…american with portuguese heart!.

…americano com coração português!. (…american with Portuguese heart)!.

…antes do ano de 1907, muitas crianças fizeram a viagem para os Estados Unidos sózinhas, onde algumas viajaram milhares de quilómetros sem a companhia de um pai, mãe ou outro qualquer guardião!. Mas, depois do ano de 1907, era proibido para qualquer pessoa que tivesse menos de 16 anos, passar pela Estação de Imigração, situada na Ellis Island (Ilha de Ellis), sem a companhia de um adulto!. (Before the year 1907, many children made the trip to the United States alone, where some traveled thousands of miles without the company of a parent, or any other guardian! But after 1907, it was forbidden for anyone under the age of 16 to pass through the Immigration Station, located on Ellis Island (Ellis Island), without the company of an adult)!.

…esta ilha está situada no estado de New Jersey, na Upper Bay (Baía Superior), quase onde o rio Hudson termina e as suas águas entram no Oceano Atlântico, a que os colonos holandeses chamavam a Ilha Oyster Island (Ilha das Ostras), por causa da abundância de ostras nas proximidades e, as ostras eram uma valiosa fonte de alimento, primeiro para as tribos nativas americanas, depois para aqueles que iam chegando ao Novo Mundo!. (This island is located in the state of New Jersey in the Upper Bay, almost where the Hudson River ends and its waters enter the Atlantic Ocean, which the Dutch settlers called Oyster Island, because of the abundance of oysters nearby, and oysters were a valuable source of food, first for the Native American tribes, then for those who were coming to the New World)!.

…bem, vamos começar com a história de hoje!. (Well, let’s start with today’s story)!.

…o António e a Ermelinda, foram emigrados nos Estados Unidos!. Aqui nasceu o seu único filho, o António Manuel, todavia, uns anos depois decidiram regressar a Portugal, quando este, ainda era uma criança!. Com algumas economias, construiram a sua casa e, cultivando algumas terras que herdaram, viviam razoávelmente, no conforto de uma aldeia na encosta da Serra da Estrela, próximo da cidade de Viseu!. (Antonio and Ermelinda were emigrated to the United States!. Here was born his only son, António Manuel, however, a few years later they decided to return to Portugal, when he was still a child!. With some savings, they built their home and, cultivating some land they inherited, lived reasonably, in the comfort of a village on the slope of Mountain of the Estrela (Star), near the city of Viseu)!.

…o António Manuel, a que todos chamavam o Tó Manel, foi crescendo, era um rapaz popular, podiam fazer-lhe as maiores brincadeiras, que ele não levava nada a mal, só às vezes é que ficava um pouco irritado quando lhe chamavam “Americano”, mas em certos momentos até achava graça!. Era um estudante um pouco melhor que o normal, era inteligente, mas não levava os estudos muito a sério!. Quando no intervalo das aulas, os colegas formavam um grupo de futebol, todos o queriam no seu time, pois ele, com habilidade ou com força, levava tudo à frente até à baliza adversária!. (Antonio Manuel, whom everyone called Tó Manel, grew up, he was a popular boy, they could make the biggest jokes to him, that he did not take anything to bad, only sometimes it was that he was a little annoyed when called “American”, but at times it even found grace!. He was a slightly better student than usual, he was smart, but he did not take his studies too seriously!. When, at the interval of classes, his colleagues formed a football group, everyone wanted him on his team, because he skillfully or forcefully took everything ahead to the opposing goal)!.

…quando iam tomar banho no rio, que passava ao fundo da aldeia, sabia as partes mais fundas do rio, onde existia a maior concentração de água, atirando-se lá de cima, de alguma árvore próxima, perante o desespero dos colegas, julgando que se ia matar!.

…nesse momento sim, alguns diziam:

  – O “Americano”, é “atravessado”!.

…mas outros, logo respondiam:

– Ele não é “atravessado”, ele é “maluco”!.

…esta, era a opinião dos colegas da escola!.

   (When they went to bathe in the river, that went to the bottom of the village, he knew the deepest parts of the river, where there was the greatest concentration of water, throwing himself up there, from some nearby tree, before the despair of his colleagues, thinking that he was going to kill himself!

    At that moment, yes, some said:

    – The “American” is “crossed”!.

    But others answered:

    – He is not “crossed”, he is “crazy”!.

   This was the opinion of school colleagues)!.

…mesmo no rio, a nadar, com habilidade ou com força, passava à frente de todos!. Não podia estar em casa, andava sempre na rua!. Os pais, faziam tudo para que o Tó Manel, tivesse algum tempo de descanso, mas não adiantava nada, nasceu assim, era traquino!. Os vizinhos gostavam dele e, muitas das traquinices que ele fazia, não diziam nada aos pais, pois era uma criança de quem gostavam!. Foi crescendo, acabou a escola primária, os pais matricularam-no na escola industrial, numa vila próxima, onde o levavam todos os dias, completou o curso de indústria, indo trabalhar numa empresa francesa, que se tinha instalado nessa vila próxima da sua aldeia!. (Even in the river, swimming, skillfully or forcefully, passed in front of everyone!. She could not be at home, she was always on the street!. The parents, they did everything so that the Tó Manel, had some time of rest, but it was no use, it was born like this, it was naughty!. The neighbors liked him, and many of the tricks he did did not say anything to his parents, because he was a child they liked!. He grew up, finished elementary school, parents enrolled him in industrial school, in a nearby village, where they took him every day, completed the industry course, going to work in a French company that had settled in that village near his village)!.

…as raparigas vizinhas, andavam quase todas, apaixonadas pelo Tó Manel!. Ele não prestava nenhuma atenção a elas!. O que ele queria era jogar futebol, andar nos bailes, corridas de motorizadas, pois ele alterava os motores para darem mais velocidade e ninguém sabia, assim, ganhava sempre!. Enfim, tudo o que de mal ou de bem se passasse na aldeia, o nome do Tó Manel, era sempre mencionado!. (The neighboring girls, almost all of them, in love with the Tó Manel!. He paid no attention to them!. What he wanted was to play football, to ride the balls, motorcycle races, because he changed the engines to give more speed and nobody knew, thus, he always won!. Anyway, all that bad or good happened in the village, the name of the Tó Manel, was always mentioned)!.

…fazendo um pequeno intervalo e voltando à Estação de Imigração situada na Ellis Island (Ilha de Ellis), nunca é demais lembrar que, por apenas 30 centavos, um imigrante com fome, poderia comprar pão, queijo, linguiça e limonada na tenda de comida que ali existia!. Os tempos eram outros e, depois da Primeira Guerra Mundial e da Revolução Russa, havia um medo generalizado do comunismo!. Foi chamada a era de “Red Scare”, ( vermelho de medo), onde as autoridades de imigração tentaram impedir a entrada de comunistas, também conhecidos como “radicais” e “indesejáveis”!. Todavia, também havia benefícios para os passageiros de primeira e segunda classe, que não eram obrigados a ir à Estação de Imigração de Ellis Island, (Ilha de Ellis), para processamento de imigração, pois as autoridades pensavam que, se um imigrante pudesse comprar uma passagem de primeira ou segunda classe, provávelmente não estava doente ou com problemas financeiros, condições que poderiam torná-los um fardo para a sociedade americana!. (Taking a short break and returning to the Immigration Station on Ellis Island, it’s never too easy to remember that for just 30 cents a hungry immigrant could buy bread, cheese, sausage and lemonade in the tent of food that existed there!. The times were different, and after World War I and the Russian Revolution, there was a widespread fear of communism!. It was called the “Red Scare” era, where immigration officials tried to block the entry of communists, also known as “radicals” and “undesirable”!. However, there were also benefits for first and second class passengers who were not required to go to Ellis Island Immigration Station for immigration processing, as authorities believed that if an immigrant could afford to buy a first or second class pass, was probably not sick or in financial trouble, conditions that could make them a burden to American society)!.

…regressamos agora à personagem do nosso Tó Manel que, embora tivesse nascido nos Estados Unidos, adorava Portugal, considerando Portugal a sua Pátria e, aproximando-se a idade do serviço militar obrigatório, mesmo sabendo que a Guerra Colonial o levaria a África, vai à inspecção, fica apurado para todo o serviço militar, completa a instrução militar, vai defender Portugal, para a então Província Colonial da Guiné Portuguesa, junto de nós, no mesmo barco, mas em diferente unidade militar, recebendo o nome de guerra de “Furriel Miliciano”, pois era esse o seu posto, mas era tal e qual um vulgar soldado, pois convivia com todos, tal como quando era criança, com os seus colegas de escola!. (We now return to the character of our Tó Manel who, although he was born in the United States, loved Portugal, considering Portugal his Homeland, and approaching the age of compulsory military service, even though he knew that the Colonial War would take him to Africa, goes to the inspection, is apprehended for all military service, completes the military training, will defend Portugal, for the then Colonial Province of Portuguese Guinea, next to us, in the same boat, but in different military unit, receiving the name of war of “Furriel Militiano”, for this was his post, but he was just as vulgar a soldier, for he lived with everyone, just as when he was a child, with his schoolmates)!.

…sobrevive dois anos naquela zona de combate, estacionado no aquartelamento da vila de Mansoa, combatendo e ajudando a construir este posto avançado, tal como nós, onde já mencionámos o seu nome por diversas vezes, em que a sua personagem era o principal protagonista, e claro, entre outros factores, com muita sorte, regressa a Portugal!. (Survives for two years in that combat zone, stationed in the quarter of the village of Mansoa, fighting and helping to build this outpost, just like us, where we have mentioned his name several times, where his character was the main protagonist, and of course, among other factors, with great luck, returns to Portugal)!.

…o Tó Manel, como tinha nascido nos Estados Unidos, regressa ao seu país de origem, aterrando no aeroporto de Nova Iorque, onde nos serviços de Imigração, lhe deram as boas vindas a casa, talvez lhe dizendo em seguida, “continue andando”, pois o lema não oficial dos trabalhadores da Estação de Imigração de Ellis Island, (Ilha de Ellis), era “continue andando”, assim, os trabalhadores estavam a tentar manter a linha em movimento, porque a estação estava superlotada!. Naquela época, a Estação de Imigração de Ellis Island, (Ilha de Ellis), tinha sido projectada para processar 5.000 pessoas por dia, todavia durante o pico do período de imigração, mais de 11.000 imigrantes chegavam todos os dias!. (The Tó Manel, as he was born in the United States, returns to his country of origin, landing at New York airport, where he was welcomed by Immigration Services, perhaps telling him “continue walking”, because the unofficial motto of workers at Ellis Island Immigration Station was” keep walking”, so the workers were trying to keep the line moving because the station was overcrowded!. At that time, the Ellis Island Immigration Station had been designed to process 5,000 people per day, but during the peak of the immigration period, more than 11,000 immigrants arrived every day)!.

…continuando, o Tó Manel, regressou aos Estados Unidos, para a companhia de uns tios, que viviam na mesma cidade onde nós naquela época também vivíamos, aliás, onde vivia quase toda a comunidade portuguesa oriunda da zona de Aveiro e Viseu, lá em em Portugal!. (And continued, Tó Manel, returned to the United States, to the company of some uncles, who lived in the same city where we also lived in that time, in fact, where almost all the Portuguese community came from the zone of Aveiro and Viseu, there in Portugal)!.

…com a mais pura das coincidências, o Criador põe-nos de novo frente a frente, num arraial do Clube Português, naquela cidade, pois normalmente era o local onde as pessoas emigradas das diversas regiões de Portugal, aproveitavam as festas socias que se realizavam no clube para se encontrar!. Abraçámo-nos, rimos, chorámos, fumámos um cigarro feito à mão e, lembrámos os momentos passados na Guerra Colonial!. (With the purest coincidence, the Creator puts us face to face again, in a camp of the Portuguese Club, in that city, since it was usually the place where people emigrated from different regions of Portugal took advantage of the social parties that they performed at the club to meet!. We hugged, laughed, cried, smoked a handmade cigarette, and remembered the moments spent in the Colonial War)!.

…na multinacional onde exercíamos a nossa profissão, precisavam de novos empregados!. Por essa razão foi que, no já longínquo ano de 1907, chegaram à Estação de Imigração de Ellis Island, (Ilha de Ellis), 1.007.765 imigrantes, onde milhares de telhas foram usadas na construção do Grande Salão, a maior e principal sala do edifício desta Estação de Imigração, onde depois do ano de 1917, o governo dos EUA exigiu que os imigrantes fossem alfabetizados!. Isso significava que eles deveriam ser capazes de ler e escrever na sua língua nativa, onde a alfabetização era determinada no Grande Salão, durante o processo de inspeção!. (In the multinational where we carried out our profession, they needed new employees!. That is why, in the distant year 1907, 1,007,765 immigrants arrived at the Ellis Island Immigration Station, where thousands of shingles were used in the construction of the Great Hall, the largest and largest room of the building of this Immigration Station, where after the year 1917, the US government demanded that the immigrants be literate!. This meant that they should be able to read and write in their native language, where literacy was determined in the Great Hall during the inspection process)!.

…felizmente, não foi o caso do Tó Manel, que além de nascer neste país, sabia ler e escrever, não só em Português, como era fluente na língua francesa ou inglesa!. Com o nosso auxílio, foi trabalhar para a multinacional, sendo nosso companheiro de trabalho, tal como já tinha sido em cenário de guerra!. (Fortunately, it was not the case of Tó Manel, who not only was born in this country, but could read and write, not only in Portuguese, but also fluent in French or English!. With our help, it was to work for the multinational, being our workmate, as it had already been in a scenario of war)!.

…tal como quando era criança em Portugal, ou quando estava em zona de combate na então Província Colonial da Guiné Portuguesa, passado um tempo, já era popular!. Todos conheciam o Tó Manel!. Nos primeiros dois anos, conheceu diversas posições no seu trabalho!. Foi ajudante, operador de um forno onde se derretia alumínio, condutor de empilhador, operador de um moinho de misturar diversos produtos metálicos, empacotador, enfim, aplicava para todos os trabalhos que estavam disponíveis!.

…na sala do lanche, os portugueses, diziam:

   – Porra, o Tó Manel não pára em “ramo verde”!.

   (Just as when I was a child in Portugal, or when I was in combat zone in the then Colonial Province of Portuguese Guinea, after a while, it was already popular!. Everyone knew Tó Manel!. In the first two years, you have met different positions in your work!. It was helper, operator of a furnace where aluminum melted, driver of forklift, operator of a mill to mix various metal products, packer, in short, applied for all the jobs that were available!.

    In the snack room, the Portuguese said:

    – Damn, Tó Manel does not stop at “green branch”)!.

…nos intervalos do trabalho, quando os portugueses se juntavam, qualquer conversação era motivo para o Tó Manel finalizar, com uma destas expressões:

  – Hó, mas em Portugal é melhor!. Hó, mas em Portugal é que é bom!. Hó, mas em Portugal é assim!. Hó, mas em Portugal é diferente!.

   (In the intervals of work, when the Portuguese joined, any conversation was cause for the Tó Manel to finish, with one of these expressions:

    – Hó, but in Portugal is better!. Hó, but in Portugal it is good!. Hó, but in Portugal it is so!. Hó, but in Portugal it is different)!.

…voltando um pouco à Ellis Island (Ilha de Ellis), o Tó Manel, tinha nascido nos Estados Unidos, já muito depois do tamanho original da Ellis Island (Ilha de Ellis), que era de 3,3 acres, mas cresceu ao longo dos anos, chegando ao tamanho actual de 27,5 acres, isto é, oito vezes maior!. Como isso aconteceu? Pedra e terra extraídas de projetos de construção maciços, como a construção dos túneis do metropolitano de Nova York, que foram adicionados como aterros, ao redor da ilha original!. Mas, apesar de ter nascido nos Estados Unidos, o Tó Manel, gostava, adorava mesmo Portugal, aliás, tinha dado a sua vida, tinha dado o corpo às balas, na Guerra Colonial em África, defendendo a bandeira de Portugal!. (Returning to Ellis Island, the Tó Manel, had been born in the United States long after the original size of Ellis Island, which was 3.3 acres, but grew over the years, reaching the current size of 27.5 acres, that is, eight times greater!. How did this happen?. Stone and land extracted from massive construction projects, such as the construction of the tunnels of the New York metropolitan, which were added as landfills, around the original island!. But despite being born in the United States, Tó Manel liked it, he really loved Portugal!. In fact, he had given his life, had given his body to the bullets, in the Colonial War in Africa, defending the Portuguese flag)!.

…a Rosa, a quem os pais chamavam “Bezuga”, (rapariga bonita, neste caso filha bonita, na linguagem das ilhas), e o Tó Manel, depois de a conhecer, lhe passou a chamar única e simplesmente Zita, que era o diminuitivo de Rosita, uma rapariga de dezoito anos, filha de um casal, em que o pai era das ilhas, mais propriamente da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, e a mãe do continente, mais propriamente de Moncorvo e, tinha um irmão mais novo, de apenas oito anos, que completava esta família a que os vizinhos chamavam os “Açoreanos”!. (Rosa, whom her parents called “Bezuga” (beautiful girl, in this case beautiful daughter, in the language of the islands), and the Tó Manel, after knowing her, called him simply and simply Zita, who was the diminutive of Rosita, an eighteen-year-old girl, the daughter of a couple, whose father was from the islands, more specifically Ribeira Grande, on the island of São Miguel, and the mother of the continent, more specifically Moncorvo, a younger brother, just eight, who completed this family the neighbors called the “Azoreans”)!.

…num sábado à tarde, a Rosa foi com a família, ao arraial à portuguesa, que se realizou no Clube Português, da cidade onde vivíamos!. Havia sardinhas assadas, febras, frango de churrasco, cerveja, vinho e música de Portugal, como tal, era aí que o Tó Manel, se sentia feliz!. Estava no meio de Portugal!. (On a Saturday afternoon, Rosa went with her family, to the Portuguese village, which took place in the Portuguese Club, the city where we lived!. There were roasted sardines, fries, barbecue chicken, beer, wine and music from Portugal, as such, that’s when Tó Manel felt happy!. I was in the middle of Portugal)!.

…a Rosa, viu o Tó Manel no meio de um grupo de rapazes, que logo lhe despertou a atenção, pois era um pouco mais velho que os outros, mas convivia, falava, ria-se e brincava com todos!. Simpatizou com ele e, quando teve oportunidade de o encarar, pisca-lhe o olho!. (Rosa, saw Tó Manel in the middle of a group of boys, who soon aroused his attention, because he was a little older than the others, but he lived, talked, laughed and played with everyone!. He sympathized with him, and when he had a chance to face him, his eye blinked)!.

…o Tó Manel, habituado a todo o tipo de provocações, não ligou!. Passado algum tempo, já depois de ter bebido umas cervejas, quando a música começou a tocar e, como a Rosa andava por perto, o Tó Manel convida a Rosa para dançar!. Ninguém sabe o que a Rosa lhe disse ou lhe fez, a verdade é que não mais a largou!. (Tó Manel, accustomed to all kinds of provocations, did not call!. After some time, after drinking a few beers, when the music began to play and, as Rosa was around, Tó Manel invites Rosa to dance!. No one knows what Rosa told or did to him, the truth is that he did not leave her)!.

…começaram a namorar!. O local de namoro era num parque, que havia em frente à casa da Rosa!. Num dia de chuva, namoravam dentro do carro do Tó Manel, a mãe, de vez em quando vinha à janela, para ver se via algo de anormal!. Pareceu-lhe que viu o carro a balançar e, diz ao filho de oito anos, na linguagem que se usava em casa e que só eles compreendiam, que era um português americanizado, com sotaque e algumas palavras originalmente faladas nos Açores:

   – Hó “nisca de gente”, (rapazinho), veste a jaqueta (casaco), “vá larê” (vai dar uma volta), lá fora, ver se a “bezuga”, (filha bonita), tua irmã, que está no carro do Tó Manel, “parqueado” (estacionado), ali no parque, e “take a look”, (dá uma olhada), se a “bezuga” está bem?.

…e continuando, enquanto levava uma cerveja “Korisca” (marca de cerveja original dos Açores, que só bebiam ao domingo, e que compravam num estabelecimento de importação de bebidas, numa cidade ao norte do estado de Nova Jersey) ao marido, que estava sentado em frente à televisão:

   – Que tempo, não “escampar” (parar de chover), se vêm para “outside” (cá para fora), ficam todos “enlameirados” (molhados e sujos), anda, “pega drêt” (desaparece)!.

   (Started dating!. The place of dating was in a park, that was in front of the house of the Rose!. On a rainy day, they would get into Tó Manel car, his mother would occasionally come to the window to see if he saw anything abnormal!. It seemed to him that he saw the car swaying, and told the eight-year-old son in the language used at home that only they understood that he was an Americanized Portuguese with an accent and a few words originally spoken in the Azores:

   – Ho “nisca de gente”, (little boy), wear the “jacket” (coat), “go larê” (go for a walk), outside, see if “bezuga” (beautiful daughter), your sister, who is in the car of Tó Manel, “parked”, there in the park, and “take a look”, if the “bezuga” is well?.

   And continuing, while carrying a “Korisca” beer (the original Azores beer brand, which they only drank on Sunday, and which they bought at a liquor import establishment in a town in northern New Jersey) who was sitting in front of the television:

    – What time, do not “escampar” (stop raining), if they come out side, are all “enlameirados” (wet and dirty), “anda” (walks), “pega drêt” (disappears)!.

…o irmão da Rosa, veio cá fora, aproximou-se do carro, encostou-se à janela, colocou a mão sobre os olhos, servindo de protecção por causa da chuva e, viu o que não devia ver!. Regressa a correr para casa, gritando para a mãe:

  – Mãe, mãe, a “bezuga”, está debaixo do Tó Manel, com a saia levantada!.

   (Rosa’s brother came outside, approached the car, leaned against the window, put his hand over his eyes, served as protection because of the rain and saw what he should not see!. He runs back home, shouting at his mother:

     – Mother, mother, the “bezuga”, is under the Tó Manel, with the skirt raised)!.

…o pai, honrado homem das ilhas, ao ouvir isto, salta do sofá, pois como já mencionámos, estava a ver um jogo do Benfica-Sporting, em frente à televisão, onde o seu Sporting, clube do seu coração estava a perder, larga a garrafa de cerveja “Korisca”, que tinha entre as mãos, pega na faca da cozinha e, querendo salvar a honra da sua querida “bezuga”, (filha bonita), não se importando se estava a chover, vem a correr direito ao carro, abre a porta, agarra o Tó Manel pela camisa, encosta-lhe a faca ao pescoço, dizendo-lhe na sua linguagem, que como já mencionámos entravam muitas palavras que só as pessoas oriundas dos Açores compreendiam e, com cara de um guerreiro combatente, que se encontrava debaixo de fogo, numa emboscada nos pântanos da então Guiné Portuguesa:

   – Houve lá, meu “corisco mal amanhado” (meu safado), vais fazer a “bezuga”, (filha bonita), tua esposa, ou “vais apanhar nas ventas”, (vais levar na cara), ou no “ilhó” (no cú), que vais ficar com os “olhos arregalados” (olhos em bico), talvez te arranque essas “gadelhas” (cabelos), ou talvez queiras que te agarre com os “gadanhos” (dedos), no “rabixel” (rabo), ou te arranque essa “picanca” (nariz), e te ensine, as boas maneiras de respeitar um “householder” (chefe de família)!. Se és “Petxeno” (rapazola), e pensas o contrário, “tás bem amanhado” (estás lixado)!. “pelo’ê” (ai de ti), “asno” (burro), “tás vesgueta” (estás cego), a minha “bezuga” (filha bonita), não é nenhum “podão” (mulher feia)!.

   (The father, an honorable man from the islands, on hearing this, jumps off the couch, because as we have already mentioned, he was watching a game of Benfica-Sporting, (soccer), in front of the television, where his Sporting club of his heart was to lose, drop the bottle of “Korisca” beer, which he had in his hands, he took the kitchen knife and, wanting to save the honor of his beloved “bezuga” (beautiful daughter), did not care if it was raining, run right into the car, open the door, grab Tó Manel by the shirt, lean his knife around his neck, telling him in his language that as we mentioned, many words entered that only people from the Azores understood and, with a face of a fighting warrior, who was under fire, in an ambush in the swamps of the then Portuguese Guinea:

   – There was there, my “corisco mal amanhado” (my naughty), you will be “bezuga” (beautiful daughter), your wife, or “vais apanhar nas ventas”, (you will take in the face), or the “ilhó” (on your ass), that you’re going to have the “olhos em bico” (eyes in the beak), maybe you’ll tear out those “gadelhas” (hair), or maybe you want to catch you with the “gadanhos” (fingers), on “rabixel” (tear) off that “picanca” (nose), and teach you, the good manners of respecting a householder!. If you are “Petxeno” (young man), and you think the opposite, “tás bem amanhado” (you are sanded)!. “Pelo’ê” (woe to you), “asno” (donkey), “tás vesgueta” (you’re blind), my “bezuga” (beautiful daughter), is not a “podão” (ugly woman)!.

…ninguém sabe se foi pela faca encostada ao pescoço, ou pela linguagem do pai da Rosa, pois já estava habituado a ver isto, quando foi combatente e, esteve em zona de combate na então Província Colonial da Guiné Portuguesa, mas a verdade é que passado três meses, foram à presença do senhor padre da Igreja Portuguesa de Nossa Senhora de Fátima, que lhe leu a epístola, fazendo deles, marido e mulher!. (No one knows if it was the knife leaning on his neck, or the language of Rosa’s father, since he was already used to seeing it when he was a combatant and was in a combat zone in the then Colonial Province of Portuguese Guinea, but the truth is that after three months, they went to the presence of the Lord Father of the Portuguese Church of Our Lady of Fatima, who read the epistle, making them husband and wife)!.

…seguiu-se um banquete, no Clube Português, onde lá para o final houve alguma diferença de opiniões entre o continente e as ilhas, que ia acabando em zaragata, mas com um discurso lento, intervalado com alguns soluços, o senhor padre, fez ver a todos, que era um dia de alegria, acabando finalmente por todos irem para suas casas, embora alguns não se cumprimentassem no momento da despedida!. (A banquet followed in the Portuguese Club, where towards the end there was some difference of opinion between the mainland and the islands, which ended in a ruckus, but with a slow speech, interrupted with some sobs, the priest , made everyone see that it was a day of joy, finally ending by everyone going to their homes, although some did not greet each other at the moment of farewell)!.

…o Tó Manel, na multinacional, agora era uma pessoa mais calma!. No entanto aplicou para nova ocupação, agora operava uma máquina de cortar arame!. Era um trabalho que necessitava de alguma habilidade, mas o Tó Manel, aos poucos, foi aperfeiçoando a máquina à sua maneira, e passado algum tempo, fazia mais produção num dia que os restantes operadores em três!.

…na sala do lanche, os portugueses, diziam:

   – Porra, parece que o Tó Manel, agora “acentou”!.

   (The Tó Manel, in the multinational, was now a calmer person!. However applied for new occupation, now operated a wire cutting machine!. It was a job that needed some skill, but the Tó Manel, little by little, perfected the machine in its own way, and after some time, it did more production one day than the remaining operators in three !.

    In the snack room, the Portuguese said:

    – Damn, it seems that Tó Manel has now “accentuated”)!.

…trabalhava algumas horas extras!. A Rosa, que agora era a sua Zita, também trabalhava, sendo secretária numa companhia de seguros!. O sogro, honrado homem das ilhas, cossando a “cramalheira” (queixo), como ele sempre fazia, um dia disse-lhe:

   – Hó Tó Manel, tenho uma “apoquentação” (inquietação)!. Para criar a “bezuga”, (filha bonita), eu e a mãe, passámos “fominha negra” (muita fome), creio que és um marido “binsuade” (abençoado), “mêm de veras” (a sério), é o momento de comprarem uma casita, estão a trabalhar os dois, podem “agantar” (aguentar) essa responsabilidade!.

   (Worked some overtime!. Rosa, who was now her Zita, also worked as a secretary at an insurance company!. His father-in-law, an honorable man of the islands, sewing the “cramalheira” (chin), as he always did, one day said to him:

    – Ho Tó Manel, I have a “apoquentação” (uneasiness)!. To create the “bezuga”, (beautiful daughter), me and the mother, we passed “fominha negra” (very hungry), I believe that you are a husband “binsuade” (blessed), “mêm de veras” (seriously), it’s time to buy a house, they’re both working, they can “agantar” (to endure) that responsibility)!.

…o Tó Manel e a sua Zita, um pouco contrariados, compraram uma casa, mas nunca esquecendo, que o seu pensamento era Portugal, pois lá é que era bom!. Tudo corria com normalidade, só que o seu pensamento, era em Portugal!. Vinham, uma ou duas vezes por ano a Portugal!. Eram umas saudades terríveis, era mais forte do que ele. A Zita, também já adorava Portugal, aquela aldeia, aquela gente simples e, como vinham de férias, claro, temporáriamente, tudo eram simpatias, não existia qualquer problema no dia a dia, regressavam sempre com vontade de voltar!. (Tó Manel and his Zita, a little annoyed, bought a house, but never forgetting, that his thought was Portugal, because there it was good!. Everything ran normally, only his thought was in Portugal!. They came once or twice a year to Portugal! They were terribly longing, stronger than him. Zita, also loved Portugal, that village, those simple people and, since they were on vacation, of course, temporarily, everything was sympathy, there was no problem on a day-to-day basis, they always returned with a desire to return)!.

…a desculpa na multinacional, para tirar o tempo fora do seu trabalho, e sempre que ia ao departamento do pessoal, era:

   – Preciso de duas semanas de férias, tenho que ir pintar a casa aos meus pais, em Portugal, que já estão velhos!. 

   (The excuse in the multinational to take time out of his job, and whenever he went to the staff department, it was:

     – I need two weeks of vacations, I have to paint the house to my parents, in Portugal, who are already old)!.

…na multinacional, gostavam dele e, concediam-lhe o tempo fora!. Um dia, quando chegou de Portugal, numa dessas muitas visitas, disse, na sala do lanche, para os companheiros portugueses:

   – Vou comprar um carro novo desta marca, pois é o que se usa agora em Portugal!. E vou levá-lo para lá!.

   (In the multinational, they liked him and, granted him time out!. One day when he arrived from Portugal on one of these many visits, he said to the Portuguese companions in the snack room:

    – I am going to buy a new car of this brand, because it is what is used now in Portugal!. And I’ll take you there)!.

…assim fez, comprou o carro, ficou na garagem da casa, coberto com um grande pano, esperando o envio para Portugal, continuando a usar o carro que tinha antes!. Os anos passaram, continuou com as viagens a Portugal!. A sua Zita, entretanto fica grávida, nasce uma linda menina!.

…sempre que lhe perguntavam se já mandou o carro para Portugal, respondia:

   – Ainda não, vou levá-lo, quando for de vez!. É mais fácil de legalizar lá!.

   (So he did, bought the car, stayed in the garage of the house, covered with a large cloth, waiting for the shipment to Portugal, continuing to use the car he had before!. The years passed, continued with the trips to Portugal!. Your Zita, meanwhile gets pregnant, is born a beautiful girl)!.

     Whenever he was asked if he had already sent the car to Portugal, he would answer:

    – Not yet, I’ll take when it’s time!. It’s easier to legalize there)!.

…passaram nove anos, ainda não tinha ido de vez!. O carro continuava na garagem coberto com um pano, em alguns locais já com ferrugem, os pneus, com a borracha ressequida e perdendo o ar!. Era um carro novo, já velho!. (It had been nine years, I still had not gone!. The car remained in the garage covered with cloth, in some places already with rust, the tires, with the rubber parched and losing the air!. It was a new car, already old)!.

…ainda não tinha completado doze anos de estadia nos Estados Unidos e, já tinha feito vinte e sete viagens a Portugal!.

…na sala do lanche, os companheiros portugueses, diziam:

   – Porra, o Tó Manel, já deve saber pilotar um avião e, ir de olhos fechados a Portugal!.

   (Had not yet completed a twelve-year stay in the United States, and had already made twenty-seven trips to Portugal!.

     In the snack room, the Portuguese companions, said:

     – Damn, Tó Manel, you must know how to fly a plane, and go with your eyes closed to Portugal)!.

…trabalhou, mais oito anos na multinacional!. Acabou por vender o carro novo, já velho, a um companheiro de trabalho, que por sua vez, acabou por vendê-lo para a sucata, para tirarem algumas partes!.

…na sala do lanche, os companheiros portugueses, diziam:

– Então o Tó Manel, não vai de vez para Portugal!. Esse carro, para mim, nem dado o queria!.

   (Worked, eight more years in the multinational!. He ended up selling the new, old car to a fellow worker, who in turn eventually sold it to the junk to get some parts!.

    In the snack room, the Portuguese companions, said:

    – Then the Tó Manel, does not go to Portugal!. This car, for me, not even given it wanted !.

…o sogro, o honrado homem das ilhas, era encarregado de uma “gang” (grupo de trabalhadores), numa companhia de construção de estradas, andava sempre todo “enlameirado” (enlameado)!. Considerava o Tó Manel como um filho “brassad” (amigo), fazendo com que largasse o trabalho na multinacional, levando-o para trabalhar a seu lado, com a intenção de que, quando se reformasse, passar o lugar de encarregado ao Tó Manel!. (His father-in-law, the honored man of the islands, was in charge of a “gang” (a group of workers), in a company of road construction, he was always “enlameirado” (muddy)!. He considered Tó Manel as a son “brassad” (friend), causing him to leave the work in the multinational, taking him to work with him, with the intention that, when he retires, to change the position of person in charge to Tó Manel)!.

…algum tempo depois, encontrámos o Tó Manel, num desses arraiais, no Clube Português, e perguntámos:

   – Então, como estás, sempre vais de vez para Portugal?.

…ao que ele respondeu, como uma certa amargura no olhar:

   – Ainda não!. A minha filha está a completar a escola!. O meu pai já morreu, a minha mãe está sózinha, não quer vir para aqui, isso ainda me faz sofrer mais!. Como sabes, nasci aqui, mas adoro Portugal!. Quero vêr se faço mais três anos de trabalho na construção, para ter direito à reforma, depois sim, irei, dôa a quem doer!.

  (Some time later, we found Tó Manel, in one of these camps, in the Portuguese Club, and we asked:

    – So, how are you, you always go to Portugal?.

    To which he replied, as a certain bitterness in the gaze:

     – Not yet!. My daughter is completing school!. My father is dead, my mother is alone, does not want to come here, it still makes me suffer more!. As you know, I was born here, but I love Portugal!. I want to see if I do three more years of construction work, to have the right to retirement, then yes, I will, whoever hurts)!.

…passaram mais alguns anos, viemos viver aqui no estado da Florida e, um certo dia, também por pura casualidade, encontrámo-nos de novo, desta vez na praia, onde em alguns dias é costume ir-mos pescar!. Chega alguém, com um balde na mão e uma cana de pesca, cremos mesmo que nos conheceu e sabia que era costume nos encontrar-mos por ali, toca-nos no ombro, e pergunta:

   – Então, como vai a pesca?.

   (A few years passed, we came to live here in the state of Florida and, one day, also by pure chance, we met again, this time on the beach, where in a few days it is customary to go fishing!. Someone arrives, with a bucket in hand and a fishing rod, we believe that he met us and knew that it was customary to meet us there, touch us on the shoulder, and ask:

     – So, how’s the fishing?.

…imediatamente reconhecemos a voz!. Era ele, o Tó Manel!. Conta-nos que, foi para Portugal de vez, a sua mãe já tinha morrido, mas não se dava mais com o ambiente, agora com aquela coisa dos euros, ninguém se entende, não se sentia bem, tanto ele como a sua Zita, pois a filha, já casada e com dois filhos, ficou nos Estados Unidos!. Os sogros, infelizmente também já tinham morrido!. (We immediately recognize the voice!. It was him, Tó Manel!. He tells us that he went to Portugal from time to time, his mother had already died, but he did not care about the environment, now with that euros thing, nobody understands, he did not feel well, he and his Zita, because the daughter, already married and with two children, stayed in the United States!. The in-laws, unfortunately, had already died)!.

…resolveu vender tudo lá em Portugal e, vir de novo para cá!. Comprou uma casa aqui, na mesma cidade onde vivemos e vivem mais Portugueses, com grande destaque para a comunidade oriunda dos Açores, mas estava a pensar em ir viver para as montanhas do estado da Geórgia, aí sim, aí é que era bom, aí é que era melhor, aí é que era diferente!. A verdade, é que foi mesmo. Por quanto tempo, ninguém sabe, só Deus!. (Decided to sell everything there in Portugal and, come again here!. Bought a house here, in the same city where we live and live more Portuguese, with great emphasis on the community from the Azores, but it was thinking of going to live in the mountains of the state of Georgia, there, that was good, there it was better, that’s where it was different!. The truth is that it was!. For how long, no one knows, God alone!.

…o Tó Manel, o “Furriel Miliciano, que andava sempre com um cigarro feito à mão na boca, não parava em “ramo verde”!. (The Tó Manel, the “Furriel Miliciano, who always walked with a handmade cigarette in his mouth, did not stop at “green branch”)!.

…no entanto, não queremos terminar sem lembrar que, no ano de 1965, o presidente Lyndon B. Johnson, assinou uma proclamação para tornar Ellis Island (Ilha de Ellis), num Monumento Nacional!. Antes de Ellis Island (Ilha de Ellis) abrir como a primeira estação de imigração federal, os imigrantes que chegavam à cidade de Nova York, eram processados no Castle Garden (Jardim do Castelo), localizado na ponta da ilha de Manhattan!. Mais de 11 milhões de imigrantes passaram pelo Jardim do Castelo, desde 1820 a 1892!. (However, we do not want to end without remembering that in the year 1965, President Lyndon B. Johnson signed a proclamation to make Ellis Island, a National Monument!. Before Ellis Island opened as the first federal immigration station, immigrants arriving in New York City were sublet at Castle Garden, located on the tip of Manhattan Island!. More than 11 million immigrants passed through the Garden of the Castle, from 1820 to 1892)!.

Tony Borie, August 2018.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s