…grandes Estradas!. (Great Roads)!.

…grandes Estradas! (1) (Great Roads) (1)

…quando não havia lama, poeira ou buracos, havia chuva e granizo, enormes geadas, buracos e rachaduras na estrada!. (When there was no mud, dust or holes, there was rain and hail, huge frosts, holes and cracks in the road)!.

…existem no mundo várias, todavia, por isto ou por aquilo não se tornaram tão famosas como algumas “grandes estradas” onde, quase todas as pessoas têm receio de nelas viajar, (só por lá transitam os profissionais condutores de camiões ou algumas pessoas possuidoras do tal sentimento de aventura), no entanto têm cenários únicos, alguns lindíssimos, talvez por serem desertas, isoladas, geladas ou quentes, não terem segurança, atravessarem planícies, rios selvagens, montanhas de gelo ou savanas e, estarem ligadas a alguns eventos, uns felizes, outros não, talvez até dramáticos que, assinalaram épocas históricas!. (There are many in the world, however, for this or that they have not become as famous as some “big roads” where, almost everyone is afraid to travel on them, (only truck drivers or some possessing such a sense of adventure), yet have unique scenery, some beautiful, perhaps because they are deserted, secluded, cold or warm, unsafe, crossing plains, wild rivers, ice mountains or savannas, and being linked to some events, some happy, some not, perhaps even dramatic, that marked historical epochs)!.

…ao iniciar um relato de algumas das “grandes estradas” que por aí existem, nada nos move a não ser a curiosidade e o contacto com outras pessoas de diferentes culturas, pois somos fãs de viagens longas e aventuras, principalmente por lugares ainda selvagens e que nos proporcionem um verdadeiro contacto com a natureza!. Todavia, às vezes podemos viajar milhares e milhares de milhas, sem ter nada além de pessoas ruins, comida ruim, internet ruim, tempo ruim, isto e aquilo… mas, quando menos se espera, encontramos a “história” e, esse lugar e todas essas coisas menos boas, passam a ser excelentes!. (when starting an account of some of the “great roads” out there, nothing moves us but curiosity and contact with other people from different cultures, because we are fans of long trips and adventures, especially places still wild and give us a real contact with nature!. However, sometimes we can travel thousands and thousands of miles, having nothing but bad people, bad food, bad internet, bad weather, this and that … but when we least expect it, we find the “story” and this place and all these less good things become excellent)!.

…no texto de hoje explicamos que, estradas como a “Route 66”, que vai desde a cidade de Chicago, no estado de Illinois, até à cidade de Los Angeles, no estado da Califórnia, a qual já tivémos o previlégio de viajar em todo o seu percurso, são insignificantes!. (In today’s text we explain that roads like “Route 66” run from the city of Chicago, Illinois, to the city of Los Angeles, California, which we already had the privilege of travel all their way, are insignificant)!.

…comparadas com a infame “The Road of Bones”, (“O Caminho dos Ossos”), que é o apelido dado à estrada R504 Kolyma Highway, na Rússia, devido à história horrível da sua construção, atravessando o Extremo Oriente Russo, fazendo parte da rota M56!. (Compared to the infamous “The Road of Bones”, which is the nickname given to the R504 Kolyma Highway in Russia due to the horrible history of its construction, crossing the Russian Far East as part of the M56)!.

…esta estrada está situada numa região onde as temperaturas mais frias fora da Antártida já foram registradas e, as pessoas consideram-na a estrada mais fria do mundo!. (This road is situated in a region where the coldest temperatures outside Antarctica have been recorded, and people consider it the coldest road in the world)!.

…oficialmente é conhecida como a R504 Kolyma Highway, (Kolyma, é o rio que deu o nome a toda a região)!.(It is officially known as the R504 Kolyma Highway (Kolyma is the river that gave its name to the entire region)!.

…é uma enorme estrada pelo Extremo Oriente Russo que se estende por uns incríveis 2.031 km (1.262 milhas), começando em torno de Nizhny Bestyakh e termina em Magadan, famosa por seus “gulags” soviéticos!. (A huge road through the Russian Far East that stretches for an incredible 2,031 km (1,262 miles), starting around Nizhny Bestyakh, and ends in Magadan, famous for its “Soviet gulags”)!.

…os Russos locais chamam a estrada de “Trassa”, que se traduz simplesmente como “A rota”!. “O Caminho dos Ossos” é a única estrada na área, portanto não há necessidade de distingui-la de outras estradas e, além de pavimentar e tornar mais agradável o aspecto da cidade de Magadan, a estrada é principalmente de terra, pedra e cascalho, para nela se viajar em qualquer clima!. (Local Russians call the road “Trassa”, which translates simply as “The Route”!. “The Road of Bones” is the only road in the area, so there is no need to distinguish it from other roads, and besides paving and making the look of Magadan City more pleasant, the road is mostly dirt, stone and gravel, to travel in any weather)!.

…já mencionámos que é a estrada mais fria do mundo, não só pelo clima rigoroso da Sibéria, mas também pela “fria razão” de que foi construída durante a era “stalinista” da União Soviética, onde os prisioneiros do campo de trabalho de Sevvostlag começaram o primeiro trecho no ano de 1932, continuando a sua construção com o uso de trabalho forçado destes prisioneiros até ao ano de 1953!. (We have already mentioned that it is the coldest road in the world, not only for the harsh climate of Siberia, but also for the “cold reason” that it was built during the “Stalinist” era of the Soviet Union, where the prisoners of the labor camp from Sevvostlag began the first stretch in the year 1932, continuing their construction with the use of forced labor of these prisoners until the year 1953)!.

…num pequeno resumo explicamos que o trabalho forçado começou no ano de 1932, levando mais de vinte anos para ser concluída, sendo construída quase inteiramente através do trabalho forçado dos “gulags” locais!. O trabalho era inerentemente árduo e foi realizado em todos os climas, desde o inverno rigoroso da Sibéria, onde as temperaturas caíam até 50 graus negativos, até aos verões implacáveis e infestados de mosquitos e, como resultado pelo menos 25 prisioneiros morriam todos os dias!. (In a brief summary we explain that forced labor began in the year 1932, taking more than twenty years to complete, being built almost entirely through the forced labor of local “gulags”!. The work was inherently hard and was done in every climate, from the harsh Siberian winter, where temperatures dropped to minus 50 degrees, to the relentless, mosquito-infested summers and as a result at least 25 prisoners died every day)!.

…como a estrada estava sendo construída em permafrost, era muito mais prático enterrar os cadáveres em baixo ou ao redor da estrada, do que continuar cavando túmulos!. Ainda hoje, muitas pessoas relatam que encontram os ossos dos trabalhadores mortos subindo à superfície da estrada, e claro, esta estrada ocupa um lugar especial, embora escuro, no coração de muitos russos siberianos!. (As the road was being built in permafrost, it was far more practical to bury the corpses below or around the road than to continue digging graves!. Even today, many people report that they find the bones of dead workers rising to the surface of the road, and of course, this road occupies a special, albeit dark, place in the heart of many Siberian Russians)!.

…o apelido “O Caminho dos Ossos” fala da história horrível da construção desta estrada, com o trabalho fisico e forçado dos prisioneiros, usando apenas picaretas e carrinhos de mão!. Durante este período, prisioneiros políticos em “gulag” forneceram a força de trabalho necessária não só para a sua construção, como para a mineração de ouro ou abate de árvores para a recuperação de madeira, onde milhares de prisioneiros trabalhavam até à sua morte, morrendo devido às condições desfavoráveis de trabalho, de exaustão, fome e ao frio rigoroso, onde muitos foram baleados por não trabalharem o suficiente, enquanto outros morreram devido a condições brutais de congelamento nos campos dos “gulags”, com temperaturas tão baixas como os 50 graus negativos!. (The nickname “The Road of Bones” tells the horrible story of the construction of this road, with the prisoners physical and forced labor, using only picks and wheelbarrows!. During this period political prisoners in “gulag” provided the necessary workforce not only for its construction, but also for gold mining or logging for timber, where thousands of prisoners worked to their death, dying due to unfavorable working conditions, exhaustion, hunger and severe cold, where many were shot for not working hard, while others died from brutal freezing conditions in the “gulag camps”, with temperatures as low as 50 degrees negatives)!.

…hoje, esta estrada é tratada como um memorial e, a aventura de nela viajar, transformou-a numa lenda, pois o “Caminho dos Ossos”, está situada no extremo nordeste da Sibéria, sendo escavada na tundra pantanosa há quase 70 anos pelos prisioneiros “gulag”!. Isto parece um grande paradoxo mas, dizem que esta estrada de terra, pedra e cascalho está no “fim do mundo” e, quem chega ao final do “Caminho dos Ossos” já deixou esse mundo para trás, e mais ainda, os russos locais, dizem que, “É impossível viver por aqui, mas também é impossível sair daqui”, talvez ainda querendo estar junto dos seus antepassados, que morreram na sua construção!. (Today, this road is treated as a memorial and the adventure of traveling on it has made it a legend, as the “The Road of Bones” is situated in the far northeast of Siberia and was excavated in the marshy tundra for almost 70 years. years by the prisoners “gulag”!. This sounds like a big paradox, but it is said that this dirt, stone and gravel road is at the “end of the world” and whoever reaches the end of the “The Road of Bones” has already left this world behind, and even more, the local Russians, say that, “It is impossible to live here, but also impossible to get out of here”, perhaps still wanting to be with their ancestors, who died in their construction)!.

…deixando a história e falando das condições de circulação nesta estrada, é considerada extremamente perigosa, especialmente durante o inverno, que dura dez meses, com uma visibilidade reduzida, devido ao gelo e à neve pesada, todavia durante o verão, as condições tornam-se ainda mais extremas quando a lama se torna no pior inimigo e, devido ao permafrost durante estes meses, não há asfalto, levando a engarrafamentos por causa da lama, sempre que as chuvas de verão caem!. Por estranho que pareça, durante o mês de Outubro, as condições da estrada estão no seu melhor, quando a superfície está coberta de gelo!. (Leaving history and talking about driving conditions on this road, is considered extremely dangerous, especially during the winter, which lasts ten months, with low visibility due to ice and heavy snow, but during summer, conditions they become even more extreme when mud becomes the worst enemy and, due to permafrost during these months, there is no asphalt, leading to mud traffic jams whenever summer rains fall!. Oddly enough, during October the road conditions are at their best when the surface is covered with ice)!.

…atravessando o Extremo Oriente Russo, ou seja, parte da Sibéria, que corresponde a uma área de 77% da Russia, (todavia abriga aproximadamente 36 milhões de pessoas, que são sòmente 27% da população do país), percorrendo desertos siberianos de gelo, terra ou areia preta e cascalho, onde toda a região é extremamente fria, principalmente no inverno, como por exemplo a cidade de Oymyakon, situada a aproximadamente 100 km desta estrada, que tem a particulariedade de ser o lugar mais frio e habitado do mundo, com temperaturas que podem cair até 50 graus negativos!. (Across the Russian Far East, ie part of Siberia, which accounts for an area of 77% of Russia (however it houses approximately 36 million people, which are only 27% of the country’s population), traversing Siberian deserts ice, earth or black sand and gravel, where the whole region is extremely cold, especially in winter, such as the city of Oymyakon, located about 100 km from this road, which has the particularity of being the coldest and most inhabited place of the world, with temperatures that can drop up to minus 50 degrees)!.

…assim, após a queda do governo soviético, a estrada foi percorrida pela primeira vez por motociclistas ocidentais no verão de 1995!. Depois, não muitos, mas alguns, têm tentado, pelo menos aqueles que querem completar a sua volta ao mundo, atravessando parte da Sibéria, pelo menos para aquelas séries de televisão, onde concluiem a travessia, com aguma assistência, juntando-se a um qualquer comboio de carga russo, cujos camiões conseguem atravessar, principalmente os rios, que vão cheios de água e gelo!. Dizem-nos mesmo que existem disponíveis viagens comerciais para um pequeno número de motociclistas!. (So after the fall of the Soviet government, the road was first traveled by western motorcyclists in the summer of 1995!. Then, not many, but some, have tried, at least those who want to complete their round the world, crossing part of Siberia, at least for those television series, where they conclude the crossing with some assistance, joining a any Russian freight train, whose trucks can cross, especially the rivers, which are full of water and ice!. We are even told that commercial trips are available for a small number of motorcyclists)!.

…e por último lembramos que esta “infame estrada” (não pela estrada, mas pelo processo como foi construída), termina na cidade de Magadan, no mar de Okhotsk que é o último posto avançado da civilização oriental na extensão despovoada da Sibéria!. (And lastly we remember that this “infamous road”(not the road, but the process as it was built) ends in the city of Magadan on the Okhotsk Sea which is the last outpost of eastern civilization in the unpopulated stretch of Siberia)!.

…onde a Máscara da tristeza se eleva acima da cidade, no único monumento da região que lembra a miséria dos prisioneiros nos campos de “Gulag”, prestando homenagem a milhões de pessoas que morreram nas minas ou na construção de estradas, sob o Grande Terror Stalin, que os levou a este lugar, onde deveriam ser exterminados à vontade do ditador, através do trabalho forçado e do frio!. (Where the Mask of Sorrow rises above the city, the only monument in the region reminiscent of the misery of prisoners in the “Gulag” camps, paying tribute to millions of people who died in the mines or in road construction under the Great Terror Stalin, who led them to this place, where they were to be exterminated at the dictator’s will through forced labor and cold)!.

N.B. – Algumas fotos e algumas frases que ilustram este texto e que incluímos na sua composição, tomámos a liberdade de as retirar de várias fontes durante as nossas pesquisas, agradecendo àqueles que tiveram a coragem de as publicar, para que o resto do mundo as aprecie, (sobretudo as que tiveram o previlégio de viver em países com liberdade de expressão e, principalmente nesta quadra festiva do Natal), lembrem e meditem nestas martirizadas pessoas, onde milhares e milhares, não tiveram qualquer Natal e não praticaram qualquer crime, sómente talvez, o de terem um pensamento com ideias diferentes!. (NB – Some photos and phrases illustrating this text that we included in its composition, we took the liberty of removing them from various sources during our searches, thanking those who had the courage to publish them so the rest of the world would appreciate them, (especially those had the privilege of living in countries with freedom of expression and, in this festive Christmas season), remember and meditate on these martyred people, where thousands and thousands did not have any Christmas and did not commit any crime, just maybe having a thought with different ideas)!.

(“Grandes Estradas”, continuará em próximos textos) (“Great Roads” will continue in future texts).

Tony Borie December 2019.

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