promise that we will tell the rest of the story, but in the summary of our arrival in Portugal, to our village of the Valley of the Nest of the Eagle, on the rugged hillside of Caramulo Mountain, because at this time we were still in the Colonial Province of Portuguese Guinea, on a battle front, without much hope of returning to Europe, but stay tuned, because they will know the end of the story)!.

Tony Borie, March 2018.

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