…dia de baptismo!. (Baptism Day)!.

…dia de baptismo!. (Baptism Day)!.

…dia de baptismo!. (Baptism day)!.

…saindo do sul e viajando para norte, onde quase no fim da nossa jornada, atravessamos o rio Delaware, antes de entrar nas montanhas do estado de Pennsylvania, nesta época do ano quase cobertas de neve, ao contrário do cenário um pouco árido e sinuoso do rio Jordão, lá no Médio Oriente, que corre de norte para sul, a quem os gregos às vezes também chamam de Aulon ou os árabes de Al-Sharīʿah, que quer mais ou menos dizer “local de rega”!. (Leaving the south and traveling north, where almost at the end of our journey, we crossed the Delaware River, before entering the mountains of the state of Pennsylvania, at this time of year almost covered with snow, unlike the somewhat arid scenery and winding of the Jordan River, there in the Middle East, which runs from north to south, which the Greeks sometimes also call Aulon or the Arabs of Al-Sharīʿah, which more or less means “watering place”)!.

…mencionamos o rio Jordão porque continua um rio lendário, atravessando a Jordânia e as Colinas de Golã, através da Galiléia e do Mar Morto, onde tanto Cristãos, Judeus ou Muçulmanos o reverenciam, porque foi em suas águas que Jesus Cristo foi baptizado por São João Baptista!. Nos dias de hoje, ainda permanece um destino religioso e um local sagrado para baptismos, apesar das lutas pelo território que existem ao redor das sinuosas colinas, que fazem parte do seu percurso!. (We mention the Jordan River because it remains a legendary river, crossing Jordan and the Golan Heights, through Galilee and the Dead Sea, where both Christians, Jews or Muslims revere it, because it was in its waters that Jesus Christ was baptized by Saint John the Baptist!. Nowadays, it still remains a religious destination and a sacred place for baptisms, despite the struggles for the territory that exist around the winding hills, which are part of its route)!.

…todo este introdutório, é para justificar uma das razões da nossa viajem ao norte, que é assistir ao baptismo do nosso neto Cody, que já com a idade de saber o significado das letras, pediu aos seus pais que queria ser baptizado, o que para nós, “avós babados”, além de ser uma notícia muito emocionante, entendemos ser perfeitamente justo!. (All this introductory, is to justify one of the reasons for our trip to the north, which is to attend the baptism of our grandson Cody, who at the age of knowing the meaning of the letters, asked his parents that he wanted to be baptized, which for us, “drooling grandparents”, besides being very exciting news, we understand to be perfectly fair)!.

…assim, foi ele que decidiu a religião que queria seguir durante a sua vida, porque o baptismo não é uma coisa que se faz todos os dias, de um modo geral, o baptismo é algo único na vida e, muitos de nós somos batizados quando bébés, como tal, não nos lembramos dessa cerimónia!. (So, it was he who decided the religion he wanted to follow during his life, because baptism is not something that is done every day, in general, baptism is something unique in life and, many of us we are baptized when babies, as such, do not remember this ceremony)!.

…se perguntar-mos a algumas pessoas se se lembram da cerimónia do seu baptismo, alguns até vão responder que: “não, me lembro, mas penso que não doeu nada”!. No entanto, o baptismo tem um grande significado no futuro da vida das pessoas, pelo menos as de tradição cristã, que tem algo a ver com a sua salvação ou protecção e, isto significa que acreditam em Jesus Cristo, além do baptismo ter um grande poder em conectar as pessoas e as comunidades, por gerações e gerações!. (If we ask some people if they remember the ceremony of their baptism, some will even answer that: “no, I remember, but I think it didn’t hurt at all”!. However, baptism has great significance in the future of people’s lives, at least those of Christian tradition, which has something to do with their salvation or protection and this means that they believe in Jesus Christ, in addition to baptism having a great power to connect people and communities, for generations and generations)!.

…nós, quando crianças, na nossa aldeia, lá na encosta agreste da montanha do Caramulo, em Portugal, entre outras, ensinavam-nos que o baptismo era um sinal externo de uma graça interior!. Enfim, talvez palavras bonitas mas, no fundo, no fundo, era assim qualquer coisa como ajudar-nos a poder vislumbrar a preciosidade e o mistério das coisas, por vezes quase insuportáveis que nos aparecem ao longo da vida!. (We, as children, in our village, on the rugged slope of the Caramulo mountain, in Portugal, among others, taught us that baptism was an external sign of an inner grace!. Anyway, maybe beautiful words, but, deep down, deep down, it was like something like helping us to glimpse the preciousness and the mystery of things, sometimes almost unbearable that appear throughout our lives)!.

…no entanto, ainda hoje achamos que tudo isto é verdade, pois praticando uma religião, claro, no bem sentido, seja ela qual for, por vezes alivia-nos, até sem ser necessário ir a um qualquer templo orar, onde por vezes uma cerimónia religiosa, é uma autêntica passagem de modelos e motivo para outras práticas não muito recomendáveis!. (However, even today we think that all of this is true, because practicing a religion, of course, in the right sense, whatever it may be, sometimes relieves us, even without having to go to any temple to pray, where for sometimes a religious ceremony, it is an authentic model change and a reason for other practices not very recommended)!.

…continuamos a acreditar que ninguém vai ser melhor que o outro, só porque foi baptizado, no entanto achamos que em alguns momentos nos faz lembrar que algo existe e, esse algo, excede em muito a maneira como vemos as coisas e até como elas nos acontecem!. (We continue to believe that no one will be better than the other, just because he was baptized, however we think that at times it reminds us that something exists and that something far exceeds the way we see things and even how they happen to us)!.

…wow, wow, wow, já chega de coisas misteriosas e por vezes deslumbrantes, no entanto, já lá vão mais de dois mil anos e, muitos de nós continuamos a ficar deslumbrados quando nos contam a história de quando Jesus Cristo, vindo da Galiléia, junto do rio Jordão, pediu a São João Baptista para ser batizado por ele!. São João Baptista, admirado diz-lhe: “Eu preciso é de ser batizado por ti, e tu vens a mim”?. (Wow, wow, wow, enough of mysterious and sometimes dazzling things, however, it’s been over two thousand years and many of us continue to be dazzled when they tell us the story of when Jesus Christ, coming from Galilee, near the Jordan River, asked Saint John the Baptist to be baptized by him!. Saint John the Baptist, admired says to him: “I need to be baptized by you, and you come to me”)?.

…e quando Jesus Cristo foi baptizado, exatamente no momento em que saiu da água do rio Jordão, o Espírito de Deus, na figura de uma pomba, desceu e pousou sobre ele, quando uma voz do céu disse: “Este é meu Filho, aquele a quem eu amo”, e nós, não sendo o Espírito de Deus na figura de uma pomba, mas sim uns “avós babados”, no momento em que o nosso neto Cody estiver a ser baptizado, também iremos dizer: “Este é o nosso querido neto Cody, a quem amamos”!. (And when Jesus Christ was baptized, just as he left the water of the Jordan River, the Spirit of God, in the figure of a dove, came down and rested on him, when a voice from heaven said: “This is mine Son, the one I love”, and we, not being the Spirit of God in the figure of a dove, but rather “drooling grandparents”, the moment our grandson Cody is being baptized, we will also say: “This is our dear grandson Cody, whom we love”)!.

…feliz dia de baptismo, Cody!. (Happy baptism day, Cody)!.

Tony Borie, February 2020.

…o sonho Americano!. (the American dream)!.

…o sonho Americano!. (the American dream)!.

…o sonho Americano!. (the American dream)!.

…ainda crianças, quando aprendíamos o significado das primeiras letras, o professor explicava, por vezes sendo violento e também actor, pois na aula de história, exemplificava a personagem de que falava, com gestos e atitudes violentas, exemplificando que os nossos antepassados Portugueses, eram os melhores, os mais bravos, eram só vitórias e, talvez sem o saber, fazia toda a classe violenta!. (As children, when we learned the meaning of the first letters, the teacher explained, sometimes being violent and also an actor, because in the history class, he exemplified the character he spoke of, with violent gestures and attitudes, exemplifying that our ancestors Portuguese, they were the best, the bravest, they were just victories and, perhaps without knowing it, the whole class was violent)!.

…quando abria o livro da história de Portugal, até uma derrota numa batalha em Alcácer-Quibir, no norte de África, onde morreu um rei de Portugal, para ele, o já mencionado professor, essa derrota era uma vitória e, o inimigo que se cuidasse, pois o rei português e alguma nobreza que lá morreu, havia de ressuscitar um dia, para os vencer, e claro, vingar-se!. (When he opened the Portuguese history book, until a defeat in a battle in Alcácer-Quibir, in North Africa, where a king of Portugal died, for him, the aforementioned professor, that defeat was a victory and, an enemy to take care of, because the Portuguese king and some nobility who died there, would one day be resurrected, to overcome them, and of course, take revenge)!.

…naquela época era assim, era a mentalidade de quem pensava que se procedesse desta maneira, iria educar, fazer homens e mulheres para o futuro, embora qualquer um de nós, ouvindo tudo isto, desconfiasse de tantas vitórias, com toda a crteza de que devia de haver por lá, também algumas derrotas!. (At that time it was like that, it was the mentality of those who thought that if it proceeded in this way, it would educate, make men and women for the future, although any of us, hearing all this, suspected so many victories, with all certainty that there must be some defeats there too)!.

…mais tarde, já neste continente, frequentando outras escolas, tivémos um companheiro, oriundo da Índia, que nos dizia que na sua história, os portugueses e outros povos europeus, apareciam por lá como pescadores ou comerciantes, depois consideravam-se descobridores ou colonizadores e, anos mais tarde, chegavam à conclusão de que, única e simplesmente eram corsários, vulgo “piratas”!. (Later, already in this continent, attending other schools, we had a companion, from India, who told us that in their history, the Portuguese and other European peoples, appeared there as fishermen or traders, afterwards they considered themselves discoverers or colonizers and, years later, they came to the conclusion that they were just corsairs, also known as “pirates”)!.

…outro companheiro, oriundo do México, principalmente quando havia jogo de futebol entre os nossos dois países, dizia-nos, referindo-se ao Portugal de outros tempos, com esta pitoresca frase: “o que vocês querem é ouro”!. Claro, isto era a opinião deles e vale o que vale, mas diziam-nos tudo isto, principalmente, nos momentos em que não concordavam com a nossa opinião!. (Another companion, originally from Mexico, especially when there was a soccer game between our two countries, he told us, referring to Portugal of other times, with this picturesque phrase: “what you want is gold”!. Of course, this was their opinion and it is worth it, but they told us all of this, especially when they did not agree with our opinion)!.

…todo este introdutório também vale o que vale, no entanto hoje, vamos contar um pouco da história das primeiras pessoas, oriundas da Europa, que chegaram ao espaço continental, que hoje chamamos os USA, onde entre outros, entra o então Portugal, os seus antepassados, pescadores, navegadores, descobridores, comerciantes, colonizadores e, corsários, vulgo “piratas”!. Esta história, representa um trabalho com alguma dificuldade de pesquisa, mas acreditamos que não é contada na história de Portugal!. (his whole introductory is also worth it, however today, we are going to tell you a little about the history of the first people, coming from Europe, who arrived in the continental space, which today we call the USA, where among others, then Portugal enters, its ancestors, fishermen, navigators, discoverers, traders, colonizers and, corsairs, also known as “pirates”)!. This story represents work with some research difficulties, but we believe that it is not told in the history of Portugal)!.

…leiam com alguma atenção, pois vão gostar, tal como nas histórias de índios e cowboys, os índios, são sempre os “maus”, neste resumo, os Espanhóis e os Portugueses, algumas vezes, também são os “maus”, mas creio que é somente na história, pois esta história, também nos diz que ajudaram a construir esta grande nação!. Cá vai!. (Read with some attention, as you will like, as in the stories of Indians and cowboys, the Indians are always the “bad”, in this summary, the Spanish and the Portuguese, sometimes, are also the “bad”, but I believe which is only in history, because this history also tells us that they helped to build this great nation! Here you go)!.

…embora a Espanha, Portugal e a França se tenham movido rapidamente para estabelecer uma presença no Novo Mundo, outros países da Europa, também o fizeram, mas de forma mais lenta!. Tudo isto, algumas décadas depois das explorações que John Cabot fez, na tentativa de encontrar possíveis colónias, a que possívelmente, queria chamar inglesas, mas os primeiros esforços foram fracassados, pois havia na altura um pequeno lugar com pessoas, que era a “Colónia de Roanoke”, que desapareceu por volta do ano de 1590!. (Although Spain, Portugal and France moved quickly to establish a presence in the New World, other countries in Europe also did, but more slowly!. All this, a few decades after John Cabot’s explorations, in an attempt to find possible colonies, which he possibly wanted to call English, but the first efforts were unsuccessful, as there was a small place with people at the time, which was the “Colony the Roanoke ”, which disappeared around the year 1590)!.

…no entanto os ingleses não desestiam e, uns anos depois, mais propriamente no final do ano de 1606, alguns empresários ingleses, partiram com uma carta da “Companhia Virginia de Londres”, para estabelecer uma colónia no Novo Mundo!. (However the English did not give up and, a few years later, more properly at the end of 1606, some English businessmen left with a letter from the “Virginia Company of London” to establish a colony in the New World)!.

…a frota, composta de três navios, chamados, “Susan Constant”, “Discovery” e “Godspeed”, sob o comando do então jovem Capitão Christopher Newport que, depois de uma longa viagem com a duração de cinco meses, incluindo uma paragem nas ilhas de Puerto Rico, de onde partiram no dia 10 de Abril de 1607, para finalmente ancorarem no continente americano!. (The fleet, made up of three ships, called, “Susan Constant”, “Discovery” and “Godspeed”, under the command of the then young Captain Christopher Newport who, after a long trip lasting five months, including a stop on the islands of Puerto Rico, from where they left on April 10, 1607, to finally anchor on the American continent)!.

…esta expedição desembarcou em 26 de abril de 1607, em um lugar chamado Cape Henry, com ordens para selecionar uma localização com alguma segurança!. Puseram-se a explorar o que é agora Hampton Roads, em uma saída para a Baía de Chesapeake, a que deram o nome do rio James, em honra de seu Rei James I, da Inglaterra!. (This expedition landed on April 26, 1607, in a place called Cape Henry, with orders to select a location with some security!. They set out to explore what is now Hampton Roads, at an exit to the Chesapeake Bay, which they named the James River, in honor of their King James I of England)!.

…este Capitão Christopher Newport, quando jovem, navegou com Sir Francis Drake, no ataque sobre a frota espanhola em Cádiz e, participou na derrota da célebre “Armada Espanhola”, durante a guerra que a Inglaterra teve com a Espanha!. (This Captain Christopher Newport, as a young man, sailed with Sir Francis Drake, in the attack on the Spanish fleet in Cadiz and, participating in the defeat of the famous “Spanish Armada”, during the war that England had with Spain)!.

…onde, entre outros combates em alto mar, foram apreendidas fortunas, do tesouro Espanhol e Português em batalhas navais, ferozes, nas Índias Ocidentais, como sendo um corsário, a que nós vulgarmente chamamos “Pirata”, ao serviço da Rainha Elizabeth I, de Inglaterra!. (Where, among other battles on the high seas, fortunes from the Spanish and Portuguese treasures were seized in fierce naval battles in the West Indies, as being a privateer, which we commonly call “Pirate”, in the service of Queen Elizabeth I, from England)!.

…este homem do mar, era um corsário experiente, pois já tinha realizado mais ataques a navios Espanhóis e Portugueses, do que qualquer outro corsário Inglês!. No meio de todas estas batalhas, sofreu um acidente em combate, que lhe aconteceu depois de liderar os seus homens, ao abalroar um navio, (possívelmente português), ao largo da costa da ilha de Cuba, onde o seu braço direito foi cortado em parte e, como homem de luta, improvisou uma espécie de “gancho”, para substituir a sua mão, que tinha sido cortada durante a batalha!. (his man of the sea was an experienced privateer, as he had already carried out more attacks on Spanish and Portuguese ships, than any other English privateer!. In the midst of all these battles, he suffered an accident in combat, which happened to him after leading his men, when he hit a ship, (possibly Portuguese), off the coast of the island of Cuba, where his right arm was cut in leaves and, as a man of struggle, improvised a kind of “hook”, to replace his hand, which had been cut during the battle)!.

…a partir desse momento, começaram a chamar-lhe, um nome parecido com “Capitão Gancho”, e é por esse nome que vamos continuar a identificá-lo, isto, sem qualquer falta de respeito pela memória desta personagem, pois a história da sua vida, faz parte do “America Dream”!. (From that moment on, they started calling him, a name similar to “Captain Hook”, and it is by that name that we will continue to identify him, that is, without any lack of respect for the memory of this character, because the story of your life, is part of the “America Dream”)!.

…estamos a falar do Capitão Christopher Newport, (para nós, “Capitão Gancho”), a tal personagem, que comandou a primeira frota de três navios, vinda da Europa e, que foi o fundador da colónia de Jamestown, no agora estado de Virginia e, que talvez sem saber, iniciou o “sonho americano”, pois foi ele que liderou a frota de colonos que estabeleceu o primeiro assentamento permanente de pessoas vindas da Europa, principalmente ingleses, no Novo Mundo!. (We are talking about Captain Christopher Newport, (for us, “Captain Hook”), that character, who commanded the first fleet of three ships, coming from Europe and who was the founder of the colony of Jamestown, in the now state of Virginia and, perhaps without knowing it, started the “American dream”, as it was he who led the fleet of settlers who established the first permanent settlement of people from Europe, mainly English, in the New World)!.

…foi ele que escolheu o local de Jamestown, levou a exploração inicial de “King James”, que foi negociada pacificamente, tirando a fome aos colonos, com quatro viagens de reabastecimento!. (It was he who chose the Jamestown site, took the initial exploration of “King James”, which was negotiated peacefully, taking the colonists out of hunger, with four refueling trips)!.

…durante um furacão, naufragou nas ilhas de Bermuda!. O Capitão Christopher Newport, a quem, também chamavam o “Capitão Gancho”, como homem audaz, com mais 150 colonos, conseguem construir duas novas embarcações, libertando-se das ilhas, regressando de novo a Jamestown!. (During a hurricane, it sank on the islands of Bermuda!. Captain Christopher Newport, whom they also called “Captain Hook”, as a daring man, with 150 more colonists, managed to build two new boats, freeing himself from the islands, returning to Jamestown again)!.

…fez algumas longas viagens comerciais para o Extremo Oriente, para a Companhia das Índias Orientais, levando os primeiros embaixadores ingleses para a Pérsia e Índia, lançando assim as bases para a evolução do Império Britânico!. (Made some long commercial trips to the Far East, to the East India Company, taking the first English ambassadors to Persia and India, thus laying the foundations for the evolution of the British Empire)!.

…era um navegador excelente, severo, mas compreensivo, um grande capitão de mar e, lendário líder de homens!. (He was an excellent, strict but understanding navigator, a great sea captain and a legendary leader of men)!.

…em quase 40 anos viajens de mar, o então Capitão Christopher Newport, desempenhou um papel importante na evolução da Inglaterra, a partir de uma ilha isolada da sociedade, para uma grande potência marítima com a expansão de colónias ultramarinas, que em última análise se tornou o Império Britânico, que durante muitos anos, tomaram conta do mar do Caribe!. Ele, junto com outros corsários ingleses, foram enriquecendo a monarquia Inglesa, fornecendo assim apoio financeiro para a futura  colonização Inglesa da América do Norte!. (In almost 40 years sea voyages, then Captain Christopher Newport, played an important role in the evolution of England, from an island isolated from society, to a great maritime power with the expansion of overseas colonies, which ultimately made the British Empire, which for many years, took care of the Caribbean Sea!. He, along with other English privateers, enriched the English monarchy, thus providing financial support for the future English colonization of North America)!.

…durante os primeiros cinco anos que foram muito difíceis, ele manteve a colónia, lutando sempre pelo reabastecimento dos colonos, trazendo novos colonos para Jamestown, supervisionou a construção da solução inicial de paliçada, armazém, igreja e a doca!. (During the first five years that were very difficult, he maintained the colony, always fighting for the replenishment of the colonists, bringing new colonists to Jamestown, supervised the construction of the initial solution of the stockade, warehouse, church and the dock)!.

…com a sua capacidade de liderança, conhecimentos de navegação, marinharia, experiência e habilidade para negociar com os índios, ele, por muitas vezes, resgatou a colónia de Jamestown, da extinção!. As suas viagens posteriores para as Índias Orientais confirmou a viabilidade da negociação por mar, com o Leste e os grandes lucros comerciais que a Inglaterra poderia esperar destas expedições!. (With his leadership skills, knowledge of navigation, seamanship, experience and ability to negotiate with the Indians, he, many times, rescued the colony of Jamestown, from extinction!. His subsequent voyages to the East Indies confirmed the feasibility of trading by sea, with the East and the great commercial profits that England could expect from these expeditions)!.

…a sua viagem para a Índia, lançou as bases para o risco do mar, com a conclusão com êxito da viagem em alguns  navios menores, construídos a partir das ilhas de Bermuda, com madeira de cedro, levou directamente à fundação da colónia de Bermuda, que continua a ser um protectorado britânico até hoje e, um dos os últimos do Império Britânico!. (This voyage to India laid the foundations for sea risk, with the successful completion of the voyage on some smaller ships, built from the islands of Bermuda, with cedar wood, led directly to the foundation of the colony from Bermuda, which remains a British protectorate to this day and one of the last in the British Empire)!.

…uma característica marcante da carreira de sucesso do “Capitão Gancho”, é que ele era um plebeu, com pouca educação formal. Muitos dos primeiros líderes de viagens inglesas de exploração e colonização, eram filhos de famílias inglesas ricas, muitas vezes donos de grandes propriedades, vários destes líderes tiveram educações avançadas, alguns na Universidade de Cambridge, mas o Capitão Christopher Newport, a quem também chamavam “Capitão Gancho”, tinha alguma educação pois uma carta que escreveu ao conde de Salisbury, secretário da “Companhia Virginia de Londres”, indica que ele escrevia bem, usando ornamentos e frases estilistas da época!. (A hallmark of the successful career of “Captain Hook”, is that he was a commoner, with little formal education!. Many of the early English travel and exploration colonization leaders were children of wealthy English families, often owners of large estates, several of whom had advanced educations, some at Cambridge University, but Captain Christopher Newport, whom they also called “Captain Hook”, had some education because a letter he wrote to the Earl of Salisbury, secretary of the “Virginia Company of London”, indicates that he wrote well, using ornaments and stylistic phrases of the time)!.

…também temos que realçar o facto, de que o “Capitão Gancho”, foi escolhido para liderar uma grande expedição Inglesa, apesar de sua falta de educação formal ou vantagens de nascimento, é uma prova de sua capacidade de liderança e, ao alto nível de respeito que ele ganhou de todos os empresários de Londres, que desenvolveram a “Companhia da Virgínia”!. (We also have to highlight the fact that “Captain Hook” was chosen to lead a great English expedition, despite his lack of formal education or birth advantages, it is a testament to his leadership skills and, at the high level of respect that he earned from all the London businessmen who developed the “Company of Virginia”)!.

…além disso, a sua escolha para liderar as viagens para Virginia, com base em sua experiência e capacidade, em vez do seu estado social, exemplificou a erosão gradual da estrutura social medieval e, a evolução dos valores da Renascença na Inglaterra, onde os homens passaram a ser escolhidos para posições de liderança, com base nos seus atributos e experiências individuais, em vez de “canudos” e títulos!. (Furthermore, his choice to lead the voyages to Virginia, based on his experience and ability, rather than his social status, exemplified the gradual erosion of medieval social structure and the evolution of Renaissance values in England, where men started to be chosen for leadership positions, based on their individual attributes and experiences, instead of “straws” and titles)!.

…a habilidade do “Capitão Gancho”, para lidar com os seus  homens era lendária, na tenra idade de vinte e nove anos, foi nomeado para o posto de capitão, sobrevive quase vinte anos como um “corsário”, comandando homens em batalhas ferozes, principalmente no mar do Caribe e das Índias, contra Espanhóis e Portugueses!. (The “Captain Hook’s” ability to deal with his men was legendary, at the tender age of twenty-nine, he was appointed to the post of captain, survives almost twenty years as a “privateer”, commanding men in fierce battles, mainly in the Caribbean and Indian Sea, against Spaniards and Portuguese)!.

…em 1592, o navio do “Capitão Gancho”, no mar das Índias, abordou uma grande nau Portuguesa, ele, sabendo como os marinheiros portugueses eram bons guerreiros, talvez os maiores rivais, pelo menos no mar das Índias, fez um discurso, aos seus homens, que mais tarde ficou famoso, ele disse:  “Marinheiros, chegou o momento que tanto desejáva-mos, podemos aqui terminar os nossos dias, vai ser vida ou morte, vamos com coragem, tomar esta Carraca e, destruir estes nossos rivais portugueses”!. Toda a  tripulação que se encontrava a bordo, motivada com as palavras do seu comandante, lutaram com sucesso, e capturaram o navio Português, durante uma longa e sangrenta batalha naval!. (In 1592, the “Captain Hook’s” ship, in the Indian Sea, approached a great Portuguese ship, he, knowing how the Portuguese sailors were good warriors, perhaps the greatest rivals, at least in the Indian Sea, made a speech, to his men, who later became famous, he said: “Sailors, the moment has come that we so desired, we can end our days here, it will be life or death, let’s go with courage, take this Carraca and destroy these ours Portuguese rivals”!. All the crew on board, motivated by the words of their commander, successfully fought, and captured the Portuguese ship, during a long and bloody naval battle)!.

…as “Carracas”, eram umas famosas naus Portuguesas!. (The “Carracas”, were famous Portuguese ships)!.

…que por altura do século XV, faziam o “roteiro de Malaca”, eram consideradas umas naus muito avançadas para a época!. (That at the time of the 15th century, they made the “Malacca script”, they were considered very advanced ships for the time)!.

…pois os marinheiros portugueses, andavam encostados à praia, ao longo do oceano Atlântico, nas costas de África e, com estas naus de três mastros, aventuraram-se ao largo do oceano, assim inventaram as “Carracas”,  que era uma fusão com algumas modificações das naus que navegavam encostadas a terra no oceano AtlIântico e também no Mediterrânio. As mais famosas eram a “São Gabriel” e a “Flor do Mar”!. Mais tarde vieram umas naus maiores, eram os “Galeões”!. (Because the Portuguese sailors, were leaning against the beach, along the Atlantic Ocean, on the coast of Africa and, with these three-masted ships, ventured off the ocean, thus inventing the “Carracas”, which was a fusion with some modifications of the ships that sailed against the land in the Atlantic Ocean and also in the Mediterranean. The most famous were “São Gabriel” and “Flor do Mar”!. Later, bigger ships came, they were the “Galleons”)!.

…dizem que saiam do porto de Lisboa, todos os anos de 3 a 4 “carracas”, com destino a Goa, na então Índia Portuguesa, com alguma prata, para comprarem algodão e outras espécies de especiarias e, também iam até ao reino de Ming China, comprar seda e, mais tarde com a aquisição de Macau, a coroa Portuguesa começou a enviara “Carracas”, regularmente ao Reino de Ming China e, até ao Japão!. (They say that they leave the port of Lisbon, every year from 3 to 4 “carracas”, bound for Goa, in the then Portuguese India, with some silver, to buy cotton and other species of spices, and also went to the kingdom from Ming China, buy silk and, later with the acquisition of Macau, the Portuguese crown started sending “Carracas”, regularly to the Kingdom of Ming China and, even to Japan)!.

…assim sendo, usavam as “Carracas” (ou Naus) que era um tipo de navio utilizado no transporte de mercadorias, referenciado em documentos dos séculos XV e XVI, criado pelos Portugueses especificamente para as viagens oceânicas nas quais as embarcações até então usadas no Mediterrâneo se mostravam incapazes!. (Therefore, they used the “Carracas” (or Naus) which was a type of ship used in the transportation of goods, referenced in documents from the 15th and 16th centuries, created by the Portuguese specifically for ocean voyages in which the vessels until then used in the Mediterranean proved to be incapable)!.

…as “Carracas”, eram navios de velas redondas e borda alta, e possuíam três mastros!. Os primeiros exemplares tinham uma capacidade de 200 a 600 toneladas, mas na época em que os portugueses as utilizaram na carreira da Índia, atingiu valores de 2000 toneladas!. (The “Carracas”, were ships with round sails and high edges, and had three masts !. The first specimens had a capacity of 200 to 600 tonnes, but by the time the Portuguese used them in India’s career, they reached values of 2000 tonnes)!.

…mas continuando com a história do “Capitão Gancho”, uma das principais responsabilidades, já como almirante das viagens a Virginia, foi para disciplinar os homens no seu comando, pois ele parece ter feito isso por meio de eloquência e, claro, por exemplo, em vez de punição física, numa época em que as chicotadas e enforcamentos no mar eram coisa comum, usados por outros capitães de mar, para fazer cumprir suas ordens!. (But continuing with the story of “Captain Hook”, one of the main responsibilities, already as an admiral of trips to Virginia, was to discipline the men at his command, as he seems to have done so through eloquence and, of course, for example , instead of physical punishment, at a time when whips and hangings at sea were commonplace, used by other sea captains to enforce their orders)!.

…também tratava os índios com respeito e, tentou ganhar a sua cooperação através do comércio, ao invés de usar a força física para subjugá-los, por exemplo, ao contrário de John Smith, e outros líderes militares da colónia de Virgínia, ele não atacava os índios, para roubar o abastecimento de alimentos a partir deles, nem escravizava os índios, como os espanhóis haviam feito, rotineiramente na América do Sul e Central!. (Also treated the Indians with respect and tried to gain their cooperation through trade, instead of using physical force to subdue them, for example, unlike John Smith, and other military leaders in the Virginia colony, he did not attack the Indians, to steal the food supply from them, nor did he enslave the Indians, as the Spaniards had done, routinely in South and Central America)!.

…os colonos ingleses, na época, estavam constantemente preocupados com a possibilidade de que os espanhóis iriam atacar as suas vulneráveis colónias, pois esta preocupação, em grande parte era baseada no massacre atroz de colonos “huguenotes franceses”, por soldados espanhóis, ocorrida em 1565, em Fort Caroline, Florida!. O massacre foi ordenado por Dom Pedro Menéndez de Avilés, o governador espanhol da Flórida, que fundou a colónia de St. Augustine, hoje uma cidade, aqui mesmo ao norte de onde vivemos, que foi o primeiro assentamento europeu permanente, na América do Norte. (The English colonists, at the time, were constantly concerned about the possibility that the Spanish would attack their vulnerable colonies, as this concern was largely based on the atrocious massacre of “French Huguenot” settlers by Spanish soldiers in 1565, in Fort Caroline, Florida !. The massacre was ordered by Dom Pedro Menéndez de Avilés, the Spanish governor of Florida, who founded the colony of St. Augustine, today a city, right here in the north where we live, which was the first permanent European settlement in North America).

…onde soldados espanhóis surpreenderam os facilmente submetidos colonos “huguenotes” em grande parte desarmados!. Os colonos, homens, mulheres e crianças, foram levados em pequenos grupos por trás das dunas de areia, onde cada colono foi atravessado com a espada e deixado para ali, até morrer!. (Here Spanish soldiers surprised the easily submitted “Huguenot” settlers who were largely unarmed!. The settlers, men, women and children, were taken in small groups behind the sand dunes, where each settler was crossed with the sword and left there, until he died)!.

…cerca de 350 marinheiros e soldados “huguenotes”, espalhados por uma tempestade prolongada no mar, foram capturados por soldados de Menendez nas praias da Flórida e, também foram mortos atravessados pela espada!. Os espanhóis consideravam  os “huguenotes franceses” de ser infiéis, porque não eram católicos, mas políticamente, este massacre tinha a intenção de alertar os outros europeus que o Novo Mundo pertenciam à corôa Espanhola!. (About 350 sailors and “Huguenot” soldiers, scattered by a prolonged storm at sea, were captured by soldiers of Menendez on the beaches of Florida and were also killed by the sword!. The Spaniards considered the “French Huguenots” to be unfaithful, because they were not Catholics, but politically, this massacre was intended to alert other Europeans that the New World belonged to the Spanish crown)!.

…a história conta-nos, que um grupo de “huguenotes”, que praticavam a religião “protestante”, sob a liderança de Jean Ribault em 1562, estabeleceu uma pequena colónia em Fort Caroline, no ano de 1564, às margens do rio St. Johns, no que hoje é Jacksonville, na Florida!. (History tells us, that a group of “Huguenots”, who practiced the “Protestant” religion, under the leadership of Jean Ribault in 1562, established a small colony in Fort Caroline, in the year 1564, on the banks of the River St Johns, in what is now Jacksonville, Florida)!.

…a colónia foi a primeira tentativa, de qualquer assentamento europeu permanente, até aos dias de hoje, na parte continental dos Estados Unidos, mas o grupo sobreviveu apenas um curto período de tempo!. (The colony was the first attempt, of any permanent European settlement, until today, in the continental part of the United States, but the group survived only a short period of time)!.

…em Setembro de 1565, num ataque contra a nova colónia espanhola em St. Augustine, também na Florida, foi um “tiro que saiu pela culatra”, quando os navios franceses foram atingidas por um grande furacão, quando se preparavam para atacar o acampamento espanhol em Fort Matanzas, também situado, aqui um pouco ao norte de onde vivemos, e que visitamos muitas vezes, pois é um dos locais mais nossos preferidos, onde centenas de soldados franceses ficaram presos, rendendo-se às forças espanholas numericamente inferiores, lideradas por Pedro Menendez, que sem qualquer contemplação, procedeu ao massacre dos “huguenotes” indefesos e, os espanhóis dizimaram a guarnição de Fort Caroline!. (In September 1565, in an attack on the new Spanish colony in St. Augustine, also in Florida, it was a “backfire” when French ships were hit by a major hurricane as they prepared to attack the camp Spanish in Fort Matanzas, also located, here a little north of where we live, and which we visit many times, as it is one of our most favorite places, where hundreds of French soldiers were imprisoned, surrendering to the numerically inferior Spanish forces, led by Pedro Menendez, who without any contemplation, proceeded to massacre the defenseless “Huguenots” and the Spaniards decimated the Fort Caroline garrison)!.

…para evitar um massacre semelhante, os colonos ingleses de 1607, foram aconselhados por ordens seladas da “Companhia da Virgínia”, para construir a sua colónia, mais  para o interior, ao longo de um rio, em vez de ser um posto avançado, talvez na costa da Baía de Chesapeake!. As ordens, especificavam que um posto avançado, devia de ser estabelecido na foz do rio, ocupado por olheiros, “para que quando qualquer frota seja vista, eles poderem vir dar o aviso”!. (To avoid a similar massacre, the English colonists of 1607 were advised by sealed orders from the “Company of Virginia” to build their colony further inland, along a river, instead of being an outpost, maybe on the shore of Chesapeake Bay !. The orders specified that an outpost should be established at the mouth of the river, occupied by scouts, “so that when any fleet is seen, they can come and give the warning”)!.

…o “Capitão Gancho”, seguindo as ordens da “Companhia da Virgínia”, escolheu um local para a colónia, 40 milhas a montante da Chesapeake Bay, às margens do rio James. Além disso, ele manteve um posto de vigia localizado no que é actualmente, Old Point Confort, onde os vigias poderiam aconselhar a colónia de Jamestown da chegada de navios, viajando a pé para Jamestown, mais rápido do que um navio à vela pode navegar rio acima!. (“Captain Hook”, following the orders of the “Company of Virginia”, chose a location for the colony, 40 miles upstream from Chesapeake Bay, on the banks of the James River. In addition, he maintained a lookout post located in what is now, Old Point Confort, where watchmen could advise the Jamestown colony of the arrival of ships, traveling on foot to Jamestown, faster than a sailing ship can navigate the river above)!.

…ao contrário de alguns líderes da colónia de Virgínia ou das Companhias Mercantis de Londres que estavam principalmente interessados em adquirir a riqueza rapidamente, o “Capitão Gancho”, tornou-se comprometido com o desenvolvimento a longo prazo da colónia de Virgínia, e para atingir esse objectivo, deixou a sua esposa e quatro filhos, durante cinco viagens perigosas através do Atlântico, cada uma com duração de mais de seis meses!. (Unlike some leaders of the Virginia colony or the London Mercantile Companies who were primarily interested in acquiring wealth quickly, “Captain Hook”, became committed to the long-term development of the Virginia colony, and to achieve this goal, he left his wife and four children during five dangerous trips across the Atlantic, each lasting more than six months)!.

…este “corsário”, a que também chamavam o “Capitão Gancho”, cresceu sobre o mar, e continuou no mar a maior parte de sua vida, morrendo quase no final de uma viagem longa para o Extremo Oriente, na ilha de Java e, tal como tinha perdido parte do seu braço, numa luta de abalroamento a um navio Português ao largo de Cuba, aqui, dizem que foi ferido mortalmente, numa luta travada num ataque a uma “Carraca Portuguesa”, que tentava regressar à Europa, carregada com especiarias, sedas, pedras preciosas e outros tesouros, já com a idade de cinquenta e cinco anos!. (This “corsair”, which they also called “Captain Hook”, grew up over the sea, and remained at sea most of his life, dying almost at the end of a long trip to the Far East, on the island of Java and , just as he had lost part of his arm, in a collision fight against a Portuguese ship off Cuba, here, they say he was mortally wounded, in a fight in an attack on a “Portuguese Carraca”, who was trying to return to Europe, loaded with spices, silks, precious stones and other treasures, already at the age of fifty-five)!.

…numa época, onde um homem era identificado por a sua carreira, como carpinteiro, ferreiro ou sacerdote, o Capitão Christopher Newport, mais conhecido por “Capitão Gancho”, foi reconhecido como um marinheiro, um homem do mar e, que talvez sem o saber, iniciou o “American Dream”!. (At a time when a man was identified by his career, as a carpenter, blacksmith or priest, Captain Christopher Newport, better known as “Captain Hook”, was recognized as a sailor, a man of the sea and, perhaps without knowing it, he started “American Dream”)!.

Tony Borie, February 2020.

…Laredo!.

…Laredo!.

…Laredo!.

…quando crianças, frequentando o ensino primário, portanto já sabendo o significado das letras, lá na Europa, na escola primária da vila próxima da nossa aldeia do Vale do Ninho d’Águia, na encosta agreste da montanha do Caramulo, entre outras crianças companheiras, havia o Castanheira, filho do chefe da estação do Caminho de Ferro, que tinha vindo da cidade de Coimbra!. (As children, attending primary school, therefore already knowing the meaning of letters, there in Europe, in the primary school of the village near our village of Eagle’s Nest Valley, on the rugged slope of Caramulo mountain, among others fellow children, there was Castanheira, son of the head of the railway station, who had come from the city of Coimbra)!.

…no nosso tragecto para assistir às classes da escola, era obrigatório passar junto da já referida estação dos Caminhos de Ferro, e ele, o amigo Castanheira, entre outras “regalias”, como por exemplo pão com manteiga, oferecia-nos as figuras repetidas dos jogadores de futebol, que vinham junto com os rebuçados, que ele comprava na taverna do senhor Hugo, onde nós chegámos a ter quase uma caderneta completa, só nos faltando o “desassete” e o “carimbado” e, também passávamos algum tempo juntos, lendo aquelas histórias fascinantes dos livros aos quadradinhos, onde entravam alguns “heróis”, como o Buffalo Bill Cody, o Kit Carson, o Mandrake,o Príncepe Valente ou o Tarzan!. (In our course to attend the school classes, it was mandatory to pass by the aforementioned railway station, and he, the friend Castanheira, among other “perks”, such as bread and butter, offered us the repeated figures of the soccer players, who came along with the candies, which he bought at Mr. Hugo’s tavern, where we had almost a complete booklet, all we needed was the “disasset” and the “stamped”, and we also spent some time together, reading those fascinating comic book stories where some “heroes” came in, such as Buffalo Bill Cody, Kit Carson, Mandrake, Prince Brave or Tarzan)!.

…ficávamos ali deliciados com aquelas histórias e imagens e, a palavra “Laredo”, aparecia muitas vezes, onde os cowbóis faziam grandes lutas e até “duelos”, onde “Laredo” era uma cidade de fronteira sem lei, onde o Kit Carson, com duas grandes pistolas, matava todos os “bandidos” e “ladrões”, acabando sempre a afagar o seu cavalo, danda um beijo na rapariga bonita, que era salva no último minuto, pois ia presa dentro daquela “diligência”, que ia sem controle, quase a cair no precipício!. (We were delighted with those stories and images, and the word “Laredo” would often appear, where the cowboys fought big and even “duels”, where “Laredo” was a lawless border town, where the Kit Carson, with two large pistols, killed all the “bad guys” and “thieves”, always stroking his horse, giving a kiss to the pretty girl, who was saved at the last minute, because she was trapped inside that “diligence”, which I was out of control, almost falling over the cliff)!.

…com o passar dos anos, a palavra “Laredo”, pelo menos em pessoas da nossa geração, passou a ser sinónimo de um lugar de criminosos, mentirosos, ladrões, incendiários, assassinos, violadores, corruptos, de forças poderosas de malfeitores, ou seja, quando se quer dizer mal sobre qualquer coisa menos boa, que às vezes acontecem às populacões e as autoridades não interferem a tempo, diz-se, “hó, aquilo parece Laredo”, a tal cidade fronteiriça, violenta e sem lei!. (Over the years, the word “Laredo”, at least in people of our generation, has become synonymous with a place of criminals, liars, thieves, arsonists, murderers, rapists, corrupt, powerful forces of evildoers , that is, when you want to say bad about anything less good, that sometimes happen to the populations and the authorities do not interfere in time, it is said, “wow, that looks like Laredo”, this border city, violent and without law)!.

…mas a verdade é diferente, mesmo muito diferente!. Nós, aproveitando uma passagem pelo sul do estado do Texas, querendo clarificar a nossa curiosidade de enquanto crianças, viajando ainda um pouco mais para sul pela estrada número 35, fomos lá, caminhámos por lá, por esta cidade que, entre outras coisas é um dos pontos de travessia mais antigos da fronteira entre o México e os Estados Unidos, sendo mesmo o maior porto de entrada para os USA!. (But the truth is different, even very different!. We, taking advantage of a passage through the south of the state of Texas, wanting to clarify our curiosity as children, traveling a little further south on highway number 35, went there, walked there, through this city that, among other things is a of the oldest crossing points on the border between Mexico and the United States, being even the largest port of entry to the USA)!.

…antes de chegar à cidade de Laredo, ao longo da estrada, a partir do nordeste, vêem-se muitos “outdoors” (placas de anúncios) e, fixámos um que aparecia algumas vezes, que dizia, “Acredite em Laredo”!. (Before reaching the city of Laredo, along the road, from the northeast, there are many billboards (advertising signs) and we fixed one that appeared a few times, which said, “Believe in Laredo”)!.

…porquê?. Talvez porque, como costuma acontecer no sul do Texas, há mais do que aparenta ser, ou talvez mesmo porque, estatisticamente, é a mais pobre das 305 áreas metropolitanas do país, onde um terço das suas famílias se qualifica para cupons de alimentos, numa população onde mais de 95% é hispânica e, o espanhol é o idioma da rua e do lar!. (Why?. Perhaps because, as is often the case in South Texas, there is more than meets the eye, or perhaps because, statistically, it is the poorest of the nation’s 305 metropolitan areas, where a third of its families qualify for food stamps, in a population where more than 95% is Hispanic and Spanish is the language of the street and home)!.

…a cidade de Laredo, também é conhecida como “The Gateway City” e “The City Under Seven Flags” e, a sua economia é baseada no comércio internacional com o México, situando-se na margem norte do Rio Grande, no sul do Texas e, lembrando o seu passado como cidade de fronteira, tem a particularidade de exibir sete bandeiras, que são a Bandeira da República do Rio Grande, que agora é a bandeira da cidade, além das Seis Bandeiras do Texas e, como acima mencionámos, sendo cidade de fronteira, deu lugar a muitas e variadas lutas, nomeadamente pela sua estratégica localização!. (The city of Laredo is also known as “The Gateway City” and “The City Under Seven Flags” and its economy is based on international trade with Mexico, located on the north bank of Rio Grande, in the southern Texas and, remembering its past as a frontier city, it has the particularity of displaying seven flags, which are the Flag of the Republic of Rio Grande, which is now the flag of the city, in addition to the Six Flags of Texas and, as above we mentioned, being a border city, it gave rise to many and varied struggles, namely for its strategic location)!.

…foi fundada no ano de 1755, crescendo de uma vila para a capital da breve República do Rio Grande até o maior porto interior da fronteira México-USA, com uma população de origem predominantemente mexicana e, possui quatro pontes internacionais e uma ponte ferroviária sobre o Rio Grande, sendo hoje a décima cidade mais populosa do estado do Texas e a terceira mais populosa na fronteira México-USA, depois de San Diego, no estado da Califórnia, e El Paso, neste estado do Texas!. (Was founded in the year 1755, growing from a village to the capital of the brief Republic of Rio Grande to the largest inland port of the Mexico-USA border, with a population of predominantly Mexican origin and has four international bridges and one bridge Rio Grande, today the tenth most populous city in the state of Texas and the third most populous on the Mexico-USA border, after San Diego, California, and El Paso, Texas)!.

…lembrando o seu assentamento colonial europeu de Villa de San Agustin de Laredo, fundado no ano de 1755 por Don Tomás Sánchez Barrera, enquanto a área fazia parte da região de Nuevo Santander, na colônia espanhola da Nova Espanha, onde a então Villa de San Agustín de Laredo recebeu o nome de Laredo, que existe na Cantábria, em Espanha, e em homenagem a Santo Agostinho de Hipona!. Em 1840, Laredo era a capital da República independente do Rio Grande, criada em oposição a Antonio López de Santa Anna, que a conquistou de volta ao México, pela força militar!. (Recalling its European colonial settlement of Villa de San Agustin de Laredo, founded in 1755 by Don Tomás Sánchez Barrera, while the area was part of the Nuevo Santander region, in the Spanish colony of New Spain, where the then Villa de San Agustín de Laredo received the name Laredo, which exists in Cantabria, Spain, and in honor of Saint Augustine of Hippo!. In 1840, Laredo was the capital of the independent Republic of Rio Grande, created in opposition to Antonio López de Santa Anna, who conquered it back to Mexico, by military force)!.

…seis anos depois, em 1846, durante a Guerra Mexicano-Americana, a cidade foi ocupada pelos Texas Rangers, onde após a guerra, no Tratado de Guadalupe-Hidalgo, cedeu a terra aos Estados Unidos!. (Six years later, in 1846, during the Mexican-American War, the city was occupied by the Texas Rangers, where after the war, in the Treaty of Guadalupe-Hidalgo, it ceded the land to the United States)!.

…um referendo foi realizado na cidade, que votou a favor do governo militar americano, então responsável pela área, para devolver a cidade ao México!. No entanto, esta petição foi rejeitada e, muitos que estavam na região por gerações, atravessaram o rio e entraram em território mexicano, onde fundaram a cidade de Nuevo Laredo!. (A referendum was held in the city, which voted in favor of the US military government, then in charge of the area, to return the city to Mexico!. However, this petition was rejected and many, who had been in the region for generations, crossed the river and entered Mexican territory, where they founded the city of Nuevo Laredo)!.

…e claro, outros, especialmente donos de terras originais no lado norte do rio Grande permaneceram, tornando-se texanos no processo!. Três anos depois, em 1849, o Exército dos Estados Unidos estabeleceu o Fort McIntosh, originalmente Camp Crawford e mais três anos depois, por volta do ano de 1852, foi nomeada como a cidade de Laredo, tal como hoje é conhecida!. (And of course others, especially original landowners on the north side of the Rio Grande remained, becoming Texans in the process!. Three years later, in 1849, the United States Army established Fort McIntosh, originally Camp Crawford, and another three years later, around 1852, it was named as the city of Laredo, as it is now known)!.

…como acima explicámos, Laredo é a única cidade do Texas a voar sob sete bandeiras, enquanto a maioria dos texanos conhece as seis bandeiras que voam sobre o Texas, representando os seis países que no passado tiveram soberania sobre todo ou parte deste estado, todavia, Laredo é a única cidade a ter sete!. Porquê sete?, A sétima bandeira, unida às outras seis representando Espanha, França, México, República do Texas, Estados Confederados da América e Estados Unidos da América, e claro, a sétima representa a República do Rio Grande, de vida curta!. (As we explained above, Laredo is the only city in Texas to fly under seven flags, while most Texans know the six flags flying over Texas, representing the six countries that in the past had sovereignty over all or part of this state However, Laredo is the only city to have seven!. Why seven?. The seventh flag, joined to the other six representing Spain, France, Mexico, Republic of Texas, Confederate States of America and United States of America, and of course, the seventh represents the Republic of Rio Grande, of short life)!.

…e nós, também experimentámos a comida mexicana aqui em Laredo, mas com algum cuidado, pois a tradição e ingredientes locais, e claro, o que poderíamos esperar, como cidade vizinha do México, onde as tais tradições da região nos oferecem “kekas”, que são umas empanadas dentro de uma quesadilla, ou as toupeiras, o chile relleno, as enchiladas, o pozole e mais comida autêntica mexicana, servida onde realmente não podemos dar por o tempo mal empregue, não importando o que quer que pedimos para comer!. (And we also tried Mexican food here in Laredo, but with some care, because the local tradition and ingredients, and of course, what we could expect, as a neighboring city in Mexico, where such regional traditions offer us “kekas”, which are empanadas inside a quesadilla, or moles , chile relleno, enchiladas, pozole and more authentic mexican food, served where we really cannot give up for the time misused, no matter what we ask to eat)!.

…continua uma cidade de fronteira, onde sobressaiem alguns edifícios de estilo antigo, como por exemplo a Casa Ortiz, concluída no ano de 1830, apreciada como parte do Centro Histórico de Laredo, sendo registrada como um marco histórico do Texas!. Esta casa em si tem uma história muito interessante, tendo sido um local de descanso para amigos e familiares e um local para reuniões políticas, acreditando-se também que tenha sido o centro das brigas de armas com os nativos americanos e, ao mesmo tempo, era um refúgio para o clero católico, havendo rumores de que nesta casa também tenha sido enterrado ouro!. (Remains a frontier city, where some old style buildings stand out, such as Casa Ortiz, completed in 1830, appreciated as part of the Historic Center of Laredo, being registered as a Texas historic landmark!. This house itself has a very interesting history, having been a resting place for friends and family and a place for political meetings, also believed to have been the center of gun fights with Native Americans and, at the same time, it was a refuge for the Catholic clergy, and it is rumored that gold was also buried in this house)!.

…andando por aqui, os nomes de ruas do centro de Laredo, que correm de leste a oeste, têm o nome de generais americanos e mexicanos, e os nomes se alternam!. (Walking around here, the street names of downtown Laredo, which run from east to west, are named after American and Mexican generals, and the names alternate)!.

…sim, é verdade!. Quando os moradores dizem “Streets of Laredo”, eles não se estão referindo ao filme ocidental de 1949, estrelado por William Holden, ou ao romance ocidental de Larry McMurtry ou à música escrita por Frank H. Maynard, eles estão falando sobre os nomes reais destas ruas!. (Yes it’s true!. When residents say “Streets of Laredo”, they are not referring to the 1949 western movie starring William Holden, or Larry McMurtry’s western novel or music written by Frank H. Maynard, they are talking about real names of these streets)!.

…hoje, continua como cidade de fronteira mas, é bom por ela caminhar, longe das histórias fascinantes, que em crianças lia-mos nos livros aos quadradinhos, na companhia do amigo Castanheira, lá na encosta agreste da montanha do Caramulo, na Europa de então!. (Today, it continues as a frontier city, but it is good for it to walk, far from fascinating stories, which we read in children’s books in the square, in the company of our friend Castanheira, there on the rough slope of the Caramulo mountain, in Europe then)!.

Tony Borie, February 2020!.

…o seu nome é (RC), para nós, simplesmente “Roger”!. (Your name is (RC), for us, simply “Roger”)!.

…o seu nome é (RC), para nós, simplesmente “Roger”!. (Your name is (RC), for us, simply “Roger”)!.

…o seu nome é (RC), para nós, simplesmente “Roger”!. (Your name is (RC), for us, simply “Roger”)!.

..embora sendo um veterano de uma idade um pouco avançada, o pensamento caça-nos na vida!. Sim, ele, o pensamento anda sempre lá, por vezes ameaçando a nossa consciência, a memória ainda existe hoje, enterrada lá no fundo, é parte antiga do também já um pouco selvagem, mas que ainda vamos dominando, que é presentemente o nosso cérebro!. (Although being a veteran of a somewhat advanced age, thought hunts us in life!. Yes, he, the thought is always there, sometimes threatening our conscience, the memory still exists today, buried deep inside, is an old part of the already a little wild, but still dominating, which is our brain at present)!.

…vamos escrevendo, com a intenção de que a nossa dor, sirva de exemplo, sobretudo para os jovens, para que nunca se envolvam em nenhum conflito armado e, compreendam e nunca tentem começar ou viver uma qualquer guerra, por mais pequena que seja…, aliás, não existem guerras pequenas, todas são horriveis e mortíferas!. (We are writing, with the intention that our pain will serve as an example, especially for young people, so that they never get involved in any armed conflict and understand and never try to start or live any war, however small. be … incidentally, there are no small wars, all are horrible and deadly)!.

…temos alguma experiência de vida!. Já por nós passaram muitas primaveras floridas, muitas temperaturas tórridas de verão, chuvas torrenciais de outono e muitos frios glaciares de inverno, contudo, a força que nos faz mover os dedos, ao passar pelo computador, é o reflexo de momentos de horror, mêdo e angústia, de um veterano de guerra, que viveu uma guerra de guerrilha sangrenta em África!. (We have some life experience!. Already we have passed many flowering springs, many torrid summer temperatures, torrential fall rains and many cold winter glaciers, however, the force that makes us move our fingers as we pass the computer is the reflection of moments of horror, fear and anguish, from a war veteran who experienced a bloody guerrilla war in Africa)!.

…ao serviço de um governo Europeu colonialista, que nos arrancou da nossa pitoresca aldeia, lá na vertente agreste da montanha do Caramulo e, nos forçou a combater pessoas que lutavam e morriam pela liberdade e independência do seu território que, entre outras situações, nós, oriundos da Europa, nunca antes tínhamos visto e nada tínhamos em contra, largando-nos naquela horrorosa guerra de guerrilha que, fomos forçados a viver em África, na então Província Colonial da Guiné Portuguesa, onde às vezes parecia que nos estávamos movendo para trás!. (In the service of a European colonialist government, which plucked us from our picturesque village, on the rugged slope of Caramulo mountain, and forced us to fight people who were fighting and dying for the freedom and independence of their territory which, among other situations we, from Europe, had never seen before and had nothing against us, dropping into that horrible guerrilla war we were forced to live in Africa, in the then Colonial Province of Portuguese Guinea, where at times it seemed that we were moving back)!.

…e, ainda hoje, e já lá vão mais de cinquenta anos, quase sessenta, o nosso cérebro vincula fortes respostas emocionais a essa experiência de combate, desencadeando uma cascata de respostas que pensávamos nós, que foram úteis no campo de batalha, mas não agora, na vida real, que só nos trazem sofrimento!. (And even today, over fifty, almost sixty years ago, our brains link strong emotional responses to this combat experience, unleashing a cascade of responses that we thought were useful on the battlefield, but not now, in real life, that only bring us suffering)!.

…nós, infelizmente, debaixo de um ataque do inimigo, neste caso dos guerrilheiros, não tínhamos resposta para o medo, porque isso não era corajoso, portanto naquele ambiente de combate, este sentimento de resposta para o medo, era apenas anormal, mas era uma resposta de alto stresse e também muito prejudicial, com uma precisão de muito risco, economizando algum espaço no pensamento, mas que retornava rapidamente à linha de base, quando o perigo passava!. (We, unfortunately, under enemy attack, in this case of the guerrillas, had no response to fear, because that was not brave, so in that combat environment, this feeling of response to fear was just abnormal, but it was a very stressful and also very damaging response, with a very risky accuracy, saving some space in thought, but quickly returning to baseline as danger passed)!.

…portanto, em outras palavras “mexeu”, “tocou”, fez “algumas feridas”, no nosso cérebro, onde havia alguns companheiros combatentes que tinham “cérebro de guerreiros”, que é um dom que os ajudava a beneficiarem de um equilíbrio ideal para as respostas ao mêdo quando de uma situação de combate, esfriando mais rápidamente o seu cérebro, ao contrário de outros, de combatentes com cérebros mais vulneráveis, como no nosso caso!. (So, in other words “stirred”, “touched”, made “some wounds” in our brains, where there were some fellow combatants who had “brains of warriors”, which is a gift that helped them benefit from a ideal balance for fear responses when in a combat situation, cooling your brain faster, unlike others, fighters with more vulnerable brains, as in our case)!.

…por tal razão, nós, éramos “tropa de secretária”, as nossas tarefas era cifrar e decifrar mensagens, porque ninguém aceitaria alguém nas forças de combate, portanto no terreno, se esse alguém não tivesse pelo menos um pouco de “cérebro de guerreiro”, porque uma pessoa com uma resposta de medo incapacitante e fraqueza emocional, é um perigo para si mesma, para a sua equipe e para a sua missão!. (For that reason, we were “secretary troop”, our task was to encrypt and decipher messages, because nobody would accept anyone in the combat forces, so on the ground, if that person had not at least a little “brain” warrior ”, because a person with a disabling fear response and emotional weakness is a danger to himself, his team, and his mission)!.

…existem, no entanto, poucas pessoas imperturbáveis que não experimentam esse balanço selvagem de reações mentais e físicas, que demonstram um pensamento mais claro no meio de um combate e, quando ele acaba, o seu sistema de resposta ao medo, rapidamente retornam ao normal! (There are, however, few undisturbed people who do not experience this savage balance of mental and physical reactions, who demonstrate clearer thinking in the midst of combat, and when it is over, their fear response system quickly returns. to normal)!.

…e, tem que ser assim, porque o medo deve ser nosso melhor amigo, ser uma reação química, um sinal para prestar atenção a uma ameaça, alertando o nosso cérebro para o perigo, desencadeando a resposta clássica de luta ou fuga, com diversos sintomas, como por exemplo, as palmas das mãos suadas, boca seca, um aumento na respiração e nos batimentos cardíacos, representando um choque de adrenalina, para nos ajudar a sobreviver!. (And it has to be, because fear must be our best friend, be a chemical reaction, a signal to pay attention to a threat, alerting our brain to danger, triggering the classic fight or flight response, with various symptoms, such as sweaty palms, dry mouth, an increase in breathing and heartbeat, representing a shock of adrenaline, to help us survive)!.

…referindo-nos hoje, às tais pessoas imperturbáveis que não experimentam esse balanço selvagem de reações mentais e físicas, que demonstram um pensamento mais claro no meio de um combate e, quando ele acaba, o seu sistema de resposta ao medo, rapidamente retornam ao normal, vamos dedicar este texto ao companheiro (RC), para nós, simplesmente “Roger!. (Referring today to such unflappable people who do not experience this savage balance of mental and physical reactions, who demonstrate clearer thinking in the midst of combat and, when it is over, their fear response system, quickly return to normal, let’s dedicate this text to mate (RC), for us, simply “Roger”)!.

…nós militares, vindos da Europa, com a missão de combater os guerrilheiros que compunham os diversos grupos armados e organizados que lutavam e morriam pela independência e libertação do seu território, assumíamos uma postura defensiva, limitando-nos a defender as áreas onde existiam vilas ou aldeias já recuperados, onde mesmo essas operações defensivas eram particularmente devastadoras para os militares portugueses, que eram regularmente atacados fora dessas áreas povoadas!. (Us soldiers from Europe, with the mission to combat the guerrillas that made up the various armed and organized groups that fought and died for the independence and liberation of their territory, took a defensive posture, limiting ourselves to defend the areas where there were already recovered villages or villages, where even these defensive operations were particularly devastating to the Portuguese military, who were regularly attacked outside these populated areas)!.

…portanto, ao contrário dos outros territórios coloniais, as táticas de combate portuguesas, demoraram a evoluir numa província relativamente pequena e pantanosa como era a Guiné então Portuguesa, onde entre outras coisas, nós militares, andávamos bastante desmoralizados pelo crescimento constante dos simpatizantes que eram recrutados na população rural, que conheciam o terreno em que se movimentavam!. (Therefore, unlike the other colonial territories, Portuguese combat tactics took a long time to evolve into a relatively small and swampy province like then Portuguese Guinea, where among other things we military were quite demoralized by the steady growth of sympathizers. who were recruited from the rural population, who knew the terrain on which they moved)!.

…como tal, os guerrilheiros que nos combatiam, estavam a ser bem treinados, liderados e equipados, recebendo apoio substancial de portos seguros em países vizinhos, pois as selvas e os pântanos da então província da Guiné e a proximidade da fronteira foram excelentes para fornecer superioridade táctica aos ataques transfronteiriços e reabastecer as missões para os guerrilheiros!. (As such, the guerrillas fighting us were being well trained, led and equipped, receiving substantial support from safe ports in neighboring countries, as the jungles and marshes of the then province of Guinea and the proximity of the border were excellent to provide tactical superiority to cross-border attacks and replenish missions for guerrillas)!.

..e, o número de mortos e feridos nas forças militares Portuguesas, era constante, onde um cenário de operações navais anfíbias foi instituído, para superar alguns dos problemas de mobilidade inerentes às áreas subdesenvolvidas e pantanosas da província, utilizando frequentemente os comandos de fuzileiros como forças de ataque!. (And the number of deaths and injuries in the Portuguese military was constant, where a scenario of amphibious naval operations was instituted to overcome some of the mobility problems inherent in the province’s underdeveloped and marshy areas, often using the Marines commandos. as attacking forces)!.

…os nossos feridos, depois de um primeiro tratamento e evaluação, (se pelo menos ainda podessem caminhar), regressavam ao local e ao comando das forças miltares a que pertenciam e, o nosso posto avançado, que era o aquartelamento da aldeia de Mansôa, onde estivémos estacionados por um período de dois longos anos, existia por norma todas as sextas-feiras, uma viatura militar, conhecida como o “Carro dos Doentes”, ir ao Hospital militar de Bissau, levando aqueles que necessitavam de tratamento periódico!. (Our wounded, after an initial treatment and evaluation (if only they could still walk), returned to the place and command of the military forces to which they belonged, and our outpost, which was the barracks of the village of Mansôa, where we had been stationed for a long period of two years, usually existed every Friday, a military car, known as the “Car of the Sick”, to go to the Bissau Military Hospital, taking those who needed periodic treatment)!.

…esta viatura, para sua protecção, era acompanhada por uma secção de combate, cujos militares, devidamente equipados viajavam em dois jeeps, um atrás e outro na frente!. (This vehicle, for its protection, was accompanied by a combat section, whose properly equipped military men traveled in two jeeps, one behind and one in front)!.

…nós, viajando algumas vezes nesta viatura, foi neste cenário que tomámos o primeiro contacto com o companheiro furriel miliciano “Roger”, que comandava esta secção de combate, onde os militares doentes iam confiantes, pois o nome do furriel miliciano Roger, era conhecido como um bom guerreiro e líder, entre os militares de acção, pois estava estacionado num aquartelamento de fronteira, onde quase tudo era improvisado, numa povoação mais a oeste, em plena zona de combate!. (We, traveling a few times in this car, it was in this scenario that we had the first contact with fellow militia furriel “Roger”, who commanded this section of combat, where the sick military went confident, because the name of militia furriel Roger, He was known as a good warrior and leader among the action military, as he was stationed in a border barracks, where almost everything was improvised, in a more westerly settlement, in the middle of the combat zone)!.

…nós lembramo-nos deste bravo combatente, não só pelas mensagens, que na altura nos passaram pelas mãos, mas pelo que era voz corrente entre militares de acção, pois o furriel miliciano Roger, que pertencia a uma companhia de combate do Batalhão de Artilharia 645 “Águias Negras”, cujo comando, estava estacionado neste mesmo aquartelamento de Mansôa e ele, o furriel miliciano Roger, visitava periódicamente a base do seu Batalhão, e claro, sempre que por aqui aparecia, logo era colocado ao serviço de uma qualquer missão! (We remember this brave combatant, not only for the messages, which at the time went through our hands, but for what was a common voice among action soldiers, for the militia furriel Roger, who belonged to a Battalion combat company 645 “Black Eagles”, whose command was stationed in this same Mansôa quarter, and he, the militia furriel Roger, periodically visited the base of his Battalion, and of course, whenever he appeared here, he was soon placed at the service of a any mission)!.

…uns meses depois, este bravo combatente foi considerado um herói pelas Forças Armadas Portuguesas, sendo evacuado da zona de combate, felizmente ainda vivo, com as pernas bastante danificadas, atingido por uma granada de tiro horizontal, uma anti-carro e muito potente, fabricada na época em um qualquer país do leste Europeu, que tal como outros países, iam aderindo à causa dos guerilheiros que combatiam pela libertação do seu território que, felizmente não explodiu, e ele, ferido com o impacto do míssel, teve a tal coragem do “cérebro de guerreiro”, de arremessar a granada para longe, com receio que explodisse e ferisse os seus companheiros! (A few months later, this brave combatant was considered a hero by the Portuguese Armed Forces, being evacuated from the combat zone, fortunately still alive, with badly damaged legs, hit  by a horizontal shot grenade, an anti-car and very powerful, manufactured at the time in any country in Eastern Europe, which, like other countries, were joining the cause of the warriors who were fighting for the liberation of their territory that, fortunately it did not explode, and he, wounded by the impact of the missile, had the courage of the “warrior’s brain” to throw the grenade away for fear that it would explode and hurt his comrades)!.

…companheiros estes que, angustiados e desesperados debaixo de fogo intenso, enquanto tivessem munições, usavam a “puta da espingarda G-3”, alguns gritando, com os olhos vermelhos de fúria e alguma raiva, outros protegendo-se, tentando sobreviver, sem pensarem em mais nada, que não fosse manterem-se vivos!. (Companions who, distressed and desperate under intense fire while having ammunition, used the “G-3 shotgun bitch”, some shouting, their eyes red with fury and some anger, others protecting themselves, trying to survive, thinking of nothing else but to stay alive)!.

…o furriel miliciano Roger em combate, pertencia ao tal grupo de poucas pessoas imperturbáveis que não experimentam esse balanço selvagem de reações mentais e físicas, que demonstram um pensamento mais claro no meio de um combate e, quando ele acaba, o seu sistema de resposta ao medo, rapidamente retornam ao normal!. (The militia furriel Roger in combat belonged to such a group of few undisturbed people who do not experience this savage balance of mental and physical reactions, which demonstrate clearer thinking in the middle of a combat and, when it is over, its system of response to fear, quickly return to normal)!.

…foi um dos militares de combate, que ficaram no pensamento de muitos!. A sua fotografia foi colocada no quadro de honra, que existia no aquartelamento em frente às instalações do comando a que nós pertencíamos, para exemplo de todos, em especial de tropas novas que entretanto iam chegando com o desenrolar cada vez mais intenso desta maldita guerra!. Cremos que se a sua história de combate, hoje fosse contada, abriria noticiários e faria páginas e páginas de jornais!. (Was one of the combat military, which was in the minds of many!. His photograph was placed on the honor roll, which existed in the barracks in front of the command facilities to which we belonged, for example of all, especially new troops who were coming in with the increasingly intense unfolding war!. We believe that if your combat story were told today, you would open news and make pages and pages of newspapers)!.

…naquela época e naquele local, até foi motivo de uma certa rivalidade, em mensagens trocadas com o comando territorial na capital da província, pois ambos os comandantes, tanto o do comando a que nós pertenciamos, como o do seu batalhão, o queriam apresentar, como sendo seu militar!. (At that time and in that place, was even a source of rivalry, in messages exchanged with the territorial command in the provincial capital, because both commanders, both the command to which we belonged, and that of his battalion, the wanted to introduce, as being their military)!.

…para o furriel miliciano Roger, a guerra acabou!. Começou outra guerra, que era a sua possível reabilitação, pois depois de tratado, com os meios que na altura havia no hospital militar na capital da província, foi evacuado de novo, desta vez para a Metrópole como então se dizia, ou seja, para a Europa, de onde andou em reabilitação de hospital em hospital!. (For the militia furriel Roger, the war is over!. Another war began, which was its possible rehabilitation, after being treated, with the means at the time in the military hospital in the provincial capital, was evacuated again, this time to the Metropolis as it was then said, that is, to Europe, where you went from hospital to hospital rehab)!.

…mas continuando, depois de algumas rivalidades entre comandos, o comandante do comando a que nós pertenciamos, propôs-lhe a medalha “Cruz de Guerra”, que lhe foi conferida por altura do dia 10 de Junho, em Lisboa, Portugal!. (But continuing, after some rivalry between commandos, the commander of the command to which we belonged, proposed the medal “Cruz de Guerra”, which was given to him at the time of June 10th, in Lisbon, Portuga)l!.

…o furriel miliciano Roger, além de ser uma pessoa alegre e popular, pois tinha uma alegria e entusiasmo contagiantes, era decidido e corajoso, e fazia parte de um grupo que “ia a todas”. (The militia furriel Roger, besides being a happy and popular person, because he had a contagious joy and enthusiasm, was determined and courageous, and was part of a group that “went to all”)!.

…este texto, é uma homenagem em nome daqueles que ele tinha a esperança em salvar, ao atirar para longe a granada, embora já estivesse ferido, demonstrando algum desprezo pela sua própria vida, pois nesse momento, sentia o dever da sua responsabilidade como líder, embora já não podesse mover as suas pernas, destroçadas e cobertas de sangue!. (This text is a tribute in the name of those he hoped to save by throwing away the grenade, although he was already injured, showing some contempt for his own life, for at that moment he felt the duty of his responsibility. as a leader, though he could no longer move his bloody, shattered legs)!.

…felizmente, ainda está vivo e, neste momento da sua vida, tenta restabelecer-se de mais uma operação cirúrgica, que é um reflexo dos maus tratos que levou quando combatente nas selvas e pântanos da então Provincia Colonial da Guiné Portuguesa!. Oxalá se restabeleça rápido e returne à sua alegria em viver, porque faz parte dos nossos, que cada vez somos menos, os antigos combatentes da Guerra do Ultramar Português!. (Fortunately, he is still alive and, at this point in his life, he tries to recover from another surgical operation, which is a reflection of the mistreatment he took when fighting in the jungles and swamps of the then Provincial Colonial of Portuguese Guinea!. May you recover quickly and return to your joy in life, because it is part of ours, that we are less and less, the former combatants of the Portuguese Overseas War)!.

Tony Borie, February 2020.

…recordar!. (Remember)!.

…recordar!. (Remember)!.

…às vezes sentimos uma certa inveja de quem não recorda! (Sometimes we envy those who do not remember!

…no cilclo de vida terrestre, entre outras coisas, a natureza criou a escuridão e a luz e, o ser humano deu-lhe o nome de dia e noite!. Dia, para nos movimentar-mos nas diferentes tarefas de sobrevivência, a noite para descansar, o que normalmente dizemos, dormir!. (In the cycle of terrestrial life, among other things, nature created darkness and light, and the human being named it day and night!. Day, to move around the different survival tasks, night to rest, which we usually say, sleep)!.

…também alguns dizem que, “um bom dia de amanhã, começa com uma noite bem dormida hoje”!. Todavia, nós, cremos que já dormimos todo o tempo da nossa longa vida porque, às duas ou três da madrugada já estamos acordados e, caminhando do quarto para a cozinha, do corredor para a sala ou daquele compartimento onde está o nosso computador, (a que carinhosamente chamamos “escritório”), para o quarto de banho ou para a cozinha de novo!. (Also some say, “A good day tomorrow begins with a good night’s sleep today”!. However, we believe that we have slept all the time in our long life because at two or three in the morning we are already awake and walking from the bedroom to the kitchen, from the hallway to the living room or from the compartment where our computer is, ( we affectionately call “office”), to the bathroom or the kitchen again)!.

…o silêncio da madrugada convida-nos a ver e pensar nos objectos, nas coisas, nas memórias, nas lembranças ou recordações, (depende do que lhe queiram chamar), nas caixas desorganizadas de tralha que por aqui existem, que para nós, são “tesouros do passado”, de uma vida, que talvez representem muitas vidas, pois foram coisas guardadas durante anos e mais anos, obrigando-nos a regressar a sítios, dos quais verdadeiramente nunca partimos!. (The silence of the dawn invites us to see and think about the objects, the things, the memories, (it depends on what you want to call it), the disorganized boxes of junk that exist for us, are “treasures of the past”, of a lifetime, which may represent many lives, since they were things kept for years and more years, forcing us to return to places, we have never truly departed from)!.

…vendo tudo isto, às vezes sentimos uma certa inveja, (mesmo invejosa), de quem não guarda ou recorda, nem tem todas estas memórias, lembranças ou recordações!. Esses, são seres livres, rebeldes e indomáveis!. Apetece-lhes partir e vão embora sem qualquer remorços!. É esse desejo de liberdade que às vezes sentimos, olhando para todo este espólio de recordações, de retalhos de uma vida, que felizmente vai sendo longa, que nos fazem ser uns guardadores de memórias, coleccionadores de sensações, histórias e lendas, coisas que nos deram suspiros, lágrimas ou alegrias!. (Seeing all this, sometimes we feel a certain envy (even envious) of those who do not keep or remember, nor have all these memories!. These are free, rebellious and indomitable beings!. They feel like leaving and they leave without any remorse!. It is this desire for freedom that we sometimes feel, looking at all this memory, the patchwork of a life, which fortunately goes on, that makes us memories keepers, collectors of sensations, stories and legends, things that make us happy, breathed, tears or joy)!.

…no entanto continuamos a entender que as memórias, lembranças ou recordações, são o nosso passado e o nosso futuro, porque para saber quem somos como pessoas, precisamos de ter uma idéia de quem nós fomos e, para melhor ou para pior, a nossa já longa história de vida é lembrada tal como uma recordação para um bom guia, para aquilo que podemos fazer amanhã, se ainda tivermos essa oportunidade!. (Yet we still understand that memories, are our past and our future, because to know who we are as people, we need to have an idea of who we were and, for better or for worse, Our long history of life is remembered as a memory for a good guide, for what we can do tomorrow if we still have that opportunity)!.

…portanto não é surpresa, que exista um fascínio por esta qualidade essencialmente humana, onde normalmente se diz que, as nossas memórias, lembranças ou recordações são parte da nossa maneira de estar na vida, ou até mesmo da nossa razão, do nosso sentimento e até da nossa acção como seres humanos e, perdendo todas estas coisas, perdemos a nossa conexão básica com quem nós fomos, já para não falar naquele ditado antigo que nos diz que: “Se não sabes cuidar de uma coisa, não mereces tê-la”!. (So it is not surprising that there is a fascination with this essentially human quality, where it is often said that our memories, or recollections are part of our way of being in life, or even of our reason, of our own feeling and even our action as human beings and, losing all these things, we lose our basic connection with who we were, not to mention that old saying that: “If you don’t know how to take care of something, you don’t deserve to have -there”)!.

…todavia, cremos que todos estes sentimentos de guardar em nosso redor todas estas memórias, lembranças ou recordações, fazem parte da vida normal de quem há bastante tempo já passou as sete dezenas de anos e, principalmente daqueles que apreciam e acreditam nos ciclos da natureza, que entendem que uma geração vai e outra geração vem, mas que a terra permanece para sempre e, o sol nasce e o sol se põe, mas voltando ao lugar onde nasceu, ou o vento vai para o sul ou para o norte, girando, mas completando todos os os seus circuitos para que a natureza o criou!. (However, we believe that all these feelings of storing around us all these memories, or recollections, are part of the normal life of those who have spent the past seventeen years and especially those who appreciate and believe in the cycles from nature, who understand that one generation goes and another generation comes, but that the earth remains forever and the sun rises and the sun goes down, but back to the place where it was born, or the wind goes south or north, spinning, but completing all its circuits so that nature created it)!.

…e nós, embora tendo adoptado em toda a nossa existência um sistema de vida bastante flexível, ou seja, sempre nos adaptámos ao lugar ou à situação em que vivemos mas, sabemos que o ser humano em algumas situações pensa que é mais inteligente do que a natureza que o criou, e que às vezes quer modificar o rumo de um simples ribeiro, sabendo que ele, o ribeiro, para onde ia torna a ir, ou seja, de uma maneira ou de outra, vai sempre desaguar ao mar e, contudo, o mar nunca se enche!. (And we, although having adopted throughout our existence a very flexible life system, that is, we have always adapted to the place or situation in which we live, but we know that the human being in some situations thinks he is smarter, than the nature that created it, and that sometimes wants to change the course of a simple brook, knowing that he, the brook, where he would go again, that is, in one way or another, will always flow into the sea, and yet the sea never fills)!.

…isto é um exemplo do se passa connosco, a nossa memória e o nosso espólio de recordações também não se enche!. Todas estas recordações guardadas, às vezes cansam mas, os olhos não se fartam de as ver, de modo que não existe nada de novo neste procedimento, pois séculos passados antes de nós, houve pessoas que guardaram lembranças de coisas que nos precederam, que fizeram a nossa história humana, que hoje são ensinadas e que aprendemos em algumas universidades!. (This is an example of what is happening to us, our memory and our collection of memories is not filled either!. All of these memories are sometimes tired, but the eyes are not enough to see them, so there is nothing new in this procedure, for centuries before us, there were people who kept memories of things that preceded us, that they did, our human history, which we are taught today and which we have learned in some universities)!.

…portanto, o nosso pequeno mundo de recordações, coleccionando sensações, histórias e lendas, irá continuar, sempre na esperança de que alguém, daqui por muitos anos, talvez séculos, se lembre de abrir o “sotão da nossa existência”, admirando alguma relíquia de que goste e, se não houver esse alguém, ficam na terra, porque foi ela, a terra, a que nós seres humanos pertencemos, que nos deu as facilidades para as poder obter!. (So our little world of memories, collecting sensations, stories and legends, will continue, always hoping that someone, in many years, perhaps centuries, will remember to open the “loft of our existence”, admiring some relic he likes, and if there is no one, they stay on earth, because it was the earth to which we humans belonged that gave us the facilities to obtain them)!.

…desviando-nos um pouco, mas continuando dentro deste tema, também existem outras memórias, lembranças ou recordações, que são as tais que não se podem ver nem admirar, as tais do pensamento, que fomos acumulando no cérebro durante a nossa vida, neste mundo cheio de diferenças e diferentes pessoas, que por sua vez, também são diferentes entre si, pelo menos na opinião, com muitas ou poucas diferenças sociais, de raça, cultura, religião, hábitos ou costumes!. (Deviating a little, but continuing within this theme, there are also other memories, which are such that we can not see or admire, those of thought, that we have been accumulating in the brain during our lifetime, in this world full of differences and different people, which in turn are also different from each other, at least in opinion, with many or few social differences, race, culture, religion, habits or customs)!.

…todavia, depende da idade, mas no nosso caso, normalmente dizemos que nos lembramos do dia em que aprendemos a nadar, de quando aprendemos a andar de bicicleta, daquela viajam a ver o mar pela primeira vez, da primeira vez que vimos um avião a sobrevoar a nossa aldeia, ou até quando tivémos a alegria de comer “pão com manteiga” pela primeira vez, e claro, com estas memórias, lembranças ou recordações, começámos a ser viajantes do tempo e da vida e, retornado ao presente com estas coisas passadas, talvez sem o notar, estamos a fazer a nossa história autobiográfica!. (However, it depends on age, but in our case, we usually say that we remember the day we learned to swim, when we learned to ride a bike, that trip to see the sea for the first time, the first time we saw it a plane flying over our village, or even when we had the joy of eating “bread and butter” for the first time, and of course, with these memories, we began to be time and life travelers and, returned to the present with these past things, perhaps unnoticed, we are making our autobiographical history)!.

…muitas vezes, por aqui falando com vizinhos ou pessoas conhecidas, também é normal, quando lhes perguntamos sobre as suas memórias, lembranças ou recordações, mais específicamente aquelas que acima mencionámos, as tais que não se podem ver e admirar, que são as do pensamento, que se acomulam no cérebro, elas geralmente falam como se fossem os seus bens materiais, e algumas resguardam-se, dizendo que o seu passado de recordações sòmente a si diz respeito e deve ser cuidadosamente guardado e profundamente valorizado!. (Often speaking here with neighbors or acquaintances, it is also normal when we ask them about their memories, or recollections, more specifically those we mentioned above, those that cannot be seen and admired, which are those of thought, which clutter in the brain, generally speak as if they were their material possessions, and some guard themselves, saying that their past of memories is only for themselves and must be carefully guarded and deeply valued)!.

…valorizado, sim, mas na nossa modesta opinião e baseando-nos na nossa já longa história de vida, (ao contrário das outras lembranças ou recordações, as tais que se podem ver e admirar), esta visão das suas memórias, lembranças ou recordações do pensamento, está completamente errada, porque não devem ficar arquivadas no cérebro, como qualquer fita de um vídeo, algumas para serem inseridas e reproduzidas sòmente em parte e em alguns momentos secretos!. Pelo contrário, devem sair cá para fora, ditas, cantando no chuveiro, quando a pessoa está sózinha ou na presença da família ou de pessoas de confiança, pelo menos periódicamente e em certos momentos em que é bom para nós, recordar o passado!. (Valued, yes, but in our modest opinion and based on our already long history of life, (unlike other memories, such as can be seen and admired), this view of your memories, or memories of thought, is completely wrong, because they should not be archived in the brain, like any video tape, some to be inserted and reproduced only in part and in some secret moments!. On the contrary, they should go outside, said, singing in the shower, when the person is alone or in the presence of family or trusted people, at least periodically and at times when it is good for us to remember the past)!.

…um exemplo são os psicólogos que, quase todos sabemos que fazem perguntas engenhosas, podendo mudar as memórias, lembranças ou recordações de alguém que as armazenou por muitos anos no seu cérebro, sendo bastante simples apagar as más, ou aquelas que eles entendem que não interessam, porque mesmo as recordações altamente emocionais são suscetíveis à distorção e, dar previlégio sòmente à lembrança de eventos agradáveis, onde alguns nunca aconteceram!. (An example are psychologists who almost all know ask ingenious questions and can change the memories, memories of someone who has stored them for many years in their brain, being quite simple to erase the bad ones, or those they understand, that do not matter, because even highly emotional memories are susceptible to distortion and give privilege only to the memory of pleasant events, where some never happened)!.

…e depois?. Para onde foram as memórias, lembranças ou recordações?.
Alguns até dizem que, “Quem não se lembra do passado, fica condenado a repeti-lo”!. (And then?. Where did the memories go?. Some even say that “Who does not remember the past is condemned to repeat it”)!.

…só para terminar, na nossa modesta opinião, mantenha as suas memórias, lembranças ou recordações junto de si mas, para o nosso bem estar emocional, por vezes é necessário falar delas à família ou a pessoas de confiança, abrir os braços e mostrar os nossos sentimentos, barafustar, gesticular, se necessário for gritar, assistir e praticar pequenas conversas, movimentar-se, pelo menos periódicamente, ir descarregando o cérebro das nossas lembranças, em outras palavras, deitar tudo cá para fora, mostrar ao mundo o que vimos e o que somos, nos momentos mais importantes das nossas recordações!. Tudo isso, enquanto podemos!. (Just to finish, in our modest opinion, keep your memories or recollections with you, but for our emotional well-being it is sometimes necessary to talk about them with family or trusted people, open your arms and show our feelings, roar, gesticulate if necessary to shout, watch and practice small conversations, move, at least periodically, unload the brain of our memories, in other words, throw everything out there, show the world the what we have seen and what we are in the most important moments of our memories!. All this while we can)!.

…que tenham bom tempo, companheiros da vida! (Have good time, life mates)!.

Tony Borie, January 2020!.

…dizem-nos que já estamos no ano de 2020!. (Tell us that we are already in the year 2020)!.

…dizem-nos que já estamos no ano de 2020!. (Tell us that we are already in the year 2020)!.

…dizem-nos que já estamos no ano de 2020!. (Tell us that we are already in the year 2020)!.

…nós, quando a situação nos permite e a saúde também, usamos algumas comodidades que nos oferece a nossa caravana, a que carinhosamente chamamos de “White Fox”, (Raposa Branca) e, vamos viajando para não ir a lugar nenhum, porque um bom viajante não tem planos fixos, ou seja, não tem intenção de chegar, porque quando chega, verifica que quase todos os outros estão errados sobre o que dizem a respeito do resto do mundo, que muitos, infelizmente ainda não o viram!. (We, when the situation allows us and our health too, use some amenities that our caravan offers us, which we affectionately call “White Fox”, and, traveling to not go anywhere, because a good traveler has no fixed plans, that is, he has no intention of arriving, because when he arrives, he finds that almost everyone else is wrong about what they say about the rest of the world, that many unfortunately have not yet seen it)!.

…era quase noite para nós mas, de acordo com o “Meridiano de Greenwich”, que marca a hora no relógio do Royal Observatory, em Greenwich, na cidade de Londres, quando o sol está no seu ponto mais alto e, que são exactamente 12.00 horas e que depois, marca o ponto de partida para todos os fusos horários do mapa, onde cada 15 ° de longitude representa a diferença de uma hora no tempo, como tal, na zona onde viajávamos, continuava com a luz do dia, tal como se fosse manhã!. (It was almost night to us, but according to the Greenwich Meridian, which marks the time on the Royal Observatory clock in Greenwich, London, when the sun is at its highest and it is exactly 12.00 hours and then marks the starting point for all time zones on the map, where each 15 ° longitude represents the difference of one hour in time, so in the area where we were traveling, it was still daylight, as if it was morning)!.

…parámos para comprar gasolina, apreciar o cenário e comer algo, numa cidadezinha de cruzamento de estradas, no norte do estado de Montana, já próximo do Canadá, procurando um daqueles restaurantes de estrada, cujo parque de estacionamento estava quase cheio, que logo nos deu a entender que devia ser uma coisa boa!. Ao nele entrar-mos, chegámos à conclusão de que não era bem um restaurante de estrada, era quase como uma sala de espera, ou mesmo uma antiga loja de conveniência, onde se podia comer!. (We stopped to buy gas, enjoy the scenery and have a bite to eat in a small road crossing town in upstate Montana, near Canada, looking for one of those roadside restaurants whose parking lot was almost full, soon hinted that it must be a good thing!. As we entered it, we came to the conclusion that it was not quite a roadside restaurant, it was almost like a waiting room, or even an old convenience store where you could eat)!.

…tudo aqui se processava com uma certa lentidão, num cenário de modesto conforto onde os produtos eram frescos!. O atendimento quase pessoal, perguntando de onde vínhamos e para onde íamos, falavam com sotaque do norte, quase cantando, com a particularidade de, perante a nossa aparente idade, recomendarem e venderem pão de trigo, cevada ou milho, incluindo tipo português, ainda quente, o que nos deu algum motivo de curiosidade!. (Everything here took place slowly, in a scenario of modest comfort where the products were fresh!. The almost personal attendance, asking where we came from and where we were going, spoke with a northern accent, almost singing, with the particularity that, given our apparent age, they would recommend and sell wheat, barley or corn bread, including Portuguese type, still hot, which gave us some reason for curiosity)!.

…era gente simpática e modesta, não traziam o papel da ementa com as fotos dos pratos que serviam, com o preço e números, onde nunca aparecem os zeros, pois todos terminam em “99 cêntimos”!. Nem, olhando para o relógio, diziam com um sorriso profissional que era o momento de “Happy Hour”, que para quem não sabe, é um termo de marketing para uma época em que o local oferece descontos em bebidas alcoólicas ou aperitivos grátis de coisa já descontinuadas!. (Were friendly and modest people, they did not bring the role of the menu with the photos of the dishes they served, with the price and numbers, where the zeros never appear, because all end in “99 cents”!. Nor, looking at the clock, said with a professional smile that it was the time for “Happy Hour”, which for those who do not know, is a marketing term for a time when the place offers discounts on free alcoholic drinks or snacks already discontinued)!.

…trajavam com roupas modestas e folgadas, não traziam o nome desenhado em letras bonitas na lapela da blusa e, entre outras iguarias regionais, também vendiam uns deliciosos pãezinhos de canela e umas sanduíches de carne assada de búfalo, que consideramos umas das cinco melhores sanduíches que alguma vez já tivemos!. E claro, tudo isto acompamhado de um café forte e bem quente!. (Dressed in modest, loose-fitting clothing, did not carry the name drawn in beautiful letters on the lapel of the blouse and, among other regional delicacies, also sold delicious cinnamon rolls and buffalo roast sandwiches, which we consider one of the five best sandwiches we have ever had!. And of course, all this accompanied by a strong and very hot coffee!.

…explicamos tudo isto com algum pormenor porque nós, viajantes do tempo, adoramos este cenário de ambiente algo modesto, dizendo com algum orgulho, que foi no meio desta gente que nos fizemos gente, lá na nossa aldeia do Vale do Ninho d’Águia, naquela encosta agreste da montanha do Caramulo, na Europa, onde os invernos eram frios, longos e escuros!. (We explain all this in some detail because we, time travelers, love this rather modest environment scenario, saying with some pride that it was among these people that we became people there in our village of Valley of the Eagles’s Nest, on that rugged slope of Caramulo Mountain in Europe, where winters were cold, long and dark)!.

…longe daqueles senhores do mundo, que infelizmente ainda estão acordados e atentos, escarrapachados nas suas mansões “badalhocamente” ricos e extraordinariamente felizes, onde entre outros pormenores, alguns enriqueceram explorando violentamente as pessoas e a natureza, pouco se importando com o bem estar dessas pessoas e a conservação dessa natureza, inventando máquinas e reinventando novos escravos, que por acaso até somos nós, os outros, os consumidores, ou seja, o tal resto da população que por cá vai sobrevivendo!. (Far from those gentlemen of the world, who are unfortunately still awake and attentive, strewn in their “badly” rich and extraordinarily happy mansions, where among other details, some have enriched themselves by violently exploiting people and nature, caring little for good to be of these people and the conservation of this nature, inventing machines and reinventing new slaves, who happen to be us, the others, the consumers, that is, the rest of the population that survives here)!.

…e dizem-nos que já estamos no ano de 2020!. (And tell us that we are already in the year 2020)!.

…sim, na verdade estamos no ano de 2020, onde as pessoas navegam na internet, sabem a marca e os preços dos carros topo de gama, sabem os nomes de quem nos saqueia a vida e suga o resto do nosso sangue, mas é neles que vão votando, enquanto continuam à espera de um milagre ou duns trocos que nós os velhos, ainda vamos guardando para lhes deixar, sempre desejosos de saber se o político corrupto ou o jogador de futebol se zangou com a tal “gaja” que tinham comprado com os seus milhões e, se ainda vive com eles!. “Gajas” essas que, (nada temos em contra, até achamos óptimo), lhes vão sacando algum, talvez esperando por outra oportunidade para aparecer!. (Yes, it’s actually 2020, where people surf the internet, know the make and prices of high-end cars, know the names of those who plunder our lives and suck the rest of our blood, but It is in them who go on voting, while still waiting for a miracle or some change that we old men are still keeping to leave them, always anxious to know if the corrupt politician or the football player got angry with such a “girl” that they had bought with their millions and, if they still live with them!. “Girls” who, (we have nothing against, until we think it’s great), will draw some, perhaps waiting for another opportunity to appear)!.

…sim, na verdade estamos no ano de 2020, longe, mesmo muito longe da época em que as crianças, afinal já eram homens com calos nas mãos, pés descalços e um pedaço de broa no bolso das calças remendadas nos joelhos e no cú!. (Yes, it is actually 2020, far, far away from the time when children, after all, were men with calluses on their hands, bare feet and a piece of bread in the pocket of their knee-length trousers and ass)!.

…da época em que as raparigas ainda meninas, já eram mulheres de tranças feitas ao domingo de manhã antes da mãe as levar à missa, de vestidos ou saias e blusas de pano riscado ou cotim, algumas descalças, com os braços cansados de dar colo aos irmãos mais novos e, de rodilha na cabeça para aguentar o peso dos cestos de roupa para lavar no ribeiro, dos molhos de lenha apanhada depois da tempestade na floresta, ou dos molhos de erva para alimentar o gado!. (From the time when girls were still girls, they were already braided women made on Sunday mornings before their mother took them to Mass, in dresses or skirts and blouses of scratched or crocheted cloth, some barefoot, with arms tired of lap the younger siblings, and roll their heads to support the weight of the laundry baskets, the bundles of firewood caught after the storm in the forest, or the bundles of grass to feed the cattle)!.

…da época onde as mães eram mulheres sobretudo boas parideiras, vivendo com companheiros rudes, de cara amargurada pela dificuldade da vida dura que levavam, nem sempre amáveis, gente que trabalhava de sol a sol e esperava a sorte de alguém levar uma das suas “cachopas” para a cidade, para ir “servir” para casa de gente de posses, pois seria menos uma malga de caldo para encher e, uns tostões que recebiam, no final de cada mês!. (From the time when mothers were mainly good-looking women, living with rude companions, bitter-faced by the hard life they were carrying, not always lovely, people who worked from sun to sun and hoped that someone would take one of the their “cachopas” to the city, to “serve” to the house of people with possessions, because it would be less a broth to fill and some pennies they received at the end of each month)!.

…da época onde os homens, alguns tinham profissões com grande esforço físico, como ferreiros, moleiros, agricultores, cavadores, rachadores, padeiros ou pescadores, com muitas horas de sono por cumprir, serviam-se da mulher pela madrugada, enquanto os filhos dormiam numa enxerga a seu lado, cultivavam as leiras que tinham ao redor da casa e, entre um jogo de sueca e duas malgas de vinho na taberna, que lhes fiava, até receberem a féria ou a venda de alguma ave, animal doméstico ou algum outro produto agrícola, trabalhando, trabalhando, conseguindo dar ao seu dia, mais que as 24 horas que realmente ele tinha!. (From the time when men, some had professions with great physical exertion, such as blacksmiths, millers, farmers, diggers, crackers, bakers or fishermen, with many hours of unfulfilled sleep, made use of the woman at dawn, while the their children slept on a pallet next to them, cultivated the windrows they had around the house, and between a game of Swedish and two bags of wine in the tavern they spun until they received the vacation or the sale of some bird, domestic animal or some other agricultural product, working, working, managing to give your day more than the 24 hours that it really had)!.

…e os filhos, eram coisas de mães e, quando corria “pró torto”, era o cinto das calças do pai que “inducava”, e às vezes a mãe também “provava da isca” para não dizer amém com eles!. (And the children, were mother’s things and when it ran “pro crooked”, it was the father’s trouser belt that “induced”, and sometimes the mother also “tasted the bait” not to say amen with them)!.

…e era assim que os filhos se faziam gente, que nós nos fizemos gente!. (And that’s how children became people, that we became people)!.

…e era uma festa quando algum filho começava a ler as letras gordas dum velho pedaço de jornal pendurado no prego da cagadeira da casa, que normalmente existia cá fora no quintal, dizendo alto e bom som que, “o rapaz já lê… ai que ele é tão esperto… Nossa Senhora o alumie… se Deus quiser, vai ser um homem e ter uma profissão”!. (And it was a party when some son was beginning to read the fat letters of an old piece of newspaper hanging from the house shit’s nail, which usually existed outside in the yard, saying loud and clear that, “the boy already reads… oh he is so clever… Our Lady alumie… God willing, will be a man and have a profession)!.

…é deste povo que temos algumas saudades!. Povo que lutou e viveu num tempo difícil, onde muitos nem sabiam as letras do seu próprio nome!. (This is the people we miss the most!. People who fought and lived in a difficult time, where many did not even know the letters of their own name)!.

Tony Borie, February 2020.

…entrada de Matanzas!. (Matanzas Inlet)!.

…entrada de Matanzas!. (Matanzas Inlet)!.

…entrada de Matanzas!. (Matanzas Inlet)!.

…cremos que já lá vai o nosso tempo de ser gentis com os gentis, duros com os duros, rir quando estivermos tristes, saber que os homens também choram, que devemos acreditar que nem todas as pessoas são justas e verdadeiras, que as multidões reclamam justiça, trabalho decente, abrigos e comida, que devemos esperar pela verdade e decidir sózinhos perante a nossa consciência, que para cada inimigo haverá também um amigo, que para cada vilão também haverá um herói, que para cada egoísta também existe uma pessoa dedicada, que devemos conhecer a alegria profunda de um sorriso silencioso ou de que nos devemos afastar da inveja!. (We believe that our time has come to be kind to the kind, hard to the hard, to laugh when we are sad, to know that men cry too, that we must believe that not all people are fair and true, that crowds demand justice, decent work, shelter and food, which we must wait for the truth and decide alone before our conscience, that for each enemy there will also be a friend, that for each villain there will also be a hero, that for each selfish there is also a person dedicated, that we must know the deep joy of a silent smile or that we must move away from envy)!.

…cremos profundamente que para nós, todas estas frazes com centenas, talvez milhares de anos, já passaram, continuam a dizer-nos muito mas, infelizmente já passaram, já são passado na nossa já longa vida, pois as pessoas fogem-nos, as ocasiões vão sendo cada vez mais raras e, já não temos muitas oportunidades de as poder concretizar!. (We deeply believe that for us, all these fries with hundreds, maybe thousands of years, have passed, continue to tell us a lot, but unfortunately they have passed, are already passed in our already long life, because people flee us, occasions are becoming increasingly rare and we no longer have many opportunities to be able to make them happen)!.

…estamos na vida sem muita vontade de querer saber o que, de alguma forma, ou seja, por isto ou por aquilo, nos possa fazer mal!. Portanto, quando nos aparece um dia de céu azul, largamos o computador, levantamo-nos do sofá, desligamos a televisão, fechamos as portas e saímos para a rua, viver o hoje, pois o ontem já se foi e o amanhã talvez não venha!. (We are in life without much desire to want to know what, in any way, that is, for this or that, can do us harm!. So when a blue sky comes to us, we drop the computer, get up off the couch, turn off the television, close the doors and go out into the street, live today, because yesterday is gone and tomorrow may not come)!.

…e, refugiando-nos no nosso silêncio, afastamo-nos de conversas que não nos fazem bem, indo na companhia da nossa dedicada esposa Isaura, em direcção a outros lugares, como por exemplo à praia de Matanzas, que fica a poucas milhas do local onde vivemos, indo ouvir os sons da natureza, as cores da vida, convivendo com coisas que nos fazem bem, pois as coisas más apenas nos trazem sofrimento e mal estar e, se for uma coisa má, preferimos nem saber!. (And, taking refuge in our silence, we move away from conversations that are not good for us, going in the company of our dedicated wife Isaura, to other places, such as Matanzas beach, which is a few minutes away, miles from where we live, listening to the sounds of nature, the colors of life, living with things that do us good, because bad things only bring us suffering and uneasiness and, if it is a bad thing, we prefer not to know)!.

…o “Matanzas Inlet” (entrada de Matanzas), fica entre a histórica cidade de Santo Agostinho e a agradável praia de Flagler e é, onde o às vezes um pouco revoltoso Oceano Atlântico encontra o estuário de Matanzas, numa das mais puras e pitorescas costas da Flórida!. (The “Matanzas Inlet”, lies between the historic city of St. Augustine and the pleasant Flagler Beach and is where the sometimes somewhat rugged Atlantic Ocean meets the Matanzas estuary, one of the purest and picturesque shores of Florida)!.

…a beleza e o cenário que nos proporciona o “Matanzas Inlet” (entrada de Matanzas), é que é um canal entre duas ilhas barreira e o continente, conectando o Oceano Atlântico e a extremidade sul do rio Matanzas, onde existe esta entrada que não é estabilizada por molhes e portanto, está sujeita a muitas e variadas mudanças, ou seja, hoje existe uma área seca que amanhã está completamente inundada onde nadam cardumes de diferentes variedades de peixes!. (The beauty and scenery that the Matanzas Inlet, gives us is that it is a channel between two barrier islands and the mainland, connecting the Atlantic Ocean and the southern end of the Matanzas River where Inlet that is not stabilized by jetties and therefore is subject to many and varied changes, that is, today there is a dry area that tomorrow is completely flooded where schools of different varieties of fish swim)!.

…apesar de estarmos no mês de Janeiro, há muito lugar para caminhar, para mergulhar nas ondas, (sem as lembranças da passagem pela maldita guerra colonial em África e das vezes que ficávamos nús e ensaboados, porque a chuva parava repentinamente), onde aqui, nesta maravilhosa praia quase deserta, também é um local activo para nidificação de tartarugas marinhas e, as suas águas no mar são um lar sazonal para as baleias em migração!. (Even though it’s January, there is plenty of place to walk, to dive into the waves, (without the memories of the passing of the damn colonial war in Africa and the times we were naked and soapy because the rain suddenly stopped), where here, on this beautiful, almost deserted beach, it is also an active nesting site for sea turtles, and its sea waters are a seasonal home for migrating whales)!.

…onde entre outras coisas, caminhando pelas suas trilhas, junto da água salgada, encontramos história e aventura, especialmente interessante para nós, que somos amantes da natureza e da história, pois estas trilhas estão repletas de vida selvagem, incluindo locais históricos que datam da conquista espanhola, nos longínquos anos de 1400!. (Where among other things, walking along its saltwater trails, we find history and adventure, especially interesting for us, who are nature and history lovers, as these trails are full of wildlife, including historical sites that dating from the Spanish conquest, in the distant years of 1400)!.

…as aves juntam-se em diferentes colónias, sabendo que estão protegidas, principalmente de nós, seres humanos, pois quando por elas passamos, quase nos ignoram, algumas simplesmente nos olham, outras nem se afastam, como que querendo demarcar o seu território!. (The birds come together in different colonies, knowing that they are protected, especially from us human beings, because when we pass by, they almost ignore us, some just look at us, some don’t even move away, as if wanting to mark their territory)!.

…um pouco ao longe, podemos admirar o Monumento Nacional Forte de Matanzas, uma lembrança do início do império espanhol no Novo Mundo, que foi originalmente um posto avançado espanhol, construído em pedra coquina, entre os anos de 1740 e 1742, para proteger esta entrada estratégica e avisar as forças estacionadas na hoje histórica cidade de Santo Agostinho, dos ataques britânicos ou outros inimigos que se aproximavam do sul!. (In the distance we can admire the Matanzas Fort National Monument, a reminder of the beginning of the Spanish empire in the New World, which was originally a Spanish outpost, built in coquina stone, from 1740 to 1742 to protect this strategic entrance and warn the forces stationed in today’s historic city of St. Augustine, from British attacks or other enemies approaching from the south)!.

…alguns dizem-nos que este posto avançado, naquela época, rodeado de água e areia, facilitava as frequentes viajens entre Santo Agostinho e a Ilha de Cuba!. Felizmente hoje, o National Park Service, adquiriu as terras ao redor deste monumento, preservando a ilha barreira circundante e portanto, existe por lá todo um ecossistema cheio de uma variedade de plantas nativas e vida selvagem!. (Some tell us that this outpost at that time, surrounded by water and sand, facilitated frequent trips between St. Augustine and the island of Cuba!. Fortunately today, the National Park Service has acquired the land surrounding this monument, preserving the surrounding barrier island, so there is an entire ecosystem full of a variety of native plants and wildlife)!.

…caminhámos, caminhámos e, estando quase a chegar ao fim de percorrer esta trilha aquática, não queremos terminar sem explicar a origem do nome “Matanzas”!. (We have walked, we have walked and, as we are nearing the end of the water trail, we do not want to finish without explaining the origin of the name “Matanzas”)!.

…a história diz-nos que um tal René Goulaine de Laudonnière fundou Forte Caroline, que é hoje conhecida como a cidade de Jacksonville, no ano de 1564, como sendo um paraíso para os colonos huguenotes!. (History tells us that one René Goulaine de Laudonnière founded Fort Caroline, which is now known as the city of Jacksonville, in the year 1564, as a paradise for the Huguenot settlers)!.

…houve lutas pelo território e, em resposta à invasão francesa no que a Espanha considerava seu território, Pedro Menéndez de Avilés fundou Santo Agostinho um ano depois, ou seja no ano de 1565!. (There were struggles for the territory and, in response to the French invasion in what Spain considered its territory, Pedro Menéndez de Avilés founded St. Augustine a year later, in 1565)!.

…Menéndez de Avilés rapidamente partiu para atacar Forte Caroline, viajando por terra a partir de Santo Agostinho!. (Menendez de Aviles quickly set out to attack Fort Caroline, traveling overland from St. Augustine)!.

…ao mesmo tempo, os franceses partiram de Forte Caroline, com a intenção de atacar Santo Agostinho do mar!. (At the same time, the French departed from Fort Caroline, intending to attack St. Augustine from the sea)!.

…os espanhóis dominaram o levemente defendido Forte Caroline, poupando apenas mulheres e crianças, embora cerca de 25 homens tenham conseguido escapar!. (The Spaniards dominated the slightly defended Fort Caroline, sparing only women and children, although about 25 men managed to escape)!.

…a frota francesa foi desviada por uma tempestade (nós já saímos e entrámos por diversas vezes esta barra, quando vamos pescar no oceano, sabendo quanto é difícil contornar certas áreas onde estão submersos montes de pedra e areia) e muitos dos navios naufragaram na costa sul de Santo Agostinho!. (The French fleet was deflected by a storm (we have already gone out and entered this bar several times when we go fishing in the ocean, knowing how difficult it is to get around certain areas where there are submerged mounds of sand and sand) and many of the ships have sunk on the south coast of St. Augustine)!.

…quando os espanhóis encontraram o principal grupo de sobreviventes de naufrágios franceses, Menéndez de Avilés ordenou a execução de todos os huguenotes!. (When the Spanish found the main group of survivors of French wrecks, Menéndez de Avilés ordered the execution of all the Huguenots)!.

…assim, o local ficou conhecido como “Matanzas”, que em espanhol quer dizer “abates”!. (So the place became known as “Matanzas”, which in Spanish means “slaughter”)!.

Tony Borie, January 2020.

…ano Novo, 2020!. (New Year, 2020)!.

…ano Novo, 2020!. (New Year, 2020)!.

…ano Novo, 2020!. (New Year, 2020)!

…neste ano prestes a terminar, em que o cheiro do Natal ainda paira no ar, a nostalgia invade-nos e tudo nos vem à memória!. E claro, os momentos menos bons teimam em ser mais fortes e presentes, porque trazem consigo a dor, a angústia e o sofrimento, passados na guerra sangrenta de guerrilha que vivemos quando jovens, por um período de dois longos anos, no interior daquela África distante e, naquela época ainda um pouco selvagem, longe da Europa, onde nascemos!. (This year is about to end, when the smell of Christmas still lingers in the air, nostalgia invades us and everything comes to mind!. And of course, the less good times insist on being stronger and more present, because they bring with them the pain, anguish, and suffering that we experienced in the bloody guerrilla warfare we experienced as young people for a long time in Africa, distant and at that time still a little wild, far from Europe where we were born)!.

…esses momentos menos bons, trazem lágrimas que continuam sufocadas no peito, que a dureza da vida não permitem que se soltem, e claro, corta-nos a alma e, qualquer outra manifestação mais alegre, emudece o nosso raciocínio, obrigando-nos em certos momentos a largar um pequeno sorriso, mas que que não é bem um sorriso, porque sai de um rosto endurecido, onde o hábito de sorrir começa a ser cada vez mais raro, até que um dia vai partir para sempre!. (These less good moments bring tears that are still suffocated in the chest, that the hardness of life does not allow them to let go, and of course, cuts our soul and, any other more joyful manifestation, mutes our reasoning, forcing us We sometimes drop a small smile, but that is not quite a smile, because it comes out of a hardened face, where the habit of smiling is becoming increasingly rare, until one day it will go away forever)!.

…mas nem tudo é ruim na vida, existem momentos bons, situações boas e felizes, a família crescendo e, como já por diversas vezes mencionámos em textos anteriores, “A família, é o centro da vida”, ou “Sem família, tudo é tão pouco”, pensando nela, encontramos o apoio e o calor do abraço, a alegria, a melancolia na partilha de memórias, de brincadeiras, o respeito por quem somos e pelo que somos, devido aos tantos anos de convivência e de partilha de confiança!. (But not everything is bad in life, there are good times, good and happy situations, the family growing up and, as we have mentioned several times in previous texts, “The family is the center of life”, or “No family, everything is so little”, thinking of her, we find the support and warmth of the hug, the joy, the melancholy in sharing memories, jokes, respect for who we are and what we are, due to so many years of living and trust sharing)!.

…olhando para os nossos netos brincando, qualquer dor física que no momento sentimos desaparece imediatamente, pensando na desvalorização daquele outro problema, daquilo que não interessa, porque o importante é muito mais profundo, onde a desculpa de algumas falhas, o prazer da companhia, (às vezes o silêncio das palavras diz-nos tanto), a partilha do sucesso ou mesmo o desabafo no momento do fracasso do desmantelamento de um qualquer brinquedo, tudo isso, nesta já um pouco avançada idade, nos ajuda na reconquista do equilibrio!. Olhando para eles, a nossa dor física, passa a ser partilhada, aliviada no calor das suas mãos macias, leves, gentis de crianças, mas que nos dão força e nos endurecem!. (Looking at our grandchildren jokingly, any physical pain that we feel at the moment disappears immediately, thinking of the devaluation of that other problem, of what does not matter, because the important is much deeper, where the excuse of some failures, the pleasure of company, (sometimes the silence of words tells us so much), the sharing of success or even the outburst at the time of the failure of the dismantling of any toy, all this, at a somewhat advanced age, helps us regain balance!. Looking at them, our physical pain is now shared, relieved in the warmth of their soft, light, childlike hands that give us strength and harden us)!.

…fica-te ano velho de 2019, prestes a terminar, já se finou, tragédias mil, lágrimas mil, filhos brutalizados, mães e pais mortos e violados, crianças, mulheres, velhos, sofrendo actos de crueldade, ódio entre os homens, guerras, as imagens lacinantes dos que apenas queriam amor e alegria, mundo este esgotado por tanta crueldade, invadido por tanto torpor, alimentado por tanta dor, com tanta poluição, alterações climáticas, incêndios, inundações, acidentes de viação, campos queimados, homicídios, suicídios, depressão, roubos, crimes sem punição, fome, falta de pão, guerras por causa de religião, pensamentos e actos de políticos com interesses escondidos, discriminação, preconceitos, racismo, xenofobia, divergências de opinião, políticos e banqueiros corruptos ou grupos minoritários discriminados, que afrontam as pessoas sensíveis e atentas e que lutam por uma sociedade mais justa, pondo em prática os Direitos Humanos!. Enfim, tudo isto num mundo onde só devia de existir paz, compreenção e amor!. (You become old year 2019, about to end, it’s over, tragedies a thousand, tears a thousand, brutalized children, dead and raped mothers and fathers, children, women, old people, suffering acts of cruelty, hatred among men, wars, the lacinating images of those who just wanted love and joy, a world exhausted by so much cruelty, invaded by so much drowsiness, fed by so much pain, with so much pollution, climate change, fire, flood, road accident, burned fields, homicides , suicides, depression, robberies, crimes without punishment, famine, breadlessness, wars over religion, thoughts and acts of politicians with hidden interests, discrimination, prejudice, racism, xenophobia, disagreements, corrupt politicians and bankers or groups discriminated against minorities, who affront sensitive and attentive people and fight for a fairer society, putting into practice Human Rights!. Anyway, all this in a world where there should only be peace, understanding and love)!.

…mas o novo ano de 2020, vai trazer, esperança, um tempo novo, onde os homens vão deixar de ser incrédulos, de maltratar as pessoas e os animais, um mundo de paz e sem dor, os búfalos vão voltar às pradarias, com lindas rosas e tulipas junto aos ribeiros, com céu sempre azul, as estrelas vão ser reluzentes, as árvores vão florir, o mar vai estar calmo e limpo com as praias também limpas, as montanhas verdejantes e sem a presença dos tais malditos fogos, as searas verdes, os rios levam água e peixes, o vento vai ser suave, açucarado pelas flores do prado, soprando e acariciando o rosto das pessoas, que serão todas de bons sentimentos!. (But the new year 2020 will bring hope, a new time, where men will stop being unbelievers, mistreat people and animals, a peaceful and painless world, the buffalo will return to the prairies, with beautiful roses and tulips by the streams, with always blue skies, the stars will be shining, the trees will bloom, the sea will be calm and clean with the beaches also clean, the mountains green and without the presence of such damn fires, the green fields, the rivers carry water and fish, the wind will be gentle, sweetened by the flowers of the meadow, blowing and caressing people’s faces, which will all be of good feelings)!.

…a terra e o espaço do céu, não vai ser mais vendido, pois nós, seres humanos, somos parte da terra e ela é parte de nós, ou seja, a terra não pertence ao homem, o homem é que pertence à terra e, tanto o homem, como o animal e as árvores vão compartilhar o mesmo ar despoluído, porque devemos lembrar-nos que o vento que deu aos nossos avós o seu primeiro respiro, também recebeu os seus últimos suspiros!. Todos nós iremos respeitar a natureza, sobretudo a terra, as árvores e os animais, porque se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito e, o que ocorra aos animais, em breve iria ocorrer a nós seres humanos!. (The earth and the space of heaven will no longer be sold, because we humans are part of the earth and it is part of us, that is, the earth does not belong to man, the man belongs to both man and animal and trees will share the same unpolluted air, because we must remember that the wind that gave our grandparents their first breath also received their last breaths!. We will all respect nature, especially the earth, trees and animals, because if the animals were gone, man would die of a great loneliness of mind, and what would happen to animals would soon occur to us humans)!.

…não vai haver guerras e conflitos, vamos todos entender que uma derrota honrosa vale mais do que uma vitória vergonhosa, que uma moeda ganha vale mais que uma moeda encontrada, vamos todos afastar-nos da inveja e conhecer a alegria de um sorriso de criança, apreciar o cenário dos pássaros voando no céu, as flores no campo, nos vales e nas montanhas e, todas as pessoas no mundo vão ter roupa e comida, (pelo menos uma vez ao dia), vão ser saudáveis, as suas mentes não serão poluídas, ocupadas, desvairadas, distraídas ou políticas, e sobretudo, as crianças vão nascer, crescer e brincar num ambiente de paz e conforto, e todas, (pelo menos aquelas entre os 6 e os 10 anos de idade), vão acreditar no Pai Natal, que lhes vai trazer o tal brinquedo preferido, que é um telefone celular de última geração!. (Assim seja, Amen)!. (There will be no wars and conflicts, let’s all understand that an honorable defeat is worth more than a shameful victory, that a coin won is worth more than a coin found, let’s all get away from jealousy and know the joy of a smile enjoy the scenery of birds flying in the sky, the flowers in the countryside, the valleys and the mountains, and everyone in the world will have clothes and food (at least once a day), will be healthy, their minds will not be polluted, occupied, frantic, distracted or political, and above all, children will be born, raised and played in an environment of peace and comfort, and all (at least those between 6 and 10 years old) will Believe in Santa Claus, who will bring them the favorite toy, which is a cell phone of last generation!. (So be it, Amen)!.


…e por fim o nosso “Grito de Revolta” que é para que, o ano de 2020, nos “alivie” dos políticos ou pessoas responsáveis que por isto ou por aquilo, são os causadores directos daqueles que verdadeiramente sofrem no corpo e na alma, as consequências dos seus maquiavélicos actos, como por exemplo: (And finally our “Cry of Revolt” that is so that the year 2020 to “relieve us” of the politicians or people responsible for this or that, are the direct causes of those who truly suffer in body and soul, the consequences of their Machiavellian acts, such as):

  • O ser humano ter de viver num regime onde não exista liberdade, pelo
    menos de expressão da palavra!.
  • As famílias desalojadas, que fojem desesperadas, vítimas de guerras!.
  • As mulheres raptadas, violadas e espancadas, onde algumas são mortas ou ficam jovens mães abandonadas!.
  • As crianças com fome, sem roupa e assistiência médica, sem a presença dos seus pais ou protectores!.
  • Os sem abrigo, vítimas do abandono e discriminação do sistema regulado pelo homem!.
  • As pessoas idosas abandonadas e sem família a viverem na rua, procurando o restos da comida deixada nos caixotes do lixo pelos afortunados da vida!.
  • Os animais maltratados e também abandonados!.
  • Aqueles que de uma maneira ou de outra, tiram vantagem exagerada da natureza, tentando enriquecer rápidamente, maltratando-a, pensando estúpidamente que ela, a natureza, não se irá revoltar”!.
  • Os intelectuais, os revolucionários, os violadores, os filhos que matam os pais, os políticos professionais e mentirosos, os banqueiros corruptos, os gestores ladrões, e depois, a justiça que não se faz!.
  • Os “papagaios”, que invadem as televisões diáriamente, como comentadores especialistas no assunto, claro, sendo remunerados, tanto políticos como desportistas, que discutem o incêndio, o roubo escandaloso, ou o desastre que aconteceu, mas a culpa é sempre do outro!.
  • (The human being has to live in a regime where there is no freedom, at least of speech!.
  • Homeless families, who are desperate victims of war!.
  • The abducted, raped and beaten women, where some are killed or become abandoned young mothers!.
  • Hungry children, without clothes and medical assistance, without the presence of their parents or protectors!.
  • The homeless, victims of abandonment and discrimination of the system regulated by man!.
  • The abandoned and homeless old people living on the street, looking for the remains of the food left in the dustbins by the lucky ones of life!.
  • The animals abused and also abandoned!.
  • Those who in one way or another take exaggerated advantage of nature, trying to get rich quick, mistreating it, stupidly thinking that it, nature, will not revolt”!.
  • The intellectuals, the revolutionaries, the rapists, the children who kill their parents, the professional politicians and liars, the corrupt bankers, the robber managers, and then the justice that is not done!.
  • The “parrots”, who invade television daily, as expert commentators on the subject, of course, being paid, both politicians and sportsmen, to discuss the fire, the scandalous theft, or the disaster that has happened, but it’s always the fault of the other)!.

…e claro, haveria muito mais coisas ingratas para a humanidade que se podiam evitar, simplesmente com um pouco de bondade e compreenção no coração dos homens!. (And of course there would be many more things ungrateful to mankind that could be avoided, simply with a little kindness and understanding in the hearts of men)!.

…que tenham um Feliz Ano Novo, companheiros da vida!. (Have a Happy New Year, life mates)!.

Tony Borie, December 2019.

…fomos ao norte mas, já voltámos!. (We went north, but we’re back)!.

…fomos ao norte mas, já voltámos!. (We went north, but we’re back)!.

…fomos ao norte mas, já voltámos!. (We went north, but we’re back)!

…esta frase: “Os vossos erros ou as vossas virtudes como filhos, são o nosso fracasso ou o nosso sucesso como pais”, sempre tem estado presente na nossa memória e relembrando-a imensas vezes em várias situações da também nossa já um pouco longa vida!. (This phrase:
“Your mistakes or your virtues as children are our failure or our success as parents”, has always been present in our memory and reminding her many times in various situations of our already a little long life)!.

…a eles, aos nossos filhos, sempre lhe dedicámos, quase diáriamente, pelo menos nos primeiros anos da sua vida, momentos ricos em qualidade, transmitindo-lhe bons valores para o desenvolvimento harmonioso da sua personalidade, para quando adultos podessem incluir no seu pensamento o sentido do esforço que é necessário fazer-se ao longo da vida para atingir os seus objectivos, não lhes retirando o prazer de sonharem, de lutar, de competir, pelas coisas!. (To them, to our children, we have always dedicated, almost daily, at least in the early years of their life, moments rich in quality, giving them good values for the harmonious development of their personality, so that when adults could include in their thoughts sense of the effort that needs to be made throughout life to reach their goals, not depriving them of the pleasure of dreaming, fighting, competing for things)!.

…claro, o resultado disso é que hoje, seguem e ensinam aos seus filhos um rumo de vida honesta e, muitas vezes as pessoas com as quais convivemos por aqui, dizem-nos que estamos loucos em ir tantas vezes ao norte ver a família!. É verdade, estamos um pouco loucos por ver os nossos descendentes, principalmente os netos ainda crianças, ver como crescem rápido, ir com elas visitar certos lugares, continuar-mos a nossa aprendizagem, apreciando a sua curiosidade ao verem coisas novas, fazendo constantemente perguntas sobre as escolhas que fazemos e lhe tentamos mostrar!. (Of course, the result of this is that today, follow and teach your children an honest course of life and, often the people we live with around here tell us that we are crazy to go north so often to see our family !. True, we are a little crazy to see our descendants, especially the grandchildren as children, see how they grow up fast, go with them to visit certain places, continue our learning, enjoying their curiosity to see new things, constantly asking questions about the choices we make and try to show you)!.

…outras pessoas dizem-nos que, mostrar novos lugares a crianças é um desperdício de tempo e dinheiro, que elas não se lembram de nada no futuro, por outro lado, também encontramos muitas pessoas que dizem que desejavam ter levado os seus filhos ou netos para esse tipo de lugares e, hoje se arrependem de não ter feito isso enquanto os seus descendentes ainda eram crianças, e claro, ainda estavam dispostas a ir com eles!. (Other people tell us that showing children new places is a waste of time and money, that they don’t remember anything in the future, on the other hand, we also find many people who say they wish they had taken their children or grandchildren to such places, and today they regret not doing so while their descendants were still children, and of course they were still willing to go with them)!.

…para nós, “avós babados”, a vida é tudo sobre a jornada, as experiências, as memórias e principalmente sobre as escolhas que fizémos quando o tempo era o ideal, pois o nosso objetivo era inspirar os nossos descendentes a quererem ver o mundo e sonharem com as viagens mais bonitas!. Em resumo, queríamos ser uma fonte de inspiração para todos os seus sonhos, porque viajar em família não é apenas sol e arco-íris, é oferecer muitas experiências excelentes e memórias incríveis, principalmente criando histórias de pessoas e lugares através de fotos, que ficarão para sempre na sua memória!. (For us “frilly grandparents”, life is all about the journey, the experiences, the memories, and especially the choices we made when the time was right, because our goal was to inspire our descendants to want to see the world and dream of the most beautiful trips!. In short, we wanted to be a source of inspiration for all your dreams, because family travel is not just sun and rainbows, it is offering so many great experiences and amazing memories, especially by creating stories of people and places through photos that will stay forever in your memory)!.

…continuando, não sabíamos exatamente o que nos atraía quando, depois de atravessar a fronteira para o estado da Pennsylvânia, descíamos suavemente ao longo do rio Delaware, no sentido leste, num território histórico que alguns séculos atrás foi habitado por povos indígenas de várias culturas, que talvez sem o notarem, foram absorvidos pelo contacto com os primeiros colonos europeus, oriundos da área do meio do Atlântico, que eram holandeses, ingleses ou alemães!. (Continuing, we did not know exactly what attracted us when, after crossing the border into the state of Pennsylvania, we descended smoothly along the eastern Delaware River into historic territory that was inhabited by indigenous peoples of some centuries ago, various cultures, perhaps unnoticed, were absorbed by contact with early European settlers from the mid-Atlantic area who were Dutch, English or German)!.

…e claro, chegaram novas culturas!. Chegaram “Os Morávios” e, na véspera de Natal do ano de 1741, fundaram a comunidade missionária de Bethlehem (Belém) ao longo das margens do Monocacy Creek (Riacho Monocacy), junto ao Rio Lehigh, na colónia da Pennsylvânia, estabelecendo comunidades missionárias, entre os americanos nativos e os falantes de alemão sem igreja e, em homenagem à cidade bíblica de Bethlehem (Belém da Judéia), que era o berço de Jesus, o seu chefe disse mais ou menos estas palavras: “Irmãos, quão mais apropriadamente poderíamos chamar nossa nova casa, do que nomeá-la em homenagem ao lugar onde o evento que agora comemoramos aconteceu!. Vamos chamar a este lugar, Bethlehem (Belém)”!. (And of course, new cultures have arrived!. “The Moravians” arrived, and on Christmas Eve 1741 they founded the missionary community of Bethlehem along the banks of the Monocacy Creek, near the Lehigh River in the colony of Pennsylvania, establishing missionary communities, between Native Americans and unchurched German speakers and, in honor of the biblical city of Bethlehem (Bethlehem of Judea), which was the cradle of Jesus, their chief said more or less these words: “Brothers, how much more appropriately we could call our new home, rather than name it in honor of the place where the event we are now celebrating took place !. Let’s call this place Bethlehem”)!.

…na verdade, quase sem o notar estávamos num local bonito, onde havia muitas Árvores de Natal, (em crianças, nós, em nossa casa não havia Árvore de Natal, não fazia parte dos costumes da nossa família), onde se pode mergulhar na história do Natal, assistir a um show ou até participar numa aventura culinária!. Até lhe chamam, “The Christmas City” (Cidade do Natal), onde se celebram dezenas de festivais artísticos, comemorando o Natal, desde esse longínquo ano de 1741 e, dizem-nos que, as celebrações de Natal na cidade Bethlehem (Belém), são consideradas hoje, um dos mais charmosos destinos natalícios dos USA, portanto foi com alguma alegria que presenciámos, especialmente os nossos netos, brincando e celebrando esta festa de Natal!. (In fact, almost unnoticed we were in a beautiful place where there were lots of Christmas trees, (in children, we, in our house there was no Christmas tree, it was not part of our family’s customs), where you can immerse yourself in the history of Christmas, attend a show or even take part in a culinary adventure!. They even call it “The Christmas City”, where dozens of artistic festivals have been celebrated, celebrating Christmas since that distant year 1741 and, we are told, that the Christmas celebrations in the city Bethlehem, are considered today one of the most charming Christmas destinations in the USA, so it was with some joy that we witnessed, especially our grandchildren, playing and celebrating this Christmas party)!.

…muitos destes eventos, realizam-se no lado Sul do Distrito de Artes da cidade, mais propriamente no “campus artístico e cultural SteelStacks” (terrenos com edifícios artísticos e culturais chamados Pilhas de Aço), construídos no local da antiga fábrica de Bethlehem Steel (Fábrica do Aço de Belém), que também chamavam Bethlehem Iron Company (Companhia de Ferro de Belém)!. (Many of these events take place on the southern side of the city’s Arts District, more specifically on the “SteelStacks Artistic and Cultural Campus”, built on the site of the old steel mill Bethlehem Steel (Bethlehem Steel Factory), who also called Bethlehem Iron Company)!.

…fábrica esta, que hoje dorme um sono pesado e longo, de onde nunca mais acordará, para contar a sua história, cujas raízes remontam ao ano de 1857!. Com minas de ferro em Cuba e estaleiros em todo o país, foi uma empresa siderúrgica, que chegou a ser a segunda maior produtora de aço dos Estados Unidos e a maior construtora naval!. (This factory, which today sleeps a long and heavy sleep, from which it will never wake, to tell its story, whose roots go back to the year 1857!. With iron mines in Cuba and shipyards across the country, it was a steel company, which became the second largest steel producer in the United States and the largest shipbuilder)!.

…lembrando algumas das suas maiores odisseias, esta fábrica de aço, que agora dorme um sono eterno, já no longínquo ano de 1893, durante a Feira Mundial de Chicago, construiu uma estrutura projectada para tornar o mundo mais maravilhoso!. Foi o eixo gigante para a primeira roda-gigante do mundo, que precisou de aço suficiente para montar uma torre de 140 pés (43m), para apoiar uma roda inteiramente de aço, fazendo uma estrutura de 264 pés (80 m), cujo ferro foi feito nos seus altos fornos, sendo assim, a responsável pela maior peça única de ferro fundido do mundo, já fabricada até aquele momento!. (Remembering some of its greatest odysseys, this steel factory, which now sleeps forever, as far back as 1893, during the Chicago World Fair, built a structure designed to make the world more wonderful!. It was the giant axle for the world’s first ferris wheel, which needed enough steel to assemble a 140-foot (43m) tower, to support an all-steel wheel, making a 264-foot (80 m) structure whose iron it was made in its blast furnaces, so it is responsible for the largest single piece of cast iron in the world, ever made)!.

…durante a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e nos anos seguintes, os 15 estaleiros da Bethlehem Shipbuilding Corporation (Empreza de Construção Naval), produziram um total de 1.121 navios, mais do que qualquer outro construtor durante a guerra e quase um quinto da frota de dois oceanos da Marinha dos EUA!. Empregou até 180.000 pessoas, a maior parte do emprego total da empresa, que era de 300.000 operários!. (During World War I, World War II and the following years, the 15 shipyards of the Bethlehem Shipbuilding Corporation produced a total of 1,121 ships, more than any other builder during the war and nearly one-fifth of the two-sea fleet of the US Navy!. It employed up to 180,000 people, most of the company’s total employment of 300,000 workers)!.

…só durante a Segunda Guerra Mundial, 70% dos forjamentos de cilindros de aviões, um quarto da blindagem de navios de guerra e um terço dos canhões para as forças armadas dos EUA, foram aqui produzidos e, quando chegou o tempo de paz, a fábrica continuou a fornecer uma grande variedade de formas estruturais para os negócios de construção, contribuindo para inovações, participando no progresso, não só nos USA, como em muitas partes do mundo, fabricando o aço para muitos dos marcos mais proeminentes dos USA, como por exemplo, a Ponte George Washington, (Nova Yorque), Ponte Golden Gate (São Francisco), Ponte da Paz, (entre os USA e Canadá), ou a Ponte Verrazano-Narrows (Staten Island)!. (During World War II alone, 70% of aircraft cylinder forgings, a quarter of the battleship armor and a third of the guns for the US military were produced here, and when peacetime came, the plant continued to provide a wide variety of structural shapes for the construction business, contributing to innovations, participating in progress, not only in the US, but in many parts of the world, by manufacturing steel for many of the most prominent US landmarks, such as the George Washington Bridge (New York), the Golden Gate Bridge (San Francisco), the Peace Bridge (between the USA and Canada), or the Verrazano-Narrows Bridge (Staten Island)!.

…também fabricou o aço para a construção de alguns dos maiores edifícios, como por exemplo, Edifício da Ilha de Alcatraz, (São Francisco), Edifício Chrysler (Nova Iorque), Empire State Building (Nova Iorque), Madison Square Garden (Nova Iorque), Merchandise Mart (Chicago),
uma estrutura de aço de 53.000 toneladas na Chase Manhattan Plaza (Nova Iorque), Rockefeller Center (Nova Iorque) ou o Waldorf Astoria (Nova Iorque)!. (Also manufactured the steel for the construction of some of the largest buildings, such as Alcatraz Island Building (San Francisco), Chrysler Building (New York), Empire State Building (New York), Madison Square Garden ( New York), Merchandise Mart (Chicago), a 53,000-ton steel structure at Chase Manhattan Plaza (New York), Rockefeller Center (New York) or Waldorf Astoria (New York)!.

…contribuíu com aço, que saiu dos seus fornos, para a construção da Barragem de Bonneville (Rio Columbia, Oregon), Grand Coulee Dam (Rio Columbia, Washington) ou a Barragem Hoover (Nevada/Arizona), além de também fornecer o aço para os caminhos de ferro em diversos pontos do mundo, mencionando como por exemplo os carris dos eléctricos de São Francisco, a roda gigante “Wonder Wheel” em Coney Island (Nova Iorque), ou ainda fabricando o maior eixo gerador eléctrico do mundo, produzido para a General Electric na década de 1950!. (Contributed steel from its furnaces to the construction of the Bonneville Dam (Columbia River, Oregon), Grand Coulee Dam (Columbia River, Washington) or the Hoover Dam (Nevada / Arizona), as well as providing steel for the railways in various parts of the world, mentioning for example the San Francisco tram rails, the Wonder Wheel on Coney Island (New York), or manufacturing the world’s largest electric generator shaft , produced for General Electric in the 1950s)!.

…hoje, o local da fábrica original, é o lar do SteelStacks (Pilhas de Aço), como já mencionámos, um distrito de artes e entretenimento!. Os cinco altos-fornos da usina ficaram de pé e servem de pano de fundo para o novo campus!. A SteelStacks atualmente conta com o ArtsQuest Center, um centro de artes performáticas contemporâneo, o Sands Casino Resort Bethlehem, um empório de apostas e novos estúdios para a estação WLVT-TV (canal 39) da PBS. A área também inclui três locais de música ao ar livre!. (Today, the site of the original factory, is home to the SteelStacks, as we mentioned, an arts and entertainment district!. The plant’s five blast furnaces stand and serve as the backdrop for the new campus!. SteelStacks currently houses the ArtsQuest Center, a contemporary performing arts center, the Sands Casino Resort Bethlehem, a bookmaker’s office and new studios for PBS’s WLVT-TV (channel 39) station!. The area also includes three outdoor music venues)!.

…já quase ao anoitecer, ainda tivémos tempo de visitar o histórico Hotel de Bethlehem e um restaurante típico de Pensylvânia, onde a família junta, confraternizou, apreciando a comida típica de Pensylvânia!. (Almost dusk, we still had time to visit the historic Bethlehem Hotel and a typical Pennsylvania restaurant, where the family gathers together, enjoying the typical Pennsylvania food)!.

…foi um dia maravilhoso passado no norte, onde a narrativa tradicional do Natal, a Natividade de Jesus, delineada no Novo Testamento, diz que Jesus nasceu em Belém, de acordo com as profecias e, quando seus pais José e Maria chegaram à cidade, a estalagem não tinha espaço e ofereceram-lhes um estábulo em que o Menino Jesus nascera em breve, com os anjos proclamando esta notícia aos pastores que depois, também andaram por ali, espalhando a informação!. (Was a wonderful day in the north, where the traditional Christmas narrative, the Nativity of Jesus, outlined in the New Testament, says that Jesus was born in Bethlehem according to prophecy, and when his parents Joseph and Mary came to In the city, the inn had no space and they were offered a stable in which the Infant Jesus was born soon, with the angels proclaiming this news to the shepherds who later also walked around, spreading the information)!.

…nós, em criança, a época natalícia não era caracterizada por esta euforia actual!. O tempo passava devagar e as noites, longas e frias, eram passadas à volta da lareira!. A história do nascimento de Jesus, que a nossa avó Agar nos contava e nós ouvíamos, perdidos em imagens, preenchiam o nosso imaginário, com o nascimento peculiar de Jesus, a doçura de Maria e a figura protectora de José!. Tudo era mágico envolvido num mistério simples como simples era o nosso ser de crianças!. A palavra Natal era mágica mas não havia a Ceia de Natal, com a família reunida à volta da mesa, nem a ida à Missa do Galo, nem o beijar do Pezinho do Menino Jesus!. (We, as a child, the holiday season was not characterized by this current euphoria!. Time passed slowly and the nights, long and cold, were spent around the fireplace!. The story of the birth of Jesus, which our grandmother Agar told us and we heard, lost in images, filled our imagination with the peculiar birth of Jesus, the sweetness of Mary and the protective figure of Joseph!. Everything was magical wrapped in a simple mystery just as our being of children was!. The word Christmas was magical, but there was no Christmas supper, with the family gathered around the table, no going to Rooster Mass, or the kissing of Baby Jesus’ Feet)!.


…como já mencionámos, em casa não havia Árvore de Natal, simplesmente não fazia ainda parte dos costumes da nossa família!. Também não havia o Pai Natal, nem os presentes trazidos durante a noite pelo Menino Jesus, que no dizer na nossa querida avó Agar, era lindo, loiro, de olhos azuis e de pele rosada, com umas vestes rudimentares, mas sem frio algum!. Não havia o “sapatinho” à volta da lareira, onde o Menino Jesus iria descer pela chaminé e colocar as prendas, tão esperadas, dentro dos sapatinhos!. Surpresa das surpresas…quem nos dava os tais chocolates de 1 tostão, embrulhados naquelas pratas azuis amarelas e vermelhas, era a nossa abençoada avó Agar, com um amor incondicional de todas as avós do mundo!. (As we mentioned, at home there was no Christmas tree, it just wasn’t part of our family’s customs yet!. There was neither Santa Claus, nor the gifts brought by the baby Jesus at night, which in our dear grandmother Agar say, was beautiful, blond, blue-eyed and pink-skinned, with some rudimentary garments, but no cold at all!. There was no “slipper” around the fireplace where the Baby Jesus would go down the chimney and put the long-awaited gifts inside the little shoes!. Surprise of surprises … who gave us such penny chocolates, wrapped in those blue yellow and red silver, was our blessed grandmother Agar, with an unconditional love of all grandmothers in the world)!.

…todavia hoje, os costumes comemorativos associados ao Natal têm uma mistura de temas e origens pré-cristãs, cristãs e seculares mas na verdade, nos costumes modernos existe uma troca de cartões de Natal, serviços da Igreja, uma refeição especial, bolachas de Natal, exibição de várias decorações de Natal, incluindo árvores de Natal, luzes de Natal, presépios, visco e azevinho, que envolvem uma atividade económica muito intensa, que tem crescido constantemente nos últimos séculos em muitas regiões do mundo, ao contrário da bondade no coração de todos nós, principalmente para com as crianças, que já não existe ou é muito rara, ou talvez já esteja quase extinta!. (Yet today, the commemorative customs associated with Christmas have a mix of pre-Christian, Christian and secular themes and origins but in fact, in modern customs there is an exchange of Christmas cards, Church services, a special meal, cookies, Christmas, display of various Christmas decorations, including Christmas trees, Christmas lights, cribs, mistletoe and holly, which involve very intense economic activity, which has steadily grown over the last few centuries in many regions of the world, unlike goodness in the heart of us all, mainly towards children, which no longer exists or is very rare, or perhaps almost extinct)!.

…que tenham continuação de Boas Festas, companheiros da vida!. (That have a continuation of Happy Holidays, companions of life)!.

Tony Borie, December 2019.

…grandes Estradas!. (Great Roads)!.

…grandes Estradas!. (Great Roads)!.

…grandes Estradas! (1) (Great Roads) (1)

…quando não havia lama, poeira ou buracos, havia chuva e granizo, enormes geadas, buracos e rachaduras na estrada!. (When there was no mud, dust or holes, there was rain and hail, huge frosts, holes and cracks in the road)!.

…existem no mundo várias, todavia, por isto ou por aquilo não se tornaram tão famosas como algumas “grandes estradas” onde, quase todas as pessoas têm receio de nelas viajar, (só por lá transitam os profissionais condutores de camiões ou algumas pessoas possuidoras do tal sentimento de aventura), no entanto têm cenários únicos, alguns lindíssimos, talvez por serem desertas, isoladas, geladas ou quentes, não terem segurança, atravessarem planícies, rios selvagens, montanhas de gelo ou savanas e, estarem ligadas a alguns eventos, uns felizes, outros não, talvez até dramáticos que, assinalaram épocas históricas!. (There are many in the world, however, for this or that they have not become as famous as some “big roads” where, almost everyone is afraid to travel on them, (only truck drivers or some possessing such a sense of adventure), yet have unique scenery, some beautiful, perhaps because they are deserted, secluded, cold or warm, unsafe, crossing plains, wild rivers, ice mountains or savannas, and being linked to some events, some happy, some not, perhaps even dramatic, that marked historical epochs)!.

…ao iniciar um relato de algumas das “grandes estradas” que por aí existem, nada nos move a não ser a curiosidade e o contacto com outras pessoas de diferentes culturas, pois somos fãs de viagens longas e aventuras, principalmente por lugares ainda selvagens e que nos proporcionem um verdadeiro contacto com a natureza!. Todavia, às vezes podemos viajar milhares e milhares de milhas, sem ter nada além de pessoas ruins, comida ruim, internet ruim, tempo ruim, isto e aquilo… mas, quando menos se espera, encontramos a “história” e, esse lugar e todas essas coisas menos boas, passam a ser excelentes!. (when starting an account of some of the “great roads” out there, nothing moves us but curiosity and contact with other people from different cultures, because we are fans of long trips and adventures, especially places still wild and give us a real contact with nature!. However, sometimes we can travel thousands and thousands of miles, having nothing but bad people, bad food, bad internet, bad weather, this and that … but when we least expect it, we find the “story” and this place and all these less good things become excellent)!.

…no texto de hoje explicamos que, estradas como a “Route 66”, que vai desde a cidade de Chicago, no estado de Illinois, até à cidade de Los Angeles, no estado da Califórnia, a qual já tivémos o previlégio de viajar em todo o seu percurso, são insignificantes!. (In today’s text we explain that roads like “Route 66” run from the city of Chicago, Illinois, to the city of Los Angeles, California, which we already had the privilege of travel all their way, are insignificant)!.

…comparadas com a infame “The Road of Bones”, (“O Caminho dos Ossos”), que é o apelido dado à estrada R504 Kolyma Highway, na Rússia, devido à história horrível da sua construção, atravessando o Extremo Oriente Russo, fazendo parte da rota M56!. (Compared to the infamous “The Road of Bones”, which is the nickname given to the R504 Kolyma Highway in Russia due to the horrible history of its construction, crossing the Russian Far East as part of the M56)!.

…esta estrada está situada numa região onde as temperaturas mais frias fora da Antártida já foram registradas e, as pessoas consideram-na a estrada mais fria do mundo!. (This road is situated in a region where the coldest temperatures outside Antarctica have been recorded, and people consider it the coldest road in the world)!.

…oficialmente é conhecida como a R504 Kolyma Highway, (Kolyma, é o rio que deu o nome a toda a região)!.(It is officially known as the R504 Kolyma Highway (Kolyma is the river that gave its name to the entire region)!.

…é uma enorme estrada pelo Extremo Oriente Russo que se estende por uns incríveis 2.031 km (1.262 milhas), começando em torno de Nizhny Bestyakh e termina em Magadan, famosa por seus “gulags” soviéticos!. (A huge road through the Russian Far East that stretches for an incredible 2,031 km (1,262 miles), starting around Nizhny Bestyakh, and ends in Magadan, famous for its “Soviet gulags”)!.

…os Russos locais chamam a estrada de “Trassa”, que se traduz simplesmente como “A rota”!. “O Caminho dos Ossos” é a única estrada na área, portanto não há necessidade de distingui-la de outras estradas e, além de pavimentar e tornar mais agradável o aspecto da cidade de Magadan, a estrada é principalmente de terra, pedra e cascalho, para nela se viajar em qualquer clima!. (Local Russians call the road “Trassa”, which translates simply as “The Route”!. “The Road of Bones” is the only road in the area, so there is no need to distinguish it from other roads, and besides paving and making the look of Magadan City more pleasant, the road is mostly dirt, stone and gravel, to travel in any weather)!.

…já mencionámos que é a estrada mais fria do mundo, não só pelo clima rigoroso da Sibéria, mas também pela “fria razão” de que foi construída durante a era “stalinista” da União Soviética, onde os prisioneiros do campo de trabalho de Sevvostlag começaram o primeiro trecho no ano de 1932, continuando a sua construção com o uso de trabalho forçado destes prisioneiros até ao ano de 1953!. (We have already mentioned that it is the coldest road in the world, not only for the harsh climate of Siberia, but also for the “cold reason” that it was built during the “Stalinist” era of the Soviet Union, where the prisoners of the labor camp from Sevvostlag began the first stretch in the year 1932, continuing their construction with the use of forced labor of these prisoners until the year 1953)!.

…num pequeno resumo explicamos que o trabalho forçado começou no ano de 1932, levando mais de vinte anos para ser concluída, sendo construída quase inteiramente através do trabalho forçado dos “gulags” locais!. O trabalho era inerentemente árduo e foi realizado em todos os climas, desde o inverno rigoroso da Sibéria, onde as temperaturas caíam até 50 graus negativos, até aos verões implacáveis e infestados de mosquitos e, como resultado pelo menos 25 prisioneiros morriam todos os dias!. (In a brief summary we explain that forced labor began in the year 1932, taking more than twenty years to complete, being built almost entirely through the forced labor of local “gulags”!. The work was inherently hard and was done in every climate, from the harsh Siberian winter, where temperatures dropped to minus 50 degrees, to the relentless, mosquito-infested summers and as a result at least 25 prisoners died every day)!.

…como a estrada estava sendo construída em permafrost, era muito mais prático enterrar os cadáveres em baixo ou ao redor da estrada, do que continuar cavando túmulos!. Ainda hoje, muitas pessoas relatam que encontram os ossos dos trabalhadores mortos subindo à superfície da estrada, e claro, esta estrada ocupa um lugar especial, embora escuro, no coração de muitos russos siberianos!. (As the road was being built in permafrost, it was far more practical to bury the corpses below or around the road than to continue digging graves!. Even today, many people report that they find the bones of dead workers rising to the surface of the road, and of course, this road occupies a special, albeit dark, place in the heart of many Siberian Russians)!.

…o apelido “O Caminho dos Ossos” fala da história horrível da construção desta estrada, com o trabalho fisico e forçado dos prisioneiros, usando apenas picaretas e carrinhos de mão!. Durante este período, prisioneiros políticos em “gulag” forneceram a força de trabalho necessária não só para a sua construção, como para a mineração de ouro ou abate de árvores para a recuperação de madeira, onde milhares de prisioneiros trabalhavam até à sua morte, morrendo devido às condições desfavoráveis de trabalho, de exaustão, fome e ao frio rigoroso, onde muitos foram baleados por não trabalharem o suficiente, enquanto outros morreram devido a condições brutais de congelamento nos campos dos “gulags”, com temperaturas tão baixas como os 50 graus negativos!. (The nickname “The Road of Bones” tells the horrible story of the construction of this road, with the prisoners physical and forced labor, using only picks and wheelbarrows!. During this period political prisoners in “gulag” provided the necessary workforce not only for its construction, but also for gold mining or logging for timber, where thousands of prisoners worked to their death, dying due to unfavorable working conditions, exhaustion, hunger and severe cold, where many were shot for not working hard, while others died from brutal freezing conditions in the “gulag camps”, with temperatures as low as 50 degrees negatives)!.

…hoje, esta estrada é tratada como um memorial e, a aventura de nela viajar, transformou-a numa lenda, pois o “Caminho dos Ossos”, está situada no extremo nordeste da Sibéria, sendo escavada na tundra pantanosa há quase 70 anos pelos prisioneiros “gulag”!. Isto parece um grande paradoxo mas, dizem que esta estrada de terra, pedra e cascalho está no “fim do mundo” e, quem chega ao final do “Caminho dos Ossos” já deixou esse mundo para trás, e mais ainda, os russos locais, dizem que, “É impossível viver por aqui, mas também é impossível sair daqui”, talvez ainda querendo estar junto dos seus antepassados, que morreram na sua construção!. (Today, this road is treated as a memorial and the adventure of traveling on it has made it a legend, as the “The Road of Bones” is situated in the far northeast of Siberia and was excavated in the marshy tundra for almost 70 years. years by the prisoners “gulag”!. This sounds like a big paradox, but it is said that this dirt, stone and gravel road is at the “end of the world” and whoever reaches the end of the “The Road of Bones” has already left this world behind, and even more, the local Russians, say that, “It is impossible to live here, but also impossible to get out of here”, perhaps still wanting to be with their ancestors, who died in their construction)!.

…deixando a história e falando das condições de circulação nesta estrada, é considerada extremamente perigosa, especialmente durante o inverno, que dura dez meses, com uma visibilidade reduzida, devido ao gelo e à neve pesada, todavia durante o verão, as condições tornam-se ainda mais extremas quando a lama se torna no pior inimigo e, devido ao permafrost durante estes meses, não há asfalto, levando a engarrafamentos por causa da lama, sempre que as chuvas de verão caem!. Por estranho que pareça, durante o mês de Outubro, as condições da estrada estão no seu melhor, quando a superfície está coberta de gelo!. (Leaving history and talking about driving conditions on this road, is considered extremely dangerous, especially during the winter, which lasts ten months, with low visibility due to ice and heavy snow, but during summer, conditions they become even more extreme when mud becomes the worst enemy and, due to permafrost during these months, there is no asphalt, leading to mud traffic jams whenever summer rains fall!. Oddly enough, during October the road conditions are at their best when the surface is covered with ice)!.

…atravessando o Extremo Oriente Russo, ou seja, parte da Sibéria, que corresponde a uma área de 77% da Russia, (todavia abriga aproximadamente 36 milhões de pessoas, que são sòmente 27% da população do país), percorrendo desertos siberianos de gelo, terra ou areia preta e cascalho, onde toda a região é extremamente fria, principalmente no inverno, como por exemplo a cidade de Oymyakon, situada a aproximadamente 100 km desta estrada, que tem a particulariedade de ser o lugar mais frio e habitado do mundo, com temperaturas que podem cair até 50 graus negativos!. (Across the Russian Far East, ie part of Siberia, which accounts for an area of 77% of Russia (however it houses approximately 36 million people, which are only 27% of the country’s population), traversing Siberian deserts ice, earth or black sand and gravel, where the whole region is extremely cold, especially in winter, such as the city of Oymyakon, located about 100 km from this road, which has the particularity of being the coldest and most inhabited place of the world, with temperatures that can drop up to minus 50 degrees)!.

…assim, após a queda do governo soviético, a estrada foi percorrida pela primeira vez por motociclistas ocidentais no verão de 1995!. Depois, não muitos, mas alguns, têm tentado, pelo menos aqueles que querem completar a sua volta ao mundo, atravessando parte da Sibéria, pelo menos para aquelas séries de televisão, onde concluiem a travessia, com aguma assistência, juntando-se a um qualquer comboio de carga russo, cujos camiões conseguem atravessar, principalmente os rios, que vão cheios de água e gelo!. Dizem-nos mesmo que existem disponíveis viagens comerciais para um pequeno número de motociclistas!. (So after the fall of the Soviet government, the road was first traveled by western motorcyclists in the summer of 1995!. Then, not many, but some, have tried, at least those who want to complete their round the world, crossing part of Siberia, at least for those television series, where they conclude the crossing with some assistance, joining a any Russian freight train, whose trucks can cross, especially the rivers, which are full of water and ice!. We are even told that commercial trips are available for a small number of motorcyclists)!.

…e por último lembramos que esta “infame estrada” (não pela estrada, mas pelo processo como foi construída), termina na cidade de Magadan, no mar de Okhotsk que é o último posto avançado da civilização oriental na extensão despovoada da Sibéria!. (And lastly we remember that this “infamous road”(not the road, but the process as it was built) ends in the city of Magadan on the Okhotsk Sea which is the last outpost of eastern civilization in the unpopulated stretch of Siberia)!.

…onde a Máscara da tristeza se eleva acima da cidade, no único monumento da região que lembra a miséria dos prisioneiros nos campos de “Gulag”, prestando homenagem a milhões de pessoas que morreram nas minas ou na construção de estradas, sob o Grande Terror Stalin, que os levou a este lugar, onde deveriam ser exterminados à vontade do ditador, através do trabalho forçado e do frio!. (Where the Mask of Sorrow rises above the city, the only monument in the region reminiscent of the misery of prisoners in the “Gulag” camps, paying tribute to millions of people who died in the mines or in road construction under the Great Terror Stalin, who led them to this place, where they were to be exterminated at the dictator’s will through forced labor and cold)!.

N.B. – Algumas fotos e algumas frases que ilustram este texto e que incluímos na sua composição, tomámos a liberdade de as retirar de várias fontes durante as nossas pesquisas, agradecendo àqueles que tiveram a coragem de as publicar, para que o resto do mundo as aprecie, (sobretudo as que tiveram o previlégio de viver em países com liberdade de expressão e, principalmente nesta quadra festiva do Natal), lembrem e meditem nestas martirizadas pessoas, onde milhares e milhares, não tiveram qualquer Natal e não praticaram qualquer crime, sómente talvez, o de terem um pensamento com ideias diferentes!. (NB – Some photos and phrases illustrating this text that we included in its composition, we took the liberty of removing them from various sources during our searches, thanking those who had the courage to publish them so the rest of the world would appreciate them, (especially those had the privilege of living in countries with freedom of expression and, in this festive Christmas season), remember and meditate on these martyred people, where thousands and thousands did not have any Christmas and did not commit any crime, just maybe having a thought with different ideas)!.

(“Grandes Estradas”, continuará em próximos textos) (“Great Roads” will continue in future texts).

Tony Borie December 2019.