…a maldição de um combatente é que nunca esquece!. (…the curse of a fighter is that he never forgets)!.

…a maturidade, trazida com uma certa idade é… como ter olhos nas nossas memórias!. De certa forma torna-se num previlégio, talvez como olhar a paisagem do cimo de uma montanha, numa visão de 360.º e, para nós pessoas idosas, pelo menos no nosso pensamento e para nos trazer alguma alegria, não temos qualquer dúvida em decretar que, todas as tardes de uma qualquer terça-feira de chuva, e claro, mais cinzenta, a partir de hoje, irão converter-se numa manhã com sol de um radiante domingo!. É assim!. Tem que ser assim, pois os anos estão a passar muito rápidos!.

(…maturity, brought on at a certain age is… like having eyes on our memories!. In a way it becomes a privilege, perhaps like looking at the landscape from the top of a mountain, in a 360º view and, for us elderly people, at least in our thoughts and to bring us some joy, we have no doubts about to decree that every afternoon of any rainy Tuesday, and of course, grayer, from today onwards, will become a sunny morning on a radiant Sunday!. And so!. It has to be that way, because the years are passing very fast)!.

…uf, que desabafo!. Queremos, fazemos quase tudo para andar por aí mostrando alguma alegria no rosto, no entanto, há dias em que as lembranças daquela maldita guerra colonial que vivemos em África estão sempre presentes!. É a vida!. Vamos à história de hoje!.

(…whew, what a relief!. We want to, we do almost everything to walk around showing some joy on our faces, however, there are days when the memories of that damned colonial war we are experiencing in Africa are always present! Is life!. Let’s get to today’s story)!.

… já lá iam quase dois anos!. Quando ali chegámos era uma aldeia chamada Mansôa, onde ajudámos a construir um aquartelamento militar, que poderíamos considerar um “Posto Avançado de Fronteira”, ou seja, um lugar onde os militares de combate, tomavam conhecimento das primeiras savanas, rios, riachos, bolanhas, (terras lamacentas de cultivo de arroz), pântanos e florestas de trilhas frescas, usadas pelos guerrilheiros que lutavam pela independência do seu território, querendo libertar-se da presença dos Europeus, que por ali andavam há quase quinhentos anos!.

(…it had been there for almost two years!. When we arrived there, it was a village called Mansôa, where we helped to build a military barracks, which we could consider a “Frontier Outpost”, that is, a place where the combat soldiers learned about the first savannas, rivers, streams, bolanhas , (muddy rice-growing land), swamps and forests with fresh trails, used by the guerrillas who fought for the independence of their territory, wanting to free themselves from the presence of the Europeans, who had been around for almost five hundred years)!.

…continuando, era um dia de Setembro muito abafado, não corria nenhuma aragem, o sol estava encoberto, os mosquitos zumbiam e pousavam na pele, se mordiam, não se sentia, porque a pele já estava morena!. A garrafa da coca-cola que quase sempre nos acompanhava, ainda tinha um pouco de líquido, que era uma mistura de café, vinho tinto e um pouco de álcool, roubado no cabanal onde funcionava a enfermaria!. 

(…continuing, it was a very sultry September day, there was no breeze, the sun was overcast, the mosquitoes buzzed and landed on the skin, biting themselves, I couldn’t feel it, because the skin was already brown!. The bottle of Coca-Cola that almost always accompanied us still had some liquid, which was a mixture of coffee, red wine and a little alcohol, stolen from the cabin where the infirmary operated)!.

…andávamos por ali, ouvimos algum barulho e levantámos os olhos!.  Chegava ao aquartelamento um grupo de combate que tinha saído em patrulha pela manhã!. Alguns militares saltaram das viaturas, ajudando uma africana idosa e duas crinças nuas a descerem!. Barafustavam, falavam alto, onde a palavra “filho da puta” era constante, e nós, querendo saber o porquê daquela mulher africana e daquelas crianças apróximámo-nos, ouvindo a história pela boca do amigo “Trinta e Seis”, soldado telegrafista!. 

(…we walked around, heard some noise and looked up!. A combat group that had gone out on patrol in the morning arrived at the barracks! Some soldiers jumped out of their vehicles, helping an elderly African woman and two naked children down! They barafustavam, they spoke loudly, where the word “son of a bitch” was constant, and we, wanting to know why that African woman and those children, we got close, listening to the story through the mouth of our friend “Thirty and Six”, a telegraph soldier)!.

…como acima explicámos, tinham saído do aquartelamento manhã cedo, ao começo da luz do dia nas viaturas que os deixaram ao norte, aproximadamente a uns vinte quilómetros do aquartelamento, onde tinham começado um patrulhamento!. Na frente iam uns tantos africanos, que faziam parte das forças armadas portuguesas, que normalmente faziam de guias e tradutores, pois por vezes, havia contacto, com as populações locais!. Era um patrulhamento de rotina, inspecionavam a zona por onde passavam, principalmente, se havia vestígios dos guerrilheiros!. Este grupo de militares, era comandado por um alferes miliciano!.

(…as we explained above, they had left the barracks early in the morning, at the beginning of daylight, in the vehicles that left them to the north, approximately twenty kilometers from the barracks, where they had started a patrol!. At the front were a few Africans, who were part of the Portuguese armed forces, who normally acted as guides and translators, as sometimes there was contact with the local population! It was a routine patrol, they inspected the area they were passing through, especially if there were any traces of the guerrillas! This group of soldiers was commanded by a militia ensign)!.

…o “Curvas”, que carinhosamente apelidámos de “alto e refilão”,  combatente com a especialidade de atirador, andava sempre contrariado, seguindo ao lado do seu amigo “Trinta e Seis”, soldado telegrafista, baixo e forte na estatura, que carregava uma aparelhagem às costas, com um telefone!. Tinha posto pilhas novas antes de sairem e, trabalhava perfeitamente!. 

(…the “Curvas”, which we affectionately dubbed “tall and reelão”, a combatant with the specialty of a sniper, was always annoyed, following alongside his friend “Thirty and Six”, a telegraph soldier, short and strong in stature, who carried a stereo on the back, with a phone!. He had put in fresh batteries before they left and it worked perfectly)!.

…ambos levavam a espingarda metralhadora G-3 e alguns carregadores extra na cinta, assim como duas granadas ofensivas que lhes tinham sido distribuídas pela manhã antes de saírem!. As granadas eram distribuídas, antes de qualquer operação de patrulhamento e entregues no final da mesma, claro, se não tivesse havido contacto com o inimigo!. Quando se procedia à distribuição das granadas, alguém estava à espera que a caixa ficasse vazia, para com a madeira da mesma, construir uma gaiola, para o seu piriquito, um  banco, ou quarquer outro utensílio, portanto, quando eram entregues as granadas no final da operação, iam para um canto do cabanal da arrecadação de material de guerra!. 

(…both carried the G-3 submachine gun and some extra magazines on their belt, as well as two offensive grenades that had been distributed to them the morning before they left!. The grenades were distributed, before any patrol operation and delivered at the end of it, of course, if there had been no contact with the enemy! When proceeding with the distribution of the grenades, someone was waiting for the box to be empty, to use the wood in the box, to build a cage, for your parakeet, a bench, or any other utensil, therefore, when the grenades were delivered to the at the end of the operation, they went to a corner of the war material storage hut)!.

…normalmente a G-3, era transportada, debaixo do braço direito, pronta a disparar, mas com o cano sempre em direcção do chão!. O “Curvas”, levava três granadas, duas distribuídas pela manhã e uma outra que ele nunca entregou de operações anteriores e dizia a alguns que sabiam, que essa granada era dele!. Portanto, no seu pensamento, a granada não era do exército, era dele!.

(…usually the G-3, it was carried under the right arm, ready to fire, but with the barrel always towards the ground!. The “Curvas” carried three grenades, two distributed in the morning and another one that he had never delivered from previous operations and told some who knew, that this grenade was his!. So, in his mind, the grenade wasn’t from the army, it was his)!.

…o alferes miliciano que comandava esta operação de patrulha, dizia constantemente ao “Trinta e Seis” para ir sempre próximo dele, pois em qualquer momento podia precisar do telefone!. O “Trinta e Seis”, não acatava a ordem, pois era amigo do “Curvas” e seguia sempre a seu lado, talvez com a intenção de se protegerem!. Tinham saído de um pântano e iam em terreno seco, com alguma vegetação!. 

(…the militia ensign who was in charge of this patrol operation constantly told the “Thirty-six” to always come close to him, because at any time he might need the phone!. The “Thirty and Six” did not obey the order, as he was a friend of “Curvas” and always followed by his side, perhaps with the intention of protecting themselves!. They had come out of a swamp and were going on dry ground, with some vegetation)!.

…a antena do rádio era alta, tocava em tudo e o “Trinta e Seis”, furioso dizia ao “Curvas”, “porque carga de água, é que o alferes, traz o pessoal, para um local destes, com tanto arvoredo, tantos mosquitos e tão difícil de avançar no terreno, se fosse da parte da tarde, dizia que andava bêbado”!. Pois o alferes, tinha fama de andar sobre influência, (alcool) lá no aquartelamento, mas era uma excelente pessoa!.

(…the radio antenna was high, it rang everywhere and “Thirty-six”, furious, would say to “Curvas”, “because it’s a load of water, it’s just that the ensign brings the people to a place like this, with so much trees, so many mosquitoes and so difficult to advance on the ground, if it was in the afternoon, he said he was drunk”!. Well, the second lieutenant had a reputation for walking under influence (alcohol) at the barracks, but he was an excellent person)!.

…passado um certo tempo, deparam com uma aldeia com umas tantas casas e circundada por uma vedação com estacas e ramos de árvores!. Lá na frente, os soldados africanos entram na aldeia e falam alto, numa linguagem que ninguém entende!. Neste momento diz o “Curvas”, na sua  linguagem reles ao “Trinta e Seis”, “de que é que estes cabrões, estão a falar?. Estão a dar as boas vindas, ou a avisar a população para fugir, que os soldados estão próximos”!. Era uma incógnita, que ninguém sabia responder!. 

(…after a while, they come across a village with a few houses and surrounded by a fence with stakes and tree branches!. Up ahead, the African soldiers enter the village and speak loudly, in a language that no one understands! At this moment, “Curvas” says, in his language similar to “Thirty and Six”, “what are these bastards talking about?. They are welcoming, or warning the population to flee, that the soldiers are close”!. It was an unknown, no one knew how to answer)!.

…na aldeia, havia somente uma mulher magra, já de uma certa idade, nua da cinta para cima, com algumas argolas em volta do pescoço, talvez servindo de enfeite,!. Estava sentada, ao lado de um cesto de arroz com casca, com as mãos ao lado da cara, falando aflita numa linguagem incompreensível e, de vez em quando tirava as mãos da cara, fazia gestos para a frente, ao mesmo tempo que balançava o corpo para a frente e para trás!. Na sua frente, estavam duas crianças, também magras, e nuas!. 

(…in the village, there was only one thin woman, already of a certain age, naked from the waist up, with some rings around her neck, perhaps serving as an ornament!. She was sitting beside a basket of husk rice, with her hands by her face, speaking in distress in incomprehensible language, and from time to time she took her hands away from her face, gestured forward while shaking the body back and forth!. In front of her were two children, also skinny, and naked)!.

…estas três pessoas eram no momento os habitantes da aldeia e, os soldados africanos, chamados pelo alferes para traduzirem as palavras da mulher, diziam, “ela se lastima por os soldados lhe terem morto os seus dois filhos e diz para se irem embora, que aqui não há mais ninguém!. Também diz que tem quatro filhas, que desapareceram um certo dia pela madrugada, mas que a visitavam de vez em quando, pois neste momento são guerrilheiras, transportadoras de material de guerra”!. 

(…these three people were at the time the villagers and the African soldiers, called by the lieutenant to translate the woman’s words, said, “she is sorry that the soldiers killed her two children and says to go away, that there is no one else here!. She also says that she has four daughters, who disappeared one day at dawn, but who visited her from time to time, because at the moment they are guerrillas, transporters of war material)”!.

…o “Curvas”, diz para o “Trinta e Seis”, “se esta gaja não se cala, meto-lhe já dois tiros nos cornos”!. O alferes, repreende o “Curvas”, que continua a argumentar, dizendo, “é uma mentirosa, filha da puta”!. Só o “Trinta e Seis”  é que o acalma e o manda calar!. O alferes entra em contacto com o comando, contando a situação da aldeia quase abandonada, recebendo ordens para a captura da mulher e as duas crianças e em seguida, queimar e destruir a aldeia!.

…“Curvas”, she says to “Thirty and Six”, “if this girl doesn’t shut up, I’ll shoot her twice in the horns”!. The ensign scolds the “Curvas”, who continues to argue, saying, “she’s a liar, motherfucker”!. Only “Thirty-six” calms him down and tells him to shut up!. The ensign comes into contact with the command, telling the situation of the almost abandoned village, receiving orders to capture the woman and the two children and then burn and destroy the village)!.

…aqui começa o saque à aldeia!. Os militares encontraram algumas armas, munições e documentos que estavam à superfície e, os africanos encarregavam-se dos objectos com algum valor, como panelas, tachos, roupas, às vezes até encontravam dinheiro, bicicletas, enfim tudo o que para alguns, entendessem que era útil!.

(…here the sacking of the village begins!. The military found some weapons, ammunition and documents that were on the surface and the Africans took care of objects with some value, such as pots, pots, clothes, sometimes they even found money, bicycles, everything that for some, they understood that it was useful)!.

…depois era só deitar fogo a tudo e, no espaço de uma a duas horas, com fogo controlado, deixava de haver aldeia!. Esta aldeia era pequena, tinha somente oito casas, durante o fogo ouviram-se alguns rebentamentos, sinal de que havia mais algum material explosivo, talvez enterrado!.

(…then it was just a matter of setting fire to everything and, within one to two hours, with a controlled fire, there would no longer be a village!. This village was small, it had only eight houses, during the fire there were some explosions, a sign that there was some more explosive material, maybe buried)!.

…os prisioneiros vieram para o aquartelamento, seguindo em seguida para o hospital, na capital da província!. O “Curvas”, começou o fogo, com o lançamento da sua granada preferida para o meio da aldeia, ao mesmo tempo que gritava em plenos pulmões, “filhos da puta”!. O alferes, repreendeu-o, no entanto, isso nele não produzia qualquer efeito, era alto e refilão, não acatava ordens e queria mandar, devia ser general!. 

(…the prisoners came to the barracks, then to the hospital in the provincial capital!. “Curvas” started the fire, throwing his favorite grenade into the middle of the village, at the same time shouting at the top of his lungs, “sons of a bitch”!. The second lieutenant, scolded him, however, that had no effect on him, he was tall and a recluse, he didn’t obey orders and wanted to rule, he must be a general)!.

…mas o mais lamentável é que, tal como já por diversas vezes referimos nos nossos escritos, os famintos, os doentes, os analfabetos e a miséria que naquela época eram constantes, infelizmente continuaram, mesmo depois, quando parecia que já havia paz, fazendo-me lembrar que defacto nós os militares de Portugal, saímos de África físicamente, mas possívelmente não trouxémos as armas, as bombas e as balas, deixando lá apenas, como seria nossa inteira obrigação, todas as maravilhosas armas da paz do século XX!. 

(…but the most unfortunate thing is that, as we have mentioned several times in our writings, the hungry, the sick, the illiterate and the misery that were constant at that time, unfortunately continued, even later, when it seemed that there was already peace, making remind me that in fact we, the Portuguese military, left Africa physically, but possibly we did not bring the weapons, bombs and bullets, leaving there only, as it would be our entire obligation, all the wonderful weapons of peace of the 20th century)!.

…e nós, quando regressámos à Europa, ao fim de dois longos anos, como veteranos de guerra, passando por algumas experiências de vida mais traumáticas que se possam imaginar e que nos acompanharam para o resto das nossas vidas, a família que nos recebeu, sabia, notava imediatamente, que alguma coisa estava mal connosco, pela nossa linguagem, maneira de nos comportar, que estávamos diferentes, talvez um pouco loucos e algo agressivos!.

(…and we, when we returned to Europe, after two long years, as war veterans, going through some of the most traumatic life experiences imaginable and that have accompanied us for the rest of our lives, the family that welcomed us, I knew, I noticed immediately, that something was wrong with us, because of our language, the way we behaved, that we were different, maybe a little crazy and a little aggressive)!.

Tony Borie, Século XXI. (Tony Borie, 21st Century).

2 thoughts on “…a maldição de um combatente é que nunca esquece!. (…the curse of a fighter is that he never forgets)!.

  1. Tony, bom relato da nossa saga. Pergunto, esse pelotão lembras-te a que compª pertencia? Recebe um abraço e muita saude Roger

    Tony Borie – Pieces of my life escreveu no dia sábado, 28/08/2021 à(s) 08:35:

    > tonisaborie posted: ” …a maturidade, trazida com uma certa idade é… como > ter olhos nas nossas memórias!. De certa forma torna-se num previlégio, > talvez como olhar a paisagem do cimo de uma montanha, numa visão de 360.º > e, para nós pessoas idosas, pelo menos no nosso pensa” >

    • Olá Roger!.

      Meu bom companheiro, estou contente como sempre quando recebo notícias tuas. Espero que continues bem, assim como toda a tua família. Olha por cá vamos, sem muita “bagunça”, só a nossa esposa Isaura é que vai sofrendo dores em quase todo o corpo derivado à coluna vertebral, pois alguns discos estão muito débeis e fazendo certos movimentos provocam-lhe dores, mas tem tido assistência de diversos doutores e vai melhorando de dia para dia. Qualquer um destes dias vai ficar bem. Olha, as forças militares eram do pelotão de morteiros, que chegou à Guiné connosco e veio umas semanas antes de nós, tendo sempre permanecido em Mansôa, um local onde as forças de combate chegavam e iam, pois lá estacionados estavam sòmente nós, que era o Agrupamento 16, a companhia de manutenção e o comando do teu batalhão e o pelotão de morteiros, que para nós eram os homens de acção, pois a companhia de manutenção do teu batalhão, também fazia algumas patrulhas, mas muito poucas, pois a maior parte das vezes era para levar material e haveres do dia a dia à zona de combate, onde estavam vocês e as outras companhias que estavam no norte e leste, ou então iam em socorro, quando o pelotão de morteiros estava a ser atacado em alguma emboscada. Para nós, eles, do pelotão de morteiros também foram uns heróis tal como tú e a minha roupa camuflada e de outros do Agrupamento, foi quase toda usada por eles. Roger, que continues com alegria em viver, tu e toda a tua família. Um abraço meu bom amigo. Tony Borie.

      >

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